Segundo levantamento da Defesa Civil, oito desses municípios solicitaram apoio do governo do estado para lidar com os danos causados em pontes, ruas e outras estruturas.
Mato Grosso tem 25 municípios em situação de emergência devido às chuvas que atingem o estado. Segundo levantamento da Defesa Civil, oito desses municípios solicitaram apoio do governo do estado para lidar com os danos causados em pontes, ruas e outras estruturas.
No caso mais recente, em Primavera do Leste, vídeos e fotos feitos por moradores mostram um carro que caiu em um buraco em uma via da cidade, além de registros de alagamentos em um hospital e em casas.
Em janeiro, outro vídeo chamou atenção ao flagrar uma casa sendo arrastada por uma enxurrada após um temporal de cerca de seis horas em Cotriguaçu, entre o fim da madrugada e o início da manhã.
Cidades decretaram emergência
Cotriguaçu
Colíder
Marcelândia
Novo Mundo
Boa Esperança do Norte
Nova Bandeirantes
Matupá
Juína
Peixoto de Azevedo
Primavera do Leste
Rondolândia
Rosário Oeste
Vila Bela da Santíssima Trindade
Paranatinga
Porto Esperidião
General Carneiro
Feliz Natal
Guarantã do Norte
Nobres
Nossa Senhora do Livramento
Serra Nova Dourada
Santa Carmem
Vale do São Domingos
Chapada dos Guimarães
Juscimeira
Cidades que solitaram apoio do estado
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Cotriguaçu
Vale de São Domingos
Chapada dos Guimarães
Primavera do Leste
Rosário Oeste
Peixoto de Azevedo
Santo Antônio do Leste
Juscimeira
🤔 O que acontece após o decreto?
Em situações de emergência, segundo a Defesa Civil, são enviadas equipes para apoiar o levantamento de danos, identificar pessoas afetadas e organizar as informações necessárias para a homologação do decreto e a solicitação de recursos ao Governo Federal. Quando necessário, também são encaminhados itens de assistência, como cestas básicas, colchões, telhas e caixas d’água.
🏠 Quais orientações aos municípios ?
Após o evento climático são enviadas equipes técnicas para auxiliar no levantamento dos danos, avaliar os impactos na infraestrutura e identificar o número de famílias afetadas. A partir disso também são realizadas ações para organizar abrigos temporários, alimentação, distribuição de ajuda humanitária e cadastro das famílias atingidas.
E por fim, é realizada a atualização do Plano de Contingência, que garante mais preparo e organização do município para responder de forma rápida e eficiente em caso de outras emergências.
Valdecir Baggio, gerente de uma fazenda em Campo Novo do Parecis, saiu de carro pela propriedade quando foi surpreendido pelo felino, que passou a correr ao lado do veículo até fugir para mata.
A volta de carro que o gerente de fazenda Valdecir Baggio costuma fazer todos os dias foi marcada por uma “escolta” de uma onça-pintada, nessa terça-feira (28), em Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá. Vídeos registrados pelo próprio fazendeiro mostram o animal correndo ao lado do veículo (veja abaixo).
Em entrevista à imprensa, Valdecir contou que havia saído de casa para buscar uma máquina quando avistou o animal atravessando a lavoura. A cena chamou atenção pela proximidade e tranquilidade do felino.
“Não senti medo em nenhum momento. Ela não fez ameaças. A única coisa que deu foi uma adrenalina inexplicável. É um momento único. Fantástico. No momento em que ela contornou o carro e levantou a cabeça, esse momento foi marcante. Foi uma cena inesquecível”, relatou.
Segundo ele, a região possui áreas de mata onde é comum a presença de onças, o que pode ser percebido pelas marcas de pegadas no solo.
VIDEO:
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Apesar de já fazer esse percurso diariamente, Valdecir disse que nunca havia vivido uma situação parecida.
“Foi por volta de 9h da manhã. Eu fui me aproximando dela, a adrenalina foi tomando conta. Cheguei a ficar próximo de uns dois metros e meio, andando lado a lado”, disse.
https://www.youtube.com/watch?v=MZ0FjhSAkvU
Após alguns instantes de corrida pela lavoura, a onça contornou o carro e seguiu em direção à mata, desaparecendo entre a vegetação.
A nova Série M5 da Valtra, que traz os modelos M165, M185 e M205, mantém a ideia de trator multiuso pesado, com foco em potência, tração, transmissão e sistema hidráulico dimensionados para suportar grandes implementos em longos períodos de trabalho
A Valtra atualiza sua oferta no segmento de tratores pesados com a Série M5, composta pelos modelos M165, M185 e M205, direcionados a operações de grãos e arroz e, conforme a configuração, também a rotinas de cana-de-açúcar e transbordo. A linha sucede a proposta técnica da família BH HiTech e mantém a lógica de trator “multiuso pesado”, mantendo características como potência para tração e transporte, arquitetura para suportar implementos de maior massa e um pacote de transmissão e hidráulico dimensionado para ciclos longos de trabalho.
