Agro Mato Grosso
MT Safra 2025/26: aceleram vendas de soja, milho e algodão

Embarques de soja em fevereiro somam 3,85 milhões de toneladas
Mato Grosso avançou na comercialização de soja, milho e algodão em março. O maior destaque veio da soja. O estado exportou 3,85 milhões de toneladas em fevereiro de 2026. O volume ficou 5,64 vezes acima do registrado no mês anterior e marcou recorde para fevereiro em toda a série histórica. A soja 25/26 também alcançou 56,58% da produção prevista já negociada. As informações são do Imea.
A China liderou as compras da soja mato-grossense em fevereiro. O país absorveu 2,74 milhões de toneladas. O volume respondeu por 71,30% dos embarques do estado no período. Segundo o Imea, o ritmo de compras chinês em fevereiro de 2026 foi o mais intenso para o mês nos últimos cinco anos. O instituto também projeta mais oferta, apoiada na maior produção da história de Mato Grosso na safra 25/26, o que tende a sustentar o ritmo de embarques nos próximos meses.
Mesmo com o avanço das vendas, parte dos sojicultores mantém cautela. Em fevereiro, o preço médio da soja 25/26 ficou em R$ 107,19 por saca, alta de 2,95% no comparativo mensal. Ainda assim, o valor continuou abaixo da expectativa dos produtores. Para a safra 26/27, a comercialização chegou a 3,96% da produção estimada. O patamar ficou abaixo do observado no mesmo período da safra anterior e também da média dos últimos cinco anos.
Situação do milho
No milho, a safra 24/25 atingiu 96,27% da produção comercializada em fevereiro de 2026. O avanço frente ao levantamento anterior foi de 3,91 pontos percentuais. A safra 25/26 chegou a 35,41%, com alta de 3,41 pontos percentuais no mês e desempenho 2,96 pontos acima do mesmo período do ciclo passado. O Imea também já identificou negócios da safra 26/27, com 0,62% da produção estimada vendida.
As exportações de milho perderam força em fevereiro. O Brasil embarcou 1,55 milhão de toneladas, queda de 63,47% ante janeiro. Em Mato Grosso, o escoamento somou 504,34 mil toneladas, retração de 81,07%. O Imea atribui o movimento à entressafra do cereal e ao redirecionamento da logística para a soja, que ganha espaço com o avanço da colheita. Entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, Irã, Egito e Vietnã concentraram a demanda pelo milho brasileiro e mato-grossense.
Situação do algodão
No algodão, a comercialização da pluma 25/26 alcançou 58,55% até fevereiro de 2026. O avanço mensal foi de 3,74 pontos percentuais. O índice ficou só 0,50 ponto abaixo da média das últimas cinco safras. Para a temporada 26/27, as vendas chegaram a 7,43%, com atraso de 2,66 pontos frente à média quinquenal. O Imea relaciona a melhora ao fim da semeadura e à atuação pontual dos produtores nos momentos de preços mais atrativos.
Nas exportações, Mato Grosso respondeu por 62,57% do volume nacional de algodão embarcado em fevereiro de 2026. O estado enviou 169,26 mil toneladas. Foi o terceiro maior volume da série histórica para fevereiro. A China liderou os embarques no mês, com 46,95 mil toneladas, seguida pela Turquia, com 31,96 mil toneladas. No acumulado de agosto de 2025 a fevereiro de 2026, Mato Grosso exportou 1,16 milhão de toneladas, 1,44% abaixo do mesmo intervalo do ciclo anterior.
Agro Mato Grosso
FMC lança fungicida Onsuva® para citros na Coopercitrus Expo 2026

Empresa leva soluções para cana-de-açúcar e cereais à maior feira da cooperativa e apresenta oficialmente o Onsuva®, novo fungicida para o manejo de doenças dos citros
A FMC, empresa global de ciências para agricultura, participa da Coopercitrus Expo 2026, realizada entre 27 e 31 de julho, em Bebedouro (SP), reforçando uma parceria construída ao longo de muitos anos com a Coopercitrus e apresentando tecnologias para a cana-de-açúcar, citros e cereais. Entre os destaques da participação está o lançamento do fungicida Onsuva® para citricultura, novidade que amplia o portfólio da companhia com mais tecnologia e inovação.
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“A Coopercitrus Expo é um momento importante para reforçarmos uma parceria sólida, construída ao longo de muitos anos, e estarmos próximos dos cooperados. Levaremos um portfólio robusto para diferentes culturas e apresentaremos, em primeira mão na feira, o Onsuva® para citros, ampliando nossas soluções para o manejo de doenças nessa cultura tão importante para a cooperativa e seus produtores”, destaca Leonardo Brusantin, gerente da cultura de cana-de-açúcar da FMC.
