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19 de junho de 2026

Sustentabilidade

Mesmo com colheita avançando, ferrugem exige atenção em áreas tardias de soja – MAIS SOJA

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A colheita da soja no Brasil vem avançando nos últimos dias. De acordo com a última atualização de progresso da safra da Conab de 9 de março de 2026, cerca de 50,6% da soja brasileira já foi colhida. Enquanto o Mato Grosso se aproxima do fim da colheita com produtividades acima do esperado, o avanço ocorre em Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, São Paulo e algumas regiões de Santa Catarina, favorecido pelo tempo mais seco.

Já Paraná e no Rio Grande do Sul, enfrentam redução do potencial produtivo ou aceleração do ciclo por déficit hídrico, enquanto Bahía, Tocantins, Maranhão e Piauí têm atrasos na colheita devido ao excesso de chuvas. No Pará, a colheita já foi finalizada em parte das áreas e segue próxima da conclusão em outras, com boas produtividades (Conab, 2026).

Embora a colheita de soja tenha avançado de forma significativa nos últimos dias, No Sul do Brasil ainda existem lavouras tardias em estádios sensíveis do desenvolvimento. No Rio Grande do Sul, grande parte das áreas encontra-se entre as fases de florescimento, enchimento de grãos e maturação. Em Santa Catarina e no Paraná, apesar do início da colheita em algumas regiões, ainda há lavouras em pleno enchimento de grãos.

Nesse cenário, o monitoramento das áreas, principalmente das lavouras mais tardias, deve ser intensificado para minimizar perdas causadas por fatores bióticos, como a ferrugem-asiática. Embora parte da região Sul, especialmente o Rio Grande do Sul, esteja enfrentando baixos volumes de precipitação e períodos de déficit hídrico, o aumento recente dos registros da doença acende um alerta para a necessidade de reforçar as estratégias de manejo e controle. A intensificação dessas medidas é fundamental para evitar perdas adicionais na produtividade da soja decorrentes da ferrugem.

As atualizações do Consórcio Antiferrugem demonstram que atualmente 334 casos da ferrugem-asiática já forma relatados em lavouras comerciais na safra 2025/2026. O Paraná concentra a maioria dos casos (156), entretanto, 60 casos já foram relatados no Rio Grande do Sul (figura 1). Considerando que grande parta das lavouras ainda estão em pleno desenvolvimento, reforçar os cuidados com o manejo da ferrugem é determinante para reduzir o impacto da doença na produtividade da soja, especialmente em lavouras próximas as áreas de ocorrência da doença.

Figura 1. Ocorrência da ferrugem-asiática na safra 2025/2026 por Estado (UF) de ocorrência. Atualização do Consórcio Antiferrugem de 12 de março de 2026.
Fonte: Consórcio Antiferrugem (2026)

Vale destacar que, visando maior eficiência no controle e um manejo mais adequado da resistência do patógeno aos fungicidas, recomenda-se que as medidas de controle da ferrugem-asiática sejam adotadas de forma preventiva, antes do estabelecimento da doença nas lavouras. Essa estratégia contribui para aumentar a eficácia dos fungicidas e reduzir o risco de perdas produtivas.

Clique aqui para ver as atualizações do Consórcio Antiferrugem e confira se há algum caso relatado próximo de você.



Referências:

CONSÓRCIO ANTIFERRUGEM. MAPA DE DISPERSÃO. Consórcio Antiferrugem: Parceria público-privada no combate à ferrugem asiática da soja, 2026. Disponível em: < http://www.consorcioantiferrugem.net/#/main >, acesso em: 12/03/2026.

CONAB. ACOMPANHAMENTO DAS LAVOURAS: 02/3 A 08/03/2026; MONITORAMENTO DAS CONDIÇÕES DAS LAVOURAS. Companhia Nacional de Abastecimento, 2026. Disponível em: < https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/progresso-de-safra/acompanhamento-das-lavouras-02-03-a-08-03-26/monitoramento-das-condicoes-das-lavouras >, acesso em: 12/03/2026.

