Agro Mato Grosso
Casa da Aprosoja MT encerra exposição em SP após oito dias aproximando campo e cidade

Espaço interativo recebeu milhares de visitantes na Avenida Paulista e mostrou como a soja e o milho estão presentes no cotidiano da população brasileira
Após oito dias de funcionamento, a Casa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), “Você sabe de onde vem?”, encerrou sua participação no Shopping Cidade São Paulo com a missão de aproximar o campo da cidade e ampliar o conhecimento da população sobre a importância do agronegócio brasileiro. Durante a ação, milhares de visitantes passaram pelo espaço interativo e puderam conhecer, de forma prática e sensorial, como a soja e o milho estão presentes em centenas de produtos utilizados diariamente.
Ao longo da exposição, o público percorreu os ambientes da casa e descobriu que matérias-primas produzidas no campo fazem parte não apenas da alimentação, mas também de cosméticos, medicamentos, produtos de higiene, limpeza, móveis, combustíveis e diversos outros itens presentes na rotina das famílias brasileiras. A iniciativa reuniu visitantes de diferentes estados, produtores rurais, influenciadores, artistas e profissionais de diversas áreas, fortalecendo a conexão entre quem produz e quem consome.
Para o vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, a Casa da Aprosoja MT cumpriu seu principal objetivo ao despertar uma nova percepção sobre o agronegócio entre os visitantes e demonstrar, de forma acessível, a importância da produção agrícola para a sociedade.
“Estivemos nesses dias no coração de São Paulo, na Avenida Paulista, proporcionando aos visitantes uma experiência única para conhecer um pouco mais sobre como a soja e o milho estão presentes no dia a dia de todos nós. Quem passou por aqui teve a oportunidade de descobrir, de forma prática e interativa, onde esses produtos estão inseridos no cotidiano, muitas vezes sem perceber. Queremos agradecer a cada pessoa que visitou a Casa do Agro. Recebemos visitantes de diversas regiões do Brasil, inclusive produtores rurais de outros estados, que também ficaram encantados com essa experiência. Agradecemos, especialmente, ao público de São Paulo, que abraçou essa iniciativa e saiu daqui com uma nova percepção sobre o trabalho realizado no campo e sobre a importância da soja e do milho para a sociedade. Esse era o nosso objetivo: aproximar o campo da cidade e mostrar que o agro está presente na vida de todos os brasileiros”, salientou.
A delegada do núcleo de Campo Verde, Vitória Cimadon, também acompanhou a exposição e destacou a importância de levar esse conhecimento para pessoas que, muitas vezes, não têm contato direto com a realidade do campo. Para ela, a iniciativa contribui para reduzir a distância entre o produtor rural e a população urbana.
“Foi muito bacana poder conhecer um pouquinho do agro e mostrar os produtos que estão no nosso dia a dia. Eu mesma não sabia que itens como a pasta de dente continham derivados da soja ou do milho. Foi muito interessante e quero parabenizar a Aprosoja por essa iniciativa de mostrar um pouquinho do nosso agro para esse pessoal das grandes cidades, que muitas vezes não tem noção de como funciona o setor. Foi muito importante e muito legal. Também agradeço a todas as pessoas que estiveram aqui e viveram essa experiência. Parabéns à Aprosoja por essa iniciativa”, destacou.
Entre os visitantes esteve também o repórter Fuzil, do programa Pânico, que ressaltou a surpresa ao descobrir a quantidade de produtos derivados da soja e do milho presentes no cotidiano e destacou a relevância do trabalho desenvolvido pelos produtores rurais.
“Já fiz vários trabalhos para a Aprosoja Mato Grosso, mas vir aqui e conhecer essa experiência de perto foi realmente surpreendente. Muita gente diz: ‘Ah, eu não gosto de soja’ ou ‘Não gosto de milho’. Só que essas pessoas nem imaginam que a soja e o milho estão presentes, literalmente, 24 horas por dia dentro de casa, em produtos que usamos o tempo todo. E eu mesmo fui surpreendido. Já havia mostrado diversos produtos feitos a partir da soja e do milho, mas descobri outros que eu nem imaginava. Tem remédio para dor de cabeça, relaxante muscular, medicamentos para gripe, cosméticos que nossas esposas, mães e filhas usam, e até produtos que nós mesmos utilizamos no dia a dia. Isso mostra a importância do agricultor. A gente realmente precisa valorizar quem produz soja e milho, porque, sem esse trabalho, muitos dos produtos que fazem parte da nossa rotina simplesmente não existiriam. Parabéns aos produtores rurais e à Aprosoja Mato Grosso por essa iniciativa incrível. A Casa ‘Você Sabe de Onde Vem?’ mostra, de forma prática, a força do agro e o quanto ele está presente na nossa vida”, ressaltou.
