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Bombeiros travam batalha contra 13 incêndios simultâneos em MT; aviões lançam mais de 75 mil litros de água

Estado enfrenta 370 focos de calor em 24h. Equipes seguem mobilizadas em cidades como Paranatinga, Rondonópolis e Nova Santa Helena
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) controlou três incêndios florestais nas últimas 24 horas e segue, nesta sexta-feira (14.8), no combate a 13 incêndios nos municípios de Paranatinga, Nova Santa Helena, Rondonópolis, Rosário Oeste, Novo Santo Antônio, Peixoto de Azevedo, Campinápolis, Pedra Preta e União do Sul.
Os incêndios nos municípios de Nova Ubiratã, Nova Xavantina e São José do Rio Claro estão controlados e, no momento, não apresentam risco imediato de propagação. As chamas foram confinadas em áreas seguras, enquanto as equipes seguem mobilizadas no monitoramento dos locais, com atenção a possíveis reignições e à eliminação de eventuais focos remanescentes.
Já entre as ações de combate, estão as realizadas em Paranatinga, onde as equipes seguem mobilizadas em cinco frentes. Uma delas atua às margens da MT-130, nas proximidades da área urbana do município; outra está nas imediações da Terra Indígena Marechal Rondon; duas estão concentradas nas proximidades da MT-020; e outra atua na MT-129.
Na MT-130, os bombeiros seguem no combate por meio de uma força-tarefa, que conta com o apoio de aeronave do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), que já realizou o lançamento de aproximadamente 21 mil litros de água nas áreas atingidas. Além disso, a operação tem o apoio de brigadistas e máquinas, entre caminhões-pipa, uniport e pá-carregadeira. Os equipamentos foram disponibilizados por produtores rurais da região e pela concessionária da rodovia, reforçando as ações de combate e controle do incêndio.
Outro foco é combatido nas proximidades da Terra Indígena Marechal Rondon, com o apoio de maquinários que auxiliam as equipes no acesso às áreas atingidas e na contenção das chamas. Os bombeiros também atuam em dois incêndios na rodovia MT-020 e outro na MT-129, onde o foco apresenta menor proporção.
Já em Nova Santa Helena, as equipes permanecem mobilizadas no combate ao incêndio que atinge uma área de assentamento, sob responsabilidade da União. Por se tratar de uma área de competência federal, o Corpo de Bombeiros solicitou ao Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman) o apoio de profissionais para reforçar as ações de combate, mas, até o momento, ainda não recebeu retorno.
Enquanto isso, os militares atuam de forma ininterrupta para controlar e extinguir os poucos focos que ainda permanecem ativos na região. Até o momento, a aeronave empregada na operação já realizou o lançamento de aproximadamente 54 mil litros de água sobre as áreas atingidas. A operação conta ainda com o reforço de brigadistas, equipes da Força Nacional e produtores rurais da região, que disponibilizaram sete máquinas para auxiliar nas ações de combate.
Em Rondonópolis, as equipes atuam no combate de um incêndio no Parque Estadual Dom Osório Stoffel, onde as ações seguem sendo reforçadas. Já em Rosário Oeste, os trabalhos estão concentrados nas proximidades da cabeceira do Rio Cuiabá.
As equipes também atuam no combate a incêndios em Novo Santo Antônio, Peixoto de Azevedo, Campinápolis, Pedra Preta e União do Sul. Nesses municípios, os focos são de menor proporção e permanecem sob monitoramento e controle das equipes. Em todas as ocorrências, as ações são realizadas de forma estratégica, com foco no combate direto às chamas, no monitoramento das áreas atingidas e na proteção de vidas, propriedades rurais e do meio ambiente.
As operações contam com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, que atuam de forma integrada, sempre que necessário, reforçando a estrutura empregada no enfrentamento aos incêndios florestais em todo o Estado.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 370 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 217 focos de calor foram registrados no Cerrado, 152 na Amazônia e um no Pantanal.
