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15 de agosto de 2026

Business

Genética avançada em sementes impulsiona resultados em concurso nacional de produtividade de milho

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Híbridos da Bayer dominaram ranking nacional do Getap safrinha com 12 das 20 melhores marcas, inclusive com o campeão na categoria Irrigado

A Bayer reafirma sua liderança histórica e tradição em alta produtividade no milho safrinha ao dominar mais uma vez o pódio do Concurso Nacional de Produtividade de Milho Inverno 2025. A companhia conquistou o primeiro lugar na categoria Irrigado e 12 das 20 primeiras posições do ranking nacional, tendo suas sementes como as que tiveram melhor performance na edição do Getap 2025 – Grupo Tático de Aumento de Produtividade (Getap) –, que visa reconhecer e premiar os agricultores que alcançam altos resultados na produção de milho no Brasil.
“O resultado comprova a força e a estabilidade de nosso portfólio”, acredita Marco Túlio Gonçalves, líder do negócio de Milho da Bayer no Brasil. Para ele, a evolução da biotecnologia, combinada com híbridos da Bayer – Agroeste, Dekalb e Sementes Agroceres –, de alta performance, contribuiu para os resultados, “já que são variáveis que o agricultor pode escolher e prever, o que já não acontece com clima, pragas, enfim, outros elementos que também impactam na produtividade do cultivo.”

 

A força do portfólio da Bayer ficou evidente no pódio da categoria Irrigado. O grande destaque da categoria foi o produtor Douglas Orth, de Correntina (BA), que alcançou a marca de 244,9 sacas por hectare com o híbrido AG8701 PRO4, da marca Sementes Agroceres. O resultado expressivo em um ambiente de alto investimento evidencia o teto produtivo e a adaptabilidade da genética Bayer.
Outros sete produtores que utilizaram a genética da Bayer figuraram no Top 10 da Categoria Irrigado: Fabricio Rosso Pacheco (3º), Leonardo Jonas Stefanello (4º), Helio Akira Yamamoto (5º), Joaquim Shigueharu Nishi (6º), José Antenor Scatulin (7º), Kaio Fiorese (8º) e Paulo Plínio Scherer (10º), utilizando híbridos das marcas Sementes Agroceres e Agroeste.
Os resultados de destaque no Getap são o reflexo direto de uma evolução estratégica no negócio de sementes de milho da Bayer. A companhia combina seu robusto programa de melhoramento genético com a inteligência de dados de plataformas como o Bayer VAlora Milho para entregar soluções personalizadas e próximas dos agricultores. O objetivo é conectar a genética de ponta com recomendações de manejo direcionadas, garantindo que o potencial de cada híbrido seja plenamente realizado nas condições específicas de cada fazenda, maximizando a produtividade e a rentabilidade.
O desenvolvimento de um portfólio robusto envolve uma biotecnologia de ponta, como a VTPRO4®, presente no híbrido campeão desta edição, que oferece ampla proteção contra as principais pragas da cultura, atuando da raiz às folhas da planta.

 

Sobre a Bayer
Guiada por sua missão “saúde para todos, fome para ninguém”, a Bayer é uma empresa global que atua para desenvolver soluções inovadoras que respondam a alguns dos maiores desafios da humanidade nas áreas de saúde e agricultura. Fundada na Alemanha em 1863 e presente em mais de 80 países, está no Brasil há quase 130 anos — seu segundo maior mercado no mundo — com negócios nos segmentos de Agricultura, Farmacêutico e Saúde do Consumidor. É comprometida com a inovação, a diversidade e a sustentabilidade, investindo continuamente em pesquisa e desenvolvimento para promover avanços que unam produtividade, preservação ambiental e acesso à saúde de qualidade. Mais informações no site.

