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3 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

VÍDEO: biólogo pesca peixe de mais de 2 metros em rio de MT e viraliza nas redes sociais

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Um vídeo de uma pesca esportiva publicado nas redes socias viralizou após o biólogo e influencer Israel Moreno Ferreira Silva, de 30 anos, pescar um peixe da espécie pirarucu de 2,2 metros e pesando 100 kg, no Rio Teles Pires, em Itaúba, a 599 km de Cuiabá, em fevereiro deste ano.

Nas imagens é possível ver o peixe saltando da água enquanto Israel e os guias tentam fisgá-lo. Após a captura, o influenciador deita o pirarucu sobre o corpo para mostrar o comprimento do animal (assista abaixo).

Israel, que é formado em biologia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), contou que esse foi o maior peixe que já pescou na vida. Segundo ele, a captura levou cerca de uma hora.

“Naquele dia, saí para pegar pirarucus menores e não esperava fisgar um tão grande. Foi somente quando ele pulou, que eu tive a noção do tamanho. Ninguém estava esperando aquilo”, disse.

Israel explicou que a maior dificuldade foi usar uma vara de 30 libras, indicada para peixes menores, para fisgá-lo.

“ O pirarucu é da espécie pulmonada, que respira tanto na água quanto fora dela. Eu brigava muito com ele. Em vez de cansar, ele subia para respirar e recuperava energia de novo”, contou.

O influenciador disse que se dedicou até o fim porque sabia que o feito teria impacto no segmento da pesca esportiva. “Como biólogo, gosto de falar dos peixes, então queria mostrar como era aquela espécie e sabia que seria o troféu da minha vida”, pontuou.

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A espécie

O pirarucu é um dos maiores peixes de água doce do mundo, nativo da Bacia Amazônica, podendo atingir até 3 metros e pesar 200 kg. Conhecido como o “gigante da Amazônia” e “bacalhau brasileiro”, a espécie possui escamas resistentes e respira ar atmosférico a cada 15-20 minutos.

Segundo especialistas, ele é um peixe carnívoro que se alimenta de outros peixes, e já foi uma espécie ameaçada pela pesca predatória, no entanto, hoje, é recuperado através de manejo sustentável em comunidades locais.

*Sob supervisão de Kessillen Lopes

VIDEO:

 

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STF paralisa medidas ligadas à ampliação da terra indígena em MT

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu temporariamente os efeitos administrativos do decreto que ampliou a Terra Indígena (TI) Manoki, em Brasnorte (MT). A decisão liminar, assinada nessa segunda-feira (1º), atende parcialmente a um pedido apresentado por produtores rurais que possuem propriedades dentro da área homologada.

O documento determina a suspensão de todas as medidas decorrentes do decreto presidencial até a realização de uma audiência de conciliação entre indígenas, moradores das áreas afetadas e órgãos envolvidos no processo.

Apesar da liminar, Dino não anulou a homologação da terra indígena. Segundo o ministro, as situações de posse e propriedade permanecem inalteradas até uma nova deliberação do STF.

A ação foi apresentada por produtores rurais que questionam a ampliação da área e alegam possuir títulos de propriedade anteriores à Constituição Federal de 1988. Dino destacou que os produtores apresentam títulos registrados neste período e que um eventual redimensionamento da terra indígena deve observar as regras de indenização.

Com a decisão, o processo fica temporariamente parado e continuará sendo analisado pelo STF.

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Homologação foi celebrada por lideranças indígenas

Em novembro de 2025, lideranças indígenas de Mato Grosso ouvidas pelo imprensa, comemoraram a homologação de três novos territórios no estado e destacaram esse resultado como uma conquista de anos de luta por reconhecimento diante de ameaças de morte, desmatamento ilegal e disputas territoriais.

Na época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) homologou quatro Terras Indígenas durante a COP30, em Belém (PA), sendo três em Mato Grosso e uma localizada entre os estados do Pará e Amazonas.

Entre elas estava a Terra Indígena Manoki, em Brasnorte, cuja área passou de aproximadamente 46 mil hectares para cerca de 250 mil hectares.

As terras homologadas são:

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  • Terra Indígena Estação Parecis, em Diamantino;
  • Terra Indígena Manoki, em Brasnorte;
  • Terra Indígena Uirapuru, localizada nos municípios de Campos de JúlioNova Lacerda e Conquista D’Oeste.

Na decisão desta segunda-feira, o ministro também reproduz trechos dos estudos técnicos que fundamentaram a ampliação da TI Manoki.

Os documentos apontam que o povo indígena foi retirado de áreas tradicionalmente ocupadas após episódios de violência, epidemias e conflitos ocorridos ao longo do século XX, além de defender que a ampliação seria necessária para garantir a reprodução física e cultural da comunidade.

T.I Manoki

A área, destinada ao povo indígena Irantxe-Manoki, possui 250.539 hectares e também teve o processo conduzido pela Funai. Com a homologação presidencial, o território passa a ter garantia plena de posse permanente pelos indígenas.

