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Agro Mato Grosso

Lucas do Rio Verde lidera geração de empregos na região e é o 2º no Brasil I MT

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Levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, com dados do Novo Caged, aponta saldo de 1.767 vagas

Lucas do Rio Verde registrou saldo positivo de 1.767 empregos em 2025 e ocupa a segunda colocação no ranking nacional entre cidades com população de 91.693 a 101.880 habitantes, atrás apenas de Cajamar (SP).

O dado faz parte de um levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Planejamento e Cidade, com base no Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que também coloca o município na liderança da geração de empregos no Centro-Oeste e em primeiro lugar no estado de Mato Grosso, entre cidades com populações equivalentes.

Entre os municípios do Centro-Oeste, Lucas do Rio Verde aparece na liderança, seguido por Primavera do Leste (MT), Cáceres (MT), Cidade Ocidental (GO) e Ponta Porã (MS).

Os dados do Caged revelam um crescimento contínuo na geração de empregos em Lucas do Rio Verde ao longo dos últimos anos, refletindo a força da economia local e o ambiente favorável para investimentos e expansão de empresas.

Em 2024, o município já havia alcançado destaque nacional ao ser o maior gerador de empregos do país entre cidades com população entre 81.505 e 91.692 habitantes. Foram 10.673 admissões, com saldo positivo de 1.223 vagas no acumulado do ano.

Em 2023, Lucas do Rio Verde também figurou entre os principais geradores de empregos do Brasil, ocupando a quarta posição nacional entre municípios com populações equivalentes, além de liderar o ranking estadual.

O histórico reforça a consistência do crescimento econômico local. Em 2021, foram registradas 21.372 admissões, com saldo positivo de 2.230 empregos. Em 2022, o município contabilizou 23.556 admissões e saldo de 1.852 vagas. Já em 2023, foram 25.190 contratações, com saldo positivo de 1.437 postos de trabalho.

 

Ambiente favorável ao desenvolvimento

A administração municipal tem investido em ações que facilitam a abertura e a operação de empresas, reduzem a burocracia e ampliam as oportunidades de qualificação profissional. Parcerias com instituições como Sebrae, Senai, Sest Senat, Sesc, Senac e Senar, além do programa Ser Família Capacita do Governo do Estado, têm oferecido cursos gratuitos em diversas áreas, preparando trabalhadores para as demandas do mercado.

Paralelamente, o município mantém investimentos importantes em infraestrutura, saúde, educação, habitação e segurança pública, criando um ambiente propício para o crescimento econômico e social.

Segundo o prefeito Miguel Vaz, os números refletem um trabalho conjunto entre o poder público e a iniciativa privada. “Lucas do Rio Verde tem uma economia dinâmica e uma população empreendedora. Nosso papel, como gestão pública, é criar condições para que as empresas invistam, cresçam e gerem oportunidades. Esses resultados mostram que estamos no caminho certo, fortalecendo a geração de emprego e renda e ampliando as oportunidades para os luverdenses”, destacou.

 

Desenvolvimento que gera oportunidades

Com população estimada em 95.792 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2025, Lucas do Rio Verde segue se consolidando como um dos municípios que mais cresecem e se desenvolvem no país. Além dos indicadores econômicos, a cidade tem avançado na construção de um ambiente sustentável, com investimentos em planejamento urbano, serviços públicos e qualidade de vida para a população. Além disso, tem investido fortemente em políticas públicas de habitação, o que atrai a confiança de investidores do setor privado para investirem no município.

O desempenho na geração de empregos reforça o papel do município como referência de desenvolvimento econômico e social, demonstrando como políticas públicas eficientes e parcerias estratégicas podem impulsionar a economia local e gerar mais oportunidades para a população.

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Agro Mato Grosso

Mudança em tarifa de energia pode diminuir custos da irrigação no campo MT

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O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Sistema Famato) orientou os produtores rurais sobre a publicação da portaria normativa do Ministério de Minas e Energia, que estabelece novas diretrizes para a concessão dos descontos especiais nas tarifas de energia elétrica destinados às atividades de irrigação e aquicultura. Com essa nova medida, as unidades consumidoras classificadas na Classe Rural, incluindo cooperativas de eletrificação rural, poderão adequar os horários de utilização da energia elétrica às necessidades de suas atividades produtivas.

A irrigação é uma das atividades que mais consomem energia elétrica nas propriedades rurais. Quanto maior a possibilidade de utilizar os sistemas nos horários com desconto, menor tende a ser o custo operacional da atividade, destacou a entidade.

Para o superintendente da Famato, Cleiton Gauer, em um Estado como Mato Grosso, onde períodos de estiagem podem impactar a produtividade, a redução dos custos com energia torna os projetos de irrigação mais viáveis economicamente. “O produtor rural precisa de regras que acompanhem a dinâmica da produção. Ao permitir mais flexibilidade nos horários de uso da energia com desconto, a nova norma ajuda o produtor a planejar melhor suas atividades e a tornar a irrigação uma ferramenta ainda mais eficiente para aumentar a produtividade no campo”, afirma.

Conforme a nova regulamentação, o desconto continuará sendo aplicado durante um período diário de 8 horas e 30 minutos. Esse período poderá ser contínuo ou dividido em até três faixas horárias, sempre em múltiplos de 30 minutos, respeitando os horários de menor demanda do sistema elétrico.