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Deriva de herbicidas causa prejuízos de R$ 210 milhões, mostra pesquisa

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Foto: Franciele Dalmaso/Aprosoja

Um levantamento inédito realizado no Rio Grande do Sul dimensionou o impacto econômico da deriva de herbicidas utilizados principalmente em lavouras de grãos sobre a produção de uvas. Segundo o estudo, os prejuízos provocados pelo problema ultrapassaram R$ 210 milhões entre 2018 e 2025, considerando perdas de produção, aumento dos custos de manejo e necessidade de renovação antecipada dos vinhedos.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado (ConceVitis-RS) e pela Fundação Empresa-Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O levantamento analisou mais de 400 ocorrências de deriva registradas no estado, além de entrevistas realizadas em diferentes regiões vitivinícolas e análises territoriais. Ao todo, foram identificados pelo menos 700 hectares de vinhedos afetados.

Os pesquisadores alertam, porém, que a área atingida pode ser ainda maior, já que o estudo considerou os registros oficiais disponíveis.

Deriva reduz produtividade e antecipa renovação de vinhedos

Os impactos não se limitam à perda imediata da produção. Quando atingidas por herbicidas hormonais, as videiras apresentam sintomas característicos, como deformações nas folhas, além de redução da produtividade.

O problema também pode comprometer os ciclos seguintes. Uma videira afetada pode apresentar menor vida útil, fazendo com que o produtor precise antecipar a renovação do vinhedo e, consequentemente, aumentar os investimentos na propriedade.

De acordo com o estudo, caso o cenário persista, os prejuízos podem ultrapassar R$ 150 milhões em cinco anos, considerando os impactos sobre a atividade vitivinícola.

Regiões produtoras são afetadas

Foram identificados registros de deriva em importantes regiões produtoras do Rio Grande do Sul, como Campanha Gaúcha, região Central, Serra do Sudeste, Campos de Cima da Serra, Planalto e Missões. Também foram registrados casos, de forma mais pontual, na Serra Gaúcha.

Para o setor vitivinícola, o problema pode representar um obstáculo aos investimentos e à expansão da atividade no estado.

Representantes do setor ressaltam, no entanto, que a intenção não é impedir o cultivo de grãos, mas buscar condições para que as duas atividades possam coexistir sem que uma provoque prejuízos à outra.

Herbicidas hormonais estão no centro do debate

A deriva de herbicidas é uma discussão antiga no Rio Grande do Sul. Entre os produtos envolvidos está o 2,4-D, herbicida hormonal utilizado no controle de plantas daninhas.

O produto já esteve no centro de disputas judiciais envolvendo entidades dos setores de uva, vinho e maçã. Segundo os produtores, a deriva pode provocar deformações em folhas e flores e comprometer a produtividade das culturas atingidas.

Treinamento busca reduzir casos de deriva

Diante do problema, a Emater-RS desenvolveu o programa de treinamento Inspea-RS, voltado a agricultores e aplicadores de defensivos.

Já foram realizados mais de 1 mil treinamentos, com cerca de 24 mil aplicadores capacitados. O objetivo é melhorar a eficiência das aplicações, reduzir os casos de deriva e também evitar desperdícios de defensivos.

Aplicação correta pode reduzir risco em mais de 40%

Entre as principais medidas para reduzir a deriva está a escolha adequada das pontas de pulverização.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Emater-RS, Wilder Dalprá, no caso de herbicidas hormonais, a recomendação é utilizar pontas que produzam gotas grossas, muito grossas ou extremamente grossas.

Somente a utilização de uma ponta adequada pode reduzir o risco de deriva em mais de 40%, segundo a orientação apresentada na reportagem.

Pontas que produzem gotas finas e muito finas, como as de jato cone, aumentam o potencial de deriva. Nesses equipamentos, aproximadamente 40% das gotas podem ser consideradas deriváveis. Com pontas que produzem gotas muito grossas ou extremamente grossas, esse percentual pode cair para uma faixa de 3% a 7%.

Condições climáticas também são decisivas

Além da regulagem dos equipamentos, as condições meteorológicas no momento da aplicação são fundamentais.

