Sustentabilidade
Pesquisa aponta que calcário ultrafino melhora microbiologia do solo – MAIS SOJA

Pesquisa realizada pela Andrios Assessoria, sob supervisão do professor Fernando Andreote, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), avaliou o comportamento da soja em solo argiloso de alta fertilidade natural após a aplicação superficial de calcário filler, corretivo de granulometria ultrafina e alta reatividade. A pesquisa foi realizada com o Calcário Itaú Ultrafino da Viter, que é um corretivo agrícola de granulometria ultrafina e alta reatividade desenvolvido para atender às demandas do manejo moderno da fertilidade do solo.
Os resultados apontaram ganhos expressivos na Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), processo responsável por suprir grande parte da necessidade de nitrogênio da cultura. Em comparação com a área sem aplicação do corretivo, as plantas apresentaram aumento de 13% no número de nódulos e de 38% na massa dessas estruturas, indicando condições mais favoráveis ao desenvolvimento das bactérias responsáveis pela fixação do nutriente.
O estudo também verificou maior atividade de enzimas relacionadas à ciclagem de nutrientes e à decomposição da matéria orgânica, evidenciando uma microbiota mais ativa. Entre os indicadores avaliados, destacam-se aumentos de 27% na atividade da arilsulfatase, ligada ao ciclo do enxofre; de 12% na fosfatase ácida, responsável por favorecer o aproveitamento do fósforo; de 6% na β-glicosidase, relacionada à decomposição da matéria orgânica; e o incremento de 5% na glomalina, proteína associada aos fungos micorrízicos que contribuem para a absorção de nutrientes e para a retenção de água no solo.
“Os resultados estão fortemente ligados ao sistema mais apropriado para o desenvolvimento das plantas, o que resulta numa maior nodulação da soja, e também na maior exsudação radicular, grande promotora da atividade microbiana no solo”, afirma o professor Fernando Andreote, da Andrios Assessoria e Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).
“Os resultados dessa pesquisa mostram que a escolha do corretivo influencia não apenas a correção química do solo, mas também sua atividade biológica. Corretivos de alta reatividade, como o calcário filler, promovem uma reação mais rápida e uniforme na superfície do solo. Isso cria um ambiente mais favorável para o desenvolvimento de microrganismos benéficos, que desempenham funções essenciais na ciclagem de nutrientes e no fortalecimento do sistema radicular”, diz Taciana Seixas, gerente de Desenvolvimento Técnico da Viter, unidade de soluções agrícolas da Votorantim Cimentos.
Sobre a Viter
A Viter é a unidade de insumos agrícolas da Votorantim Cimentos. A marca é líder em comercialização de calcário agrícola no Brasil e a única com presença nacional. Com o propósito de promover a vitalidade do início ao fim da lavoura, seus produtos têm origem garantida e a marca disponibiliza assistência técnica para análise e entendimento do solo. A Viter atua com duas linhas de produtos: Nutri Correção de Solo com Calcário Itaú nas versões Ultrafino e convencional; ÓxidoCa e Mg; Mix Ca, Mg e S e Mix Ca, Mg e S+B. Já na linha Nutrição via Foliar temos Adapte Viter e Maximize Viter. Mais informações no site viteragro.com.br e nas redes sociais como @viteragro (Instagram, Facebook e Linkedin).
Sobre a Votorantim Cimentos
A Votorantim Cimentos é uma empresa de materiais de construção e soluções sustentáveis. Seu portfólio inclui cimento, concreto, argamassa, cal, agregados, rejuntes, acabamentos, plastificantes, aditivos e impermeabilizantes. A companhia também tem negócios de soluções agrícolas, logística, gestão e destinação sustentável de resíduos e um ecossistema de soluções para o varejo. Com mais de 13 mil profissionais, atua em nove países na América Latina (Brasil, Argentina, Uruguai e Bolívia), na América do Norte (Estados Unidos e Canadá), na Europa (Espanha e Luxemburgo) e na Ásia (Turquia). Estabelecida em 1936, a Votorantim Cimentos completa 90 anos de história em 2026. Mais informações clique aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Trigo fecha em alta em Chicago com ataques a terminal de exportação da Rússia – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (30) em alta. O mercado foi impulsionado pelo agravamento das tensões na região do Mar Negro, após ataques ucranianos provocarem danos a um importante terminal russo de exportação de grãos, renovando as preocupações com a oferta global.
