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14 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Época de semeadura e vazio sanitário da soja para a safra 2026/2027 – MAIS SOJA

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A época de semeadura é um dos principais fatores relacionados a produtividade da soja. Ainda que varie em função do grupo de maturidade relativa, a latitude desempenha um papel crucial no aumento do potencial produtivo devido ao maior comprimento do dia e à maior disponibilidade de radiação solar, sendo assim, a época de semeadura interfere diretamente no potencial produtivo da cultura (Pegoraro, 2024).

Estudos regionalizados permitem definir com maior precisão o período ideal de semeadura da soja, contribuindo para a redução de perdas de produtividade. Para a região Sul do Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e metade do Paraná), trabalhos da equipe FieldCrops indicam que cultivares com GMR ≤ 5,5 apresentam uma janela de semeadura mais restrita, entre 20 de setembro e 3 de novembro. A partir desse período, observa-se redução média de 30 kg ha⁻¹ por dia de atraso (Figura 1A).

Para cultivares com GMR entre 5,6 e 6,4, a janela ótima se estende até 15 de novembro, com perdas estimadas em 25 kg ha⁻¹ dia⁻¹ em semeaduras tardias (Figura 1B). Já cultivares com GMR ≥ 6,5 mantêm altas produtividades até 20 de novembro, passando então a apresentar reduções da ordem de 25 kg ha⁻¹ por dia de atraso (Figura 1C).

Figura 1. Produtividade (t ha-1) de soja no Sul do Brasil em relação à época de semeadura (dias após 20 de setembro) para diferentes faixas de GMR. GMR ≤ 5.5 (A), GMR 5.6 a 6.4 (B) e GMR ≥ 6.5 (C). Círculos azuis representam experimentos irrigados e círculos amarelos experimentos sem irrigação. A linha sólida preta representa a função limite.
Fonte: Equipe FieldCrops

No entanto, definir a época de semeadura não é apenas uma questão relacionada ao aumento do rendimento da soja, mas também, a manutenção do potencial produtivo, manejo de pragas e doenças, assim como redução dos riscos relacionados ao clima. Para isso, anualmente são definidas as portarias que estabelecem os períodos de vazio sanitário e calendário de semeadura da soja.

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O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) tem como objetivo reduzir os riscos climáticos ao orientar o produtor na definição da melhor época de semeadura, considerando a região, a cultura e o tipo de solo. Para a soja, são estabelecidas áreas e janelas de plantio com base em probabilidades de perdas de rendimento (20%, 30% e 40%) associadas a eventos meteorológicos adversos, contribuindo para a redução de perdas, maior estabilidade produtiva e expansão das áreas agrícolas (MAPA, 2024). Além disso, vale destacar que alguns agentes financeiros condicionam a concessão do crédito rural à observância aos indicativos do ZARC (MAPA, 2017)

Para a safra 2026/2027, a PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026 estabelece os períodos de vazio sanitário e épocas de semeadura nas diferentes unidades da federação, subdividindo essas unidades em regiões de cultivo (Tabela 1). Além de minimizar os riscos relacionados a eventos climáticos, seguir as orientações do ZARC, respeitando o período de vazio sanitário é crucial para o manejo de doenças expressivas da soja como a ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi).

Tabela 1. Períodos de vazio sanitário e de calendário de semeadura para a cultura da soja na safra 2026/2027.
Fonte: MAPA (2026)

Confira a PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026 completa clicando aqui!



Atualização

O MAPA em parceria com a Embrapa, avançou ao aprovar a segunda fase do Zarc Níveis de Manejo (ZARCNM). Como uma evolução do ZARC, o ZARCNM incorpora a qualidade do manejo agrícola, especialmente do solo, como fator adicional na avaliação dos riscos produtivos. Diferentemente do modelo tradicional, que considera principalmente variáveis climáticas, essa abordagem classifica os sistemas produtivos em diferentes níveis de manejo, levando em conta práticas como conservação do solo, rotação de culturas e uso de tecnologias. Com isso, produtores que adotam manejos mais eficientes passam a ter janelas de semeadura mais amplas e menores riscos estimados, tornando o zoneamento mais preciso e alinhado à realidade das lavouras (MAPA, 2026).

