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29 de outubro de 2026

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Rally das Forrageiras reúne 600 participantes em Alagoas para discutir soluções de alimentação na seca

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Sistema Fael

A Unidade de Referência Tecnológica (URT) do Projeto Forrageiras para o Semiárido, em Monteirópolis, no Sertão de Alagoas, recebeu, recentemente, mais uma etapa do Rally Forrageiras para o Semiárido. O evento reuniu cerca de 600 participantes, entre produtores rurais, técnicos, estudantes e representantes de instituições ligadas ao setor agropecuário.

A iniciativa busca apresentar, na prática, alternativas de forrageiras adaptadas às diferentes condições do Semiárido, contribuindo para uma pecuária mais produtiva, eficiente e sustentável. O encontro também foi marcado pela troca de experiências entre produtores e profissionais que atuam diretamente na atividade.

Segundo a coordenadora do Projeto Forrageiras, Alenilda Carvalho, o trabalho busca oferecer ao produtor um verdadeiro “cardápio forrageiro”, com diferentes espécies capazes de garantir alimentação ao rebanho durante todo o ano, tanto no período chuvoso quanto nos meses de estiagem.

“A importância do projeto é que a gente traz aqui para o produtor rural um cardápio forrageiro, garantindo a sustentabilidade da atividade da pecuária de leite e da pecuária de corte”, destacou.

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O projeto avalia diferentes forragens, como capins, sorgo, milheto, milho e palma, buscando identificar quais apresentam melhor produtividade e resistência de acordo com as características de cada região.

Resultados em Alagoas

Em Alagoas, os resultados também demonstram o potencial das tecnologias avaliadas. De acordo com Alenilda, a expectativa inicial era alcançar um ganho médio diário de aproximadamente 400 gramas por animal. Nos experimentos realizados, porém, foi registrada uma média de 650 gramas por animal/dia, resultado obtido com a combinação de diferentes forrageiras, silagem de palma e suplementação.

Para o presidente da Faeal, Álvaro Almeida, os resultados do projeto mostram que a adoção de tecnologia é fundamental para que o produtor consiga aumentar sua eficiência e acompanhar as novas demandas do setor.

“Ou você se adequa à realidade, aplicando a tecnologia, ou você deixa de existir”, afirmou.

Segundo Álvaro Almeida, iniciativas como o programa de Forrageiras contribuem diretamente para o desenvolvimento da economia alagoana, permitindo que o produtor produza mais, com maior eficiência, além de fortalecer a geração de emprego e renda no estado.

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A etapa de Monteirópolis também acontece em um momento de crescimento e retomada da atividade leiteira na região, que vem atraindo novos investimentos e grandes indústrias. Para o presidente da Faeal, o fortalecimento da produção local é fundamental para que Alagoas continue ampliando sua participação no setor.

Papel do ICNA

Matheus Ferreira, diretor executivo adjunto do Instituto CNA, lembrou que o Projeto Forrageiras para o Semiárido completa 10 anos com resultados importantes para o fortalecimento da pecuária no Nordeste.

Desenvolvido em parceria com a Embrapa, o projeto identificou variedades forrageiras mais resistentes ao déficit hídrico e aprimorou técnicas de manejo capazes de garantir maior regularidade na oferta de alimento para os rebanhos.

“Os participantes estão conhecendo hoje tecnologias voltadas ao manejo da palma forrageira e de variedades de capim adaptadas às condições do semiárido alagoano”, destacou.

Segundo ele, o grande diferencial da iniciativa é a adaptação das tecnologias às características específicas de cada região. Presente nos nove estados do Nordeste e no Norte de Minas Gerais, o projeto considera fatores como clima, regime de chuvas e características do solo para ampliar as chances de sucesso das práticas adotadas pelos produtores.

O diretor também ressaltou os avanços registrados na bacia leiteira alagoana, destacando a recuperação da atividade por meio do aumento da oferta de forragem, do melhoramento genético dos rebanhos, da mecanização e da assistência técnica promovida pelo Senar. De acordo com ele, esses investimentos contribuem para aumentar a competitividade do setor e atrair novos investimentos para a cadeia produtiva do leite no estado.