Em terras indígenas, foram identificados 147 focos, distribuídos da seguinte forma: 54 na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; 30 na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré; 27 na Terra Indígena Marãiwatsédé, em Alto Boa Vista; nove na Terra Indígena Sangradouro/Volta Grande, em Poxoréu; oito na Terra Indígena São Marcos, em Barra do Garças; seis na Terra Indígena Marechal Rondon, em Paranatinga; e quatro na Terra Indígena Parque do Xingu, em Gaúcha do Norte.
Também foram registrados três focos na Terra Indígena Pimentel Barbosa, em Canarana; três na Terra Indígena Ubawawe, em Santo Antônio do Leste; dois na Terra Indígena Merure, em Barra do Garças; e um na Terra Indígena Zoró, em Rondolândia.
É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo.
Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.
Fiscalização – Operação Infravermelho
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no município de União do Sul, no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Incêndios extintos
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção dos incêndios nos municípios de Boa Esperança do Norte, Canarana, Dom Aquino, Chapada dos Guimarães, Colniza, Guarantã do Norte, Guiratinga, Nova Maringá, Paranatinga, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rosário Oeste, Rondonópolis, São Félix do Araguaia e União do Sul.
Proibição do uso do fogo
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).
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Ananias minimiza saída de prefeito do PL e nega debandada por apoio a Pivetta

Presidente do diretório afirmou que articulação dentro do partido é clara e cobrará respeito à homologação de candidatos em convenção
O presidente do PL (Partido Liberal) em Mato Grosso, Ananias Filho, disse que não teme uma saída em série de filiados da sigla nos próximos dias em razão da campanha eleitoral. A desfiliação do prefeito Edilson Piaia, porém, indica um movimento de gestores descontentes com a candidatura do senador Wellington Fagundes (PL).
“Eu não temo nada. Em nosso projeto, tudo é muito claro, muito tranquilo. Concedi [a desfiliação ao Piaia] de imediato e fui claro: quer ficar nosso partido, fica, senão, fica com a turma da Oi”, disse.
O pedido do prefeito de Campo Novo do Parecis (400 km de Cuiabá) para deixar o PL foi divulgado no começo desta semana. Piaia afirmou que prefere apoiar a candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A saída do partido tem como objetivo evitar uma eventual punição.
A resistência à candidatura do senador Wellington Fagundes começou a aparecer há cerca de um mês, com o anúncio de alguns prefeitos de apoio a Pivetta. Na convenção do PL, apenas quatro dos 22 prefeitos filiados registraram presença.
Na época, Wellington afirmou que tentaria conquistar a confiança e o voto dos colegas de partido, mas a situação ainda não foi amenizada até o momento.
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Pivetta diz que grupo está unido após reconfiguração da chapa

Governador afirma que tensão causada pela Operação Heritage foi resolvida por consenso entre os apoiadores de sua campanha
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que seu grupo político continua unido para a campanha eleitoral, após uma semana marcada pela reconfiguração da chapa de candidatos.
Segundo ele, a Operação Heritage, da Polícia Federal, mexeu com a articulação do grupo e provocou novas discussões. Houve embates entre alguns integrantes, mas, de acordo com Pivetta, as divergências foram superadas e o grupo chegou a um consenso.
“Nosso grupo está unido. Houve quem defendesse uma ideia e aqueles que queriam outras ideias. E a minha opinião foi que prevaleceu. Escolhi a Gisela [Simona] para ser minha vice, e está tudo resolvido. Vocês vão ver a força da nossa união na campanha”, disse.
Pivetta deve lançar sua campanha à reeleição neste domingo (16), em Lucas do Rio Verde e em Cuiabá. O evento em Lucas está programado para a manhã e, em Cuiabá, para o fim da tarde.
O governador afirmou que Lucas do Rio Verde foi escolhida para abrir a campanha por ser sua cidade de origem em Mato Grosso, onde foi prefeito por duas vezes.
Já Cuiabá foi escolhida por ser a Capital e concentrar, junto com Várzea Grande, quase um quarto do eleitorado de Mato Grosso.
