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Inspeções do Mapa paralisam exportações de soja e mercado apresenta retração; veja cotações

O mercado brasileiro de soja atravessa um período de retração nas negociações. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ambiente atual é marcado por incertezas e baixa liquidez. Muitos players estão fora dos negócios e não há indicações claras de compra, o que deixa o mercado travado.
Silveira explica que a situação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) afastou diversas tradings do mercado, criando ainda mais insegurança. Apesar de alguns indicadores terem apresentado alta, a falta de volume relevante negociado mantém a liquidez baixa.
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O cenário internacional também contribui para dificultar as operações, com custos logísticos elevados, tradings restritas e condições adversas, enquanto os produtores continuam avançando com a colheita em suas propriedades.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): seguiu em R$ 125,00
- Santa Rosa (RS): permaneceu em R$ 126,00
- Cascavel (PR): seguiu em R$ 120,00
- Rondonópolis (MT): recuou de R$ 111,00 para R$ 110,00
- Dourados (MS): seguiu em R$ 112,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 111,00 para R$ 112,00
- Paranaguá (PR): seguiu em R$ 131,00
- Rio Grande (RS): seguiu em R$ 131,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira (12) com preços mais altos. O mercado buscou suporte na disparada do petróleo, que subia cerca de 8% próxima ao fechamento, e na perspectiva de aumento de demanda de soja norte-americana por parte dos chineses.
Notícias de que a Cargill suspendeu embarques do Brasil para China devido às mudanças nas inspeções ajudou no ímpeto comprador. De qualquer forma, o grão se afastou das máximas do dia nos últimos negócios, reflexo da força do dólar frente a outras moedas.
A empresa suspendeu as operações de exportação de soja do Brasil para a China após mudanças nos procedimentos de inspeção adotadas pelo governo brasileiro, que tornam difícil para os traders cumprir as exigências, afirmou, nesta quarta-feira, o chefe da empresa para a América Latina, Paulo Sousa.Sousa disse que o Ministério da Agricultura do Brasil adotou uma avaliação sanitária mais rigorosa para a soja destinada à China, com o objetivo de verificar a presença de pragas e ervas daninhas, após um pedido do governo chinês. Segundo ele, o novo sistema é algo incomum no mercado de grãos.A Cargill também parou de comprar soja de produtores locais no Brasil, acrescentou Sousa, já que no momento não consegue exportar o produto para a China.Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão para maio de 2026 subiram 13,25 centavos de dólar por bushel, chegando a US$ 12,27 1/4 por bushel, e julho de 2026 avançou 12,75 centavos, fechando a US$ 12,40 por bushel. No farelo, a posição maio de 2026 teve ganho de US$ 4,80 ou 1,52%, a US$ 320,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 67,42 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,26 centavo ou 0,38%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,67%, cotado a R$ 5,2457 para venda e R$ 5,2437 para compra, oscilando durante o dia entre R$ 5,1572 e R$ 5,2502.
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Cabo da PM é morto a tiros durante aula de artes marciais em projeto social de Várzea Grande

Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, foi morto por homem de 33 anos que invadiu a estrutura do 25º BPM; alunos imobilizaram o atirador até a chegada da polícia
O cabo da Polícia Militar de Mato Grosso Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, foi assassinado a tiros na noite desta sexta-feira (4), no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. O militar ministrava aulas de lutas marciais em um projeto social ligado ao 25º Batalhão da Polícia Militar quando foi surpreendido pelo atirador.
Conforme a PM, um homem de 33 anos invadiu a estrutura comunitária e efetuou múltiplos disparos contra o policial. O cabo Aragão foi socorrido e levado a uma unidade de saúde, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.
Logo após o crime, os próprios alunos que participavam do treino reagiram, imobilizaram o agressor dentro do prédio e acionaram a polícia. Uma equipe da PM realizou a prisão e o atirador foi encaminhado à Central de Flagrantes de Várzea Grande. A Polícia Judiciária Civil investiga se a motivação do crime foi passional.
O comandante do 2º Comando Regional da PMMT, coronel Ricardo Mendes, lamentou a perda. “É uma triste perda para nossa corporação, de um policial que estava exercendo a função social e teve sua vida interrompida covardemente. Esperamos que a Justiça seja feita de forma rápida e desejamos que Deus conforte todos os familiares e amigos pela perda do cabo Aragão”, declarou.
As informações sobre velório e sepultamento serão divulgadas posteriormente.