A recomendação é evitar aplicações com temperaturas excessivamente altas e observar a velocidade do vento. Segundo a Emater-RS, o vento deve ficar entre 3 km/h e 10 km/h.

Também é necessário considerar a umidade relativa do ar, que não deve ficar abaixo de 55% durante a aplicação.

A adoção dessas medidas, equipamentos adequados, regulagem e calibração corretas e respeito às condições meteorológicas pode contribuir para reduzir a deriva e tornar a aplicação de herbicidas mais eficiente e sustentável.

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Soja mais resistente a percevejos é identificada por pesquisadores brasileiros

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Foto: Larissa Chamma/Fapesp

Por meio de um programa de melhoramento genético, pesquisadores brasileiros identificaram quatro linhagens de sementes de soja tolerantes à infestação por percevejos.

O trabalho foi apoiado pela Fapesp e publicado na revista Pest Management Science (PMS) por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus Botucatu, da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O grupo focou em duas linhagens parentais, uma tolerante e outra não tolerante a percevejos, além de 12 linhagens recombinantes, híbridos gerados a partir dos parentais, que se comportam ora tolerantes, ora suscetíveis à praga.

Realização do experimento

O experimento foi feito em duas regiões produtoras de soja, em cenários de manejo com e sem aplicação de inseticidas. Um dos campos de teste foi a Fazenda Lageado, da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, em Botucatu.

O outro foi a Estação Experimental do Departamento de Genética e Melhoramento de Plantas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP em Anhumas, no município de Piracicaba.

“Tentamos trabalhar em dois ambientes que têm certo contraste. Botucatu tem altitude mais elevada e clima mais ameno. Anhumas [Piracicaba], altitude mais baixa e ambiente mais quente. Tentamos representar um pouco da diferença de ambientes em que se cultiva soja no país”, explica Larissa Chamma, coautora do trabalho realizado durante seu doutorado no Departamento de Produção Agrícola da FCA-Unesp.

Ela destaca que ainda se estuda muito pouco a qualidade das sementes sob ataque de pragas considerando a forma como a genética da planta reage a diferentes condições de clima e solo, embora a tolerância natural da soja seja um componente central para o manejo integrado de pragas.

“Começamos pensando sob a perspectiva do melhoramento genético e depois o artigo foi enquadrando também a questão do manejo e isso foi muito importante para que fosse publicado na PMS. A pergunta deixa de ser ‘qual linhagem é a melhor?’, e passa a ser ‘qual linhagem é mais estável e útil sob diferentes condições reais de cultivo?’”, explica o biólogo Rômulo Pedro Macêdo Lima.

O professor da FCA-Unesp Edvaldo Aparecido Amaral da Silva, orientador de Chamma, ressalta que a estratégia não exclui a necessidade de fazer o manejo integrado de pragas. “A seleção e o melhoramento de sementes são parte de uma série de estratégias que podem ajudar o ambiente. Não vão eliminar completamente os inseticidas químicos, mas vão facilitar a vida do agricultor, reduzir os custos e os problemas ambientais”, destaca.

Segundo o pesquisador, 30% das lavouras de grãos (de todos os tipos, não apenas a soja) podem ser perdidas por conta de percevejos.

Quatro cenários

Em ambas as áreas experimentais foram realizadas, antes da semeadura, a calagem (adição de calcário na terra para diminuir a acidez e melhorar a absorção de nutrientes pelas raízes) e a adubação mineral de acordo com a análise do solo. O controle de plantas daninhas foi feito com herbicida e houve aplicação de fungicida quando necessário.

As sementes destinadas à exposição aos produtos químicos foram tratadas conforme as recomendações do fabricante, com fungicida, inseticida e inoculantes. As aplicações de inseticida foram realizadas com base no monitoramento de pragas: semanalmente, ou sempre que o método de “batida com pano” detectasse pelo menos um percevejo por metro quadrado.