Segundo o decreto, o perímetro da TI Manoki segue confrontando diversas propriedades rurais, estradas vicinais e trechos da faixa de domínio da rodovia federal BR-364. A delimitação inclui trechos próximos a outras terras e cursos d’água, garantindo que os limites estejam claramente definidos e respeitando os marcos naturais e infraestruturais existentes.

A demarcação continua ao longo do perímetro iniciado no ponto P-01, na confluência do Rio Treze de Maio com o Rio do Sangue, seguindo pela margem esquerda até o encontro com o Rio Membeca e, em seguida, pela margem esquerda do rio até a confluência com um igarapé sem nome.

O limite segue pelo Igarapé Uga, alcançando o marco próximo à cabeceira e à Fazenda Uga-Uga. Depois, percorre linhas secas que confrontam as fazendas Agro São Luiz, Valdir Orso, São Bernardo, Agro São Luiz novamente, Palotinence, Palotinence II, Mariussi, Perdigão, Triângulo, Horizonte Norte, Guanabara, Membeca e Centro Oeste, retornando à margem direita do Rio Treze de Maio, completando o contorno da área.

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Motorista morre preso às ferragens em acidente entre duas carretas na BR-163 em MT

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Mariposa oriental usa brilho para escolher folhas

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Estudo indica preferência de fêmeas de Grapholita molesta por áreas claras mesmo sob luz irregular no dossel

Fêmeas de Grapholita molesta mantêm a capacidade de distinguir brilho e intensidade luminosa em ambientes com luz irregular, sugere estudo de cientistas chineses. O resultado indica uso consistente de pistas visuais na escolha de locais de oviposição, mesmo sob condições semelhantes às encontradas em pomares ao entardecer.

A pesquisa avaliou a preferência de fêmeas entre estímulos verde-claro e verde-escuro. O estudo também comparou a postura em áreas com maior, média e menor intensidade luminosa. Os testes ocorreram sob luz uniforme, luz salpicada simulada e luz salpicada complexa. Os cientistas usaram três níveis de iluminância: cem lux, um lux e zero vírgula zero um lux. Esses valores correspondem a crepúsculo, crepúsculo tardio e luar.

Em todas as condições, as fêmeas depositaram mais ovos sobre o estímulo verde-claro. A preferência ocorreu nos três níveis de iluminância. A luz salpicada não reduziu a discriminação de brilho. O mesmo padrão ocorreu para a intensidade luminosa. As fêmeas concentraram a postura nas áreas de maior intensidade, com frequência superior a sessenta e seis por cento.

Praga em rosáceas

Grapholita molesta ocorre como praga de pessegueiro, pereira, macieira e outras rosáceas. As fêmeas costumam depositar ovos em folhas jovens, localizadas no topo das plantas hospedeiras, durante o entardecer. Estudos anteriores já haviam indicado preferência por maior brilho e maior intensidade luminosa em condições de baixa luz. O novo trabalho avaliou se a luz heterogênea do dossel poderia alterar esse comportamento.

Os pesquisadores montaram os ensaios em caixas de papelão com vinte centímetros por vinte centímetros por trinta centímetros. Retângulos verde-claros e verde-escuros, com cinco centímetros por dez centímetros, ficaram dispostos nas paredes internas. Os estímulos simulavam folhas jovens e velhas de pessegueiro. Uma lâmpada LED branca iluminou o sistema por cima, a mais de cinquenta centímetros da caixa.

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Para simular luz salpicada, os cientistas usaram filtros com manchas verde-claras, verde-escuras e áreas transparentes. No tratamento de luz salpicada complexa, uma segunda camada com faixas verticais foi sobreposta ao padrão inicial. Cada experimento teve dez repetições, com cem mariposas por condição.

Os testes começaram às dezessete horas, três horas antes do início da escotofase. Dez fêmeas acasaladas, com três dias de idade, foram colocadas em cada caixa. Elas tiveram quinze horas durante a noite para ovipositar. Na manhã seguinte, os pesquisadores retiraram as fêmeas e contaram os ovos depositados nos retângulos verde-claros e verde-escuros.

Análise estatística

A análise estatística apontou preferência significativa pelo verde-claro em luz uniforme, luz salpicada e luz salpicada complexa. A resposta ocorreu em cem lux, um lux e zero vírgula zero um lux. O estudo também registrou preferência significativa pelas zonas de maior intensidade luminosa em todas as combinações testadas.

Segundo os cientistas, a estabilidade dessa resposta pode ajudar a espécie a localizar locais adequados para oviposição em pomares, onde ramos e folhas criam distribuição irregular de luz durante boa parte da estação de crescimento. Os pesquisadores também destacam possíveis aplicações no manejo. A compreensão da preferência por brilho pode auxiliar o desenvolvimento de estratégias visuais, como armadilhas ou superfícies repelentes com maior contraste luminoso.

Mais informações em doi.org/10.3390/insects1706055

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