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Palavra do produtor

A programação foi realizada na propriedade da família do produtor de leite e vice-presidente da Faeal, André Ramalho, que destacou a importância de levar conhecimento diretamente para dentro das propriedades rurais.

“A importância do Programa Forrageiras para o Semiárido é estar implantado e mostrar o que é possível nesta região. O grande segredo é identificar uma cultura que se estabilize, que seja viável e torne a região mais eficiente e produtiva”, explicou Ramalho.

Para o produtor, receber cerca de 600 pessoas em sua propriedade foi motivo de satisfação e também uma oportunidade de compartilhar experiências com produtores, técnicos e estudantes.

“É uma honra e um privilégio estar aqui com uma turma dessa. A propriedade serviu para abrir as porteiras e mostrar aos produtores, técnicos e estudantes o que está sendo feito”, afirmou.

Ele também ressaltou a importância da participação dos profissionais envolvidos no projeto.

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“Isso só aconteceu porque tem técnico envolvido. Sem o agrônomo, zootecnista, veterinário, através da Faeal, CNA, Senar, ICNA e Embrapa, isso aqui não teria acontecido”, destacou.

A etapa reforçou a importância da união entre produtores, técnicos, estudantes, pesquisadores e instituições do setor agropecuário, aproximando a ciência da realidade do campo e fortalecendo a pecuária alagoana.

Com a realização do Rally em Monteirópolis, os resultados obtidos pela URT ganham ainda mais alcance, mostrando que, com tecnologia, conhecimento e planejamento, é possível produzir mais e com maior eficiência, mesmo diante dos desafios do Semiárido.

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Programa premia redações de alunos após visitas à cadeia exportadora do café em Machado

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O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a EISA – Empresa Interagrícola S.A. e a Associação De Olho no Material Escolar realizaram, em 28 de outubro, a premiação de mais uma etapa do programa “Vivenciando a Prática: Café”, em Machado (MG). A ação reconheceu estudantes da Escola Estadual Iracema Rodrigues pelas melhores redações produzidas após visitas técnicas à unidade da exportadora ao longo do primeiro semestre.

Foram premiados Maria Eduarda Bernardes Souza, em primeiro lugar, com um tablet; João Vitor Carvalho Costa, na segunda colocação, com um Kindle; e Ana Paula de Lima Pedrezini, em terceiro, com um smartwatch. A professora Mayda Rodrigues Dionisio, responsável pela orientação dos trabalhos, também recebeu um tablet.

Durante a programação, os estudantes tiveram contato com diferentes etapas da cadeia exportadora do café. As atividades abordaram critérios de qualidade que agregam valor ao produto brasileiro, práticas de sustentabilidade na cafeicultura e tecnologias aplicadas à movimentação, à armazenagem e à gestão dos grãos.

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A visita incluiu a estrutura da EISA em Machado, com apresentação de um dos armazéns mais avançados do país. O roteiro mostrou a integração entre inovação, eficiência operacional e responsabilidade socioambiental no atendimento às exigências do mercado internacional.

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Segundo as entidades organizadoras, as redações vencedoras demonstraram compreensão sobre a amplitude da cadeia do café e apontaram possibilidades de atuação em áreas como tecnologia, logística, gestão, controle de qualidade, comércio exterior e administração. Os textos também ressaltaram a relevância da cafeicultura para a economia regional, com geração de empregos e renda, além do papel da qualificação profissional na formação de novos talentos para o setor.

A iniciativa também valorizou o trabalho pedagógico desenvolvido na escola pública, ao estimular reflexão, análise e produção escrita a partir da vivência prática na cadeia do café. O programa reuniu educação e atividade exportadora em uma ação voltada à formação de estudantes e ao conhecimento sobre o setor cafeeiro.

Fonte: cecafe.com.br

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CNA destaca papel do agro na transição energética durante summit em São Paulo

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou, nesta quinta-feira (29), do Frotas & Fretes Verdes XV Summit, promovido pelo Instituto Besc na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo. No evento, a entidade defendeu o protagonismo do agronegócio na transição energética e destacou o avanço da produção de biocombustíveis no Brasil.

A assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, mediou o painel “O Brasil como protagonista na transição energética global”, que debateu o papel do agronegócio na produção de energia renovável e as oportunidades para ampliar o uso de biocombustíveis no país.

Durante a discussão, Eduarda ressaltou a contribuição do agro para a matriz energética brasileira, especialmente por meio da bioenergia. Ela citou a experiência do país na produção de biocombustíveis, com destaque para o etanol de cana-de-açúcar, e afirmou que essa trajetória abriu espaço para outras alternativas, como o etanol de milho, o biodiesel e novas tecnologias em desenvolvimento.

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Segundo os dados apresentados no painel, a produção anual de etanol de cana-de-açúcar chega a 30 bilhões de litros. No caso do etanol de milho, o volume alcança 12 bilhões de litros por ano. A produção de biodiesel, por sua vez, soma 10 bilhões de litros anuais.

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A assessora também abordou o potencial de expansão do mercado de biocombustíveis, considerando a participação dos veículos flex na frota brasileira. No biodiesel, destacou oportunidades ligadas ao aproveitamento de matérias-primas vegetais e animais. Biogás e biometano também foram citados como alternativas para ampliar a oferta de energia renovável e criar mercados para o aproveitamento de resíduos. Na mesma linha, foram mencionados o diesel verde, o combustível sustentável de aviação e o combustível renovável marítimo.

Entre os pontos levantados no debate estão a diversificação de matérias-primas, a abertura de novas oportunidades de mercado, a geração de renda, o desenvolvimento regional, a sustentabilidade e a redução da dependência externa de energia. Eduarda afirmou que o produtor rural tem papel estratégico nesse processo. “Não estamos falando apenas de produzir mais matéria-prima, mas de produzir mais valor a partir dessa biomassa”, disse.

Também participaram do painel Germano Vieira, diretor florestal da Eldorado Brasil; Thiago Britto, gerente de vendas da MWM; Henrique Araújo, diretor de relações institucionais da Copersucar; e Camilo Adas, conselheiro da SAE Brasil.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Conab destina 25 toneladas de alimentos da agricultura familiar no RN

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) destinou 25 toneladas de alimentos da agricultura familiar para instituições sociais no Rio Grande do Norte, por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A entrega ocorreu nesta quarta-feira (28), no Armazém da Caridade, em Natal, em parceria com a Ação da Cidadania no estado, com atendimento voltado a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Os produtos entregues incluem batata-doce, coco, macaxeira, banana, polpas de frutas, bolos, farinha de mandioca, feijão macassar, arroz vermelho e carne bovina. A operação associa a compra da produção da agricultura familiar ao abastecimento de instituições que atendem comunidades e grupos em situação de vulnerabilidade.

Entre os itens repassados pela Conab, a carne bovina passou a integrar pela primeira vez as doações realizadas pelo Armazém da Caridade. Segundo o superintendente regional da Conab no Rio Grande do Norte, Arruda Júnior, a inclusão do produto amplia a diversidade dos alimentos destinados às entidades. Ele afirmou que a carne bovina atende aos requisitos de inspeção sanitária e possui selo de inspeção.

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As 25 toneladas da Conab fizeram parte de uma entrega conjunta de 85 toneladas de alimentos a 120 instituições sociais. A mobilização também reuniu leite líquido enviado pela Ação da Cidadania Nacional e alimentos não perecíveis arrecadados por meio de ingresso solidário no evento religioso Bote Fé com Maria, em articulação com a Arquidiocese de Natal.

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O Armazém da Caridade, parceiro da Ação da Cidadania no estado, centraliza as doações e faz o repasse às instituições cadastradas. A rede reúne mais de 400 instituições no Rio Grande do Norte, com 120 atendidas nesta entrega. Os produtos são encaminhados pelas organizações conforme as necessidades do público assistido.

A solenidade também marcou o lançamento da campanha Natal Sem Fome 2026 no Rio Grande do Norte, reunindo alimentos da agricultura familiar destinados pela Conab, produtos arrecadados pelos parceiros e leite enviado pela Ação da Cidadania Nacional.

Fonte: gov.br

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