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30 de julho de 2026

Sustentabilidade

Época de semeadura e vazio sanitário da soja para a safra 2026/2027 – MAIS SOJA

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A época de semeadura é um dos principais fatores relacionados a produtividade da soja. Ainda que varie em função do grupo de maturidade relativa, a latitude desempenha um papel crucial no aumento do potencial produtivo devido ao maior comprimento do dia e à maior disponibilidade de radiação solar, sendo assim, a época de semeadura interfere diretamente no potencial produtivo da cultura (Pegoraro, 2024).

Estudos regionalizados permitem definir com maior precisão o período ideal de semeadura da soja, contribuindo para a redução de perdas de produtividade. Para a região Sul do Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e metade do Paraná), trabalhos da equipe FieldCrops indicam que cultivares com GMR ≤ 5,5 apresentam uma janela de semeadura mais restrita, entre 20 de setembro e 3 de novembro. A partir desse período, observa-se redução média de 30 kg ha⁻¹ por dia de atraso (Figura 1A).

Para cultivares com GMR entre 5,6 e 6,4, a janela ótima se estende até 15 de novembro, com perdas estimadas em 25 kg ha⁻¹ dia⁻¹ em semeaduras tardias (Figura 1B). Já cultivares com GMR ≥ 6,5 mantêm altas produtividades até 20 de novembro, passando então a apresentar reduções da ordem de 25 kg ha⁻¹ por dia de atraso (Figura 1C).

Figura 1. Produtividade (t ha-1) de soja no Sul do Brasil em relação à época de semeadura (dias após 20 de setembro) para diferentes faixas de GMR. GMR ≤ 5.5 (A), GMR 5.6 a 6.4 (B) e GMR ≥ 6.5 (C). Círculos azuis representam experimentos irrigados e círculos amarelos experimentos sem irrigação. A linha sólida preta representa a função limite.
Fonte: Equipe FieldCrops

No entanto, definir a época de semeadura não é apenas uma questão relacionada ao aumento do rendimento da soja, mas também, a manutenção do potencial produtivo, manejo de pragas e doenças, assim como redução dos riscos relacionados ao clima. Para isso, anualmente são definidas as portarias que estabelecem os períodos de vazio sanitário e calendário de semeadura da soja.

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) tem como objetivo reduzir os riscos climáticos ao orientar o produtor na definição da melhor época de semeadura, considerando a região, a cultura e o tipo de solo. Para a soja, são estabelecidas áreas e janelas de plantio com base em probabilidades de perdas de rendimento (20%, 30% e 40%) associadas a eventos meteorológicos adversos, contribuindo para a redução de perdas, maior estabilidade produtiva e expansão das áreas agrícolas (MAPA, 2024). Além disso, vale destacar que alguns agentes financeiros condicionam a concessão do crédito rural à observância aos indicativos do ZARC (MAPA, 2017)

Para a safra 2026/2027, a PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026 estabelece os períodos de vazio sanitário e épocas de semeadura nas diferentes unidades da federação, subdividindo essas unidades em regiões de cultivo (Tabela 1). Além de minimizar os riscos relacionados a eventos climáticos, seguir as orientações do ZARC, respeitando o período de vazio sanitário é crucial para o manejo de doenças expressivas da soja como a ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi).

Tabela 1. Períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura para a cultura da soja na safra 2026/2027.
Fonte: MAPA (2026)

Confira a PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026 completa clicando aqui!



Atualização

O MAPA em parceria com a Embrapa, avançou ao aprovar a segunda fase do Zarc Níveis de Manejo (ZARCNM). Como uma evolução do ZARC, o ZARCNM incorpora a qualidade do manejo agrícola, especialmente do solo, como fator adicional na avaliação dos riscos produtivos. Diferentemente do modelo tradicional, que considera principalmente variáveis climáticas, essa abordagem classifica os sistemas produtivos em diferentes níveis de manejo, levando em conta práticas como conservação do solo, rotação de culturas e uso de tecnologias. Com isso, produtores que adotam manejos mais eficientes passam a ter janelas de semeadura mais amplas e menores riscos estimados, tornando o zoneamento mais preciso e alinhado à realidade das lavouras (MAPA, 2026).

Nesse contexto, por meio da Resolução nº 111, o MAPA ampliou o ZARC Níveis de Manejo, fortalecendo essa abordagem. A nova fase do projeto expande sua cobertura para mais estados, inclui culturas como o milho safrinha e reforça os incentivos às boas práticas agrícolas, além de elevar os percentuais de subvenção ao seguro rural, que podem chegar a até 40% para soja, e prever a inclusão de novas culturas a partir de 2026 (MAPA, 2026).

Confira a Resolução nº 111 clicando aqui!

Referências:

MAPA. PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026. Diário Oficial da União, 2026. Disponível em: < https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-sda/mapa-n-1.579-de-9-de-abril-de-2026-698696654 >, acesso em: 29/04/2026.