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Digitalização da admissão reduz custos operacionais; entenda

Processos eletrônicos diminuem etapas manuais, organizam o fluxo de documentos e ajudam o RH a conduzir admissões com maior eficiência administrativa
A admissão de um novo colaborador envolve uma sequência de procedimentos que passa pela coleta de documentos, preenchimento de cadastros, assinatura de contratos, comunicação entre diferentes setores e organização das informações necessárias para o início das atividades.
Quando essas etapas são realizadas de forma manual, é comum que o processo exija conferências repetidas, impressão de documentos e trocas constantes de e-mails ou mensagens. A digitalização da admissão reorganiza esse fluxo ao concentrar as atividades em plataformas eletrônicas.
Mais do que substituir o papel por arquivos digitais, esse modelo altera a forma como as informações circulam dentro da empresa. Documentos podem ser enviados por meios eletrônicos, assinaturas podem ocorrer em ambiente digital quando aplicável, e o acompanhamento das etapas passa a acontecer em um único sistema. Essa reorganização reduz tarefas administrativas repetitivas e contribui para diminuir custos relacionados à operação do processo admissional.
Menos etapas manuais ao longo do processo
Em um fluxo tradicional, o Recursos Humanos costuma dedicar parte do tempo à conferência de documentos enviados em diferentes formatos, atualização de planilhas, arquivamento físico e comunicação com gestores para confirmar pendências.
Com a digitalização, muitas dessas atividades passam a ser centralizadas em uma plataforma de admissão. O colaborador encaminha os documentos por meio do sistema, acompanha solicitações pendentes e recebe orientações sobre as próximas etapas. Ao mesmo tempo, o RH consegue verificar quais informações já foram recebidas e quais ainda aguardam envio.
Essa organização reduz a necessidade de repetir contatos para solicitar documentos ou confirmar recebimentos, tornando o acompanhamento do processo mais objetivo.
Redução do uso de papel e armazenamento físico
Outro impacto está relacionado aos materiais utilizados durante a admissão. Contratos, formulários, fichas cadastrais e outros documentos que antes eram impressos podem, dependendo da natureza do documento e dos requisitos legais aplicáveis, ser produzidos, assinados e armazenados em formato eletrônico.
Essa mudança reduz despesas com impressão, cópias, transporte de documentos e arquivamento físico. Também facilita a localização de informações quando há necessidade de consultar registros admissionais, já que os arquivos permanecem organizados dentro da plataforma utilizada pela empresa.
Além da economia de materiais, a digitalização simplifica o gerenciamento do acervo documental, especialmente em organizações com grande volume de admissões ao longo do ano.
Comunicação entre áreas se torna mais organizada
A contratação de um novo colaborador envolve diferentes setores além do Recursos Humanos. Tecnologia da Informação, departamento pessoal, financeiro, gestor da área contratante e equipes responsáveis pela infraestrutura costumam participar da preparação para o início das atividades.
Quando essas etapas são registradas em uma plataforma integrada, cada responsável acompanha as tarefas sob sua responsabilidade e atualiza o andamento do processo diretamente no sistema. Isso reduz a dependência de controles paralelos e facilita a visualização das atividades já concluídas e das que ainda precisam ser executadas.
Esse acompanhamento também contribui para evitar retrabalho decorrente da falta de alinhamento entre as áreas envolvidas.
Tempo administrativo pode ser direcionado para outras atividades
A redução de custos operacionais não está relacionada apenas à diminuição de despesas com materiais. Parte desse ganho decorre da simplificação das rotinas administrativas.
Quando o RH dedica menos tempo à organização manual de documentos, conferências repetidas e atualização de controles paralelos, a equipe pode concentrar esforços em atividades relacionadas ao acompanhamento da integração dos novos colaboradores, organização de treinamentos, apoio às lideranças e planejamento de processos internos.
Esse aproveitamento mais eficiente do tempo contribui para uma gestão administrativa mais organizada, sem alterar as responsabilidades relacionadas ao cumprimento das exigências legais aplicáveis ao processo admissional.
A digitalização da admissão reduz custos operacionais ao reorganizar o fluxo de documentos, diminuir tarefas manuais, reduzir o uso de materiais físicos e facilitar a comunicação entre as áreas envolvidas na contratação. Quando integrada às rotinas do Recursos Humanos, essa forma de conduzir admissões oferece maior previsibilidade ao processo, melhora o acompanhamento das etapas e contribui para uma administração mais eficiente desde o início da relação de trabalho.
Agro Mato Grosso
Em Jaciara, Celestino Piotto continua legado familiar e cultiva paixão de alimentar o mundo

Aos 60 anos, o produtor rural de Jaciara carrega a história iniciada pelo avô e encontra na agricultura uma missão de vida que atravessa gerações
Muito antes de assumir a administração da propriedade rural em Jaciara, a trajetória de Celestino Piotto já havia começado pelas mãos do avô, que chegou à região no ano de 1950 acreditando no potencial da terra mato-grossense. Nove anos depois, parte da fazenda foi loteada para incentivar a colonização da região, ajudando a formar uma comunidade de produtores que, assim como a família Piotto, enxergavam no campo a oportunidade de construir uma vida.
