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5 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

Quanto vale o biogás produzido nas fazendas de Mato Grosso?

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Resíduos da pecuária, da agricultura e da agroindústria podem transformar um passivo ambiental em energia, combustível e biofertilizantes, abrindo um mercado bilionário ainda pouco explorado no Estado

Maior produtor brasileiro de soja, milho, algodão e carne bovina, Mato Grosso pode estar diante de uma nova fronteira econômica do agronegócio. Além dos grãos e da proteína animal, os resíduos gerados nas propriedades rurais começam a ser vistos como matéria-prima para uma cadeia capaz de produzir energia elétrica, combustível renovável e biofertilizantes.

 

O biogás, obtido a partir da decomposição anaeróbica de resíduos orgânicos em biodigestores, ganha espaço no Brasil impulsionado pela busca por fontes renováveis de energia, redução das emissões de gases de efeito estufa e diminuição dos custos de produção. Em estados como Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, projetos comerciais já abastecem indústrias, frotas de caminhões e distribuidoras de gás. Mato Grosso, apesar do enorme potencial de biomassa, ainda aproveita apenas uma pequena parcela dessa oportunidade.

 

Especialistas apontam que o Estado reúne praticamente todos os ingredientes para liderar esse mercado. São milhões de cabeças de bovinos, uma suinocultura em expansão, avicultura, usinas de etanol de milho, frigoríficos e agroindústrias que geram diariamente grandes volumes de resíduos orgânicos aptos à produção de biogás e, posteriormente, de biometano.

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INFO bioenergia

Além da geração de energia, o processo reduz o impacto ambiental dos dejetos, diminui a emissão de metano para a atmosfera e ainda produz um biofertilizante rico em nutrientes que pode retornar às lavouras, reduzindo gastos com fertilizantes minerais.

 

A oportunidade econômica é considerada significativa. Estimativas apresentadas por especialistas do setor indicam que o mercado de biogás e biometano em Mato Grosso pode movimentar cerca de R$ 1 bilhão por ano caso o potencial disponível seja desenvolvido em escala comercial.

 

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Outro fator que amplia o interesse pelo tema é a crescente demanda por combustíveis de baixo carbono. Depois de purificado, o biogás transforma-se em biometano, combustível com características semelhantes às do gás natural e que pode abastecer caminhões, máquinas agrícolas, indústrias e até ser injetado em redes de distribuição onde houver infraestrutura.

 

Para um Estado marcado por longas distâncias e elevado consumo de diesel no transporte da produção agrícola, a possibilidade de produzir combustível dentro das próprias propriedades ou polos agroindustriais representa uma alternativa estratégica para reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade.

 

O avanço, entretanto, depende de investimentos elevados em biodigestores, sistemas de purificação, redes de distribuição e equipamentos de geração elétrica. Também exige escala mínima de produção para tornar os empreendimentos economicamente viáveis, razão pela qual grandes confinamentos, granjas, frigoríficos e usinas tendem a liderar os primeiros projetos.

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Nesse cenário, Mato Grosso começou a estruturar uma política de incentivo ao setor. O Estado aprovou benefícios fiscais voltados à implantação de indústrias produtoras de biogás e biometano, buscando estimular novos investimentos e consolidar uma cadeia energética baseada no aproveitamento de resíduos agropecuários e industriais.

 

Pesquisas da Embrapa mostram que o potencial brasileiro de produção de biogás a partir da pecuária é expressivo e pode ser estimado conforme o tamanho dos rebanhos, o manejo dos dejetos e a eficiência dos biodigestores. Para Mato Grosso, que concentra um dos maiores rebanhos bovinos do planeta, a disponibilidade de matéria-prima deixa de ser o principal desafio.

 

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A principal questão passa a ser econômica: transformar resíduos que hoje representam custos de manejo em uma nova fonte de receita.

 

Para especialistas, o biogás tende a ocupar no futuro um papel semelhante ao desempenhado pelo etanol de milho na última década. Inicialmente visto como um mercado complementar, tornou-se um importante vetor de diversificação da renda das agroindústrias. O mesmo caminho poderá ocorrer com o aproveitamento energético dos resíduos, especialmente diante da valorização dos combustíveis renováveis e da crescente demanda por cadeias produtivas de baixa emissão de carbono.

 

Mais do que produzir energia, o campo passa a produzir também um novo ativo econômico. Se conseguir converter seu enorme volume de resíduos em combustível, fertilizantes e eletricidade, Mato Grosso poderá agregar valor à produção agropecuária sem ampliar a área cultivada, transformando um passivo ambiental em mais uma fonte de riqueza.

