Connect with us
15 de setembro de 2026

Business

De olho no clima, mercado do milho segue cauteloso, diz Cepea

Published

on


Foto: Embrapa/Semeali Sementes

A colheita da safra de verão do milho brasileiro está em momentos finais. Enquanto isso, o plantio da segunda safra está praticamente finalizado, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Pesquisadores relatam que existe agora uma preocupação em relação ao clima das próximas semanas, visto que a previsão é de tempo seco e quente, fatores que podem influenciar nas lavouras.

Ainda de acordo com o centro de estudos, a previsão para essa segunda safra é realmente menor comparada a do ano anterior, mesmo sendo elevada. Apesar disso, a irregularidade das chuvas nos últimos dias e as altas temperaturas na região Centro-Oeste e no estado do Paraná, tem deixado produtores em alerta.

Em relação as movimentações do mercado, no spot, a baixa demanda marca a última semana. Negociações ainda seguem limitadas, com compras apenas para quantidades pontuais e com pouca urgência de resposição. Compradores seguem de olho na boa oferta prevista para as próximas datas e aguardam uma queda nos preços.

Em compensação, vendedores limitaram o volume no spot, no aguardo de uma reação nas cotações do cereal, fundamentados nas previsões de clima para as semanas seguintes.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

Advertisement

O post De olho no clima, mercado do milho segue cauteloso, diz Cepea apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement

Business

Coamo recebe 68,5 milhões de sacas de milho safrinha em 2026

Published

on


A Coamo Agroindustrial Cooperativa registrou o recebimento de 68,5 milhões de sacas de milho da segunda safra em suas unidades em 2026. Somado ao milho da safra de verão 2025/26, o volume recebido nas estruturas da cooperativa supera 75 milhões de sacas. O dado foi informado pela entidade nesta terça-feira (15).

No ciclo atual, a cooperativa projeta encerrar as operações com o recebimento de 5,7 milhões de toneladas de soja e 4,5 milhões de toneladas de milho. As atividades operacionais envolvem mais de 2 mil funcionários em unidades localizadas no Paraná, em Santa Catarina e em Mato Grosso do Sul.

Segundo o presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, o volume recebido contribui para a utilização das estruturas da cooperativa e para a redução de custos operacionais. Em nota, ele afirmou que essa condição permite remunerar melhor o produtor e elevar a rentabilidade do negócio.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

Advertisement

A cooperativa também está em fase de planejamento para a próxima safra de milho e conduz a campanha de fornecimento de sementes e fertilizantes. De acordo com a entidade, cerca de 60% dos cooperados já têm os insumos garantidos para o próximo ano.

Nas áreas de atuação da Coamo, o plantio da próxima safra de soja já foi iniciado. O gerente de Produtos da cooperativa, José Carlos de Andrade, afirmou que a expectativa é de uma safra superior à do ano anterior.

Em relação à infraestrutura, Andrade destacou os investimentos realizados nas unidades de recebimento. Segundo ele, a safra de milho exige uma estrutura mais robusta, eficiente e moderna, o que tem levado a cooperativa a ampliar aportes em tecnologia, equipamentos e qualificação de mão de obra.

Com recorde no recebimento de milho da segunda safra, a Coamo mantém as operações voltadas ao encerramento do ciclo atual e ao preparo da próxima temporada, com avanço no plantio de soja, planejamento do milho e fornecimento de insumos aos cooperados.

Fonte: Estadão Conteúdo

Advertisement

O post Coamo recebe 68,5 milhões de sacas de milho safrinha em 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Safra de grãos 2025/26 é estimada em 361,7 milhões de toneladas pela Conab

Published

on


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou em 361,7 milhões de toneladas a produção brasileira de grãos na safra 2025/26. O volume representa crescimento de 2,6% em relação à temporada anterior e avanço de 0,3% frente ao levantamento de agosto. Os dados constam no 12º Levantamento do Boletim da Safra de Grãos, publicado nesta terça-feira (15).

