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30 de abril de 2026

Business

Incêndio atinge silo de soja em Minas Gerais; entenda por que esses ambientes são vulneráveis

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Divulgação Corpo de Bombeiros

Acidentes em estruturas de armazenagem de grãos são considerados de alto risco e exigem protocolos rigorosos de segurança. Um incêndio registrado na última terça-feira (10) em um silo de soja no município de Arcos, em Minas Gerais, voltou a chamar atenção para os perigos presentes nesse tipo de instalação.

O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado para atender a ocorrência em uma estrutura industrial destinada à armazenagem de grãos. Ao chegar ao local, as equipes constataram que o foco do incêndio atingia o chamado silo “pulmão” e o conjunto do secador de grãos interligado à estrutura.

De acordo com informações repassadas pelo gerente da empresa, antes da chegada dos bombeiros, o material que estava no interior da secadora já havia sido retirado pela própria equipe da unidade. Mesmo assim, ainda havia resíduos fumegantes e incandescentes, que geravam calor intenso e apresentavam risco de reignição.

Durante a avaliação da estrutura, os militares observaram que as chapas metálicas do secador estavam sob temperaturas elevadas e apresentavam sinais de empenamento devido à ação do calor.

As equipes realizaram o reconhecimento da área, a avaliação dos riscos e o isolamento do perímetro para garantir a segurança da operação. Na sequência, iniciaram o combate às chamas e o resfriamento da estrutura, utilizando linhas de combate abastecidas pelo sistema de hidrantes da própria instalação e pela viatura de incêndio.

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A operação contou ainda com o apoio de oito brigadistas da empresa. Ao todo, foram utilizados cerca de 30 mil litros de água do reservatório do sistema de hidrantes da unidade e aproximadamente 4.500 litros da viatura do Corpo de Bombeiros. Após intenso trabalho de combate e rescaldo para eliminar focos residuais, o incêndio foi totalmente controlado e não houve registro de vítimas.

Ambientes vulneráveis

Mas, afinal, o que torna ambientes como silos e unidades de secagem tão vulneráveis a incêndios e explosões? Segundo Leandro Ducioni, especialista em Áreas Classificadas da Schmersal, episódios como esse seguem um padrão técnico conhecido.

“Muitas vezes existe a combinação de três fatores: poeira orgânica fina, ar e uma fonte de ignição. A poeira gerada na manipulação de grãos como soja, trigo ou arroz funciona como combustível. Quando ela fica suspensa no ar, formando uma nuvem dentro de um ambiente confinado, basta uma superfície quente, faísca ou choque elétrico para provocar uma explosão”, explica.

Em sistemas de transporte de grãos, como correias transportadoras, o risco pode ser ainda maior. O atrito lateral, motores operando além do limite e mancais superaquecidos por falta de manutenção podem gerar calor suficiente para iniciar a combustão. “O calor emanado desses equipamentos pode funcionar como ignitor”, afirma.

Prevenção

A prevenção passa por tecnologia e monitoramento constante. Sensores capazes de medir a temperatura de mancais, detectar desalinhamento de correias e sistemas de visão térmica ajudam a identificar problemas antes que se tornem críticos.

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Outro ponto essencial é o controle da poeira. Camadas de resíduos acumuladas em equipamentos ou estruturas podem ser facilmente dispersas e formar nuvens explosivas.

Durante o período de safra, o risco tende a aumentar. Jornadas prolongadas de operação, máquinas trabalhando no limite, superaquecimento de motores e maior volume de grãos elevam significativamente a geração de poeira e o desgaste dos equipamentos.

No Brasil, ambientes com risco de explosão devem seguir normas específicas para atmosferas explosivas, como a série ABNT NBR IEC 60079, incluindo a norma 60079-10-2, que trata da classificação de áreas. Equipamentos elétricos, eletrônicos e eletromecânicos instalados nesses locais precisam possuir certificação conforme exigências do Inmetro.

Além das soluções de engenharia, a segurança também depende da capacitação dos trabalhadores.

Segundo Alex Sandro da Silva, supervisor de Segurança do Trabalho do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o uso correto de equipamentos de proteção individual é indispensável.

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“Para atividades em silos são recomendados capacete com jugular, óculos de proteção, protetores auriculares, luvas, botas antiderrapantes e respiradores PFF2 ou PFF3. Já em espaços confinados, é obrigatório o uso de cinto tipo paraquedista com talabarte, dispositivos de ancoragem, detectores de gases e até respiradores autônomos”, explica.