MAPA. RESOLUÇÃO Nº 111, DE 28 DE ABRIL DE 2026. Diário Oficial da União, 2026. Disponível em: < https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-n-111-de-28-de-abril-de-2026-702094797 >, acesso em: 29/04/2026.

MAPA. ZARC: MAPA PUBLICA ZONEAMENTO AGRÍCOLA DE RISCO CLIMÁTICO DA SOJA PARA SAFRA 2024/2025. Ministério da Agricultura e Pecuária, 2024. Disponível em: < https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/2024/mapa-publica-zoneamento-agricola-de-risco-climatico-da-soja-para-safra-2024-2025 >, acesso em: 29/04/2026.

MAPA. ZONEAMENTO AGRÍCOLA DE RISCO CLIMÁTICO. Ministério da Agricultura e Pecuária, 2017. Disponível em: < https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/riscos-seguro/programa-nacional-de-zoneamento-agricola-de-risco-climatico/zoneamento-agricola >, acesso em: 29/04/2026.

MAPA. ZONEAMENTO: MAPA AMPLIA ZARC NÍVEIS DE MANEJO E ELEVA SUBVENÇÃO DO SEGURO RURAL PARA ATÉ 50%. Ministério da Agricultura e Pecuária, 2026. Disponível em: < https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/mapa-amplia-zarc-niveis-de-manejo-e-eleva-subvencao-do-seguro-rural-para-ate-50 >, acesso em: 29/04/2026.

ORDOÑEZ, M. A. G. ÉPOCA DE SEMEDAURA DA SOJA NO SUL DO BRASIL. Mais Soja, 2025. Disponível em: < https://maissoja.com.br/epoca-de-semeadura-da-soja-no-sul-do-brasil/ >, acesso em: 29/04/2026.

PEGORARO, C. P. QUAL A MELHORA ÉPOCA DE SEMEADURA DE SOJA NO BRASIL? Mais Soja, 2024. Disponível em: < https://maissoja.com.br/semeadura-epoca/ >, acesso em: 29/04/2026.

WINCK, J. E. M. et al. Ecofisiologia da soja: visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 3, 2025.

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Sustentabilidade

“Você investe na adubação e depois perde a eficiência porque economizou no mais barato, o calcário?” – MAIS SOJA

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A questão da eficiência no plantio ganhou força nos últimos anos, com a busca dos agricultores pela redução de custos operacionais, em um cenário os valores mais ajustados no mercado mundial dos principais produtos agrícolas cultivados no Brasil.

Nessa disputa, ganhou força nos últimos dias o debate sobre a prática de investir recursos na adubação, sem a devida correção da acidez do solo feita antecipadamente.

A participação do Jorge Martelli, empresário da indústria de calcário e fertilizantes no estado do Paraná, em um podcast e o comentário sobre uma de suas falas viralizaram no Instagram.

“Não vou usar o calcário”, que é a matéria-prima mais barata. Pô, mas se você não fizer a correção do pH, você vai perder 30%, 40% das vezes do fósforo que tá lá. Quanto tá custando esse fósforo? É a matéria-prima mais econômica que a gente tem e com resultado mais efetivo. Então assim, é o ano do cara… o cara não pode jamais falar um negócio desse: “esse ano eu não vou usar [calcário].”

A influencer Kerolém Cardoso, do perfil AgroMapa Mentais, fez um react disparando:

– “Presta atenção aqui, tá? Não adianta você investir em fósforo se o teu solo não permite que a tua planta aproveite esse nutriente da melhor forma. Ponto, é isso!”, afirma.

Engenheira agrônoma com doutorado na área, Kérolem tem 126 mil seguidores. Ela completa a análise:

– “Quando o pH tá muito baixo, ele aumenta a presença aqui de alumínio e ferro livres no solo. Esse fósforo então vai reagir com esses elementos e vai formar compostos de baixa solubilidade, ou seja, o fósforo continua no solo, mas uma parte dele aqui vai deixar de tá disponível pra planta, entendeu? Então pensa comigo: você investe numa adubação fosfatada e depois perde a eficiência porque economizou justamente no insumo mais barato da correção, que é o calcário, entendeu?”

Clique aqui e veja a postagem que viralizou no Instagram.

Quer assistir ao podcast na íntegra com a participação do Jorge? Clique aqui.

Fonte: Abracal



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Sustentabilidade

Trigo fecha em alta em Chicago com ataques a terminal de exportação da Rússia – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (30) em alta. O mercado foi impulsionado pelo agravamento das tensões na região do Mar Negro, após ataques ucranianos provocarem danos a um importante terminal russo de exportação de grãos, renovando as preocupações com a oferta global.

Segundo a Reuters, drones ucranianos atingiram um terminal de exportação de grãos no porto de Taman, na região russa de Krasnodar, causando danos significativos à estrutura. O terminal pertence à Demetra, uma das maiores empresas agrícolas da Rússia, com capacidade para movimentar 5 milhões de toneladas de grãos. Fontes também informaram que uma instalação de exportação de óleo de girassol no porto foi atingida, embora os danos tenham sido considerados limitados.