 

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Sustentabilidade

El Niño intenso acende alerta para a soja e pode redefinir safra 2026/27

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

A chegada de um El Niño de forte intensidade ao longo dos próximos meses deve trazer desafios importantes para a agricultura brasileira na safra 2026/27, como para a soja cultivada no Cerrado. A avaliação foi apresentada pelo agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, sócio-fundador da Ruralclima, consultoria meteorológica.

Segundo o especialista, o fenômeno climático deve provocar um padrão de chuvas antecipadas, porém irregulares, nas principais regiões produtoras do Centro-Oeste e do Matopiba. Embora precipitações possam ocorrer já entre agosto e outubro, isso não significa uma regularização efetiva das condições para o plantio da soja.

  • Saiba as notícias mais recentes sobre a soja na comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

A expectativa é de que o início da temporada seja marcado por pancadas isoladas, alternadas com períodos de estiagem e temperaturas elevadas. Nesse cenário, produtores podem ser estimulados a iniciar a semeadura com as primeiras chuvas, mas enfrentar dificuldades posteriormente devido à falta de continuidade das precipitações.

A preocupação aumenta porque a regularização mais consistente das chuvas pode ocorrer apenas a partir da segunda quinzena de novembro. Até lá, os veranicos e o calor intenso tendem a elevar o risco de replantios, atrasos no desenvolvimento das lavouras e perdas de potencial produtivo.

O cenário guarda semelhanças com o observado na safra 2023/24, quando muitos agricultores avançaram com o plantio após as primeiras precipitações e acabaram enfrentando longos períodos secos em seguida. Para a temporada 2026/27, a avaliação é que as chuvas devem chegar mais cedo, mas ainda sem a regularidade necessária para garantir um estabelecimento uniforme das lavouras.

Além da distribuição irregular das precipitações, as altas temperaturas surgem como um fator adicional de preocupação para a cultura. Temperaturas médias acima da faixa entre 30°C e 32°C aumentam o estresse fisiológico das plantas, reduzem a eficiência no enchimento de grãos e podem potencializar os impactos provocados pela deficiência hídrica.

Embora ainda seja cedo para estimar eventuais perdas na produção nacional de soja, o especialista acredita que o comportamento do clima durante os meses de plantio e desenvolvimento inicial das lavouras será decisivo para determinar o tamanho da safra brasileira.

Outro ponto de atenção está na região Norte do país. A intensificação do fenômeno pode favorecer condições mais secas sobre a Amazônia, reduzindo os níveis dos rios utilizados para o transporte de grãos. O impacto logístico preocupa porque o Arco Norte se consolidou como uma das principais rotas de escoamento da soja brasileira para os mercados internacionais.

Em eventos recentes de seca severa, a navegação chegou a ser comprometida em importantes corredores hidroviários, limitando a capacidade de transporte e elevando custos logísticos. Caso o fenômeno climático repita esse comportamento, o desafio para a cadeia da soja poderá ir além das lavouras, atingindo também o escoamento da produção.

Enquanto o Cerrado deve enfrentar maior irregularidade climática, o Sul do Brasil e a Argentina tendem a ser beneficiados por volumes mais elevados de chuva, cenário considerado mais favorável para o desenvolvimento das culturas de verão. Nos Estados Unidos, a avaliação também é de baixo risco climático para soja e milho neste momento.

Apesar dos alertas, Santos ressalta que o atual episódio não deve ser tratado como um evento catastrófico. Segundo ele, a agricultura brasileira dispõe hoje de tecnologias, materiais genéticos e sistemas de manejo mais avançados do que aqueles disponíveis em episódios fortes de El Niño registrados nas décadas anteriores.

Ainda assim, o especialista destaca que o fenômeno exige atenção dos produtores, principalmente nas decisões relacionadas ao calendário de plantio e ao manejo das lavouras. Para o mercado, a percepção é que os riscos climáticos ainda não estão incorporados aos preços e que uma eventual reação das cotações dependerá da evolução das condições meteorológicas nos próximos meses, quando os efeitos do El Niño começarem a se refletir diretamente sobre o campo.