Entre os principais pontos da portaria está a garantia de que o produtor rural terá preferência na definição dos horários para usufruir do benefício, exceto no período compreendido entre 17h e 21h30, faixa em que os descontos não poderão ser concedidos. A norma também permite a solicitação de diferentes escalas de horário ao longo do ano, possibilitando adequações conforme a sazonalidade das atividades e as necessidades de cada propriedade.

Outro avanço importante é a vedação às distribuidoras de energia elétrica de estabelecerem condições que limitem a flexibilidade dos horários escolhidos pelos consumidores rurais. Os horários de operação com desconto deverão ser formalizados por meio de contrato ou instrumento equivalente entre o produtor e a concessionária, seguindo as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Produtores que trabalham com piscicultura e outras atividades aquícolas também podem reduzir despesas com equipamentos que dependem de energia elétrica, como sistemas de bombeamento, aeração e recirculação de água.

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Agro Mato Grosso

Produtores de MT intensificam venda de soja para abrir espaço a colheita de milho; preço sobe

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Sensor biodegradável mede pesticidas em três minutos

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Dispositivo da USP usa acetato de celulose e análise eletroquímica para detectar diquat, carbendazim e difenilamina

Cientistas da Universidade de São Paulo desenvolveram sensores vestíveis biodegradáveis para detectar pesticidas em plantas e alimentos de forma rápida, não destrutiva e in loco. O dispositivo usa tinta de carbono impressa por serigrafia sobre filmes flexíveis de acetato de celulose. A plataforma identifica diquat, carbendazim e difenilamina em três minutos e vinte e oito segundos.

O sensor pode aderir a superfícies vegetais irregulares, onduladas e curvas. A aplicação ocorre diretamente sobre folhas, caules, cascas, maçãs e pimentões. O formato vestível permite análise descentralizada, sem retirada de amostras para laboratório. O sistema entrega resultado em tempo real por meio de um potenciostato portátil sem fio conectado por Bluetooth a celular, computador ou tablet.

doi.org/10.1016/j.biosx.2026.100758

doi.org/10.1016/j.biosx.2026.100758

Duas unidades

Cada dispositivo reúne duas unidades sensoriais. Uma delas usa voltametria de onda quadrada para medir diquat. A outra usa voltametria de pulso diferencial para detectar carbendazim e difenilamina. O estudo relata uso de uma única gota de amostra e operação sequencial no mesmo chip. A leitura de diquat ocorre nos primeiros cinquenta e dois segundos. A medição simultânea de carbendazim e difenilamina leva mais cento e noventa e sete segundos.

O dispositivo custa menos de 0,077 dólar por unidade. O baixo custo importa porque os sensores têm uso único. Segundo Paulo Augusto Raymundo-Pereira, professor do Instituto de Física de São Carlos da USP, a proposta combina rapidez, baixo impacto ambiental e análise em campo.

Base do sensor

A base do sensor usa acetato de celulose. Esse material tem origem vegetal e pode vir de resíduos agrícolas. O trabalho também avaliou plastificantes. Os melhores resultados ocorreram com acetato de celulose plastificado com 5,4 milimoles de glicerol. Essa formulação apresentou melhor faixa dinâmica, linearidade e sensibilidade em comparação com filmes plastificados com citrato de trietila.

Nos ensaios, os sensores detectaram diquat em faixa de 0,1 a 1,0 micromolar. Para carbendazim, a faixa ficou entre 0,2 e 2,0 micromolar. Para difenilamina, a faixa ficou entre 2,5 e 25 micromolar. Os limites de detecção chegaram a 3,2 nanomolar para diquat, 180 nanomolar para carbendazim e 1,34 micromolar para difenilamina.

Uso em campo

A equipe simulou uma condição de uso em campo. Soluções dos pesticidas foram pulverizadas na casca de maçãs e pimentões, na concentração de 1.000 micromolar. Os produtos secaram por cinco horas. Depois, o sensor foi fixado na superfície. A leitura usou uma gota de 500 microlitros de solução tampão fosfato para permitir a condução elétrica e a resposta química do eletrodo.

O estudo também testou saliva humana e água de torneira com adição de pesticidas. Nessas amostras, o sistema detectou os três alvos na mesma gota de 150 microlitros. Os resultados indicaram potencial de uso em alimentos, água e amostras biológicas, além do monitoramento agrícola.

A plataforma apresentou seletividade diante de possíveis interferentes. Os testes incluíram nitrato, sulfato, glicose, ureia, fenitrotiona, tiabendazol, dopamina, linuron, parationa metílica, ácido ascórbico e prolina. O sensor também suportou ciclos de flexão vertical, horizontal e diagonal, com pouca alteração nas respostas voltamétricas.

Biodegradação dos dispositivos

O trabalho avaliou a biodegradação dos dispositivos por 240 dias. Sensores feitos com acetato de celulose plastificado com glicerol degradaram completamente nesse período. Dispositivos fabricados apenas com acetato de celulose permaneceram intactos. A imagem da página onze do artigo mostra a comparação visual entre as duas formulações ao longo do período de degradação.

A equipe também calculou métricas de química analítica verde. O método obteve escore 0,77 na abordagem AGREE e 81 na escala Analytical Eco-Scale. O índice Blue Applicability Grade Index alcançou 77,5, valor citado pelos pesquisadores como indicativo de aplicabilidade analítica.

O estudo foi realizado por Samiris Côcco Teixeira, Nathalia O. Gomes, Sergio A.S. Machado, Taíla Veloso de Oliveira, Nilda F.F. Soares e Paulo A. Raymundo-Pereira.

Outras informações em doi: 10.1016/j.biosx.2026.100758

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