Sustentabilidade
Especialistas abordam estratégias para a compra de fertilizantes em cenários de volatilidade – MAIS SOJA

Quando comprar fertilizantes pode ser tão importante quanto decidir o que plantar. Em um cenário de elevada dependência das importações e de sucessivas mudanças no mercado internacional, o momento da aquisição dos insumos tornou-se um fator estratégico para preservar a rentabilidade das culturas. Para analisar esse cenário e apontar caminhos para reduzir riscos, a SCA Brasil promove, nesta quinta-feira, dia 30 de julho, mais uma edição do Conexão SCA Brasil, transmitida pelo YouTube.
Com o tema “Volatilidade dos fertilizantes: geopolítica, preços e como o produtor pode reduzir riscos”, o encontro reunirá Marcelo Soto, Head de Operações e Inteligência de Suprimentos da SCA Brasil Aliança, e Renata Cardarelli, Especialista em Precificação de Agricultura e Fertilizantes da Argus Media.
O debate abordará os principais fatores que vêm influenciando o mercado mundial de fertilizantes e seus reflexos para o Brasil, que importa cerca de 85% do volume consumido no país. Essa dependência faz com que qualquer alteração no cenário internacional seja rapidamente percebida pelos produtores brasileiros, seja na disponibilidade dos insumos, seja na formação dos preços.
Entre os temas em destaque estarão a relação entre o mercado internacional e o mercado brasileiro; as diferenças entre compras no mercado spot e o planejamento antecipado das aquisições; os impactos do cenário geopolítico sobre as cadeias globais de suprimentos, sobretudo o Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa uma parcela significativa das exportações mundiais de fertilizantes e matérias-primas, tornando-se um dos principais pontos de atenção para o comércio internacional.
Os especialistas também discutirão um dos questionamentos mais frequentes entre os produtores rurais: afinal, este é o momento certo para comprar fertilizantes? A transmissão apresentará uma análise dos indicadores de mercado, das perspectivas para os próximos meses e da inteligência de suprimentos, que reduz riscos e aumenta a previsibilidade de custos e da gestão da produção agrícola.
A proposta do Conexão SCA Brasil é trazer análises, tendências e conhecimento estratégico para toda a cadeia do agronegócio, ampliando o debate sobre temas que impactam diretamente o setor, a economia e as atividades do produtor rural.
Serviço
Conexão SCA Brasil
- Tema: Volatilidade dos fertilizantes: geopolítica, preços e como o produtor pode reduzir riscos
- Data: 30 de julho
- Transmissão: Canal da SCA Brasil no YouTube
Sobre a SCA Brasil Aliança:
Fundada em 2016, a SCA Brasil Aliança é uma das principais organizações de compras corporativas em grupo do agronegócio brasileiro. Sua atuação apoia as estratégias de compras de empresas agroindustriais em 15 estados brasileiros, abrangendo categorias como óleo diesel, defensivos, fertilizantes, lubrificantes, pneus e químicos industriais. Em 2021, passou a apoiar as estratégias de compra de produtores rurais e transportadoras com a marca AgriForce. Na safra 2025-2026, a SCA Brasil Aliança realizou R$ 2,5 bilhões em negócios, em nome de seus clientes. A SCA Brasil Aliança é uma subsidiária da holding SCA Brasil.
Sustentabilidade
Pesquisa aponta que calcário ultrafino melhora microbiologia do solo – MAIS SOJA