Motor e potência
Os M165 e M185 utilizam motor AGCO Power de 4 cilindros, 4,9 l de cilindrada, já o M205 utliza motor AGCO Power de 6 cilindros, 6,6 l, ambos motores com turbo e intercooler e sistema de injeção eletrônica common rail. A potência máxima declarada é de 165 cv (M165), 185 cv (M185) e 205 cv (M205) a 2.200 rpm. O torque máximo é de 650 Nm (M165), 700 Nm (M185) e 720 Nm (M205) a 1.500 rpm, faixa típica de operação em que o trator passa a trabalhar “cheio” em preparo, semeadura, operações de arrasto e transporte com carga. Para o dimensionamento do conjunto, o dado de torque em baixa rotação é determinante na escolha de implementos e na forma de condução em condições de solo variável.
Transmissão e reversão
A Série M5 adota transmissão PowerShift HiTech3 Plus, agora sincronizada, com 18 marchas à frente e 18 à ré. A lógica do conjunto é permitir mudanças com o trator em movimento, com trocas automáticas dentro do grupo powershfit, reduzindo interrupções no fluxo de potência durante variações de carga. A reversão é do tipo Power Shuttle, com acionamento eletro-hidráulico, importante em manobras repetitivas e operações de carregamento e transbordo.
O pacote inclui modos de programação que automatizam a troca de marchas por carga do motor (Auto 1) ou por rotação (Auto 2), além de um modo que desconecta automaticamente a transmissão (coloca em neutro) quando você pisa no pedal do freio, e assim que você solta o pedal do freio, a transmissão é reativada suavemente e o trator volta a se movimentar, sem a necessidade de acionar o pedal da embreagem ou a alavanca do reversor (Auto N). Na prática, esses recursos influenciam diretamente a produtividade em operações em que velocidade constante e estabilidade do conjunto são mais importantes do que “picos” de potência.
A Série M5 adota transmissão PowerShift sincronizadaHiTech3 Plus, com 18 marchas à frente e 18 à ré
TDP e interface com implementos
A tomada de potência é independente, com acionamento eletro-hidráulico, e oferece 540 rpm e 1.000 rpm. O escalonamento de rotação do motor para atingir as velocidades de TDP é um ponto observado por equipes de campo ao casar implementos com exigência de potência na árvore e necessidade de operar em rotação econômica. A capacidade de manter regime estável de TDP, associada à transmissão com trocas sob carga, tende a reduzir variações de desempenho em equipamentos acionados mecanicamente, como distribuidores, roçadoras e implementos de preparo que demandam rotação consistente.
Sistema hidráulico
No sistema hidráulico, a Série M5 trabalha com três arquiteturas, conforme a configuração: bomba de engrenagens (C1) ou bomba de vazão variável (C2). A pressão máxima do sistema é de 210 bar. Na configuração C1, a vazão indicada é de 91 l/min; na C2, a vazão pode chegar a 150 l/min ou 205 l/min, faixa que atende implementos com alta demanda de fluxo — caso de plantadoras pneumáticas e equipamentos com múltiplos atuadores e controle hidráulico mais intensivo.
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A linha pode receber duas ou três válvulas de comando remoto (VCR), e, na versão com bomba de vazão variável, o número de válvulas pode ser três ou quatro. A vazão máxima por VCR é indicada em 110 l/min, parâmetro relevante para evitar “gargalo” em implementos que exigem resposta rápida de cilindros e motores hidráulicos, na válvula de Power Beyond a vazão chega até 204 l/min.
O levante traseiro é classificado como categoria CAT 2, com capacidade de elevação de 8.500 kgf no olhal e 6.000 kgf no eixo do olhal. Para a revenda, esse conjunto de números é o que efetivamente determina a compatibilidade segura com implementos mais pesados, o comportamento do trator no transporte do implemento em cabeceiras e a necessidade de lastro e distribuição de massa.
A Série M5 apresenta uma estética robusta e moderna, evidenciada pelo novo capô com design da 5ª geração
Estrutura, dimensões e capacidades
VEJA; VIDEO:
Os tratores possuem entre-eixos de 2.716 mm e comprimento total de 5.962 mm, com vão livre do solo de 474 mm. A altura total indicada é de 3.521 mm. O peso máximo admissível é de 11.275 kg para o modelo M205., valor que deve ser considerado em conjunto com a seleção de pneus, lastros e exigências de tração em solos mais leves. A capacidade do tanque de combustível é de 365 l, com tanque hidráulico máximo 170 litros, combinação que favorece autonomia em jornadas longas, desde que a operação esteja corretamente dimensionada em consumo e regime de trabalho.
Em bitolas, há faixa ampla de ajustes: dianteira com eixo padrão de 2.226 mm a 1.600 mm; dianteira com eixo de 3 m (configuração voltada ao uso canavieiro) de 3.025 mm a 2.400 mm; e traseira padrão de 3.041 mm a 1.974 mm. Esses intervalos importam para estabilidade lateral, adequação a linhas de cultivo e compatibilidade com equipamentos de transbordo e trafegabilidade em áreas de cana e arroz irrigado, onde o controle de bitola e o comportamento do conjunto em sulcos e carreadores têm impacto direto sobre perdas, patinagem e eficiência.