Nesse contexto, por meio da Resolução nº 111, o MAPA ampliou o ZARC Níveis de Manejo, fortalecendo essa abordagem. A nova fase do projeto expande sua cobertura para mais estados, inclui culturas como o milho safrinha e reforça os incentivos às boas práticas agrícolas, além de elevar os percentuais de subvenção ao seguro rural, que podem chegar a até 40% para soja, e prever a inclusão de novas culturas a partir de 2026 (MAPA, 2026).

Confira a Resolução nº 111 clicando aqui!

Referências:

MAPA. PORTARIA SDA/MAPA Nº 1.579, DE 9 DE ABRIL DE 2026. Diário Oficial da União, 2026. Disponível em: < https://www.in.gov.br/web/dou/-/portaria-sda/mapa-n-1.579-de-9-de-abril-de-2026-698696654 >, acesso em: 29/04/2026.

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MAPA. RESOLUÇÃO Nº 111, DE 28 DE ABRIL DE 2026. Diário Oficial da União, 2026. Disponível em: < https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-n-111-de-28-de-abril-de-2026-702094797 >, acesso em: 29/04/2026.

MAPA. ZARC: MAPA PUBLICA ZONEAMENTO AGRÍCOLA DE RISCO CLIMÁTICO DA SOJA PARA SAFRA 2024/2025. Ministério da Agricultura e Pecuária, 2024. Disponível em: < https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/2024/mapa-publica-zoneamento-agricola-de-risco-climatico-da-soja-para-safra-2024-2025 >, acesso em: 29/04/2026.

MAPA. ZONEAMENTO AGRÍCOLA DE RISCO CLIMÁTICO. Ministério da Agricultura e Pecuária, 2017. Disponível em: < https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/riscos-seguro/programa-nacional-de-zoneamento-agricola-de-risco-climatico/zoneamento-agricola >, acesso em: 29/04/2026.

MAPA. ZONEAMENTO: MAPA AMPLIA ZARC NÍVEIS DE MANEJO E ELEVA SUBVENÇÃO DO SEGURO RURAL PARA ATÉ 50%. Ministério da Agricultura e Pecuária, 2026. Disponível em: < https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/mapa-amplia-zarc-niveis-de-manejo-e-eleva-subvencao-do-seguro-rural-para-ate-50 >, acesso em: 29/04/2026.

ORDOÑEZ, M. A. G. ÉPOCA DE SEMEDAURA DA SOJA NO SUL DO BRASIL. Mais Soja, 2025. Disponível em: < https://maissoja.com.br/epoca-de-semeadura-da-soja-no-sul-do-brasil/ >, acesso em: 29/04/2026.

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PEGORARO, C. P. QUAL A MELHORA ÉPOCA DE SEMEADURA DE SOJA NO BRASIL? Mais Soja, 2024. Disponível em: < https://maissoja.com.br/semeadura-epoca/ >, acesso em: 29/04/2026.

WINCK, J. E. M. et al. Ecofisiologia da soja: visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 3, 2025.

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Sustentabilidade

Exportações de soja avançam e milho ganha espaço no mercado interno – MAIS SOJA

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As exportações de soja de Mato Grosso do Sul mantiveram desempenho positivo em agosto de 2026. O Estado embarcou 530,5 mil toneladas, volume 36,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Em valores, as vendas externas chegaram a US$ 239,1 milhões, alta de 48,9% na comparação anual. O resultado ficou acima do desempenho nacional, que registrou queda de 3,2% no volume exportado e crescimento de 5% em valores no mesmo período.

O desempenho confirma a importância da soja para o comércio exterior sul-mato-grossense. A China permanece como principal destino, concentrando 81,2% das exportações do produto, seguida por Vietnã e Paquistão.

