Sustentabilidade
Clima favorável nos EUA derruba Chicago e pressiona mercado brasileiro de soja

O mercado brasileiro de soja teve uma quarta-feira (29) de baixa liquidez, com poucos negócios e apenas lotes pontuais ofertados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a forte queda da Bolsa de Chicago pressionou as cotações no mercado interno, embora os prêmios firmes e o dólar praticamente estável tenham amenizado parte das perdas.
De acordo com Silveira, a desvalorização em Chicago resultou, em média, em recuos de cerca de R$ 2,00 por saca nas principais praças brasileiras.
“O mercado contou com poucos players atuando e as ofertas foram praticamente nominais”, destacou o analista.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): desceu de R$ 142,50 para R$ 140,00
- Santa Rosa (RS): desceu de R$ 143,50 para R$ 141,00
- Cascavel (PR): desceu de R$ 137,00 para R$ 134,00
- Rondonópolis (MT): desceu de R$ 131,00 para R$ 128,00
- Dourados (MS): desceu de R$ 129,00 para R$ 128,00
- Rio Verde (GO): desceu de R$ 132,00 para R$ 129,00
Nos portos, Paranaguá (PR) recuou de R$ 148,00 para R$ 145,00, enquanto Rio Grande (RS) caiu de R$ 148,50 para R$ 146,00.
Soja em Chicago
Em Chicago, os contratos futuros da soja fecharam em forte baixa. O principal fator foi a melhora da previsão climática para as regiões produtoras dos Estados Unidos. Segundo informações da Dow Jones, são esperadas chuvas mais abrangentes e temperaturas mais amenas sobre a metade leste das Planícies e o Meio-Oeste norte-americano até o início da próxima semana.
Além disso, uma massa de ar frio deve atingir o cinturão produtor no fim de semana, reduzindo o estresse das lavouras. Com melhores condições para o desenvolvimento da safra, o mercado retirou parte do chamado “prêmio de risco climático”, pressionando as cotações.
Agora, as atenções se voltam para o relatório semanal de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta quinta-feira. A expectativa do mercado é de vendas líquidas entre 700 mil e 1,8 milhão de toneladas de soja.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja para agosto de 2026 encerraram o pregão cotados a US$ 11,78 por bushel, queda de 34 centavos de dólar ou 2,80%. O vencimento novembro fechou a US$ 11,92 3/4 por bushel, com recuo de 27,25 centavos ou 2,23%.
Entre os subprodutos, o farelo para agosto caiu US$ 5,00 por tonelada, para US$ 315,30. Já o óleo de soja recuou 2,24%, encerrando a 69,17 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em leve baixa de 0,24%, cotado a R$ 5,1088 para venda e R$ 5,1068 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,0886 e R$ 5,1411.
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Sustentabilidade
Na avaliação de economista, El Niño intenso pode obrigar o sojicultor a replantar e elevar os gastos

O avanço das projeções para um possível El Niño de forte intensidade tem colocado o produtor de soja em estado de atenção. Segundo o economista pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), Presley Vasconcelos, o fenômeno climático pode afetar diretamente a rentabilidade da atividade ao combinar dois fatores considerados críticos, que são queda na produtividade e aumento dos custos de produção.
“O El Niño pode impactar a rentabilidade do produtor de duas formas: reduzindo a quantidade produzida por hectare e elevando os custos da lavoura. Com menor produção e despesas maiores, a margem do produtor diminui”, explica.
O economista destaca, porém, que os impactos não serão iguais em todo o Brasil. Em regiões com excesso de chuvas, o plantio pode atrasar devido à dificuldade de entrada das máquinas nas áreas, além de aumentar o risco de perdas de lavouras, doenças e pragas. Já em outras regiões, temperaturas elevadas, estiagens e chuvas irregulares podem comprometer o desenvolvimento das plantas, exigir irrigação e afetar toda a estratégia produtiva.
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Além das perdas na produtividade, Vasconcelos alerta para um aumento dos custos operacionais. Dependendo da intensidade das chuvas, o produtor poderá precisar replantar áreas ou reaplicar defensivos. Também podem subir os gastos com sementes, combustível, secagem, armazenagem, transporte e mão de obra. O cenário ainda pode pressionar o crédito rural.
“Se houver pressão inflacionária, as taxas de juros podem permanecer elevadas ou subir ainda mais. Isso encarece os financiamentos e aumenta o custo do crédito para o produtor”, afirma.
Segundo o economista, esse contexto reforça a importância de políticas públicas voltadas ao setor, como crédito facilitado e medidas que reduzam o impacto financeiro sobre os agricultores.