Segundo a Reuters, drones ucranianos atingiram um terminal de exportação de grãos no porto de Taman, na região russa de Krasnodar, causando danos significativos à estrutura. O terminal pertence à Demetra, uma das maiores empresas agrícolas da Rússia, com capacidade para movimentar 5 milhões de toneladas de grãos. Fontes também informaram que uma instalação de exportação de óleo de girassol no porto foi atingida, embora os danos tenham sido considerados limitados.
A escalada do conflito também manteve interrompida a navegação no Mar de Azov e no Estreito de Kerch, obrigando a Rússia a redirecionar os embarques para portos no Mar Negro. Analistas internacionais avaliaram que o trigo foi a commodity agrícola que mais reagiu a essa nova rodada de tensão, diante do impacto sobre a logística de exportação russa, embora os reflexos também possam atingir milho, óleos vegetais e outros grãos.
O mercado ainda repercutiu os dados semanais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As vendas líquidas de trigo da safra 2026/27 somaram 285.200 toneladas na semana encerrada em 23 de julho, com destaque para a comercialização de 70 mil toneladas ao México. O volume ficou dentro da expectativa dos analistas, que variava entre 200 mil e 500 mil toneladas.
Os contratos com entrega em setembro fecharam cotados a US$ 6,63 1/2 por bushel, com alta de 2,75 centavos de dólar, ou 0,41%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em dezembro encerraram a US$ 6,81 1/2 por bushel, com avanço de 3,75 centavos de dólar, ou 0,55%.
Autor/Fonte: Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Agência Safras)
Sustentabilidade
Mercado de defensivos para arroz irrigado movimenta R$ 262 milhões, com ligeira queda frente à safra anterior – MAIS SOJA

Principal empresa de pesquisas para o agronegócio, a Kynetec Brasil acaba de divulgar o estudo FarmTrak Arroz Irrigado da safra 2025-26. Conforme o levantamento, o mercado de defensivos agrícolas da cultura caiu 2%, para US$ 262 milhões, contra US$ 267 milhões do período anterior. Segundo o especialista em pesquisas da consultoria, Gabriel Baracat Pedroso, o ligeiro recuo veio associado, principalmente, a reduções de 6% na área cultivada (1,146 milhão de hectares) e de 7% nos custos de aplicação.
De acordo com o executivo, a variação negativa nas transações só não foi mais representativa face ao progressivo aumento do número médio de tratamentos adotado pelos produtores. “Eram 16 em 2023-2024 e subiram para 19 em 2025-26, alta de 10% ante 2024-25, compensando demais fatores desfavoráveis”, adianta Pedroso.
O indicador PAT ou área potencial tratada – totaliza as aplicações de produtos realizadas na safra – cresceu 4%, para 21,967 milhões de hectares.Conforme o especialista, dessecação de plantio, controle das doenças brusone e manchas foliares, além de lagartas, compreenderam os manejos que mais influenciaram no resultado do mercado de defensivos para arroz irrigado em 2025-26.
Aplicações contra manchas foliares alcançaram 1/3 da área cultivada, enquanto o emprego de lagarticidas cobriu 60% do total plantado. Neste caso, o número médio de tratamentos saltou de 1,9 para 2,4 em apenas um ano, variação atribuída pelo FarmTrak, em parte, a dificuldades para o produtor manter a chamada ‘lâmina d´água’ em algumas regiões do país.
“Ano após ano, os desafios à produção se intensificam”, continua Pedroso. “Manejos se tornam mais complexos, robustos e onerosos ao agricultor, frente a pressões crescentes de pragas, doenças, plantas daninhas e da perda de eficácia de ativos químicos e biotecnologias”, ele explica. “As margens do produtor estão apertadas, pois, concomitantemente, o preço da ‘commodity’ passa pelos mais baixos valores desde 2020.”
Ranking de produtos
Por mais uma safra, os herbicidas aparecem no levantamento da Kynetec na primeira posição entre os defensivos mais demandados pelo produtor. Corresponderam a 65% do mercado ou US$ 170 milhões, comparados a US$ 175 milhões do período 2024-25. Os fungicidas vêm a seguir, com vendas de US$ 43 milhões ou 16%, ante US$ 46 milhões da temporada passada.
Inseticidas e produtos para tratamento de sementes ocupam a terceira e a quarta posições: US$ 19 milhões e US$ 15 milhões, com 7% e 6% do mercado, respectivamente, valores praticamente estáveis em relação a 2024-25. Outros produtos fecham o levantamento da Kynetec: 5% ou US$ 15 milhões.