Embora agosto tenha apresentado redução de 43,1% no volume embarcado em relação a julho, o resultado anual permanece positivo e coloca a soja entre os principais produtos da pauta exportadora do Estado.

“A soja continua apresentando um desempenho bastante relevante nas exportações de Mato Grosso do Sul, com crescimento superior ao observado no cenário nacional”, aponta o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

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Milho muda de destino e fortalece o processamento dentro de MS

Em agosto, Mato Grosso do Sul exportou 100,1 mil toneladas de milho, ante 498 mil toneladas no mesmo período de 2025. Em valores, os embarques passaram de US$ 99 milhões para US$ 21,7 milhões.

Apesar da redução nas exportações, o movimento revela uma transformação na dinâmica do cereal dentro da economia estadual. O boletim econômico da Aprosoja/MS aponta que o milho está apresentando atraso no período de exportação, mas também destaca uma mudança: o grão passa a ser direcionado como matéria-prima para transformação dentro do Estado.

Na avaliação de Linneu, esse processo representa uma oportunidade de agregação de valor à produção sul-mato-grossense.

“Parte da produção que antes poderia seguir diretamente para outros países passa a encontrar demanda em Mato Grosso do Sul, como matéria-prima para processos de transformação. Isso fortalece o mercado interno, movimenta a indústria e agrega valor à produção estadual”.

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O cenário também ajuda a explicar por que os números de exportação precisam ser analisados em conjunto com a evolução da atividade industrial.

“O milho está deixando de ser visto somente como um produto para exportação e passa a ocupar uma posição importante como insumo para a indústria. É um movimento positivo porque cria novas possibilidades de mercado para o produtor e aproxima a produção agrícola das cadeias de transformação que estão se desenvolvendo no Estado”, destaca o analista.

Celulose assume liderança nas exportações

A mudança na dinâmica dos grãos ocorre em um cenário de diversificação da pauta exportadora de Mato Grosso do Sul. Em agosto, a celulose assumiu pela primeira vez a liderança entre os produtos exportados pelo Estado, com participação de 32,3% do total. Soja e resíduos ficaram em segundo lugar, com 28%, seguidos pela carne bovina, com 15,5%.

Balança comercial mantém superávit

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O desempenho das exportações contribuiu para que Mato Grosso do Sul mantivesse um saldo positivo na balança comercial. Em agosto, o Estado registrou superávit de US$ 801 milhões, resultado de US$ 978 milhões em exportações ante US$ 176 milhões em importações.

Entre os produtos importados, o gás natural liderou, seguido por cobre e equipamentos industriais. A ureia apareceu na quarta posição, representando 3,2% das importações. O boletim destaca que a presença do fertilizante entre os principais produtos importados sinaliza a busca do Estado por atender à demanda de insumos necessária à produção agrícola.

Os dados integram os boletins de Exportações e Balança Comercial de Mato Grosso do Sul, elaborados pela equipe econômica da Aprosoja/MS com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e do ComexStat.

Acesse os boletins clicando aqui e depois aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Falta de lotes de qualidade de trigo sustenta preços no Paraná e no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo atravessou a semana sob negociações pontuais e preços pouco homogêneos. A dificuldade para encontrar lotes aumentou, especialmente de qualidade adequada à moagem.

No Paraná, o mercado permaneceu praticamente travado ao longo da semana, com poucas ofertas e compradores em busca de trigo. O tempo abriu na segunda e na terça-feira, mas a previsão de novas chuvas até domingo manteve as incertezas sobre a qualidade dos próximos lotes, parte do cereal já colhido apresentou problemas associados a doenças como a brusone.

No início da semana, a pressão de curto prazo no Norte do estado estava ligada à falta de espaço para armazenagem, depois que a safra recorde de milho safrinha ocupou parte relevante da capacidade disponível. “Produtores com necessidade de liberar estruturas encontram menor poder de negociação, enquanto moinhos capazes de receber trigo diretamente da lavoura pressionam por melhores condições de compra”, explicou o analista de Safras & Mercado Elcio Bento.

