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16 de setembro de 2026

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El Niño forte pode reduzir em até 10% a produção de grãos, avalia pesquisador da FGV

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A confirmação de um El Niño de forte intensidade em 2026 pode impor novos desafios à agricultura brasileira, em um cenário de dívidas e custos elevados no campo. Em entrevista ao Broadcast Agro, o pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Eduardo Assad afirmou que, se o fenômeno for classificado como superforte, a produção nacional de grãos pode cair até 10%, como já ocorreu em outros anos.

Assad disse que o El Niño já está instalado e que a questão central agora é a intensidade do evento. Segundo ele, modelos climáticos da NOAA, nos Estados Unidos, e europeus indicam mais de 90% de probabilidade de um episódio forte ou superforte. O pesquisador explicou que um El Niño forte ocorre com anomalia entre 1°C e 1,5°C na temperatura da superfície do Pacífico, enquanto eventos acima de 2°C são classificados como superfortes.

De acordo com Assad, nos últimos dez anos três episódios muito fortes afetaram a produção brasileira, com destaque para a safra 2023/24. Naquele ciclo, houve perdas no Norte, Nordeste e Sudeste, enquanto o Sul elevou a produção com excesso de chuva. Na soja e no milho, as perdas ficaram entre 7% e 10%, principalmente por causa da seca.

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Para a safra 2025/26, estimada em cerca de 320 milhões de toneladas de soja e milho, o pesquisador afirmou que uma perda potencial de 10% representaria 32 milhões de toneladas. Ele também avaliou que o aumento de área plantada, projetado em 1,5%, não compensaria eventuais perdas climáticas, como ocorreu em 2023/24.

Assad afirmou que tecnologias para reduzir perdas existem há mais de 35 anos, mas exigem planejamento de três a quatro anos. Entre as medidas citadas estão aprofundamento do sistema radicular, cobertura permanente do solo, plantio direto de qualidade, integração lavoura-pecuária (ILP) e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Segundo ele, mesmo produtores que adotaram práticas sustentáveis registraram perdas em eventos extremos, mas em torno de 15%, ante mais de 25% entre os que não adotaram medidas.

Na avaliação do pesquisador, a adaptação da agricultura às mudanças climáticas precisa avançar com mais rapidez. Ele defendeu o seguro rural como investimento, citou a implementação do Código Florestal como instrumento de adaptação e afirmou que a resposta ao novo cenário climático depende de planejamento de longo prazo no sistema produtivo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Prefeitura abre chamada pública para compra de alimentos com investimento de R$ 324,8 mil

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MDA

A Prefeitura de Sorriso (MT) abriu uma chamada pública para agricultores familiares interessados em fornecer alimentos ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

O programa permite que o poder público compre alimentos produzidos por agricultores familiares e destine esses produtos a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social, por meio de programas e serviços públicos de segurança alimentar.

Em Sorriso, serão investidos R$ 324.899,20 na compra de alimentos da agricultura familiar. Entre os produtos previstos estão frutas, verduras, legumes, mandioca, farinha, mel, ovos, frango caipira, queijo, pães e bolachas caseiras, entre outros.

A chamada pública é destinada a agricultores familiares individuais que moram em Sorriso e possuem o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo.

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Os interessados deverão preparar um Projeto de Venda, informando os alimentos que produzem e pretendem fornecer ao programa, além de apresentar a documentação exigida no edital.

Como participar?

Os documentos e o Projeto de Venda deverão ser entregues presencialmente na SEMASA, entre os dias 17 e 30 de setembro de 2026, das 7h às 12h, de segunda a sexta-feira.

Entre os documentos necessários estão CPF, RG ou CNH, extrato do CAF, comprovante de endereço, Projeto de Venda e Declaração de Produção Própria. Quando for o caso, também deverá ser apresentado o CadÚnico atualizado.

Após o prazo de inscrição, a equipe técnica responsável pelo PAA fará a análise dos projetos. Os agricultores habilitados poderão ser chamados para realizar as entregas, conforme a demanda dos programas atendidos e a disponibilidade de recursos.

Local: Rua Marechal Cândido Rondon, nº 2311, Jardim Bela Vista
Prazo: 17 a 30 de setembro
Horário: 7h às 12h
Entrega: presencialmente

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Critérios

O PAA possui critérios de priorização para ampliar a participação de públicos específicos da agricultura familiar, como mulheres, agricultores inscritos no CadÚnico, assentados da reforma agrária, jovens de 18 a 29 anos, pescadores, indígenas, quilombolas, negros e integrantes de povos e comunidades tradicionais.