“Nas lavouras comerciais, sabe-se quando aplicar o inseticida pelo seguinte método: eles colocam um pano no meio das plantas de soja e batem as plantas para ver quantos percevejos caíram. Se tem um percevejo por metro quadrado em uma lavoura direcionada ao cultivo de sementes, eles já sabem que têm de aplicar”, conta Chamma.

Ela lembra que as regiões de Anhumas e Botucatu apresentaram populações de percevejos acima desse limite, considerado o máximo tolerável para a produção de sementes de soja. Na região de Anhumas, a população atingiu um pico de cinco percevejos por metro quadrado, enquanto em Botucatu chegou a aproximadamente três percevejos por metro quadrado.

As espécies detectadas em ambas as regiões foram Nezara viridula, Piezodorus guildinii, Diceraeus melacanthus e Euschistus heros.

Nas parcelas tratadas com inseticida, foram aplicados os compostos tiametoxam + lambda-cialotrina, clorantraniliprole + bifentrina, imidaclopride + beta-ciflutrina, deltametrina e imidaclopride + bifentrina. No tratamento sem inseticida, nenhum deles foi usado, mas o preparo do solo e o controle com herbicida e fungicida foram feitos.

“Nas duas áreas experimentais, tínhamos o grupo-controle, sem inseticida, e o outro grupo, com inseticida. Foram dois ambientes, mas tratamos como se fossem quatro, e isso foi importante, pois havia duas diferenças a considerar: a climática e a do grupo-controle”, detalha Lima.

Oito características fisiológicas das sementes relacionadas à germinação, ao vigor e à longevidade foram avaliadas para determinar as respostas da planta sob exposição aos percevejos.

“Descobrimos que o fator genético tem forte influência na longevidade das sementes sob diferentes níveis de infestação por percevejos. Já o peso dos efeitos ambientais foi predominante para as características de vigor inicial da semente”, descreve Lima.

Longevidade

Em resumo, o estudo revelou que a longevidade é mais afetada pela genética do que pelos aspectos ambientais. Os cientistas, inclusive, sugerem que ela pode servir como um indicador para antecipar o desempenho geral das sementes sob estresse de pragas.

“A longevidade das sementes apresentou um controle genético comparativamente mais forte que o ambiental. Trata-se de uma característica associada à qualidade fisiológica da semente e que pode, quem sabe, um dia, ser adicionada aos programas de melhoramento genético”, estima Chamma.

“Atualmente, pouco se faz melhoramento com o objetivo de aprimorar a qualidade das sementes. Há uma demanda por outras coisas, como a tolerância da planta a doenças, ao estresse, à falta ou ao excesso de água, e a qualidade de sementes vai ficando para depois”, esclarece Amaral.

Segundo ele, a longevidade é importante porque uma semente mais longeva preserva o seu vigor, que é um componente de qualidade fisiológica.

“Longevidade é tempo de prateleira, mas com vigor. Não basta a semente estar viva. Tem de estar viva e em boas condições. Quanto maior o vigor, mais capacidade de enfrentar as adversidades, germinar mais rápido, emergir, formar planta rapidamente e começar a fazer fotossíntese. É isso que o agricultor quer, porque isso traz ganhos”, destaca.

“O ideal é o manejo integrado de pragas, uma combinação entre prática de melhoramento, que é o que estamos fazendo, com aplicação de inseticida, controle biológico e outras ferramentas. Assim, é possível só aplicar o inseticida químico quando realmente for necessário”, pondera Chamma.

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Futuro do agro, reis da soja e moratória: veja o novo Radar Rural

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O agronegócio brasileiro tem ampliado a produção, conquistado mercados e aberto novas fronteiras. Mas transformar esse crescimento em renda, competitividade e segurança para o produtor exige mais do que recordes de safra. É preciso enfrentar gargalos estruturais e construir uma estratégia de longo prazo para o setor.

