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Agro Mato Grosso

Imea apresenta força do agro de MT em encontro nacional e destaca protagonismo

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Mato Grosso voltou ao centro do debate nacional sobre desenvolvimento econômico ao apresentar, nesta terça-feira (28), um panorama atualizado do agronegócio estadual durante a reunião da Federação Nacional das Juntas Comerciais (Fenaju), em Cuiabá.

O destaque do encontro foi a apresentação conduzida pelo superintendente da Famato e do Imea, Cleiton Gauer, que detalhou números da produção agropecuária e reforçou o peso estratégico do estado na economia brasileira.

Mato Grosso reforça liderança do agro no país

Durante a exposição, o Imea mostrou dados que evidenciam o protagonismo mato-grossense na produção agropecuária e o avanço contínuo do setor.

Segundo Cleiton Gauer, Mato Grosso consolidou posição de referência nacional e internacional no campo, com crescimento sustentado tanto na agricultura quanto na pecuária.

O foco da apresentação também esteve nos próximos ciclos de expansão, sobretudo no fortalecimento da agroindustrialização e no potencial de evolução nos próximos anos.

Logística segue como principal desafio do setor

Apesar do cenário positivo, o debate também destacou gargalos estruturais que ainda limitam o avanço do agro.

A logística foi apontada como principal desafio para ampliar competitividade, escoamento e eficiência fora da porteira.

Rodovias, corredores de exportação e infraestrutura seguem no centro das discussões para sustentar um novo ciclo de crescimento do setor.

Modelo mato-grossense desperta interesse nacional

O presidente da Jucemat, Manoel Silva, destacou que a apresentação levou aos representantes de outros estados um retrato do modelo de desenvolvimento construído em Mato Grosso.

A avaliação é que a experiência do estado no agronegócio, aliada à geração de dados e inteligência de mercado do Imea, vem se consolidando como referência para outras regiões.

O instituto é reconhecido nacionalmente por análises de mercado, projeções e levantamentos usados pelo setor produtivo.

Juntas comerciais debatem ambiente de negócios e combate a fraudes

Além do agro, a reunião da Fenaju reuniu lideranças para discutir temas ligados à modernização do ambiente empresarial.

Entre os assuntos debatidos estiveram:

  • simplificação no registro de empresas;
  • integração e troca de dados entre juntas comerciais;
  • padronização de procedimentos;
  • combate a fraudes e segurança jurídica;
  • fortalecimento do ambiente de negócios no país.

A presidente da Fenaju, Nayara Brito, destacou o papel das juntas comerciais para impulsionar empreendedorismo, emprego e renda.

Evento reforça peso econômico de Mato Grosso

Organizado pela Jucemat, com apoio da Sedec-MT e da Fecomércio-MT, o encontro reuniu representantes de todo o país e reforçou a posição de Mato Grosso como protagonista em desenvolvimento econômico e produção agropecuária.

Ao unir dados, perspectivas e debates estruturais, a apresentação do Imea reforçou uma mensagem central: o agro segue como motor da economia estadual, mas o próximo salto passa por infraestrutura, inovação e ambiente de negócios.

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Agro Mato Grosso

Mudança em tarifa de energia pode diminuir custos da irrigação no campo MT

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O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) orientou os produtores rurais sobre a publicação da portaria normativa do Ministério de Minas e Energia, que estabelece novas diretrizes para a concessão dos descontos especiais nas tarifas de energia elétrica destinados às atividades de irrigação e aquicultura. Com essa nova medida, as unidades consumidoras classificadas na Classe Rural, incluindo cooperativas de eletrificação rural, poderão adequar os horários de utilização da energia elétrica às necessidades de suas atividades produtivas.

A irrigação é uma das atividades que mais consomem energia elétrica nas propriedades rurais. Quanto maior a possibilidade de utilizar os sistemas nos horários com desconto, menor tende a ser o custo operacional da atividade, destacou a entidade.

Para o superintendente da Famato, Cleiton Gauer, em um Estado como Mato Grosso, onde períodos de estiagem podem impactar a produtividade, a redução dos custos com energia torna os projetos de irrigação mais viáveis economicamente. “O produtor rural precisa de regras que acompanhem a dinâmica da produção. Ao permitir mais flexibilidade nos horários de uso da energia com desconto, a nova norma ajuda o produtor a planejar melhor suas atividades e a tornar a irrigação uma ferramenta ainda mais eficiente para aumentar a produtividade no campo”, afirma.

Conforme a nova regulamentação, o desconto continuará sendo aplicado durante um período diário de 8 horas e 30 minutos. Esse período poderá ser contínuo ou dividido em até três faixas horárias, sempre em múltiplos de 30 minutos, respeitando os horários de menor demanda do sistema elétrico.

Entre os principais pontos da portaria está a garantia de que o produtor rural terá preferência na definição dos horários para usufruir do benefício, exceto no período compreendido entre 17h e 21h30, faixa em que os descontos não poderão ser concedidos. A norma também permite a solicitação de diferentes escalas de horário ao longo do ano, possibilitando adequações conforme a sazonalidade das atividades e as necessidades de cada propriedade.