Segundo a Conab, a área plantada no país deve atingir 83,5 milhões de hectares, alta de 1,7% na comparação com o ciclo 2024/25. Os maiores avanços ocorreram na soja, com incorporação de 1,3 milhão de hectares, no milho, com aumento de 762,5 mil hectares, e no sorgo, que registrou expansão de 32,9%.

Entre as principais culturas, a soja deve alcançar 180,4 milhões de toneladas, com crescimento de 5,2% sobre a safra anterior. A área plantada da oleaginosa avança 2,7% e a produtividade sobe 2,5%. A estatal também projeta exportações recordes de 116,2 milhões de toneladas.

Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Advertisement

No milho, a produção total foi estimada em 144 milhões de toneladas, alta de 2%. A primeira safra registra produtividade recorde de 7.191 kg por hectare, enquanto a segunda safra deve somar 112,1 milhões de toneladas. Já o algodão tem previsão de 4,14 milhões de toneladas, maior volume da série histórica, com produtividade de 2.053 kg por hectare de pluma.

Em direção oposta, arroz, feijão e trigo recuam na comparação anual. O arroz foi projetado em 11,08 milhões de toneladas, queda de 13,2%, com retração de 14% na área plantada. O feijão deve somar 2,95 milhões de toneladas, recuo de 3,6%, mesmo com rendimento médio de 1.161 kg por hectare. O trigo apresenta a maior queda entre as culturas, de 27,1%, para 5,74 milhões de toneladas, e as importações do cereal estão estimadas em 7,06 milhões de toneladas.

No clima, agosto teve volumes de chuva acima de 90 milímetros na Região Sul, no sul de São Paulo e no litoral do Nordeste. No Centro-Oeste, Norte e interior nordestino, os acumulados ficaram abaixo de 40 milímetros. A Conab informou que o tempo seco favoreceu a colheita no Centro-Oeste e no Sudeste, enquanto o excesso de chuva afetou pontualmente lavouras de trigo no Sul.

Para os próximos meses, a previsão climática indica chuvas abaixo da média em grande parte do Norte e do Nordeste e volumes acima da média na Região Sul, com risco de excesso hídrico em áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. De acordo com a Conab, esse cenário está associado à persistência do El Niño entre setembro e novembro.

Fonte: gov.br

Advertisement

O post Safra de grãos 2025/26 é estimada em 361,7 milhões de toneladas pela Conab apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

‘Ano que vem será melhor’, crença do produtor pode dificultar sucesso da RJ, diz advogada

Published

on


Imagem: Felipe Carvalho/Canal Rural BA

O momento em que o pedido de recuperação judicial de um produtor rural chega ao Judiciário é tão relevante quanto o tamanho da dívida. Essa é a análise da advogada Renata Abalém, especializada em Direito do Agronegócio.

Ela ressalta que em atividades sujeitas a ciclos de safra, necessidade constante de financiamento e compromissos assumidos antes da geração da receita, a deterioração financeira costuma deixar sinais muito antes de a operação se tornar inviável.

Para a advogada, o problema é que, especialmente nas estruturas familiares, reconhecer os sinais de que o negócio “não anda bem das pernas” pode significar admitir que uma atividade construída ao longo de gerações precisa ser revista.

“A crise não vem de uma vez. A escassez do crédito também não. No caso do agro, estima-se que, ao menos três anos antes do ponto sem volta, o produtor já começa a perceber os sinais de não recuperabilidade, até porque a atividade é cíclica e minimamente previsível. Por óbvio que os eventos não previsíveis agravam e antecipam a crise, mas, pelo que tenho acompanhado ao longo dos anos, a falta de planejamento e antecipação do diagnóstico é causa preponderante da dificuldade em reorganizar a atividade como um todo”, afirma Renata.

Advertisement

Aumento nos pedidos de recuperação judicial

O Brasil registrou 474 pedidos de recuperação judicial ligados ao agro no primeiro trimestre de 2026, alta de 21,9% em relação aos 389 casos do mesmo período do ano passado, conforme dados da Serasa Experian.