Esse foi um dos principais temas do novo episódio do Radar Rural, videocast do Canal Rural apresentado por Beatriz Gunther, editora sênior, e Gabriel Almeida, editor do Soja Brasil. O programa discutiu os desafios do agro brasileiro, passando por crédito rural, infraestrutura, segurança jurídica, moratória da soja e expansão da produção em diferentes regiões do país.

Durante a conversa, os jornalistas retomaram discussões do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). Um dos pontos destacados foi a cobrança por um planejamento de longo prazo para o setor.

A ex-ministra da Agricultura e senadora Tereza Cristina foi citada como uma das vozes que fizeram essa cobrança durante o evento. Assista ao episódio completo:

Produção cresce, mas resultado para o produtor é o que importa

O aumento da produção brasileira é um dos exemplos de como os números do agro podem esconder desafios que aparecem dentro da porteira. Uma ‘supersafra’ não significa necessariamente maior rentabilidade para o produtor.

A discussão passa por fatores como custos, preços, logística e riscos climáticos. Em regiões produtoras, estradas precárias continuam dificultando o escoamento da produção, enquanto o produtor precisa tomar decisões de comercialização em um ambiente de maior incerteza.

Por isso, a orientação citada no programa a partir de uma conversa com Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja Brasil e da Aprosoja Mato Grosso, é de cautela para a próxima safra. A entidade também defende mudanças no mecanismo de crédito criado pela Medida Provisória nº 1.376/2026.

Crédito é um dos gargalos para a próxima safra

A MP criou um fundo garantidor voltado à renegociação de dívidas rurais, mas, segundo a Aprosoja, o mecanismo deveria ter alcance maior. A entidade defende que o fundo possa garantir novas operações de crédito rural, e não apenas atender produtores que já acumulam perdas em duas ou mais safras.

A avaliação é que ampliar o mecanismo poderia ajudar produtores que ainda conseguem honrar seus compromissos, mas encontram dificuldades para apresentar as garantias exigidas pelos bancos. A proposta também busca evitar que problemas pontuais de acesso ao crédito se transformem em inadimplência no futuro.

O tema ganha relevância diante da proximidade da nova safra de soja. Durante o episódio, os apresentadores também lembraram que a abertura do plantio está prevista para 17 de setembro em Ipiranga do Norte, em Mato Grosso.

Moratória da soja ganha novo capítulo

Outro assunto discutido foi a Moratória da Soja, acordo privado pelo qual empresas se comprometem a não comprar soja produzida em áreas desmatadas após 2008.

O episódio destacou dois movimentos recentes do Supremo Tribunal Federal (STF): a validação de leis estaduais em Mato Grosso e Rondônia, que restringem benefícios fiscais a empresas que aderem ao acordo, e a decisão sobre a constitucionalidade da moratória.

Bahia mostra novas fronteiras do agro

Se o futuro do agro passa por inovação e expansão, a Bahia aparece como um exemplo dessa transformação. O episódio destacou que São Desidério, no oeste baiano, lidera o ranking dos municípios brasileiros produtores de soja, à frente de Sorriso (MT).

O levantamento citado no programa mostra ainda uma forte concentração da produção: embora cerca de 2 mil municípios produzam soja no país, apenas 20 respondem por aproximadamente 14% de toda a produção. No top cinco aparecem São Desidério, Sorriso, Formosa do Rio Preto (BA), Rio Verde (GO) e Nova Mutum (MT).

A Bahia também se destaca na pecuária. O estado tem o sétimo maior rebanho bovino do país, com mais de 12 milhões de cabeças, e vem registrando crescimento no abate de bovinos e na produção de leite.

No semiárido baiano, porém, produzir exige adaptação. A região pode passar até 240 dias sem chuva, o que torna a alimentação do rebanho um dos principais desafios. O projeto de forrageiras acompanhado pelo Senar busca identificar plantas mais adaptadas às condições locais.

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