Outro avanço importante é a vedação às distribuidoras de energia elétrica de estabelecerem condições que limitem a flexibilidade dos horários escolhidos pelos consumidores rurais. Os horários de operação com desconto deverão ser formalizados por meio de contrato ou instrumento equivalente entre o produtor e a concessionária, seguindo as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Produtores que trabalham com piscicultura e outras atividades aquícolas também podem reduzir despesas com equipamentos que dependem de energia elétrica, como sistemas de bombeamento, aeração e recirculação de água.

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Agro Mato Grosso

Produtores de MT intensificam venda de soja para abrir espaço a colheita de milho; preço sobe

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Sensor biodegradável mede pesticidas em três minutos

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Dispositivo da USP usa acetato de celulose e análise eletroquímica para detectar diquat, carbendazim e difenilamina

Cientistas da Universidade de São Paulo desenvolveram sensores vestíveis biodegradáveis para detectar pesticidas em plantas e alimentos de forma rápida, não destrutiva e in loco. O dispositivo usa tinta de carbono impressa por serigrafia sobre filmes flexíveis de acetato de celulose. A plataforma identifica diquat, carbendazim e difenilamina em três minutos e vinte e oito segundos.

O sensor pode aderir a superfícies vegetais irregulares, onduladas e curvas. A aplicação ocorre diretamente sobre folhas, caules, cascas, maçãs e pimentões. O formato vestível permite análise descentralizada, sem retirada de amostras para laboratório. O sistema entrega resultado em tempo real por meio de um potenciostato portátil sem fio conectado por Bluetooth a celular, computador ou tablet.

doi.org/10.1016/j.biosx.2026.100758

doi.org/10.1016/j.biosx.2026.100758

Duas unidades

Cada dispositivo reúne duas unidades sensoriais. Uma delas usa voltametria de onda quadrada para medir diquat. A outra usa voltametria de pulso diferencial para detectar carbendazim e difenilamina. O estudo relata uso de uma única gota de amostra e operação sequencial no mesmo chip. A leitura de diquat ocorre nos primeiros cinquenta e dois segundos. A medição simultânea de carbendazim e difenilamina leva mais cento e noventa e sete segundos.

O dispositivo custa menos de 0,077 dólar por unidade. O baixo custo importa porque os sensores têm uso único. Segundo Paulo Augusto Raymundo-Pereira, professor do Instituto de Física de São Carlos da USP, a proposta combina rapidez, baixo impacto ambiental e análise em campo.

Base do sensor

A base do sensor usa acetato de celulose. Esse material tem origem vegetal e pode vir de resíduos agrícolas. O trabalho também avaliou plastificantes. Os melhores resultados ocorreram com acetato de celulose plastificado com 5,4 milimoles de glicerol. Essa formulação apresentou melhor faixa dinâmica, linearidade e sensibilidade em comparação com filmes plastificados com citrato de trietila.

Nos ensaios, os sensores detectaram diquat em faixa de 0,1 a 1,0 micromolar. Para carbendazim, a faixa ficou entre 0,2 e 2,0 micromolar. Para difenilamina, a faixa ficou entre 2,5 e 25 micromolar. Os limites de detecção chegaram a 3,2 nanomolar para diquat, 180 nanomolar para carbendazim e 1,34 micromolar para difenilamina.

Uso em campo

A equipe simulou uma condição de uso em campo. Soluções dos pesticidas foram pulverizadas na casca de maçãs e pimentões, na concentração de 1.000 micromolar. Os produtos secaram por cinco horas. Depois, o sensor foi fixado na superfície. A leitura usou uma gota de 500 microlitros de solução tampão fosfato para permitir a condução elétrica e a resposta química do eletrodo.

O estudo também testou saliva humana e água de torneira com adição de pesticidas. Nessas amostras, o sistema detectou os três alvos na mesma gota de 150 microlitros. Os resultados indicaram potencial de uso em alimentos, água e amostras biológicas, além do monitoramento agrícola.

A plataforma apresentou seletividade diante de possíveis interferentes. Os testes incluíram nitrato, sulfato, glicose, ureia, fenitrotiona, tiabendazol, dopamina, linuron, parationa metílica, ácido ascórbico e prolina. O sensor também suportou ciclos de flexão vertical, horizontal e diagonal, com pouca alteração nas respostas voltamétricas.

Biodegradação dos dispositivos

O trabalho avaliou a biodegradação dos dispositivos por 240 dias. Sensores feitos com acetato de celulose plastificado com glicerol degradaram completamente nesse período. Dispositivos fabricados apenas com acetato de celulose permaneceram intactos. A imagem da página onze do artigo mostra a comparação visual entre as duas formulações ao longo do período de degradação.

A equipe também calculou métricas de química analítica verde. O método obteve escore 0,77 na abordagem AGREE e 81 na escala Analytical Eco-Scale. O índice Blue Applicability Grade Index alcançou 77,5, valor citado pelos pesquisadores como indicativo de aplicabilidade analítica.

O estudo foi realizado por Samiris Côcco Teixeira, Nathalia O. Gomes, Sergio A.S. Machado, Taíla Veloso de Oliveira, Nilda F.F. Soares e Paulo A. Raymundo-Pereira.

Outras informações em doi: 10.1016/j.biosx.2026.100758

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