Foi nesse ambiente que Celestino cresceu, enquanto o pai, vindo do interior de São Paulo, trazia consigo a experiência adquirida nas lavouras de café e os avós dedicavam-se à pecuária. Aos poucos, a família abriu novas áreas, formou pastagens, criou gado e iniciou o cultivo agrícola. O trabalho se tornou parte da rotina e, naturalmente, da identidade familiar.
Mesmo durante o período em que estudava em Cuiabá, nunca deixou de voltar para a fazenda nas férias. “Eu estudava em Cuiabá, mas nas férias de julho e de dezembro estava sempre aqui. Ficava junto do meu pai o tempo todo, acompanhando o trabalho. Sempre gostei disso.”
A decisão de permanecer no campo veio de forma espontânea. Em 1985, ao concluir os estudos, retornou definitivamente para a propriedade. O pai continuou cuidando das questões burocráticas, enquanto Celestino e o irmão passaram a conduzir as atividades da fazenda. Anos depois, o irmão mudou-se para Vila Bela da Santíssima Trindade, e Celestino permaneceu à frente do negócio da família. “Nunca pensei em desistir. Jamais. Isso aqui sempre foi a minha vida”, comenta.
Mais do que um local de trabalho, a fazenda representa a continuidade de uma história construída por várias gerações. Uma responsabilidade que, segundo ele, vai além da administração da propriedade, mas trata-se de preservar um legado. Para Celestino, esse legado nasce dentro de casa.
“Meu pai e minha mãe são o nosso esteio. São eles que nos ensinaram os valores que carregamos até hoje. A gente se espelha neles em tudo. Depois vem a família que construímos, a esposa, os filhos; é isso que dá sentido para continuar”, afirma.
Casado há 34 anos, ele divide a vida com a esposa e celebra a trajetória das três filhas: uma nutricionista, uma gastrônoma e a caçula, que cursa Medicina. Embora nenhuma delas esteja diretamente ligada à produção rural, Celestino fala da sucessão com naturalidade e esperança. “Minha mãe sucedeu meu avô, eu sucedi meus pais e agora precisamos fazer a sucessão para frente. Esse é o caminho. É assim que o legado continua.”
Ao olhar para trás, percebe que o amor pela agricultura nunca esteve ligado apenas ao trabalho. Está relacionado ao propósito que encontrou na atividade. “Eu sinto muito orgulho de ser produtor rural. O planeta depende de nós. Assim como dependemos da chuva para produzir, as pessoas dependem daquilo que sai da nossa terra. Se a gente não produzir alimento, ele não aparece na gôndola do supermercado, nem dentro do freezer. Alguém precisa colocar a mão na massa, plantar e colher.”
Essa consciência faz com que veja a agricultura como uma das atividades mais essenciais para a humanidade. “Acho que, depois de Deus, o nosso maior compromisso é produzir alimentos. Todo mundo depende disso. Sem a agricultura, não existe vida.”
A fé também ocupa um lugar central na sua caminhada. É ela que fortalece o produtor diante das incertezas naturais da atividade e o lembra diariamente do verdadeiro significado do trabalho. Para Celestino, prosperar nunca significou acumular riquezas. “Nosso objetivo não é ser melhor do que ninguém ou enriquecer a qualquer custo. É prosperar, trabalhar com dignidade e alcançar nossos objetivos fazendo o que é certo.”
Ao longo das décadas, a Aprosoja Mato Grosso passou a fazer parte dessa caminhada. Segundo ele, a entidade se tornou uma importante aliada ao oferecer informações e suporte técnico que permitem ao produtor dedicar mais tempo ao que realmente importa: produzir.
“Ou a gente trabalha na fazenda ou cuida da burocracia. A Aprosoja MT ajuda justamente nisso. Quando precisamos de informações sobre logística, armazenagem ou outros assuntos importantes para o setor, ela já disponibiliza essas ferramentas. Isso facilita muito o nosso trabalho.”
Histórias como a de Celestino Piotto mostram que a agricultura não é feita apenas de máquinas, lavouras e números. Ela é construída por pessoas que transformam trabalho em propósito, preservam o legado de suas famílias e fazem da produção de alimentos um compromisso diário com toda a sociedade. É esse espírito que faz a diferença no campo e inspira as próximas gerações de produtores rurais.
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