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Governo anuncia programa de R$ 10 bi para financiar máquinas agrícolas durante a Agrishow

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Foto: Cadu Pinotti/ Agência Brasil

O vice-presidente, Geraldo Alckmin, anunciou neste domingo (26), durante a abertura da 31ª edição da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), um programa de financiamento de máquinas agrícolas com a promessa de reduzir os juros pagos pelos agricultores. O “Move Agrícola” prevê liberar, dentro de três semanas, um total de R$ 10 bilhões, com taxa de “um dígito” – o porcentual não foi especificado.

“O governo está estruturando o ‘Move Agrícola’ para garantir crédito mais acessível ao produtor e à indústria de máquinas”, afirmou Alckmin. Segundo ele, a medida atende a uma demanda recorrente do setor, especialmente em um cenário de juros elevados.

Os recursos serão operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em parceria com instituições financeiras. Alckmin declarou que o programa busca estimular a modernização do parque agrícola brasileiro e, com isso, ampliar a competitividade do País.

Além do novo programa, Alckmin sinalizou outras frentes de atuação do governo federal. Entre elas, a ampliação do seguro rural – considerado um dos gargalos estruturais do agro brasileiro. Atualmente, a cobertura atinge pouco mais de 7% da área plantada no País.

O vice-presidente reconheceu a limitação e afirmou que o governo pretende avançar no tema, mas com cautela fiscal. “Vamos melhorar o seguro rural com toda a responsabilidade fiscal”, disse, indicando que eventuais mudanças dependerão do equilíbrio das contas públicas.

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Outro ponto sensível abordado foi a renegociação das dívidas do setor. Alckmin confirmou que o governo trabalha em um programa que contemple tanto produtores adimplentes quanto inadimplentes, com o objetivo de reequilibrar financeiramente a atividade no campo.

O vice-presidente mencionou, ainda, medidas que podem beneficiar o agronegócio de forma indireta, como a ampliação da lista de produtos com tarifa de importação zerada e a desoneração das exportações prevista na reforma tributária.

Reivindicações

A cobrança por medidas concretas partiu de lideranças do setor presentes na cerimônia de abertura da Agrishow. O deputado federal Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), reforçou a necessidade de um modelo estruturado de renegociação de dívidas.

Segundo ele, não se trata de perdoar os produtores, mas de adotar ações que permitam a eles manter suas atividades. “É indispensável que ele consiga pagar seus compromissos e retomar sua capacidade produtiva”, afirmou.

Jardim também falou sobre a urgência de ampliar o seguro rural, argumentando que uma cobertura mais robusta reduziria a necessidade de renegociações frequentes. Ele lembrou que há projetos em tramitação no Congresso para fortalecer a política de seguro, mas que ainda dependem de avanços legislativos.

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Plano Safra

Em sua primeira participação na Agrishow como ministro da Agricultura, André de Paula adotou um discurso focado na ampliação do crédito e na redução dos custos financeiros. O ministro declarou que pretende buscar um novo recorde de recursos para o próximo Plano Safra, mas que o volume, por si só, não é suficiente. “Mais importante do que o montante é garantir taxas de juros que permitam ao produtor acessar esse crédito”, declarou.

De Paula também se comprometeu a atuar pela aprovação do projeto de lei do seguro rural. Ele defendeu a construção de um modelo sustentável, com mecanismos que garantam continuidade mesmo em cenários de restrição orçamentária.

Outro ponto destacado foi a disposição do ministério em dialogar sobre a renegociação de dívidas. De acordo com o ministro, a pasta estará aberta a pensar em soluções em conjunto com o setor e o Congresso Nacional.

“Não-anúncio”

Representantes do agronegócio, entre eles Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), uma das entidades organizadoras da Agrishow, afirmam que havia uma expectativa de que o governo federal anunciasse medidas para atacar os “grandes problemas estruturantes do agro” e, por isso, ficou uma sensação de frustração.

“Esperávamos que fossem feitos anúncios, mas estamos classificando como um ‘dia do não-anúncio’”, disse à reportagem. “O governo reconheceu a importância de termos uma autossustentação de fertilizantes, de termos crédito, de termos seguro, mas não houve nada prático nesse sentido. Não bastasse isso, colocaram a culpa dos juros altos na guerra (do Oriente Médio). Sabemos que os juros não abaixam por causa da inflação”.

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Diante deste cenário, Meirelles diz que a principal orientação aos agricultores será a de evitar investimentos no momento, mas de focar em aumentar a produtividade das lavouras, a fim de reduzir as pressões dos custos.

“Todos esses pontos que apontamos são no intuito de começarmos a criar um país que não perca as oportunidades que estamos perdendo. Precisamos, agora, criar um projeto Brasil, com planejamento para os próximos 20 anos”.

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Agro Mato Grosso

Em registro raro onça-preta é flagrada por câmeras em pousada no interior de MT

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Uma onça-preta foi flagrada por câmeras de monitoramento acionadas por movimento em uma pousada em São José do Rio Claro, a 297 km de Cuiabá, na noite deste sábado (25). O registro coniderado raro por especialistas integra um projeto voltado ao monitoramento e identificação de animais silvestres na região.

As imagens mostram o animal de grande porte se aproximando com tranquilidade de uma das câmeras enquanto atravessa uma área de mata (veja abaixo).

Segundo Abigail Martin, presidente do Jaguar ID Project, responsável pela identificação dos felinos, em um ano de monitoramento foram flagrados ao menos quatro machos e duas fêmeas. Para ela, os registros reforçam a importância da área, que apesar do avanço do desmatamento no entorno demontra uma presença relevante da espécie na área.