Entre os produtores rurais pessoa jurídica, o crescimento foi ainda maior: 73,5%, passando de 113 para 196 solicitações. Já no universo dos agricultores pessoa física, pequenos proprietários responderam por 44 pedidos e médios por outros 37 no período.

A advogada salienta que a incapacidade de diagnosticar a situação e demorar na busca pela resolução do problema traz situações ainda mais delicadas quando se tratam de pequenos e médios produtores. Isso porque a gestão financeira costuma conviver com relações familiares, patrimônio, tradição e identidade pessoal, o que pode dificultar decisões como venda de ativos, renegociação antecipada, revisão da estrutura de crédito ou procura por assessoria jurídica antes da perda de liquidez.

Para Renata, a expectativa de que uma safra futura seja suficiente para recompor as perdas pode consumir justamente o período em que ainda existiriam alternativas à judicialização.

“É muito difícil para o pequeno ou médio produtor ter um olhar técnico, financeiro e jurídico sobre a sua atividade, que na maioria das vezes está na sua história há gerações. A crença de que ‘vai dar certo’, ‘ano que vem será melhor’, ‘na próxima safra resolvemos’ é o maior entrave para um diagnóstico precoce e para se traçar estratégias jurídicas de sucesso”, comenta.

Advertisement

Assim, quem olha para a atividade com olhar técnico e longe de paixão acaba por ter mais condições de traçar planejamento e estratégias realmente efetivas.

Problema se estende por toda a cadeia

O efeito de uma atividade agropecuária em apuros tende a ser mais relevante em municípios cuja força econômica está intimamente ligada à produção rural.

Quando um produtor reduz compras, atrasa pagamentos ou interrompe investimentos, o impacto pode chegar a revendas de insumos, transportadores, armazenadores, oficinas, prestadores de serviços e fornecedores que dependem do mesmo ciclo de produção.

“A saída judicial não atinge somente produtores rurais, mas empresas de apoio direto ao agronegócio, como armazéns gerais e holdings familiares ligadas à atividade rural, impactando de fornecedores locais a prestadores de serviços. Não é possível olhar para o agro problemático sem observar os problemas que dele orbitam”, pontua Renata.

Nesse contexto, a advogada salienta que a recuperação judicial pode preservar uma operação economicamente viável ao permitir a reorganização de determinadas obrigações, mas sua capacidade de cumprir esse papel depende das condições existentes no momento do pedido.

Advertisement

Desta forma, se o produtor já perdeu capital de giro, deteriorou a relação com fornecedores e comprometeu sua capacidade de financiar uma nova safra, o processo judicial passa a enfrentar uma limitação prática: suspender ou reorganizar dívidas não gera, por si só, os recursos necessários para continuar produzindo.

“Quanto mais tardio o pedido e mais fragilizada a relação com fornecedores no momento do protocolo da recuperação judicial, menor a chance de ela efetivamente sustentar a continuidade da produção e maior o risco de o instrumento se tornar apenas uma sobrevida temporária, sem resolver de fato o problema estrutural que levou à crise”, afirma a advogada.

Por isso, conforme a especialista, a discussão sobre recuperação judicial no campo precisa começar antes do processo. A avaliação deve considerar a capacidade futura de geração de caixa, o capital necessário para manter a atividade, o nível de comprometimento das receitas e as alternativas disponíveis para reorganizar as obrigações.

“A recuperação judicial deve servir para preservar a atividade, mas precisa ser intentada antes que o produtor tenha esgotado o capital de giro necessário para continuar plantando ou operando. É preciso olhar com tecnicidade e dureza para o binômio necessidade e efetividade. E esse momento é o quanto antes: ontem, mês passado, ano passado”, conclui.

O post ‘Ano que vem será melhor’, crença do produtor pode dificultar sucesso da RJ, diz advogada apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT