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30 de abril de 2026

Business

Acordo Mercosul-UE abre mercado, mas impõe desafios distintos para café e frutas

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O agronegócio brasileiro está cada vez mais perto de acessar o mercado europeu. Isso porque o acordo entre Mercosul e União Europeia entra em fase de implementação provisória a partir desta sexta-feira, 1º de maio. Foram mais de duas décadas de negociação.

Nesse primeiro momento, o foco será exclusivamente no Pilar Comercial, permitindo a redução imediata de tarifas sem esperar a aprovação individual de todos os 27 parlamentos europeus. “O instrumento que entra em vigor tem nome próprio: Acordo Interino de Comércio”, explica Daniel Vargas, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV).

O especialista destaca também que o benefício tarifário não garante a venda automática. “O acordo abre a porta tarifária, mas a EUDR (Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento, na sigla em inglês) exige o passe de entrada”, diz.

Para Vargas, o sucesso da nova janela comercial vai depender da capacidade do produtor brasileiro de comprovar sua sustentabilidade na prática, especialmente no caso do café.

“Talvez seja o grande desafio do setor cafeeiro nos próximos 18 meses”, afirma. Para as frutas, ele prevê que a menor pressão regulatória pode permitir uma captura mais rápida dos benefícios, desde que superados os desafios sanitários e logísticos.

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Café solúvel: avanço gradual e pressão regulatória

De um lado, oportunidades de mercado; de outro, efeitos que variam de setor para setor. No caso do café solúvel, o acordo prevê um cronograma de desgravação — termo técnico utilizado — ao longo de quatro anos. Já no primeiro período, há um abatimento inicial de 1,8 ponto percentual. Atualmente, a tarifa sobre o produto é de 9%.

Segundo Aguinaldo José de Lima, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), o movimento tende a recuperar espaço perdido pelo Brasil no mercado europeu. “Há 15 ou 16 anos o Brasil vendia 30% a mais para a União Europeia do que comercializa hoje”, afirma.

Atualmente, o bloco responde por cerca de 20% a 22% das exportações do setor, com volume próximo de 16 mil toneladas anuais.

Nesse contexto, a avaliação da entidade é de que, mesmo em fase provisória, o acordo já gera impacto positivo. Lima destaca que as empresas associadas foram orientadas previamente e estão em negociação com clientes europeus, que passaram a demandar informações sobre o novo cenário tarifário.

A expectativa é de crescimento gradual das exportações à medida que a tarifa for reduzida.

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Frutas: ganho mais direto e cenário misto

No setor de frutas, o impacto do acordo tende a ser mais imediato, embora varie conforme o produto. Algumas categorias, como a uva de mesa, terão tarifa zerada já na entrada em vigor do acordo, enquanto outras seguirão cronogramas de redução ao longo de quatro, sete ou até dez anos.

Para Waldyr Promicia, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), o cenário é misto, mas positivo. “Depende da fruta. Há produtos com tarifa zero imediata e outros com cronograma de desgravação”, explica.

Segundo ele, ainda é cedo para estimar números consolidados, mas a tendência é de aumento da competitividade e da abertura de novas oportunidades no mercado europeu.

Assim como no café, o setor já iniciou o processo de adaptação. A Abrafrutas orienta exportadores sobre ajustes na documentação e nos requisitos exigidos pelos compradores europeus. A leitura é de que o acordo representa um avanço estratégico nas relações comerciais e pode impulsionar o crescimento das exportações no médio e longo prazo.

Janela de oportunidade com desafios estruturais

Para Vargas, a redução de tarifas amplia o acesso, mas a consolidação da competitividade brasileira no mercado europeu dependerá de ajustes internos, da organização de dados e da adaptação às exigências do bloco. “Não é um problema de produção. É um problema de arquitetura de conformidade”, avalia.

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A leitura geral, segundo o especialista, é que o “1º de maio inaugura uma janela tarifária, mas não inaugura, sozinho, uma nova era de competitividade com o bloco europeu.”