Ainda de acordo com Gabriel Pedroso, o FarmTrak Arroz Irrigado resultou de quase 380 entrevistas, realizadas pessoalmente com rizicultores das principais regiões produtoras do país: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.
Sobre a Kynetec
A Kynetec é líder global em análises e insights de dados agrícolas, especializada em saúde animal, nutrição animal, proteção de cultivos, máquinas agrícolas, sementes-biotecnologia e fertilizantes. Possui equipes localizadas em 30 países e fornece dados provenientes de 80 países. No Brasil, a Kynetec Brasil adquiriu o controle das consultorias Spark Inteligência Estratégica e MQ Solutions. Mais informações clique aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa

Sustentabilidade
Na avaliação de economista, El Niño intenso pode obrigar o sojicultor a replantar e elevar os gastos

O avanço das projeções para um possível El Niño de forte intensidade tem colocado o produtor de soja em estado de atenção. Segundo o economista pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), Presley Vasconcelos, o fenômeno climático pode afetar diretamente a rentabilidade da atividade ao combinar dois fatores considerados críticos, que são queda na produtividade e aumento dos custos de produção.
“O El Niño pode impactar a rentabilidade do produtor de duas formas: reduzindo a quantidade produzida por hectare e elevando os custos da lavoura. Com menor produção e despesas maiores, a margem do produtor diminui”, explica.
O economista destaca, porém, que os impactos não serão iguais em todo o Brasil. Em regiões com excesso de chuvas, o plantio pode atrasar devido à dificuldade de entrada das máquinas nas áreas, além de aumentar o risco de perdas de lavouras, doenças e pragas. Já em outras regiões, temperaturas elevadas, estiagens e chuvas irregulares podem comprometer o desenvolvimento das plantas, exigir irrigação e afetar toda a estratégia produtiva.
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Além das perdas na produtividade, Vasconcelos alerta para um aumento dos custos operacionais. Dependendo da intensidade das chuvas, o produtor poderá precisar replantar áreas ou reaplicar defensivos. Também podem subir os gastos com sementes, combustível, secagem, armazenagem, transporte e mão de obra. O cenário ainda pode pressionar o crédito rural.
“Se houver pressão inflacionária, as taxas de juros podem permanecer elevadas ou subir ainda mais. Isso encarece os financiamentos e aumenta o custo do crédito para o produtor”, afirma.
Segundo o economista, esse contexto reforça a importância de políticas públicas voltadas ao setor, como crédito facilitado e medidas que reduzam o impacto financeiro sobre os agricultores.
O especialista ressalta ainda que uma eventual quebra de produção pode provocar valorização da soja por redução da oferta, mas faz um alerta, pois o preço interno não depende apenas da safra brasileira.
“Mesmo que a oferta diminua, fatores como a demanda da China, a produção dos Estados Unidos e da Argentina e o comportamento do câmbio também influenciam diretamente a formação dos preços”, explica.
Na avaliação de Vasconcelos, nem sempre uma alta da soja é suficiente para compensar as perdas provocadas pelo clima. “É preciso analisar se a valorização da saca consegue cobrir a redução da produção e o aumento dos custos. Em alguns casos, o produtor pode registrar prejuízo mesmo vendendo a soja por um preço maior”, detalha.
Os impactos também podem chegar ao consumidor. Como a soja faz parte da cadeia de produção de carnes, leite, ovos e diversos alimentos, uma eventual alta nos custos pode contribuir para elevar a inflação dos alimentos.
“Quando a soja encarece, aumenta também o custo de produção de proteínas animais. Além disso, transporte, armazenagem e logística ficam mais caros. Quem sente primeiro esse efeito são as famílias de menor renda, que destinam uma parcela maior do orçamento para alimentação”, aponta o especialista.
Para reduzir os riscos, o economista recomenda que o produtor evite decisões baseadas em informações alarmistas e busque orientação em instituições técnicas e fontes confiáveis, já que cada região responde de forma diferente ao fenômeno climático.
Entre as principais estratégias de proteção estão a contratação de seguro rural, vendas futuras feitas com cautela, manutenção de reservas financeiras para emergências, planejamento na contratação de crédito, investimentos em tecnologia, monitoramento climático, armazenagem e, quando possível, diversificação das atividades agrícolas.
“Não existe uma solução única para todos os produtores. Cada região exige uma estratégia diferente. O mais importante é se antecipar, tomar decisões com base em informações técnicas e evitar medidas precipitadas influenciadas por conteúdos sensacionalistas”, conclui.
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