O edital também estabelece a participação mínima de 50% de mulheres e 60% de fornecedores inscritos no CadÚnico. As compras estão previstas para ocorrer de novembro de 2026 a julho de 2027, ou até que os recursos disponíveis sejam utilizados. O limite de comercialização é de até R$ 15 mil por agricultor, por CAF, em cada ano civil, conforme as regras do programa.

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Soja e milho exigem cuidado antes da semeadura para evitar falhas na lavoura

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Foto: Reprodução/Aprosoja Mato Grosso

Falhas na implantação podem começar antes mesmo da semeadura da soja e do milho. Em Mato Grosso, a qualidade das sementes, a umidade do solo e a regulagem dos equipamentos estão entre os fatores que precisam ser observados nesta etapa da safra.

No caso das sementes, os índices de germinação e vigor precisam ser conferidos antes da semeadura, assim como a procedência do produto adquirido. A avaliação ganha importância porque a qualidade da semente está diretamente ligada ao estabelecimento das plantas. O produtor também precisa considerar as condições da área e o momento de colocar o material no solo.

Para o vice-presidente Oeste da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Gilson Antunes de Melo, a atenção começa na compra. “O ideal é que o produtor compre uma semente de boa qualidade, de empresas idôneas que estão a tempo no mercado”, afirma.

Ele também orienta que o produtor confira os índices de germinação e vigor do material antes do plantio. A avaliação pode apontar a necessidade de cuidados adicionais antes da semeadura.

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Umidade do solo entra na decisão

O que chega à fazenda também precisa ser avaliado antes de ir para a lavoura. Quando há dúvida sobre a qualidade, a orientação é solicitar a coleta de uma amostra e encaminhá-la para análise. As sementes adquiridas pelos produtores passam por coleta e análise para verificar os índices de qualidade. No Semente Forte, da Aprosoja MT, as amostras são coletadas por técnicos habilitados pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM) e encaminhadas a laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Na hora que a semente chega na fazenda, o ideal é que chame o supervisor da Aprosoja MT da região para que colete essa semente. Se tiver dúvidas, mande para o laboratório antes de realizar o plantio”, diz Gilson.

O resultado da análise ajuda a definir o tratamento das sementes. A decisão sobre quando semear também passa pela condição encontrada no solo, principalmente pela presença de umidade.

“Com o resultado de qualidade em mãos, o produtor pode tomar decisão em relação ao tratamento do material, e também, decidir qual o melhor momento para plantar levando em consideração a umidade do solo, fator que contribui para uma boa germinação”, completa.

A preparação não termina na semente, conforme a entidade. A regulagem dos equipamentos de plantio também faz parte dos cuidados previstos para a semeadura. A Aprosoja MT orienta que o produtor planeje as etapas do plantio, considerando a qualidade das sementes, o tratamento do material, a umidade do solo e a regulagem dos equipamentos.

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Disputa por arroz aumenta e saca chega perto de R$ 90 no RS

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Foto: Paulo Lanzetta

A concorrência entre os mercados interno e externo tem sustentado os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), negócios destinados à exportação foram realizados nos últimos dias a valores próximos de R$ 90 pela saca de 50 quilos no Porto do Rio Grande.

As negociações estiveram relacionadas ao fechamento de cargas para navios e estimularam produtores a ampliar a oferta do cereal, principalmente nas regiões mais próximas ao terminal portuário.

Ao mesmo tempo, parte das indústrias voltadas ao mercado doméstico reduziu a atuação nas negociações diante da dificuldade para acompanhar os preços pagos nas operações destinadas à exportação.

Exportação disputa arroz com indústrias

Segundo o Cepea, a concorrência pelo produto ocorre em um momento de maior demanda das indústrias por matéria-prima, reforçando a sustentação das cotações.

O movimento também é acompanhado pela expectativa de compras governamentais, outro fator que mantém os agentes atentos e contribui para a firmeza dos preços do arroz em casca no estado.

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Beneficiamento de arroz avança no Rio Grande do Sul

A maior procura por matéria-prima ocorre após o beneficiamento de arroz avançar no Rio Grande do Sul em agosto.

Além da movimentação no campo e nas indústrias, os preços ao consumidor também registraram alta no período, segundo o Cepea.

Com exportadores e indústrias domésticas disputando o cereal e a expectativa de atuação do governo no mercado, as cotações do arroz em casca permanecem firmes no estado.

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