Entre os principais riscos nesses ambientes estão o engolfamento — quando o trabalhador é soterrado por grãos , atmosferas tóxicas ou com baixo nível de oxigênio, explosões de poeira e quedas de altura.

Por isso, protocolos como sistema de permissão de trabalho, plano de resgate, uso de tripés com guincho, iluminação anti-explosão e linhas de vida são considerados essenciais.

Mesmo com equipamentos disponíveis, especialistas apontam que o maior desafio ainda é cultural. Muitos trabalhadores resistem ao uso de EPIs por desconforto ou por subestimarem os riscos.

Para mudar essa realidade, entidades como o Senar têm investido em treinamentos práticos, simulações e apresentação de casos reais para fortalecer a cultura de prevenção no campo e nas unidades de armazenagem.

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Agro Mato Grosso

Valtra lança Série M5 com mais tecnologia, conforto e foco no setor sucroenergético

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O trator apresenta uma estética robusta e moderna, evidenciada pelo novo capô com design da 5ª geração. No entanto, a grande revolução para o operador está na nova cabine, que conta com novos revestimentos e assentos, além da comodidade de uma caixa refrigeradora “cooler box” integrada ao interior do trator.

Como o setor de cana-de-açúcar está presente no DNA da Valtra, a Série M5 mantém o pioneirismo com o tradicional kit específico canavieiro, que inclui eixo dianteiro com bitola de 3 metros, sistema de freio pneumático e barra de tração pino-bola, para otimizar as operações de transbordo no setor.

Na parte técnica, a Série M5 é equipada com os renomados motores AGCO Power de 4 cilindros, que garantem força com economia. A máquina também possui nova Transmissão Power Shift HiTech 3 Sincronizada, com sistema de 3 velocidades que permite que as marchas sejam mudadas com o trator em movimento. O novo curso da alavanca de marcha torna as trocas de frente para trás muito mais suaves e lineares, otimizando o tempo e reduzindo o esforço do operador.

Além disso, o sistema hidráulico foi aprimorado para suportar implementos pesados e operações severas, entregando uma alta vazão de 205 litros por minuto, garantindo agilidade e força constante no campo. “O que fizemos com a nova Série M5 foi honrar a herança de força incansável da linha BH HiTech, mas elevando a máquina ao seu ápice tecnológico. Entregamos hoje um trator que honra a história de força das gerações anteriores da linha BH, mas que olha para o futuro com maior inteligência operacional e conforto. É o encontro definitivo entre a tradição do trabalho bruto e a sofisticação da agricultura digital”, finaliza Winston Quintas.

Consolidada como a principal referência em força e confiabilidade no agronegócio brasileiro, desde os antecessores tratores Valtra-Valmet 1580, 1780 e 1880S, a Linha BH da Valtra celebra um legado de décadas como líder no segmento da cana-de-açúcar. Desde o lançamento da Geração 1, em 2000, com os modelos BH140, BH160 e BH180, a linha se estabeleceu como o padrão de robustez no campo. Essa herança de força foi sucessivamente aprimorada com a Geração 2, em 2007, e a Geração 3, em 2013, fazendo com que a Valtra, por 10 anos consecutivos, recebesse o prêmio Master Cana, como melhor trator do segmento sucro-energetico.

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O salto tecnológico definitivo da linha aconteceu em 2017 com a chegada da Geração 4, que trouxe tratores de até 220 cv, e culminou em 2018 com a chegada da linha BH HiTech. Esta última trouxe a transmissão automatizada para o segmento pesado, reafirmando o compromisso da Valtra em unir a tradição do trabalho bruto à máxima eficiência operacional e inteligência tecnológica. Dessa forma, a série evoluiu da robustez mecânica para a alta tecnologia, integrando os eficientes motores AGCO Power e soluções avançadas de agricultura de precisão.

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Agro Mato Grosso

Bezerro bate recorde de preço em MT I agro.mt

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O mercado pecuário em Mato Grosso vive um momento de valorização histórica, mas também de atenção redobrada no campo. O preço do bezerro de 7 arrobas atingiu o maior valor da série histórica, enquanto produtores acompanham com cautela o impacto do custo de reposição sobre as margens da atividade.

Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o animal foi cotado em R$ 16,86 por quilo, avanço semanal de 2,84%.

O movimento ocorre em meio à menor oferta de animais, retenção de fêmeas nas propriedades e demanda internacional aquecida por carne bovina.

Menor oferta impulsiona preço do bezerro

A valorização do bezerro reflete um mercado mais apertado na oferta de reposição.

Com menos animais disponíveis e produtores segurando matrizes no campo, o indicador acumulou forte avanço nos últimos 12 meses.

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Na média até a terceira semana de abril, o preço do bezerro chegou a R$ 16,10 por quilo, alta de 22,24% frente ao mesmo período do ano passado.

O ritmo supera a evolução do boi gordo no mesmo intervalo.

Boi gordo sobe menos e pressiona margens

Enquanto a reposição dispara, o boi gordo mostra comportamento mais moderado.

A arroba do boi gordo a prazo foi cotada em R$ 356,81, com leve recuo semanal de 0,51%.

No acumulado anual, a valorização é de 10,70%, abaixo da registrada pelo bezerro.

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Esse descompasso acende alerta principalmente para pecuaristas de recria, engorda e confinamento, que sentem pressão maior sobre a rentabilidade.

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Agro Mato Grosso

Imea apresenta força do agro de MT em encontro nacional e destaca protagonismo

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Mato Grosso voltou ao centro do debate nacional sobre desenvolvimento econômico ao apresentar, nesta terça-feira (28), um panorama atualizado do agronegócio estadual durante a reunião da Federação Nacional das Juntas Comerciais (Fenaju), em Cuiabá.

O destaque do encontro foi a apresentação conduzida pelo superintendente da Famato e do Imea, Cleiton Gauer, que detalhou números da produção agropecuária e reforçou o peso estratégico do estado na economia brasileira.

Mato Grosso reforça liderança do agro no país

Durante a exposição, o Imea mostrou dados que evidenciam o protagonismo mato-grossense na produção agropecuária e o avanço contínuo do setor.

Segundo Cleiton Gauer, Mato Grosso consolidou posição de referência nacional e internacional no campo, com crescimento sustentado tanto na agricultura quanto na pecuária.

O foco da apresentação também esteve nos próximos ciclos de expansão, sobretudo no fortalecimento da agroindustrialização e no potencial de evolução nos próximos anos.

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Logística segue como principal desafio do setor

Apesar do cenário positivo, o debate também destacou gargalos estruturais que ainda limitam o avanço do agro.

A logística foi apontada como principal desafio para ampliar competitividade, escoamento e eficiência fora da porteira.

Rodovias, corredores de exportação e infraestrutura seguem no centro das discussões para sustentar um novo ciclo de crescimento do setor.

Modelo mato-grossense desperta interesse nacional

O presidente da Jucemat, Manoel Silva, destacou que a apresentação levou aos representantes de outros estados um retrato do modelo de desenvolvimento construído em Mato Grosso.

A avaliação é que a experiência do estado no agronegócio, aliada à geração de dados e inteligência de mercado do Imea, vem se consolidando como referência para outras regiões.

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O instituto é reconhecido nacionalmente por análises de mercado, projeções e levantamentos usados pelo setor produtivo.

Juntas comerciais debatem ambiente de negócios e combate a fraudes

Além do agro, a reunião da Fenaju reuniu lideranças para discutir temas ligados à modernização do ambiente empresarial.

Entre os assuntos debatidos estiveram:

  • simplificação no registro de empresas;
  • integração e troca de dados entre juntas comerciais;
  • padronização de procedimentos;
  • combate a fraudes e segurança jurídica;
  • fortalecimento do ambiente de negócios no país.

A presidente da Fenaju, Nayara Brito, destacou o papel das juntas comerciais para impulsionar empreendedorismo, emprego e renda.

Evento reforça peso econômico de Mato Grosso

Organizado pela Jucemat, com apoio da Sedec-MT e da Fecomércio-MT, o encontro reuniu representantes de todo o país e reforçou a posição de Mato Grosso como protagonista em desenvolvimento econômico e produção agropecuária.

Ao unir dados, perspectivas e debates estruturais, a apresentação do Imea reforçou uma mensagem central: o agro segue como motor da economia estadual, mas o próximo salto passa por infraestrutura, inovação e ambiente de negócios.

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Agro MT