“Quase não tem floresta lá, e em um ano conseguimos registrar várias onças. É um lugar muito importante para chamar atenção, porque ainda existem esses animais incríveis lá ”, afirmou.

Ainda de acordo com Abigail, a pelagem do animal se trata de uma variação genética incomum da onça-pintada, com registros raros na natureza, especialmente em áreas fragmentadas como a da região, que é cercada por plantações de soja e cana-de-açúcar.

“Capturar esse indivíduo em câmera é algo muito especial e de grande valor científico. Esse trabalho busca gerar base científica para reforçar a importância da proteção das áreas remanescentes”, destacou.

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🐆 Onça-pintada preta

Conhecidas popularmente como onça-preta ou “pantera negra”, as onças-pintadas com pelagem escura apresentam essa característica devido a uma mutação genética chamada melanismo.

Fernando Tortato, da ONG Panthera, explicou que o melanismo é causado por um gene dominante e faz com que a coloração amarela típica da espécie fique preta, escondendo as manchas características.

“Dependendo da intensidade do melanismo, as manchas podem ficar levemente visíveis sob a luz. A variação é relativamente comum em biomas como Cerrado e Amazônia. No Pantanal, porém, não há registros confirmados de onças-pintadas com essa característica”, afirmou o especialista.

Registro integra um projeto voltado ao monitoramento e identificação das onças — Foto: Reprodução

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Embrapa leva capacitação sobre palmeiras e participa de feira de sementes no Amazonas

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Crédito: Foto: Maria José Tupinambá | Embrapa

A Embrapa Amazônia Ocidental promove, nos dias 29 e 30 de abril, uma agenda técnica no Alto Solimões (AM) voltada ao fortalecimento da agricultura familiar e do extrativismo sustentável. A programação inclui o curso “Cultura do açaí e outras palmeiras nativas” e a participação na I Feira de Troca de Sementes e Mudas da região.

O curso será ministrado pelo pesquisador Edson Barcelos e tem como foco o manejo e o plantio de espécies como açaí, buriti e bacaba. A proposta é orientar produtores sobre técnicas que garantam sustentabilidade, preservação das florestas nativas e geração de renda. A atividade também busca fortalecer a segurança alimentar nas comunidades locais.

A capacitação é direcionada a agricultores familiares, técnicos, estudantes e demais interessados. Em Benjamin Constant, o encontro ocorre no dia 29, no auditório da prefeitura, com apoio de instituições como o MDA, a Funai e o Idam. Em Tabatinga, no dia 30, a formação será realizada na comunidade Umariaçu II, com parceria de órgãos locais e da Adaf.

Paralelamente, a Embrapa participa da I Feira de Troca de Sementes e Mudas do Alto Solimões, em Benjamin Constant, dentro do projeto “Mãos Guardiãs”. A iniciativa incentiva o intercâmbio de sementes crioulas e mudas de fruteiras nativas, como o cupuaçu, com foco na conservação da biodiversidade e no fortalecimento da produção local.

Segundo a pesquisadora Aparecida Claret, a ação estimula o policultivo e a formação de “guardiões de sementes”, ampliando a diversidade produtiva e contribuindo para a geração de renda em comunidades indígenas e tradicionais da região.

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Os interessados em participar da edição em Benjamin Constant podem obter informações sobre inscrições diretamente na sede da prefeitura ou com a Semap.

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Faesp classifica abertura da Agrishow como ‘dia do não anúncio’ e defende plano de longo prazo para o setor

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Créditos: Agrishow

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, afirmou que faltaram medidas concretas para o setor agropecuário durante a abertura da Agrishow 2026, realizada neste domingo (26), em Ribeirão Preto (SP). Em pronunciamento, ele classificou a data como o ‘dia do não anúncio’.

Segundo Meirelles, o setor produtivo chegou à feira com expectativa de medidas imediatas e estruturantes, mas encontrou novamente um conjunto de intenções e promessas já conhecidas, sem definição de prazos ou mecanismos de execução.

“Hoje foi o ‘dia do não anúncio’. Quando todo o setor produtivo esperava a consolidação de medidas efetivas, os representantes do governo federal vieram, mais uma vez, com promessas para renegociação de dívidas, seguro rural e crédito mais justo e acessível ao produtor rural. O produtor não precisa de mais promessas, mas de ações efetivas que tragam segurança jurídica para quem faz do Brasil o verdadeiro protagonista da segurança alimentar”, afirmou.

Criação de um ‘Plano Brasil’

O presidente também defendeu a criação de um plano de Estado de longo prazo para o agronegócio. “É fundamental termos um plano de 10, 20 anos, ou seja, um ‘Plano Brasil’ que contemple soluções de curto, médio e longo prazo. O setor necessita de previsibilidade e de uma visão de Estado que ultrapasse governos, garantindo que o apoio ao produtor seja contínuo e estratégico”, reforçou.

Mais que palavras: ações

A Faesp reforça que o sucesso do campo brasileiro depende da transformação de discursos em ações concretas. Para a entidade, a segurança jurídica é essencial para garantir que o produtor siga investindo e sustentando o abastecimento interno e as exportações do país.

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Segundo Meirelles, a manutenção do protagonismo do Brasil na segurança alimentar global passa por um ambiente de negócios estável e por ferramentas de trabalho eficientes, e não por adiamentos ou cronogramas indefinidos.

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Agro MT