O especialista ressalta ainda que uma eventual quebra de produção pode provocar valorização da soja por redução da oferta, mas faz um alerta, pois o preço interno não depende apenas da safra brasileira.
“Mesmo que a oferta diminua, fatores como a demanda da China, a produção dos Estados Unidos e da Argentina e o comportamento do câmbio também influenciam diretamente a formação dos preços”, explica.
Na avaliação de Vasconcelos, nem sempre uma alta da soja é suficiente para compensar as perdas provocadas pelo clima. “É preciso analisar se a valorização da saca consegue cobrir a redução da produção e o aumento dos custos. Em alguns casos, o produtor pode registrar prejuízo mesmo vendendo a soja por um preço maior”, detalha.
Os impactos também podem chegar ao consumidor. Como a soja faz parte da cadeia de produção de carnes, leite, ovos e diversos alimentos, uma eventual alta nos custos pode contribuir para elevar a inflação dos alimentos.
“Quando a soja encarece, aumenta também o custo de produção de proteínas animais. Além disso, transporte, armazenagem e logística ficam mais caros. Quem sente primeiro esse efeito são as famílias de menor renda, que destinam uma parcela maior do orçamento para alimentação”, aponta o especialista.
Para reduzir os riscos, o economista recomenda que o produtor evite decisões baseadas em informações alarmistas e busque orientação em instituições técnicas e fontes confiáveis, já que cada região responde de forma diferente ao fenômeno climático.
Entre as principais estratégias de proteção estão a contratação de seguro rural, vendas futuras feitas com cautela, manutenção de reservas financeiras para emergências, planejamento na contratação de crédito, investimentos em tecnologia, monitoramento climático, armazenagem e, quando possível, diversificação das atividades agrícolas.
“Não existe uma solução única para todos os produtores. Cada região exige uma estratégia diferente. O mais importante é se antecipar, tomar decisões com base em informações técnicas e evitar medidas precipitadas influenciadas por conteúdos sensacionalistas”, conclui.
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Agro Mato Grosso
FMC lança Velitrex® e amplia portfólio para o controle de lagartas

Novo inseticida reúne dois modos de ação complementares para controlar lagartas em diferentes estágios de desenvolvimento nas principais culturas agrícolas
A FMC, empresa global de ciências para a agricultura, anuncia o lançamento do Velitrex®, novo inseticida desenvolvido para auxiliar os produtores brasileiros no enfrentamento dos principais desafios das lavouras: o controle de lagartas de difícil manejo e a crescente pressão da resistência aos inseticidas.
Desenvolvido especialmente para as condições da agricultura nacional, o Brasil será o primeiro país a receber a tecnologia. O produto chega para compor as estratégias de Manejo Integrado de Pragas (MIP), ampliando as alternativas disponíveis para culturas como soja, milho, algodão, feijão e outras de grande importância econômica.
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“O cenário de manejo de lagartas tornou-se muito mais complexo nos últimos anos. A seleção de populações resistentes, consequência do uso repetitivo dos mesmos mecanismos de ação, exige novas ferramentas que contribuam para preservar a eficiência das tecnologias disponíveis. Velitrex® nasce com esse propósito: agregar um novo recurso ao produtor e fortalecer as estratégias de manejo de resistência, principalmente para lagartas em diferentes estágios de desenvolvimento”, afirma Sérgio Catalano, gerente de produtos inseticidas da FMC.
O diferencial do Velitrex® está na combinação de dois ingredientes ativos com diferentes modos de ação, que atuam de forma complementar sobre as lagartas. “Essa combinação, com modos de ação distintos, age em diferentes sítios do inseto e gera um efeito sinérgico, potencializando o controle das lagartas e contribuindo para estratégias mais eficientes de manejo da resistência”, ressalta Catalano.
De acordo com o gerente, a capacidade de controlar lagartas em diferentes estágios de desenvolvimento atende a uma necessidade crescente do campo. “A capacidade de controlar lagartas em diferentes estágios de desenvolvimento é um dos atributos mais valorizados pelos produtores, segundo pesquisas de mercado. Isso porque, na prática, nem sempre as condições são ideais para a aplicação, e é comum encontrar populações da praga em diferentes tamanhos em campo, no momento do manejo. Ao oferecer alta eficiência independentemente do estágio de desenvolvimento das lagartas, o Velitrex® proporciona mais flexibilidade operacional, maior segurança nas aplicações e maior versatilidade em comparação a soluções que apresentam melhor desempenho apenas sobre lagartas jovens.”