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Inoculação do milho com Bacillus aryabhattai contribui para mitigar os efeitos do déficit hídrico na cultura – MAIS SOJA

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A adoção de bioinsumos visando mitigar os efeitos do déficit hídrico e aumentar a resiliência das culturas agrícolas a condições de estresse tem se intensificado em áreas comerciais, especialmente em regiões onde a distribuição das chuvas ao longo da safra apresenta elevada variabilidade e, frequentemente, não atende plenamente à demanda hídrica das culturas para a expressão de elevados potenciais produtivos.

Entre os microrganismos que vêm ganhando destaque para o manejo do déficit hídrico em culturas agrícolas está o Bacillus aryabhattai. Esse microrganismo tem sido alvo de diversas pesquisas científicas devido ao seu potencial em promover maior tolerância das plantas ao estresse hídrico, atuando por meio de diferentes mecanismos fisiológicos e bioquímicos que favorecem o desenvolvimento e a manutenção da produtividade mesmo sob condições limitantes de água.

Considerando que o milho é uma das culturas agrícolas mais sensíveis ao déficit hídrico, estudos têm avaliado a eficácia da inoculação com diferentes cepas de Bacillus aryabhattai como estratégia para reduzir os impactos do estresse hídrico. Avaliando os efeitos da inoculação do milho com Bacillus aryabhattai sobre recuperação do estresse e produtividade da cultura, Barbosa (2026) observou que a cepa CMAA 1363 de Bacillus aryabhattai pode mitigar os efeitos do déficit hídrico durante o período vegetativo do milho, fato demonstrado pelo aumento do teor relativo de água (TRA), e atividade da catalase (CAT) e da ascorbato peroxidase (APX), redução do extravasamento de eletrólitos (EE) e do teor de prolina, e proteção do aparato fotossintético, incluindo a preservação das moléculas de clorofila e melhorias no complexo de evolução de oxigênio (OEC), centros de reação do PSII (RC/ABS e RC/CS) e índices de performance (PIabs e PIcs) (Barbosa et al., 2026).

Figura 1. Teor relativo de água (TRA) (A), extravasamento de eletrólitos (EE) (B), Índice Falker de clorofila a (C) e índice Falker de clorofila b (D) em plantas de milho durante a fase vegetativa sob dois regimes hídricos: condições hídricas ideais (WW) e deficiência hídrica (DS), com e sem inoculação por Bacillus aryabhattai cepa CMAA 1363.
Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey (p < 0,05)
Fonte: Barbosa (2026)

A melhoria desses atributos aumenta a resiliência das plantas a condições de estresse hídrico, bem como contribui para a manutenção do potencial produtivo da cultura, sob condições hídricas limitadas, refletindo inclusive no aumento de produtividade em comparação a plantas submetidas as mesmas condições de déficit hídrico sem o uso do Bacillus aryabhattai. Barbosa (2026) destaca que a inoculação do milho com Bacillus aryabhattai melhorou significativamente vários componentes de produção em condições hídricas ideais e em deficiência hídrica.

Os resultados obtidos pelo autor demonstram que as plantas de milho inoculadas com Bacillus aryabhattai em condições hídricas ideais apresentaram ganho de produtividade de 16,19% em comparação com as plantas não inoculadas cultivadas na mesma condição hídrica. Já em condições de estresse por deficiência hídrica, a inoculação resultou em um aumento de 26,89% na produtividade em comparação com plantas não inoculadas sob a mesma condição hídrica (Barbosa, 2026). Vale destacar que os tratamentos de estresse por deficiência hídrica no estudo conduzido por Barbosa (2026) foram impostos a partir do estádio V4 e mantidos até o final da fase vegetativa do milho (VT), totalizando 25 dias de estresse.

