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Sustentabilidade

Chicago fecha em alta no milho com demanda nos EUA e valorização nos preços do petróleo – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com alta nos preços. O mercado buscou suporte nos sinais de demanda para o milho e o etanol norte-americano, em meio à continuidade do movimento de alta nos preços do petróleo com a continuidade da guerra no Oriente Médio.

As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2025/26, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 1.530.800 toneladas na semana encerrada em 5 de março. O Japão liderou as compras, com 670.000 toneladas. Para a temporada 2026/27, foram mais 500 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 800 mil e 2,2 milhões de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos de milho com entrega em maio fecharam a US$ 4,62 1/2, com alta de 2,25 centavos, ou 0,48%, em relação ao fechamento anterior. A posição julho fechou a sessão a US$ 4,74 por bushel, avanço de 2,00 centavos ou 0,42% em relação ao fechamento anterior.

Autor/Fonte: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News

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Sustentabilidade

Comercialização de soja e milho apresenta ritmo cauteloso em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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A comercialização da safra 2025/2026 de soja em Mato Grosso do Sul alcançou 32,5% do volume estimado até fevereiro de 2026, de acordo com levantamento apresentado no relatório Preço x Comercialização, elaborado pela Aprosoja/MS com dados da consultoria Granos.

Somente no mês de fevereiro, o volume comercializado da nova safra foi de 4,5%, contribuindo para o avanço do percentual acumulado no estado. O relatório também aponta que o preço médio ponderado da safra 2025/2026, considerando o volume já comercializado até o final de fevereiro, foi de R$ 115,46 por saca.

Segundo a análise apresentada no documento, o andamento da comercialização da safra atual apresenta um comportamento mais cauteloso quando comparado a ciclos anteriores, especialmente nas fases iniciais.

No caso do milho, os dados referentes à safra 2024/2025 indicam que o volume comercializado atingiu 86% da produção estimada até fevereiro de 2026, após negociações de 4% registradas no mês. O percentual acumulado permanece quatro pontos percentuais abaixo do observado no mesmo período da safra anterior.

O relatório aponta ainda que o preço médio disponível do milho no estado foi de R$ 50,06 por saca em fevereiro de 2026, enquanto o preço médio futuro foi de R$ 49,87 por saca, valores cerca de 16% inferiores aos registrados em fevereiro de 2025. Considerando o volume efetivamente negociado, o preço médio ponderado foi de R$ 51,87 por saca.

Para a safra 2025/2026 de milho, o levantamento indica que 1,1% do volume foi comercializado em fevereiro, totalizando 14% da produção estimada negociada até o momento, percentual 0,5 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior. O preço médio ponderado do volume já comercializado está em R$ 50,97 por saca.

De acordo com o analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes, “esse comportamento reflete a estratégia adotada pelos produtores diante de um cenário de alta produção e de um mercado ainda marcado por incertezas”.

Para acessar o boletim completo, clique, Milho – Soja

Fonte: Aprosoja/MS



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Sustentabilidade

Mesmo com colheita avançando, ferrugem exige atenção em áreas tardias de soja – MAIS SOJA

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A colheita da soja no Brasil vem avançando nos últimos dias. De acordo com a última atualização de progresso da safra da Conab de 9 de março de 2026, cerca de 50,6% da soja brasileira já foi colhida. Enquanto o Mato Grosso se aproxima do fim da colheita com produtividades acima do esperado, o avanço ocorre em Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e algumas regiões de Santa Catarina, favorecido pelo tempo mais seco.

Já Paraná e no Rio Grande do Sul, enfrentam redução do potencial produtivo ou aceleração do ciclo por déficit hídrico, enquanto Bahía, Tocantins, Maranhão e Piauí têm atrasos na colheita devido ao excesso de chuvas. No Pará, a colheita já foi finalizada em parte das áreas e segue próxima da conclusão em outras, com boas produtividades (Conab, 2026).

Embora a colheita de soja tenha avançado de forma significativa nos últimos dias, No Sul do Brasil ainda existem lavouras tardias em estádios sensíveis do desenvolvimento. No Rio Grande do Sul, grande parte das áreas encontra-se entre as fases de florescimento, enchimento de grãos e maturação. Em Santa Catarina e no Paraná, apesar do início da colheita em algumas regiões, ainda há lavouras em pleno enchimento de grãos.

Nesse cenário, o monitoramento das áreas, principalmente das lavouras mais tardias, deve ser intensificado para minimizar perdas causadas por fatores bióticos, como a ferrugem-asiática. Embora parte da região Sul, especialmente o Rio Grande do Sul, esteja enfrentando baixos volumes de precipitação e períodos de déficit hídrico, o aumento recente dos registros da doença acende um alerta para a necessidade de reforçar as estratégias de manejo e controle. A intensificação dessas medidas é fundamental para evitar perdas adicionais na produtividade da soja decorrentes da ferrugem.