Com formulação exclusiva à base da molécula fluindapir, o fungicida já é referência no manejo das principais doenças da soja, milho e algodão e agora passa a integrar o portfólio destinado à citricultura. O produto oferece controle eficiente do complexo de manchas dos citros, incluindo pinta preta (Phyllosticta citricarpa), Alternaria spp., Cercospora spp. e antracnose, protegendo folhas e frutos e contribuindo para ganhos de produtividade e qualidade.
“O Onsuva® chega para compor o nosso portfólio que já é muito completo e robusto para citricultura. Esse novo fungicida tem como a proposta agregar ao manejo de doenças e elevar ainda mais o padrão de proteção dos pomares, oferecendo mais eficiência para o controle das principais doenças dos citros e contribuindo para a produtividade e a qualidade da produção”, ressalta Brusantin.
A FMC ainda apresenta um portfólio completo para a cana-de-açúcar, uma das principais culturas de investimento da companhia. Entre os destaques está o Boral® Full, herbicida que combina duas moléculas em uma única formulação para ampliar o controle de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, oferecendo maior seletividade, flexibilidade de aplicação e segurança no manejo da cana-de-açúcar.
Outro destaque é o Reator®, herbicida pré-emergente seletivo e desenvolvido com tecnologia exclusiva de microencapsulação. O produto proporciona liberação gradual do ingrediente ativo conforme a disponibilidade de umidade no solo, mantendo elevado desempenho no manejo de plantas daninhas como capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e picão-preto (Bidens pilosa), tanto em períodos úmidos quanto em condições mais secas.
A companhia também evidencia o Verimark®, inseticida à base de diamidas antranílicas indicado para o controle de importantes pragas, como Sphenophorus levis, cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) e broca-da-cana (Diatraea saccharalis). Sua alta sistemicidade garante proteção prolongada das plantas, enquanto sua seletividade contribui para a preservação dos inimigos naturais e para o equilíbrio do sistema produtivo.
A participação na Coopercitrus Expo inclui ainda o Premio® Star, com amplo espectro de controle e atuação simultânea sobre diferentes pragas, e o Malathion®, que oferece efeito de choque e rápida ação, sendo fundamental em estratégias de manejo integrado para melhoria da qualidade da colheita.
No portfólio de biológicos, o destaque é o Sofero™ Fall, tecnologia baseada em feromônio que atua na interrupção do ciclo reprodutivo da Spodoptera frugiperda, reduzindo a formação de novas gerações da praga de forma altamente seletiva e compatível com programas de manejo integrado de pragas. Sua formulação microencapsulada favorece a estabilidade e amplia a permanência no campo, aumentando a eficiência do manejo em momentos críticos das culturas.
Campanha exclusiva com o programa Bônus Mais
Durante a Coopercitrus Expo, a FMC também promove uma campanha em parceria com a Coopercitrus por meio do programa Bônus Mais.
Os produtores que adquiriremBoral®, Boral® Full e Stone® durante a feira terão acesso a condições comerciais diferenciadas dentro do programa, reforçando a estratégia conjunta de oferecer tecnologias inovadoras e, também, vantagens exclusivas aos cooperados.
Além disso, a companhia lança uma campanha promocional voltada aos produtores rurais. Na compra dos inseticidas Benevia®, Dimexion® e Verimark®, os clientes poderão ser premiados conforme o volume adquirido.
Os produtores que atingirem os volumes mínimos de 200 litros de Benevia®, 500 litros de Dimexion® ou 80 litros de Verimark® serão contemplados com uma Mini Starlink, ampliando a conectividade no campo. Já aqueles que alcançarem 2.000 litros de Benevia®, 5.000 litros de Dimexion® ou 800 litros de Verimark® receberão um iPhone 17 Pro.
“Nossa parceria com a Coopercitrus vai muito além da participação na feira. Trabalhamos juntos para levar inovação, tecnologia e benefícios concretos aos cooperados, contribuindo para uma agricultura cada vez mais produtiva e sustentável”, conclui o gerente.
Agro Mato Grosso
Custo total da produção de algodão em Mato Grosso sobe I agro.mt

O mais relatório de custos do algodão da safra 26/27, referente ao mês passado, o custeio apresentou retração de 1,44%, sendo estimado em R$ 10.619/hectare em comparação com junho de 2025. Como resultado, o custo operacional efetivo recuou 0,68% em relação à safra anterior, totalizando R$ 15.218,19/hectare. Em contrapartida, o custo total aumentou 1,04%, alcançando R$ 18.658,81/hectare.