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Agro Mato Grosso

MT intensifica combate ao bicudo na reta final da safra de algodão

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Com o beneficiamento do algodão entrando na reta final em Mato Grosso, a atenção do setor produtivo se volta para o controle do bicudo-do-algodoeiro. Na última semana de outubro, a incidência da praga aumentou na maioria das regiões do estado, segundo levantamento do IMAmt, braço técnico da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea.

O cenário levou a Ampa a reforçar o alerta aos agricultores sobre a necessidade de manter as medidas de combate ao inseto mesmo durante o desenvolvimento da soja. As tigueras, plantas voluntárias de algodão que nascem entre as lavouras de grãos, servem de abrigo e alimento para o bicudo. Por isso, a recomendação é eliminar esses focos imediatamente, manter as armadilhas ativas e recorrer à aplicação de inseticidas quando necessário.

Nas unidades de beneficiamento, os trabalhos também se aproximam da conclusão. A maior parte das algodoeiras já processou entre 65% e 80% da produção, enquanto algumas instalações da região Centro-Leste atingiram 97% do volume previsto.

Plantio da soja chega a 89%

Paralelamente aos cuidados fitossanitários, Mato Grosso se aproxima da conclusão da semeadura da soja 2026/27. Até 30 de outubro, a operação havia alcançado 89,05% da área estimada, favorecida pelo retorno das chuvas em regiões que enfrentavam maior irregularidade climática, como o Noroeste do estado.

Com as lavouras apresentando bom desenvolvimento, o ritmo da semeadura contribui para o planejamento da próxima etapa do calendário agrícola. A conclusão dos trabalhos dentro do período adequado é importante para assegurar condições mais favoráveis ao cultivo do milho e do algodão de segunda safra no início do próximo ano.

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O processamento da fibra, a proximidade do fim da semeadura e a vigilância contra o bicudo marcam a transição entre as etapas da produção agrícola em Mato Grosso. Nesse período, o cumprimento das recomendações fitossanitárias e a atenção aos prazos de cultivo são fundamentais para preservar o potencial produtivo da próxima temporada.

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Agro Mato Grosso

MT lidera o Brasil na produção de biomassa nativa e salto impressiona entre 2021 e 2025

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Levantamento do IBGE aponta que participação do estado no cenário nacional saltou de 8,2% para 21,5%, impulsionada pelo uso nas caldeiras das agroindústrias.

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Agro Mato Grosso

Grupo de teatro de MT leva Amazônia, Cerrado e Pantanal a festival internacional na África

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O grupo mato-grossense Tibanaré leva os três biomas de Mato Grosso ao palco de um festival internacional de teatro em Cabo Verde, na África. Com a Amazônia, Cerrado e Pantanal em foco, a companhia foi selecionada para apresentar o espetáculo infantojuvenil Fubá Play na 32ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo (Mindelact 2026), realizada entre os dias 2 e 7 de novembro, na ilha de São Vicente.

A montagem tem cenário inspirado na diversidade ambiental do estado e mistura teatro, tecnologia e jogos interativos. Durante a apresentação, as crianças participam de votações que definem os rumos da história e influenciam as ações do personagem, as imagens projetadas e a trilha sonora.

O espetáculo acompanha Fubá, protagonista que vive em uma casa-bolha tecnológica e enfrenta desafios ao longo da narrativa. As escolhas do público interferem diretamente no desenvolvimento das cenas.

A apresentação marca o retorno do grupo ao festival. Na edição anterior, o Tibanaré levou ao evento o espetáculo ‘Fiu Fiu – Um encontro entre pássaros’, que combina teatro e dança sem diálogos.

Trajetória internacional

Fundado em 2006, em Mato Grosso, o Grupo Tibanaré desenvolve trabalhos que misturam teatro, palhaçaria, dança e outras linguagens artísticas.

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O Mindelact é um dos principais encontros de artes cênicas da África de língua portuguesa e reúne artistas e companhias de diferentes países. A seleção é resultado de uma articulação iniciada no Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR) 2025, realizado em Fortaleza (CE).

O encontro reúne profissionais do setor cultural e cria oportunidades para a circulação de produções brasileiras no exterior. Além das participações no Mindelact, a companhia já esteve em feiras internacionais de artes cênicas no Chile e nos Estados Unidos e em festivais na Turquia, China, Chile e Angola.

A viagem conta com apoio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), que custeou as passagens aéreas. O festival não cobre as despesas de deslocamento dos artistas.

Grupo Tibanaré encena 'Tomara que Chova' no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015

Grupo Tibanaré encena ‘Tomara que Chova’ no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015

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