As atualizações do Consórcio Antiferrugem demonstram que atualmente 334 casos da ferrugem-asiática já forma relatados em lavouras comerciais na safra 2025/2026. O Paraná concentra a maioria dos casos (156), entretanto, 60 casos já foram relatados no Rio Grande do Sul (figura 1). Considerando que grande parta das lavouras ainda estão em pleno desenvolvimento, reforçar os cuidados com o manejo da ferrugem é determinante para reduzir o impacto da doença na produtividade da soja, especialmente em lavouras próximas as áreas de ocorrência da doença.

Figura 1. Ocorrência da ferrugem-asiática na safra 2025/2026 por Estado (UF) de ocorrência. Atualização do Consórcio Antiferrugem de 12 de março de 2026.
Fonte: Consórcio Antiferrugem (2026)

Vale destacar que, visando maior eficiência no controle e um manejo mais adequado da resistência do patógeno aos fungicidas, recomenda-se que as medidas de controle da ferrugem-asiática sejam adotadas de forma preventiva, antes do estabelecimento da doença nas lavouras. Essa estratégia contribui para aumentar a eficácia dos fungicidas e reduzir o risco de perdas produtivas.

Clique aqui para ver as atualizações do Consórcio Antiferrugem e confira se há algum caso relatado próximo de você.



Referências:

CONSÓRCIO ANTIFERRUGEM. MAPA DE DISPERSÃO. Consórcio Antiferrugem: Parceria público-privada no combate à ferrugem asiática da soja, 2026. Disponível em: < http://www.consorcioantiferrugem.net/#/main >, acesso em: 12/03/2026.

CONAB. ACOMPANHAMENTO DAS LAVOURAS: 02/3 A 08/03/2026; MONITORAMENTO DAS CONDIÇÕES DAS LAVOURAS. Companhia Nacional de Abastecimento, 2026. Disponível em: < https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/progresso-de-safra/acompanhamento-das-lavouras-02-03-a-08-03-26/monitoramento-das-condicoes-das-lavouras >, acesso em: 12/03/2026.

 

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Sustentabilidade

Soja puxa exportações do agro, que somam US$ 12 bilhões em fevereiro

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Fonte: Ivan Bueno/APPA

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 12,05 bilhões em fevereiro de 2026, o maior valor da série histórica para o mês. O resultado, divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), representou 45,8% de todas as vendas externas do Brasil no período.

Entre os principais setores, o complexo soja liderou os embarques, com US$ 3,78 bilhões, o equivalente a 31,4% do total exportado pelo agro no mês. Em relação a fevereiro de 2025, houve alta de 16,4%.

No geral, as exportações do agronegócio cresceram 7,4% na comparação anual, impulsionadas principalmente pelo aumento de 9% no volume embarcado. Apesar disso, o preço médio internacional recuou 1,5%, acompanhando a tendência de queda observada em índices globais de alimentos.

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Superávit passa de US$ 10 bilhões

Enquanto as vendas externas avançaram, as importações de produtos agropecuários somaram US$ 1,5 bilhão, queda de 9,1% frente a fevereiro do ano passado.

Com isso, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu superávit de US$ 10,5 bilhões, crescimento de 10,3% no período.

China segue como principal destino

A China manteve a liderança entre os destinos das exportações do agro brasileiro em fevereiro, com US$ 3,6 bilhões, o equivalente a 30,5% do total.

Na sequência aparecem:

  • União Europeia: US$ 1,8 bilhão (15,2%)
  • Estados Unidos: US$ 802,9 milhões (7%)

Outros países asiáticos também ampliaram as compras. O Vietnã importou US$ 372,6 milhões em produtos do agro brasileiro, alta de 22,9%, enquanto a Índia registrou forte avanço, com US$ 357,3 milhões em embarques, crescimento de 171,1%.

Outros setores do agro

Depois do complexo soja, outros segmentos também tiveram participação relevante nas exportações do mês:

  • Proteínas animais: US$ 2,7 bilhões (22,5% do total), alta de 22,5%
  • Produtos florestais: US$ 1,27 bilhão (10,5%), queda de 1%
  • Café: US$ 1,12 bilhão (9,3%), recuo de 0,2%
  • Complexo sucroalcooleiro: US$ 861,3 milhões (7,1%), baixa de 4,2%

Produtos registram recordes

Alguns produtos também registraram recorde de exportações em fevereiro, entre eles óleo essencial de laranja, DDG de milho, farinhas de carne, extratos e miudezas, manteiga, gordura e óleo de cacau e óleo de milho.

Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, o desempenho reflete o aumento da produção e da oferta exportável do país.

“O Brasil caminha para colher safra recorde nos produtos vegetais e produção crescente nas proteínas animais. Esse aumento da produção amplia o excedente exportável do país e fortalece a presença do agro brasileiro no mercado internacional”, afirmou.

De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Luís Rua, o resultado também está ligado ao avanço na abertura de mercados.

“Foram nove novas aberturas de mercado apenas em fevereiro e 544 desde o início de 2023”, destacou.

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