Figura 2. Produtividade de grãos de plantas de milho submetidas a dois regimes hídricos durante a fase vegetativa: condições hídricas ideais (WW) e deficiência hídrica (DS), com e sem inoculação por Bacillus aryabhattai cepa CMAA 1363.
Médias seguidas de mesma letra não diferem entre si pelo teste de Tukey (p < 0,05).
Fonte: Barbosa (2026)

Com base nos aspectos observados, pode-se dizer que a inoculação do milho com Bacillus aryabhattai é uma estratégia promissora para mitigar os efeitos do estresse hídrico e elevar a tolerância das plantas ao déficit hídrico, contribuindo inclusive para a manutenção do potencial produtivo da cultura. Contudo, estudos mais aprofundados ainda necessitam ser realizados para estabelecer recomendações técnicas consistentes para a adoção de Bacillus aryabhattai como ferramenta integrante do manejo do milho.

Confira o estudo completo desenvolvido por Barbora (2026) clicando aqui!



Referências:

BARBOSA, J. P. F. USO DE Bacillus aryabhattai NA CULTURA DO MILHO: TOLERÂNCIA À SECA, ASPECTOS FISIOLÓGICOS E PRODUTIVIDADE. Tese de Doutorado, Universidade Federal de Sergipe, 2026. Disponível em: < https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/24742/2/JOAO_PEDRO_FERREIRA_BARBOSA.pdf >, acesso em: 19/06/2026.

 

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Sustentabilidade

Milho: Cotações em Chicago sobem, mas avanço da safrinha começa a pressionar preços no Brasil – MAIS SOJA

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As cotações do milho, em Chicago, subiram um pouco nesta semana, fechando a quinta-feira (18) em US$ 4,17/bushel, para o primeiro mês cotado, contra US$ 4,11 uma semana antes. Lembrando que no dia 17/06 o bushel chegou a bater em US$ 4,21.

Dito isso, o plantio do milho nos EUA está encerrado, com 94% das lavouras germinadas em 14/06. Em termos da qualidade das lavouras, na mesma data, 68% das mesmas estavam entre boas a excelentes, contra 72% no ano anterior. Outros 28% estavam regulares e 6% entre ruins a muito ruins.

Já os embarques estadunidenses de milho, na semana encerrada em 11 de junho, atingiram a 1,6 milhão de toneladas. Com isso, no atual ano comercial os EUA exportaram 65,6 milhões de toneladas, superando em 26% o total realizado na mesma época do ano anterior.

E aqui no Brasil os preços começam a sofrer pressão da colheita da safrinha. No interior gaúcho, as principais praças mantiveram os R$ 58,00/saco, enquanto no restante do país os valores oscilaram, nesta semana, entre R$ 42,00 e R$ 60,00/saco. Já na B3, os valores chegavam a R$ 63,97/saco para julho, R$ 66,97 para setembro e R$ 73,44/saco para janeiro/27. A colheita da segunda safra, até o dia 11/06, chegava a 8,4% da área no Centro-Sul brasileiro, contra 5,2% no mesmo período do ano anterior (cf. AgRural).

Especificamente no Mato Grosso, a mesma atingia a 11,3%, contra 7,2% no ano anterior e 13,4% na média histórica (cf. Imea). O relatório de junho, da Conab, aponta uma safrinha nacional em 107,9 milhões de toneladas, contra 113,2 milhões no ano anterior, e uma safra total de milho em 140,5 milhões de toneladas para 2025/26, contra 141,2 milhões no ano anterior e apenas 115,5 milhões de toneladas em 2023/24. A produtividade média nacional seria de 103,7 sacos/hectare na atual safra.

Especificamente no Mato Grosso, a Conab indica uma safra de 54,6 milhões de toneladas, enquanto o Imea aponta 53,4 milhões. Neste último caso, 3,8% abaixo do recorde registrado no ano anterior.

Enfim, nos nove primeiros dias úteis de junho o Brasil exportou 265.162 toneladas de milho, representando uma média diária 59,5% acima da média de junho de 2025. O preço médio obtido pela exportação brasileira, nestes dias de junho, está 7,9% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, ficando em US$ 232,40/tonelada.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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