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Projeto acolhe gestantes em Cuiabá e fortalece vínculos familiares na primeira infância

Iniciativa atende mulheres de diferentes regiões com orientações sobre saúde, direitos, amamentação e cuidados com o bebê, além de oferecer kit de enxoval
O projeto Laços Afetivos, desenvolvido pela prefeitura de Cuiabá através da Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar (OMEP) está ampliando o atendimento a gestantes de diferentes regiões de Cuiabá. A iniciativa tem como objetivo fortalecer os vínculos familiares e oferecer informações e acolhimento para as mulheres durante o período de gestação.
O projeto conta com R$ 200 mil em emenda parlamentar viabilizada pelo vereador Kássio Coelho, com recursos destinados pela gestão municipal.
A iniciativa tem como foco a promoção da primeira infância, considerando que os cuidados com a criança começam ainda durante a gestação. Em cinco encontros, as participantes recebem orientações de profissionais de diferentes áreas sobre direitos sociais, saúde mental, amamentação, formação de vínculos e cuidados com o bebê.
De acordo com a coordenadora de projetos da OMEP, Suzy Costa, o trabalho busca oferecer uma rede de apoio às futuras mães, indo além da entrega de itens para o enxoval. “O nosso objetivo não é só entregar o kit. O nosso objetivo é fazer esse grupo de fortalecimento de vínculos, esse grupo de apoio”, destacou.
Durante os encontros, são abordados os direitos da gestante e do bebê, incluindo o direito a acompanhante em consultas e no parto, acesso aos serviços da assistência social e a importância do registro civil da criança logo após o nascimento.
A programação também conta com a participação de profissionais especializados. O acompanhamento psicológico aborda temas como saúde mental, ansiedade, estresse e sinais de depressão durante e após a gestação. Já a fonoaudióloga orienta as participantes sobre amamentação e os cuidados necessários antes e depois do nascimento.
No encerramento, cada gestante pode levar um familiar para participar de uma atividade de fortalecimento dos vínculos. As participantes também têm direito a uma sessão de fotos para registrar a gestação e recebem um kit de enxoval com itens básicos para o bebê.
Projeto chega a diferentes regiões de Cuiabá
Em 2026, o Laços Afetivos prevê a realização de quatro turmas, com 20 gestantes em cada grupo, totalizando até 80 mulheres atendidas. Duas turmas já foram realizadas, uma na região Leste, no bairro Dom Aquino, e outra na região Norte, no bairro Alto da Glória. As próximas atividades estão previstas para a região Oeste, no bairro Novo Colorado, e posteriormente para a região Sul, com previsão de atendimento nos bairros Getúlio Vargas ou Parque Cuiabá.
A realização das atividades ocorre por meio de parcerias com equipamentos públicos das regiões atendidas. A primeira turma, no Dom Aquino, foi realizada no CRAS. A equipe também trabalha para viabilizar a realização dos próximos encontros no Centro de Referência do Novo Colorado.
Por ser uma iniciativa financiada por emenda parlamentar, o projeto conta com acompanhamento e fiscalização da Secretaria Municipal de Assistência Social de Cuiabá, garantindo o monitoramento da execução das atividades.
Quem pode participar
O projeto atende gestantes a partir dos 16 anos, com preferência para mulheres inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e beneficiárias de programas sociais. A mobilização das participantes é feita em parceria com os CRAS, unidades do Programa Saúde da Família (PSF) e creches próximas aos locais onde os encontros são realizados.
Para garantir a participação nos cinco encontros, a preferência é por gestantes com até sete meses de gestação. Cada turma possui 20 vagas e, quando o número é atingido, é formada uma lista de espera para eventuais desistências. Além dos encontros presenciais, as participantes permanecem em contato por meio de um grupo de WhatsApp, utilizado para troca de informações, mensagens de apoio e acompanhamento durante a gestação e até o nascimento dos bebês.
A proposta é criar uma rede de acolhimento e informação para as gestantes, contribuindo para uma gestação mais preparada, o fortalecimento dos vínculos familiares e a promoção do desenvolvimento saudável da criança desde os primeiros momentos de vida.
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