A engenheira civil Raquel Floriano da Silva também visitou a Casa do Agro e afirmou que a experiência mudou sua percepção sobre a presença do agronegócio no cotidiano, principalmente ao descobrir a utilização da soja e do milho em produtos que vão muito além da alimentação.
“Eu adorei a experiência e tudo o que foi apresentado aqui sobre a soja e o milho. Para mim, foi uma grande surpresa descobrir que existem derivados desses produtos em itens como refrigerantes e até na acetona que usamos para remover esmalte. Eu realmente não imaginava isso. Também fiquei impressionada ao saber que a soja e o milho estão presentes em tantos produtos de higiene e beleza, como shampoos e cosméticos. Na cozinha, a gente já sabe que eles fazem parte da alimentação, mas vê-los presentes em tantos outros produtos do dia a dia foi algo que me surpreendeu bastante. Essa visita mudou, sim, a minha percepção sobre o agronegócio. Hoje eu entendo muito melhor a importância dele e como está inserido na nossa rotina. Antigamente, muitas pessoas tinham certo preconceito ou uma visão equivocada sobre a soja, mas conhecer tudo isso fez eu enxergar o agro de uma forma completamente diferente. Foi uma experiência muito enriquecedora e mostrou o quanto o agronegócio impacta a nossa vida muito além da alimentação”, disse.
Ao longo dos oito dias de exposição, a Casa da Aprosoja MT consolidou-se como um espaço de informação, conhecimento e aproximação entre o campo e a cidade. Ao apresentar, de forma interativa, a presença da soja e do milho em centenas de produtos utilizados diariamente, a iniciativa cumpriu seu propósito de ampliar o diálogo com a sociedade, valorizar o trabalho dos produtores rurais e demonstrar que o agronegócio está presente muito além das lavouras, fazendo parte da rotina de milhões de brasileiros.
Agro Mato Grosso
Onça-pintada Ibaca morre após ser resgatada debilitada no Pantanal de MT e deixa filhote

Conhecida por turistas e acompanhada desde 2016, fêmea apresentou emagrecimento rápido. Causa da morte ainda é investigada.
A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31), após ser resgatada muito debilitada na noite anterior. A fêmea, que deixa um filhote de um ano, havia sido vista nos últimos dias com sinais de desnutrição, mas a causa da morte ainda não foi esclarecida.
Segundo o biólogo e guia de turismo Marcos Ardevino, Ibaca pesava pouco mais de 30 quilos quando foi resgatada, na sexta-feira (30). Ela teria sido transferida para Cuiabá para passar por exames, mas não resistiu.
De acordo com o biólogo, uma necropsia está sendo feita para identificar o que provocou a morte. Guias e observadores também estão reunindo vídeos registrados em diferentes datas para tentar entender como a onça emagreceu tão rapidamente.
🐆 Uma trajetória acompanhada por quase uma década
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O nome da onça-pintada Ibaca tem origem tupi-guarani e significa “um céu com estrelas” — Foto: Rodrigo Chavez Noriega
Também chamada de Tina, Ibaca era acompanhada na região desde 2016. Ao longo dos anos, foi fotografada e filmada em encontros com outros animais e ao lado dos próprios filhotes, tornando-se uma das fêmeas conhecidas por quem observa a vida selvagem no Pantanal.
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A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31) — Foto: Rodrigo Chavez Noriega
Segundo o Projeto Jaguar ID, ela foi observada em dez temporadas consecutivas, entre 2016 e 2025. O nome Ibaca tem origem tupi-guarani e, conforme o projeto, significa “um céu com estrelas”.
Os registros permitiram acompanhar diferentes momentos da vida da onça, especialmente a reprodução, os cuidados com os filhotes e as interações com outros animais.