Outro ponto destacado pelo professor da FGV é que a parte ambiental do acordo mais amplo segue em suspenso. Segundo ele, é como se o “acordo entrasse em vigor com força total”, o que limita a capacidade de países críticos ao acordo de interferir na redução de tarifas no curto prazo.

“Os países que são críticos ao acordo [como França], estão com mãos atadas. Não podem mais interferir na parte comercial”, conclui.

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Agro Mato Grosso

Valtra lança Série M5 com mais tecnologia, conforto e foco no setor sucroenergético

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O trator apresenta uma estética robusta e moderna, evidenciada pelo novo capô com design da 5ª geração. No entanto, a grande revolução para o operador está na nova cabine, que conta com novos revestimentos e assentos, além da comodidade de uma caixa refrigeradora “cooler box” integrada ao interior do trator.

Como o setor de cana-de-açúcar está presente no DNA da Valtra, a Série M5 mantém o pioneirismo com o tradicional kit específico canavieiro, que inclui eixo dianteiro com bitola de 3 metros, sistema de freio pneumático e barra de tração pino-bola, para otimizar as operações de transbordo no setor.

Na parte técnica, a Série M5 é equipada com os renomados motores AGCO Power de 4 cilindros, que garantem força com economia. A máquina também possui nova Transmissão Power Shift HiTech 3 Sincronizada, com sistema de 3 velocidades que permite que as marchas sejam mudadas com o trator em movimento. O novo curso da alavanca de marcha torna as trocas de frente para trás muito mais suaves e lineares, otimizando o tempo e reduzindo o esforço do operador.

Além disso, o sistema hidráulico foi aprimorado para suportar implementos pesados e operações severas, entregando uma alta vazão de 205 litros por minuto, garantindo agilidade e força constante no campo. “O que fizemos com a nova Série M5 foi honrar a herança de força incansável da linha BH HiTech, mas elevando a máquina ao seu ápice tecnológico. Entregamos hoje um trator que honra a história de força das gerações anteriores da linha BH, mas que olha para o futuro com maior inteligência operacional e conforto. É o encontro definitivo entre a tradição do trabalho bruto e a sofisticação da agricultura digital”, finaliza Winston Quintas.

Consolidada como a principal referência em força e confiabilidade no agronegócio brasileiro, desde os antecessores tratores Valtra-Valmet 1580, 1780 e 1880S, a Linha BH da Valtra celebra um legado de décadas como líder no segmento da cana-de-açúcar. Desde o lançamento da Geração 1, em 2000, com os modelos BH140, BH160 e BH180, a linha se estabeleceu como o padrão de robustez no campo. Essa herança de força foi sucessivamente aprimorada com a Geração 2, em 2007, e a Geração 3, em 2013, fazendo com que a Valtra, por 10 anos consecutivos, recebesse o prêmio Master Cana, como melhor trator do segmento sucro-energetico.

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O salto tecnológico definitivo da linha aconteceu em 2017 com a chegada da Geração 4, que trouxe tratores de até 220 cv, e culminou em 2018 com a chegada da linha BH HiTech. Esta última trouxe a transmissão automatizada para o segmento pesado, reafirmando o compromisso da Valtra em unir a tradição do trabalho bruto à máxima eficiência operacional e inteligência tecnológica. Dessa forma, a série evoluiu da robustez mecânica para a alta tecnologia, integrando os eficientes motores AGCO Power e soluções avançadas de agricultura de precisão.

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Agro Mato Grosso

Bezerro bate recorde de preço em MT I agro.mt

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O mercado pecuário em Mato Grosso vive um momento de valorização histórica, mas também de atenção redobrada no campo. O preço do bezerro de 7 arrobas atingiu o maior valor da série histórica, enquanto produtores acompanham com cautela o impacto do custo de reposição sobre as margens da atividade.

Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o animal foi cotado em R$ 16,86 por quilo, avanço semanal de 2,84%.

O movimento ocorre em meio à menor oferta de animais, retenção de fêmeas nas propriedades e demanda internacional aquecida por carne bovina.

Menor oferta impulsiona preço do bezerro

A valorização do bezerro reflete um mercado mais apertado na oferta de reposição.

Com menos animais disponíveis e produtores segurando matrizes no campo, o indicador acumulou forte avanço nos últimos 12 meses.

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Na média até a terceira semana de abril, o preço do bezerro chegou a R$ 16,10 por quilo, alta de 22,24% frente ao mesmo período do ano passado.

O ritmo supera a evolução do boi gordo no mesmo intervalo.

Boi gordo sobe menos e pressiona margens

Enquanto a reposição dispara, o boi gordo mostra comportamento mais moderado.

A arroba do boi gordo a prazo foi cotada em R$ 356,81, com leve recuo semanal de 0,51%.

No acumulado anual, a valorização é de 10,70%, abaixo da registrada pelo bezerro.

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Esse descompasso acende alerta principalmente para pecuaristas de recria, engorda e confinamento, que sentem pressão maior sobre a rentabilidade.

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Agro Mato Grosso

Imea apresenta força do agro de MT em encontro nacional e destaca protagonismo

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Mato Grosso voltou ao centro do debate nacional sobre desenvolvimento econômico ao apresentar, nesta terça-feira (28), um panorama atualizado do agronegócio estadual durante a reunião da Federação Nacional das Juntas Comerciais (Fenaju), em Cuiabá.

O destaque do encontro foi a apresentação conduzida pelo superintendente da Famato e do Imea, Cleiton Gauer, que detalhou números da produção agropecuária e reforçou o peso estratégico do estado na economia brasileira.

Mato Grosso reforça liderança do agro no país

Durante a exposição, o Imea mostrou dados que evidenciam o protagonismo mato-grossense na produção agropecuária e o avanço contínuo do setor.

Segundo Cleiton Gauer, Mato Grosso consolidou posição de referência nacional e internacional no campo, com crescimento sustentado tanto na agricultura quanto na pecuária.

O foco da apresentação também esteve nos próximos ciclos de expansão, sobretudo no fortalecimento da agroindustrialização e no potencial de evolução nos próximos anos.

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Logística segue como principal desafio do setor

Apesar do cenário positivo, o debate também destacou gargalos estruturais que ainda limitam o avanço do agro.

A logística foi apontada como principal desafio para ampliar competitividade, escoamento e eficiência fora da porteira.

Rodovias, corredores de exportação e infraestrutura seguem no centro das discussões para sustentar um novo ciclo de crescimento do setor.

Modelo mato-grossense desperta interesse nacional

O presidente da Jucemat, Manoel Silva, destacou que a apresentação levou aos representantes de outros estados um retrato do modelo de desenvolvimento construído em Mato Grosso.

A avaliação é que a experiência do estado no agronegócio, aliada à geração de dados e inteligência de mercado do Imea, vem se consolidando como referência para outras regiões.

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O instituto é reconhecido nacionalmente por análises de mercado, projeções e levantamentos usados pelo setor produtivo.

Juntas comerciais debatem ambiente de negócios e combate a fraudes

Além do agro, a reunião da Fenaju reuniu lideranças para discutir temas ligados à modernização do ambiente empresarial.

Entre os assuntos debatidos estiveram:

  • simplificação no registro de empresas;
  • integração e troca de dados entre juntas comerciais;
  • padronização de procedimentos;
  • combate a fraudes e segurança jurídica;
  • fortalecimento do ambiente de negócios no país.

A presidente da Fenaju, Nayara Brito, destacou o papel das juntas comerciais para impulsionar empreendedorismo, emprego e renda.

Evento reforça peso econômico de Mato Grosso

Organizado pela Jucemat, com apoio da Sedec-MT e da Fecomércio-MT, o encontro reuniu representantes de todo o país e reforçou a posição de Mato Grosso como protagonista em desenvolvimento econômico e produção agropecuária.

Ao unir dados, perspectivas e debates estruturais, a apresentação do Imea reforçou uma mensagem central: o agro segue como motor da economia estadual, mas o próximo salto passa por infraestrutura, inovação e ambiente de negócios.

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Agro MT