A escalada do conflito também manteve interrompida a navegação no Mar de Azov e no Estreito de Kerch, obrigando a Rússia a redirecionar os embarques para portos no Mar Negro. Analistas internacionais avaliaram que o trigo foi a commodity agrícola que mais reagiu a essa nova rodada de tensão, diante do impacto sobre a logística de exportação russa, embora os reflexos também possam atingir milho, óleos vegetais e outros grãos.

O mercado ainda repercutiu os dados semanais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As vendas líquidas de trigo da safra 2026/27 somaram 285.200 toneladas na semana encerrada em 23 de julho, com destaque para a comercialização de 70 mil toneladas ao México. O volume ficou dentro da expectativa dos analistas, que variava entre 200 mil e 500 mil toneladas.

Os contratos com entrega em setembro fecharam cotados a US$ 6,63 1/2 por bushel, com alta de 2,75 centavos de dólar, ou 0,41%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em dezembro encerraram a US$ 6,81 1/2 por bushel, com avanço de 3,75 centavos de dólar, ou 0,55%.

Autor/Fonte: Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Agência Safras)

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Sustentabilidade

Mercado de defensivos para arroz irrigado movimenta R$ 262 milhões, com ligeira queda frente à safra anterior – MAIS SOJA

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Principal empresa de pesquisas para o agronegócio, a Kynetec Brasil acaba de divulgar o estudo FarmTrak Arroz Irrigado da safra 2025-26. Conforme o levantamento, o mercado de defensivos agrícolas da cultura caiu 2%, para US$ 262 milhões, contra US$ 267 milhões do período anterior. Segundo o especialista em pesquisas da consultoria, Gabriel Baracat Pedroso, o ligeiro recuo veio associado, principalmente, a reduções de 6% na área cultivada (1,146 milhão de hectares) e de 7% nos custos de aplicação.

De acordo com o executivo, a variação negativa nas transações só não foi mais representativa face ao progressivo aumento do número médio de tratamentos adotado pelos produtores. “Eram 16 em 2023-2024 e subiram para 19 em 2025-26, alta de 10% ante 2024-25, compensando demais fatores desfavoráveis”, adianta Pedroso.

O indicador PAT ou área potencial tratada – totaliza as aplicações de produtos realizadas na safra – cresceu 4%, para 21,967 milhões de hectares.Conforme o especialista, dessecação de plantio, controle das doenças brusone e manchas foliares, além de lagartas, compreenderam os manejos que mais influenciaram no resultado do mercado de defensivos para arroz irrigado em 2025-26.

Aplicações contra manchas foliares alcançaram 1/3 da área cultivada, enquanto o emprego de lagarticidas cobriu 60% do total plantado. Neste caso, o número médio de tratamentos saltou de 1,9 para 2,4 em apenas um ano, variação atribuída pelo FarmTrak, em parte, a dificuldades para o produtor manter a chamada ‘lâmina d´água’ em algumas regiões do país.

“Ano após ano, os desafios à produção se intensificam”, continua Pedroso. “Manejos se tornam mais complexos, robustos e onerosos ao agricultor, frente a pressões crescentes de pragas, doenças, plantas daninhas e da perda de eficácia de ativos químicos e biotecnologias”, ele explica. “As margens do produtor estão apertadas, pois, concomitantemente, o preço da ‘commodity’ passa pelos mais baixos valores desde 2020.”

Ranking de produtos

Por mais uma safra, os herbicidas aparecem no levantamento da Kynetec na primeira posição entre os defensivos mais demandados pelo produtor. Corresponderam a 65% do mercado ou US$ 170 milhões, comparados a US$ 175 milhões do período 2024-25. Os fungicidas vêm a seguir, com vendas de US$ 43 milhões ou 16%, ante US$ 46 milhões da temporada passada.

Inseticidas e produtos para tratamento de sementes ocupam a terceira e a quarta posições: US$ 19 milhões e US$ 15 milhões, com 7% e 6% do mercado, respectivamente, valores praticamente estáveis em relação a 2024-25. Outros produtos fecham o levantamento da Kynetec: 5% ou US$ 15 milhões.

Ainda de acordo com Gabriel Pedroso, o FarmTrak Arroz Irrigado resultou de quase 380 entrevistas, realizadas pessoalmente com rizicultores das principais regiões produtoras do país: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins.

Sobre a Kynetec

A Kynetec é líder global em análises e insights de dados agrícolas, especializada em saúde animal, nutrição animal, proteção de cultivos, máquinas agrícolas, sementes-biotecnologia e fertilizantes. Possui equipes localizadas em 30 países e fornece dados provenientes de 80 países. No Brasil, a Kynetec Brasil adquiriu o controle das consultorias Spark Inteligência Estratégica e MQ Solutions. Mais informações  clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa


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