Registros de diferentes gerações
O catálogo do projeto identifica Ibaca como filha da onça Overa e irmã de Saseka, Siriri e Cururu. Entre os filhotes dela registrados ao longo dos anos estão Ipepo, Jasy e Apejara. A documentação aponta filhotes identificados em temporadas como as de 2018, 2022 e 2025.
Também há registros da fêmea com parceiros reprodutivos como Xingu, Guassú, Bagua e Merlin.
Esse acompanhamento ajudou a estabelecer relações de parentesco e a documentar diferentes gerações de onças em vida livre no Pantanal.
Agro Mato Grosso
Novembro começa com chuva e trovoadas em MT; veja previsão para Finados

Feriado de segunda-feira (2) deve ser quente e abafado, com muitas nuvens e possibilidade de pancadas isoladas. Em Cuiabá, os termômetros podem chegar a 36 °C.
Novembro começa neste domingo (1º) com previsão de chuva e trovoadas em Mato Grosso. A instabilidade deve continuar após o estado passar o último dia de outubro sob alerta amarelo para chuvas intensas, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Nos primeiros dias do mês, o sol aparece entre muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas nas regiões noroeste, centro e sudeste. No sul e no leste, o céu fica mais encoberto. Em Cuiabá, a previsão para este domingo é de muitas nuvens e pancadas de chuva, com temperaturas entre 25 °C e 36 °C.
Chuvas irregulares e temperaturas acima da média
Apesar da previsão de chuva ao longo do mês, o volume acumulado em novembro deve ficar abaixo da média histórica em Mato Grosso, segundo a Climatempo. Isso não significa que não vai chover: as pancadas devem ocorrer em diferentes regiões, mas de forma irregular e com volumes que podem variar de uma cidade para outra.
A previsão também indica temperaturas acima do normal no oeste, centro e norte do estado. No sul e no leste, os termômetros devem ficar dentro da média esperada para o mês. Em algumas áreas, o calor pode chegar aos 40 °C.
Segundo a Climatempo, há possibilidade de formação de uma faixa de instabilidade que pode provocar vários dias seguidos de chuva em parte do estado. Esse fenômeno é conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).
Previsão para o feriado
Já no feriado de Finados, nesta segunda-feira (2), Mato Grosso acorda com muitas nuvens e menor possibilidade de chuva e previsão de pancadas isoladas. O tempo fica quente, com máxima de 36 °C em Cuiabá, segundo o Inmet.
Mesmo com a previsão de instabilidade, mais de 90 missas e celebrações religiosas serão realizadas no estado ao longo do dia. A programação inclui cemitérios e comunidades de nove municípios atendidos pela Arquidiocese de Cuiabá, com atividades em 33 paróquias e uma Área Pastoral.
O que fazer em caso de tempestades
Durante tempestades, o Inmet recomenda:
- Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.
- Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
- Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
Agro Mato Grosso
Fazenda de 101 hectares vai a leilão em MT com lance inicial de R$ 10,5 milhões

Propriedade em Primavera do Leste terá primeira disputa nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões.
Uma fazenda de 101 hectares, será leiloada por valores a partir de R$ 3 milhões localizada em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. A propriedade, chamada Fazenda Belo Horizonte, terá a primeira etapa do leilão nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões. Caso não seja vendida, uma nova tentativa será realizada no dia 6 de novembro, com valor inicial de R$ 3 milhões.
O leilão extrajudicial será realizado pela Mega Leilões, sob condução do leiloeiro oficial Fernando José Cerello G. Pereira. Na primeira etapa, marcada para as 15h, o lance mínimo será de R$ 10.576.242,48. Já na segunda fase, também às 15h, o valor será reduzido para R$ 3.078.792,00, correspondente à dívida garantida, acrescida das despesas e dos encargos previstos no edital.
A propriedade tem 101,4818 hectares e está registrada sob a matrícula nº 22.664 no Cartório de Registro de Imóveis de Primavera do Leste. Segundo o edital, a área é georreferenciada e certificada pelo Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Atualmente, o imóvel está ocupado pelo devedor, que desenvolve atividades agrícolas no local. Conforme as regras do leilão, a responsabilidade pela desocupação será do comprador, assim como outras obrigações relacionadas à regularização documental e às condições físicas da propriedade.
Os interessados poderão participar presencialmente ou pela internet. Para disputar os lances online, é necessário realizar cadastro e habilitação prévia no site da plataforma Mega Leilões.
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