Ao longo da semana, porém, essa leitura foi cedendo lugar a um discurso diferente: a pressão pela necessidade de armazenagem foi tratada como pontual, e o principal entrave passou a ser a falta de oferta, sobretudo de trigo com qualidade. “A avaliação é de que os moinhos poderão precisar elevar as ofertas para atrair vendedores”, disse o analista Thiago Oleto na quinta-feira (10).

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Nos preços, negócios no Norte do Paraná foram fechados próximos de R$ 1.500/t FOB, com vendedores pedindo valores acima desse patamar. Nos Campos Gerais, moinhos indicaram R$ 1.550/t CIF, equivalente a cerca de R$ 1.480 a R$ 1.500/t FOB. Para entrega imediata, as indicações giravam em torno de R$ 1.500/t CIF, recuando para R$ 1.450/t em outubro e R$ 1.400/t em novembro nos negócios futuros – patamares nos quais, segundo Bento, “praticamente não há interesse dos produtores nas vendas futuras”.

No Rio Grande do Sul, a liquidez seguiu reduzida diante do distanciamento entre compradores e vendedores. Moinhos sinalizaram interesse próximo de R$ 1.400/t, enquanto vendedores pediram R$ 1.500/t. “Um eventual equilíbrio poderia ocorrer ao redor de R$ 1.450 por tonelada, mas, por enquanto, não há disposição efetiva de compradores ou vendedores nesse nível”, observou Oleto.

A referência FOB interior, ainda vinculada à safra velha, avançou 5,7% na semana e 9,1% no mês, acumulando alta de 39,0% em 2026 e de 14,3% frente ao mesmo período do ano passado, reflexo, segundo os analistas, da menor disponibilidade de trigo no estado. A influência da safra nova só deve aumentar a partir de outubro, com a aproximação da colheita.

Fonte: Agência Safras



 

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FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Mercado de arroz mantém firmeza, mas valorização perde intensidade com menor procura – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz manteve a trajetória altista nesta semana, porém com perda de velocidade, sinalizando transição de uma fase de valorização para acomodação em patamar elevado. A afirmação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

“Na origem, produtores capitalizados permanecem firmes, restringindo ofertas e aguardando melhores condições”, explica o analista. A necessidade financeira continua sendo o principal mecanismo de abertura de lotes, fazendo surgir negócios pontuais sem caracterizar aumento estrutural da disponibilidade.

Assim, pondera o consultor, a retenção na fonte segue limitando o potencial de correção baixista. “Na ponta compradora, parte das indústrias reduziu a procura após recompor estoques nas últimas semanas”, acrescenta.

Essa postura diminui a pressão de compra e explica a desaceleração dos reajustes, mas não configura excesso de matéria-prima. “A queda de braço permanece concentrada na diferença entre as pedidas dos vendedores e a capacidade de pagamento por parte das unidades de beneficiamento”, destaca Oliveira.

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A entrada de indústrias do Centro-Oeste, por sua vez, adiciona concorrência regional e pode elevar a disputa por lotes disponíveis, especialmente onde a oferta já é restrita.

O vetor baixista está concentrado na menor necessidade industrial de reposição, enquanto os altistas permanecem na oferta restrita, retenção e concorrência interestadual. Para o analista, o ponto decisivo será a duração dessa combinação: se a indústria retornar antes de o produtor ampliar vendas, a valorização pode recuperar intensidade; se a procura permanecer contida e compromissos financeiros aumentarem a oferta, o mercado tende à estabilidade ou correção moderada.

O Indicador Safras do arroz em casca no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou a quinta-feira cotado a R$ 81,56, alta de 1,22% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o avanço foi de 11,95%. Em relação a 2025, a valorização atingiu 22,46%.

Fonte: Agência Safras



 

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FONTE

Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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