Manejo da resistência ganha protagonismo
Entre as principais pragas-alvo do Velitrex® está a Spodoptera frugiperda, considerada atualmente uma das espécies mais desafiadoras para a agricultura brasileira. A lagarta-do-cartucho, como é popularmente conhecida, apresenta elevada capacidade de adaptação, ampla distribuição geográfica e rápida multiplicação, além de registros crescentes de populações resistentes a diferentes mecanismos de ação.
Nesse contexto, a rotação de ingredientes ativos e a integração de diferentes métodos de controle tornam-se práticas fundamentais para preservar a eficiência das tecnologias disponíveis.
“O manejo da resistência depende da combinação de diferentes estratégias. É fundamental integrar soluções químicas, biológicas, monitoramento e ferramentas de manejo integrado de pragas. Velitrex® amplia esse conjunto de alternativas ao disponibilizar dois modos de ação distintos em uma única solução”, destaca Catalano.
Além da lagarta-do-cartucho, o produto também é recomendado para o controle de importantes espécies como Chrysodeixis includens e Spodoptera eridania, dependendo da cultura.
O novo inseticida da FMC proporciona rápida interrupção da alimentação das pragas, controle eficiente em diferentes tamanhos e efeito residual prolongado, características que oferecem maior flexibilidade operacional ao produtor.
Tecnologia desenvolvida para a realidade brasileira
O inseticida Velitrex® foi concebido considerando os desafios específicos enfrentados pelos produtores nacionais. A expectativa da FMC é que a nova tecnologia se torne uma das principais soluções da companhia para o manejo de lagartas nos próximos anos, fortalecendo seu portfólio voltado à proteção das principais culturas agrícolas brasileiras.
O lançamento, que está previsto para o final deste ano, reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento de tecnologias que contribuam para uma agricultura mais produtiva, sustentável e preparada para enfrentar os desafios fitossanitários atuais e futuros.
Sobre a FMC
A FMC Corporation é uma empresa global de ciências agrícolas dedicada a apoiar produtores rurais na produção de alimentos, fibras, rações e combustíveis para uma população mundial em crescimento. Seu portfólio reúne soluções inovadoras em proteção de cultivos, produtos biológicos, nutrição vegetal, agricultura digital e de precisão, permitindo que agricultores enfrentem desafios econômicos e ambientais de forma sustentável. A companhia investe continuamente na descoberta de novos ingredientes ativos, formulações e tecnologias para herbicidas, inseticidas e fungicidas, desenvolvendo soluções cada vez mais eficientes para o campo e para o planeta.
FMC e o logotipo FMC, assim como Velitrex®, são marcas comerciais da FMC Corporation ou de suas afiliadas. Produtos de uso agrícola. Consulte sempre um engenheiro agrônomo. Leia atentamente o rótulo e siga todas as instruções, restrições e precauções de uso dos produtos.
Sustentabilidade
Colheita do milho alcança 24% da área cultivada em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, a colheita do milho segunda safra 2025/2026 alcançou 24% da área cultivada em Mato Grosso do Sul.
A região Centro apresenta o maior avanço dos trabalhos, com 28% da área colhida. Na sequência, está a região Sul, com média de 26%, enquanto a região Norte registra 4,2% da área colhida.
De acordo com a estimativa do Projeto SIGA-MS, aproximadamente 530 mil hectares já foram colhidos no Estado.
Em relação ao mesmo período da segunda safra 2024/2025, a colheita apresenta atraso de 7,6 pontos percentuais. O principal fator é o elevado volume de chuvas registrado nos principais municípios produtores de milho, que reduziu o ritmo das operações no campo.
Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, apesar do atraso, a colheita avançou significativamente no Estado nas últimas semanas.
“Mesmo com o atraso em relação ao ciclo anterior, a colheita entrou na fase de maior intensidade. Os produtores têm aproveitado as janelas de tempo seco para avançar com as operações, porém as chuvas registradas ao longo de julho impactaram o ritmo dos trabalhos em diversas regiões produtoras”.
Previsão do tempo
A meteorologia indica que, entre os dias 27 de julho e 12 de agosto de 2026, há previsão de chuvas com acumulados entre 10 e 80 milímetros, especialmente nas regiões Sul, Sudeste e Leste de Mato Grosso do Sul. As precipitações podem influenciar o avanço da colheita nas próximas semanas.
Mercado
No cenário econômico, a saca da soja é cotada, em média, a R$ 125,62 em Mato Grosso do Sul, enquanto a saca do milho registra preço médio de R$ 48,84.
O boletim completo pode ser acessado clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja MS
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