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O sistema de freios foi totalmente redesenhado em relação ao antecessor, é multidisco em banho de óleo, com novo acionamento hidráulico que aumentou em 28% a eficiência de frenagem, e freio de estacionamento por alavanca manual. Na direção, o conjunto é hidrostático, com bomba dedicada. Em operações de transbordo e transporte, principalmente com reboques e implementos articulados, o conjunto de frenagem e direção é um dos pontos que definem segurança operacional e constância de velocidade em ciclos repetitivos.
Cabina e posto de operação
O posto de operação é baseado em cabina HiComfort Plus. A atualização de interior inclui novos revestimentos e assentos, com foco em ergonomia de comandos e repetibilidade de operação ao longo do dia. Um elemento funcional incorporado ao ambiente de cabina é a caixa refrigeradora integrada (cooler box), item simples, mas relevante para quem opera por longas horas em janelas críticas de plantio e colheita, em especial em regiões de alta temperatura.
O posto de operação é baseado em cabina HiComfort Plus
Configuração canavieira e aplicação em transbordo
A Série M5 mantém possibilidade de configuração voltada ao setor sucroenergético, com kit específico que inclui eixo dianteiro de 3 metros, freio pneumático e barra de tração pino-bola. Na prática, esses itens conversam com requisitos típicos de transbordo: estabilidade do conjunto em carreadores, acoplamento e desacoplamento rápidos, e segurança em deslocamentos com carga. Para concessionárias que atendem regiões com cana, essa versão muda o perfil de entrega do produto e aproxima o trator de rotinas de alta severidade operacional.
Tecnologias embarcadas, orientação e conectividade
A Série M5 incorpora recursos de agricultura de precisão e gestão. O pacote contempla piloto automático e orientação Valtra Guide, em configurações que podem operar com precisão decimétrica ou centimétrica, além de telemetria via Valtra Connect. Para operadores tecnificados, esses sistemas deixam de ser “adicional” e passam a integrar a forma de trabalhar: padronização de passadas, redução de sobreposições, rastreabilidade e suporte à manutenção por dados. Para a revenda, a discussão deixa de ser apenas potência e passa a envolver compatibilidade de implementos, treinamento do operador e integração do trator ao planejamento operacional da fazenda.
Em resumo, a nova série M5 pode ser traduzida por quatro critérios objetivos: potência e torque disponíveis para tração e transporte; transmissão PowerShift com 18×18 e reversão eletro-hidráulica para ciclos com alta exigência de manobra; hidráulica escalonável até 205 l/min para implementos de alto consumo de fluxo; e opções estruturais e de bitola que permitem adequar o trator a grãos, arroz e, quando configurado, cana e transbordo. Trabalhando em conjunto, esse pacote — motor, transmissão, hidráulico, estrutura, cabina e tecnologia — definirá o desempenho real no campo.
Perfil econômico do estado, baseado no agronegócio, no transporte de cargas e na construção de infraestrutura, contribui para o risco elevado de acidentes.
Mato Grosso ocupa o 2º lugar no país em taxa de mortes por acidentes de trabalho, com cerca de 1 em cada 100 casos resultando em morte, o dobro da média nacional, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados nesta terça-feira (28).
O estado se destaca como um caso de “duplo alerta”, ao combinar alta incidência e elevada mortalidade em acidentes. Entre 2016 e 2025, foram registrados 134.549 acidentes e 1.257 óbitos.
Segundo o estudo, o perfil econômico do estado, baseado no agronegócio, no transporte de cargas e na construção de infraestrutura, contribui para o risco elevado.
Os dados têm como base as Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do eSocial, que reúnem informações oficiais sobre acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
No mesmo período, o Brasil acumulou 6,4 milhões de acidentes e 27.486 mortes, além de mais de 106 milhões de dias de trabalho perdidos por afastamentos temporários e cerca de 249 milhões de dias debitados, indicador que mede o impacto permanente de lesões graves e óbitos na vida dos trabalhadores.
A análise por atividade econômica revela um retrato desigual dos riscos ocupacionais no país. O setor de saúde, especialmente o atendimento hospitalar, lidera em número absoluto com mais de 500 mil acidentes, reflexo da alta concentração de trabalhadores e da sobrecarga das equipes, sobretudo no período pós-pandemia.
Já o transporte rodoviário de carga aparece como o segmento mais letal do Brasil. Entre 2016 e 2025, o setor acumulou 2.601 mortes, com taxas de letalidade muito superiores à média nacional.
Quando o recorte é feito por ocupação, o quadro se torna ainda mais grave: enquanto os técnicos de enfermagem são os trabalhadores que mais sofrem acidentes, os motoristas de caminhão lideram as mortes, com 4.249 óbitos em 10 anos — mais de uma morte por dia, em média.
A construção civil também figura entre os setores mais perigosos, combinando alto número de acidentes com elevada mortalidade, especialmente em atividades como obras de edifícios, terraplenagem e montagem industrial.
Nesse último caso, o risco é extremo: em obras de montagem industrial, a taxa de incidência chega a 80 mil acidentes por 100 mil trabalhadores, indicando exposição contínua ao perigo.