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3 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Quanto vale o biogás produzido nas fazendas de Mato Grosso?

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Resíduos da pecuária, da agricultura e da agroindústria podem transformar um passivo ambiental em energia, combustível e biofertilizantes, abrindo um mercado bilionário ainda pouco explorado no Estado

Maior produtor brasileiro de soja, milho, algodão e carne bovina, Mato Grosso pode estar diante de uma nova fronteira econômica do agronegócio. Além dos grãos e da proteína animal, os resíduos gerados nas propriedades rurais começam a ser vistos como matéria-prima para uma cadeia capaz de produzir energia elétrica, combustível renovável e biofertilizantes.

 

O biogás, obtido a partir da decomposição anaeróbica de resíduos orgânicos em biodigestores, ganha espaço no Brasil impulsionado pela busca por fontes renováveis de energia, redução das emissões de gases de efeito estufa e diminuição dos custos de produção. Em estados como Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, projetos comerciais já abastecem indústrias, frotas de caminhões e distribuidoras de gás. Mato Grosso, apesar do enorme potencial de biomassa, ainda aproveita apenas uma pequena parcela dessa oportunidade.

 

Especialistas apontam que o Estado reúne praticamente todos os ingredientes para liderar esse mercado. São milhões de cabeças de bovinos, uma suinocultura em expansão, avicultura, usinas de etanol de milho, frigoríficos e agroindústrias que geram diariamente grandes volumes de resíduos orgânicos aptos à produção de biogás e, posteriormente, de biometano.

 

INFO bioenergia

Além da geração de energia, o processo reduz o impacto ambiental dos dejetos, diminui a emissão de metano para a atmosfera e ainda produz um biofertilizante rico em nutrientes que pode retornar às lavouras, reduzindo gastos com fertilizantes minerais.

 

A oportunidade econômica é considerada significativa. Estimativas apresentadas por especialistas do setor indicam que o mercado de biogás e biometano em Mato Grosso pode movimentar cerca de R$ 1 bilhão por ano caso o potencial disponível seja desenvolvido em escala comercial.

 

Outro fator que amplia o interesse pelo tema é a crescente demanda por combustíveis de baixo carbono. Depois de purificado, o biogás transforma-se em biometano, combustível com características semelhantes às do gás natural e que pode abastecer caminhões, máquinas agrícolas, indústrias e até ser injetado em redes de distribuição onde houver infraestrutura.

 

Para um Estado marcado por longas distâncias e elevado consumo de diesel no transporte da produção agrícola, a possibilidade de produzir combustível dentro das próprias propriedades ou polos agroindustriais representa uma alternativa estratégica para reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade.

 

O avanço, entretanto, depende de investimentos elevados em biodigestores, sistemas de purificação, redes de distribuição e equipamentos de geração elétrica. Também exige escala mínima de produção para tornar os empreendimentos economicamente viáveis, razão pela qual grandes confinamentos, granjas, frigoríficos e usinas tendem a liderar os primeiros projetos.

 

Nesse cenário, Mato Grosso começou a estruturar uma política de incentivo ao setor. O Estado aprovou benefícios fiscais voltados à implantação de indústrias produtoras de biogás e biometano, buscando estimular novos investimentos e consolidar uma cadeia energética baseada no aproveitamento de resíduos agropecuários e industriais.

 

Pesquisas da Embrapa mostram que o potencial brasileiro de produção de biogás a partir da pecuária é expressivo e pode ser estimado conforme o tamanho dos rebanhos, o manejo dos dejetos e a eficiência dos biodigestores. Para Mato Grosso, que concentra um dos maiores rebanhos bovinos do planeta, a disponibilidade de matéria-prima deixa de ser o principal desafio.

 

A principal questão passa a ser econômica: transformar resíduos que hoje representam custos de manejo em uma nova fonte de receita.

 

Para especialistas, o biogás tende a ocupar no futuro um papel semelhante ao desempenhado pelo etanol de milho na última década. Inicialmente visto como um mercado complementar, tornou-se um importante vetor de diversificação da renda das agroindústrias. O mesmo caminho poderá ocorrer com o aproveitamento energético dos resíduos, especialmente diante da valorização dos combustíveis renováveis e da crescente demanda por cadeias produtivas de baixa emissão de carbono.

 

Mais do que produzir energia, o campo passa a produzir também um novo ativo econômico. Se conseguir converter seu enorme volume de resíduos em combustível, fertilizantes e eletricidade, Mato Grosso poderá agregar valor à produção agropecuária sem ampliar a área cultivada, transformando um passivo ambiental em mais uma fonte de riqueza.

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Agro Mato Grosso

Possibilidade de “Super El Niño” acende alerta e exige planejamento para safra 2026/27

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Informação, monitoramento e antecipação são ferramentas para o produtor enfrentar desafios climáticos com segurança, eficiência e previsibilidade

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Syngenta promove profissionais à gerência de marketing

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Júlia Loss Ribas e Bruno Provedel Fernandes assumem funções de Marketing Execução no Paraná e em Mato Grosso

A Syngenta realizou mudanças na área de marketing. Júlia Loss Ribas recebeu promoção para o cargo de gerente de Marketing Execução em Londrina, Paraná. Bruno Provedel Fernandes assumiu a mesma função em Primavera do Leste, Mato Grosso.

Júlia ingressou na Syngenta em junho de 2022 como assistente técnica de vendas, por meio da Unicampo, em Cruz Alta, Rio Grande do Sul. Em agosto de 2023, passou a atuar em Field Marketing Agrícola, em Londrina. Permaneceu na posição até agosto de 2026.

Antes da Syngenta, trabalhou como agente geradora de demanda na ICL América do Sul. Também realizou estágio na Cotrijal Cooperativa Agropecuária e Industrial.

Júlia possui formação em Agronomia pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, campus Sertão.

Fernandes atua na Syngenta desde 2016. Iniciou a trajetória como estagiário de Inteligência de Mercado em Londrina. Depois, ocupou posições na área de Acesso ao Mercado, entre elas analista júnior, analista sênior, coordenador e coordenador sênior para o Brasil.

Antes da nova função, trabalhou como coordenador sênior de Acesso ao Mercado Brasil entre fevereiro de 2024 e agosto de 2026. Fernandes possui graduação em Economia pela Universidade Estadual de Londrina e pós-graduação em Negócios e Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing.

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Casa da Aprosoja MT encerra exposição em SP após oito dias aproximando campo e cidade

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