Pesquisa realizada pela Andrios Assessoria, sob supervisão do professor Fernando Andreote, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), avaliou o comportamento da soja em solo argiloso de alta fertilidade natural após a aplicação superficial de calcário filler, corretivo de granulometria ultrafina e alta reatividade. A pesquisa foi realizada com o Calcário Itaú Ultrafino da Viter, que é um corretivo agrícola de granulometria ultrafina e alta reatividade desenvolvido para atender às demandas do manejo moderno da fertilidade do solo.
Os resultados apontaram ganhos expressivos na Fixação Biológica de Nitrogênio (FBN), processo responsável por suprir grande parte da necessidade de nitrogênio da cultura. Em comparação com a área sem aplicação do corretivo, as plantas apresentaram aumento de 13% no número de nódulos e de 38% na massa dessas estruturas, indicando condições mais favoráveis ao desenvolvimento das bactérias responsáveis pela fixação do nutriente.
O estudo também verificou maior atividade de enzimas relacionadas à ciclagem de nutrientes e à decomposição da matéria orgânica, evidenciando uma microbiota mais ativa. Entre os indicadores avaliados, destacam-se aumentos de 27% na atividade da arilsulfatase, ligada ao ciclo do enxofre; de 12% na fosfatase ácida, responsável por favorecer o aproveitamento do fósforo; de 6% na β-glicosidase, relacionada à decomposição da matéria orgânica; e o incremento de 5% na glomalina, proteína associada aos fungos micorrízicos que contribuem para a absorção de nutrientes e para a retenção de água no solo.
“Os resultados estão fortemente ligados ao sistema mais apropriado para o desenvolvimento das plantas, o que resulta numa maior nodulação da soja, e também na maior exsudação radicular, grande promotora da atividade microbiana no solo”, afirma o professor Fernando Andreote, da Andrios Assessoria e Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).
“Os resultados dessa pesquisa mostram que a escolha do corretivo influencia não apenas a correção química do solo, mas também sua atividade biológica. Corretivos de alta reatividade, como o calcário filler, promovem uma reação mais rápida e uniforme na superfície do solo. Isso cria um ambiente mais favorável para o desenvolvimento de microrganismos benéficos, que desempenham funções essenciais na ciclagem de nutrientes e no fortalecimento do sistema radicular”, diz Taciana Seixas, gerente de Desenvolvimento Técnico da Viter, unidade de soluções agrícolas da Votorantim Cimentos.
Sobre a Viter
A Viter é a unidade de insumos agrícolas da Votorantim Cimentos. A marca é líder em comercialização de calcário agrícola no Brasil e a única com presença nacional. Com o propósito de promover a vitalidade do início ao fim da lavoura, seus produtos têm origem garantida e a marca disponibiliza assistência técnica para análise e entendimento do solo. A Viter atua com duas linhas de produtos: Nutri Correção de Solo com Calcário Itaú nas versões Ultrafino e convencional; ÓxidoCa e Mg; Mix Ca, Mg e S e Mix Ca, Mg e S+B. Já na linha Nutrição via Foliar temos Adapte Viter e Maximize Viter. Mais informações no site viteragro.com.br e nas redes sociais como @viteragro (Instagram, Facebook e Linkedin).
Sobre a Votorantim Cimentos
A Votorantim Cimentos é uma empresa de materiais de construção e soluções sustentáveis. Seu portfólio inclui cimento, concreto, argamassa, cal, agregados, rejuntes, acabamentos, plastificantes, aditivos e impermeabilizantes. A companhia também tem negócios de soluções agrícolas, logística, gestão e destinação sustentável de resíduos e um ecossistema de soluções para o varejo. Com mais de 13 mil profissionais, atua em nove países na América Latina (Brasil, Argentina, Uruguai e Bolívia), na América do Norte (Estados Unidos e Canadá), na Europa (Espanha e Luxemburgo) e na Ásia (Turquia). Estabelecida em 1936, a Votorantim Cimentos completa 90 anos de história em 2026. Mais informações clique aqui.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Fretes agrícolas recuam em alguns corredores logísticos, mas encerram junho em alta no comparativo anual – MAIS SOJA

Os preços dos fretes no mês de junho apresentaram crescimento percentual em relação ao mesmo período de 2025, nas principais rotas monitoradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No comparativo mensal, alguns destinos registraram declínio em relação ao mês de maio, como a maioria das rotas avaliadas no estado de Mato Grosso, maior produtor de grãos nacional. Os dados estão disponíveis na última edição do Boletim Logístico, divulgado pela Conab nesta terça-feira (28).
Além dos custos operacionais e logísticos, o quantitativo da safra de grãos 2025/26 contribuiu para o aquecimento das rotas de escoamento da produção no período recente. No acumulado até junho de 2026, as exportações brasileiras de soja em grãos atingiram 69,5 milhões de toneladas, o que representa um acréscimo de cerca de 7,12% em relação ao primeiro semestre de 2025. Os envios de milho ao exterior também registraram variação positiva no mesmo período, alcançando 7,9 milhões de toneladas, cerca de 22,13% acima dos valores totalizados em junho de 2025.
Das rotas monitoradas pela Companhia em Mato Grosso, 72% demonstraram recuo nas cotações mensais, que oscilaram entre queda de 8% e aumento de mesmo valor. Apesar da movimentação da segunda safra de milho, o volume de embarques é menor do que o esperado para o período. O crescimento da demanda interna do cereal, os preços pagos ao produtor e os trajetos rodoviários mais curtos compõem a conjuntura observada. Em Mato Grosso do Sul, os fretes mantiveram-se estáveis, com incremento nos valores praticados em metade dos trechos avaliados. Os preços permaneceram sustentados pelos custos operacionais de transporte e pelo fluxo contínuo de cargas agrícolas.
Ainda na região Centro-Oeste, a movimentação dos fretes foi de recuo na maior parte das rotas pesquisadas em Goiás, especialmente nas praças originadas em Cristalina e Bom Jesus de Goiás. Já no Distrito Federal, todas as rotas apresentaram retração, com valores mínimos até 4% inferiores ao mês de maio. A manutenção dos preços do diesel, embora elevados em relação ao mesmo período do ano anterior, e a descontinuidade do escoamento das safras de soja e milho explicam o quadro.
Na Bahia, o levantamento também verificou queda ou estabilidade em todas as rotas. Nos transportes originados em Luís Eduardo Magalhães, importante produtor de grãos no oeste do estado, os fretes chegaram a ficar até 7% mais baratos. A redução da demanda em relação à temporada de pico de escoamento de grãos em abril, associada ao aumento da oferta de transportadores e, consequentemente, da concorrência, favoreceu o comportamento das tarifas. Já no Maranhão, o movimento foi de ascensão em algumas regiões, com destaque para Balsas e Tasso Fragoso, resultado do aumento da demanda após finalização da colheita da soja. No vizinho Piauí, as variações positivas nos fretes também foram predominantes, em consequência dos envios de soja ao exterior e do incremento no preço local dos combustíveis.
Nas praças paulistas, a maioria dos valores manteve-se estável ou com pequena variação positiva. Apesar do atraso nas operações de colheita em algumas localidades, a procura para escoamento da produção agrícola cresceu. Em Minas Gerais, a pesquisa apontou preços declinantes e praticamente constantes. Nas rotas paranaenses, por sua vez, o início da colheita do milho segunda safra elevou a demanda por transporte nas principais regiões produtoras do estado, com custos operacionais influenciados pelo preço do combustível.
Exportações – Os embarques de milho pelo Arco Norte chegaram a 35,4% no acumulado do primeiro semestre de 2026. Para a soja, os portos desse centro de distribuição foram responsáveis pelo envio de 39,1% da produção ao exterior no mesmo período. Na sequência, os portos de Santos/SP e de Paranaguá/PR foram os principais terminais logísticos de escoamento dos dois grãos.
Adubos e fertilizantes – As importações de fertilizantes acumuladas até junho atingiram 18,31 milhões de toneladas. O valor é cerca de 5,7% inferior ao verificado no mesmo período de 2025.
A pesquisa analisou as principais rotas de escoamento de grãos do país, abrangendo dez estados. O documento também apresenta análises sobre as exportações nacionais e a movimentação dos estoques da Conab. As informações completas estão disponíveis no Boletim Logístico – Junho/2026.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Agro Mato Grosso
BASF amplia resultado agrícola no segundo trimestre