Utilizando como referência a produtividade estimada para a safra 25/26, de 127,52 @/hectare de pluma, o ponto de equilíbrio para cobertura do custo efetivo foi estimado em R$ 119,34/@. Já o preço médio ponderado da pluma para a safra 2026/27 ficou em R$ 127,31/@, indicando que as cotações atuais permanecem acima do ponto de equilíbrio, analisam o Senar-IMEA que fazem o levantamento.
“Contudo, a diferença entre o preço comercializado e o ponto de equilíbrio foi de R$ 7,97/@, inferior à observada nas últimas safras, indicando uma redução da margem de segurança sobre os custos operacionais e reforçando a necessidade de uma gestão eficiente dos custos de produção para preservar a rentabilidade da atividade”, conclui.
Agro Mato Grosso
Conexão movimenta a 4ª edição do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo

Quando se fala em agronegócio, é comum que a atenção esteja voltada para a produção dentro da porteira. No entanto, os impactos da atividade rural ultrapassam os limites das propriedades e chegam diretamente às cidades. Em Mato Grosso, a força do agro movimenta a economia, gera empregos, aumenta a qualidade de vida e contribui para o desenvolvimento social de centenas de municípios. É essa conexão entre campo e cidade que inspira o tema da 4ª edição do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo: “O agro sustentável que transforma a cidade a partir do campo”.
Ao propor essa reflexão, a premiação convida jornalistas e comunicadores a retratarem histórias que mostram como a produção agrícola sustentável influencia a vida das pessoas, fortalece comunidades e contribui para a construção de um futuro mais próspero para toda a sociedade. O diretor financeiro da Aprosoja MT, Nathan Belusso, comentou que debater esse tema nos grandes centros contribui não apenas para informar, mas também para mostrar que o agro está presente em diversos debates, mesmo quando não é citado diretamente.
“A gente sabe que muitas informações que hoje circulam nos grandes centros, nas cidades e também nos grandes veículos de comunicação são inverídicas e não contemplam a realidade que acontece no campo, principalmente aqui no Brasil, onde temos leis ambientais extremamente rígidas, entre as mais rigorosas do mundo. Também contamos com algumas das melhores práticas agrícolas e sustentáveis do planeta. Muitas pessoas acreditam que o campo e a sociedade estão de alguma forma desconectados, o que não é verdade. Existe uma ligação muito forte, e toda ação que acontece no campo reflete diretamente na cidade”, afirmou.
Há tempos, a agricultura ultrapassou o conceito de apenas produzir alimentos. Hoje, a produção agropecuária está presente em diversos setores da economia, inclusive nos combustíveis. Nathan Belusso explicou que a conexão entre a cidade e o agro pode ser percebida em diferentes áreas, mas uma das mais debatidas atualmente é o uso do etanol como alternativa à gasolina.
“Estamos acompanhando os impactos das guerras que acontecem no mundo. Um dos setores mais afetados, especialmente nos conflitos do Oriente Médio, é o dos combustíveis fósseis. O que muitas pessoas não sabem é que grande parte dos combustíveis utilizados no Brasil tem origem em fontes renováveis, e essas fontes vêm do agro. O milho, por exemplo, é transformado em etanol, enquanto a soja é utilizada na produção de biodiesel. Isso afeta diretamente a vida nas cidades, contribuindo para reduzir custos para a população”, disse.
A produção de etanol de milho ganhou força no Brasil a partir da última década, acompanhando a expansão da cultura no país. Além de utilizar uma fonte renovável, o combustível também contribui para a melhoria da qualidade do ar, emitindo menor quantidade de poluentes durante a combustão e colaborando para um ambiente mais limpo nas cidades.
Essa conexão entre o campo e a cidade demonstra como o agro e a indústria evoluíram ao longo dos anos para contribuir com uma melhor qualidade de vida para a população. Com o Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo, a entidade busca incentivar esse debate, ampliar a divulgação de informações sobre o setor e mostrar a realidade de quem produz alimentos, energia e desenvolvimento para o Brasil.
O Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo está com as inscrições abertas até o próximo dia 7 de agosto. Com mais de R$ 210 mil em premiação, o concurso busca reconhecer o trabalho dos profissionais da comunicação que fortalecem o diálogo entre o agro e a sociedade. Ao todo, 17 participantes serão premiados durante a cerimônia de entrega dos prêmios, marcada para novembro. Além da premiação em dinheiro, os dez finalistas de cada categoria e os cinco finalistas da categoria Destaques Mato-grossenses concorrerão ao Prêmio Master, que consiste em uma viagem aos Estados Unidos com a Aprosoja MT, prevista para 2027.
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