Agricultural Solutions eleva EBITDA e avança rumo à abertura de capital prevista para 2027
A divisão Agricultural Solutions da BASF registrou vendas de 2,210 bilhões de euros no segundo trimestre de 2026, avanço de 0,6% sobre igual período de 2025. O EBITDA antes de itens especiais alcançou 448 milhões de euros, alta de 7,5%. O fluxo de caixa do segmento somou 881 milhões de euros, crescimento de 8,5%. Os números mostram recuperação da rentabilidade no trimestre, apesar dos efeitos cambiais e da redução de preços observados no acumulado do ano.
No primeiro semestre, a área agrícola faturou 5,315 bilhões de euros. O valor ficou 1,6% abaixo dos 5,401 bilhões de euros registrados um ano antes. O EBITDA antes de itens especiais atingiu 1,550 bilhão de euros, recuo de 4,4%. A margem correspondente chegou a 29%, ante 30% no primeiro semestre de 2025.
Aumento de volumes
O desempenho comercial recebeu apoio do aumento de volumes em todas as regiões. A BASF destacou avanços em fungicidas, herbicidas e tratamento de sementes. O volume total cresceu 3,2% no semestre. Os preços recuaram 1,3%. As variações cambiais reduziram as vendas em 3,6%. Os efeitos de portfólio acrescentaram 0,1%.
Os herbicidas responderam por 32% das vendas da divisão no período. Os fungicidas representaram 30%. Sementes e características genéticas (traits) concentraram 23%. Inseticidas participaram com 10%. O tratamento de sementes respondeu pelos 5% restantes.
A próxima etapa estratégica para o segmento agrícola envolve alcançar condições para uma oferta pública inicial de ações até meados de 2027. Segundo a administração, o processo segue dentro do cronograma previsto.
A aquisição da AgBiTech também produziu efeito positivo no portfólio. A BASF concluiu a operação em março de 2026. A empresa adquirida atua com soluções biológicas para controle de insetos. O impacto sobre as vendas consolidadas permaneceu pequeno no período.
Grupo BASF
No grupo BASF, as vendas do segundo trimestre somaram 17,206 bilhões de euros, aumento de 16,4%. O EBITDA antes de itens especiais cresceu 53,6% e alcançou 2,449 bilhões de euros. A margem passou de 10,8% para 14,2%. O resultado recebeu suporte de preços maiores, crescimento dos volumes e redução dos custos fixos desembolsáveis.
O grupo elevou a projeção de EBITDA antes de itens especiais para 2026. A nova faixa varia entre 6,9 bilhões e 7,7 bilhões de euros. A estimativa anterior apontava intervalo entre 6,2 bilhões e 7 bilhões de euros. A previsão de fluxo de caixa livre permaneceu entre 1,5 bilhão e 2,3 bilhões de euros.
A BASF atribuiu a revisão ao desempenho acima do esperado no primeiro semestre. A empresa também manteve uma diferença de 800 milhões de euros entre os limites da projeção. A decisão considera as incertezas geopolíticas mencionadas pela administração durante a apresentação dos resultados.


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