Business
Cargill suspende exportações de soja brasileira à China após mudança em inspeção

A Cargill suspendeu operações de exportação de soja do Brasil para a China após mudanças na inspeção fitossanitária adotadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil, segundo afirmou o presidente da empresa no Brasil e do Negócio Agrícola na América Latina, Paulo Sousa.
De acordo com o executivo, o ministério passou a adotar uma fiscalização mais rigorosa para cargas destinadas ao mercado chinês, após solicitação do próprio governo da China. A nova metodologia tem dificultado o cumprimento das normas pelos comerciantes e a obtenção da autorização necessária para o embarque da soja.
O principal ponto de impasse está na forma de amostragem utilizada para classificar o grão. Pequenas diferenças na amostra podem alterar o resultado da qualidade do lote, o que define se a carga atende ou não aos requisitos para exportação. Com a mudança no procedimento, em alguns casos os certificados fitossanitários não estão sendo emitidos.
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
Sem esse documento, o navio não pode descarregar no destino final, o que tem levado empresas a redirecionar embarques para outros mercados. Diante das dificuldades para enviar o produto ao principal comprador mundial da oleaginosa, a Cargill também suspendeu temporariamente a compra de soja no mercado brasileiro.
A Anec afirmou em nota que há preocupação entre os exportadores sobre como adaptar as operações ao novo sistema de inspeção, especialmente em um momento de pico das exportações brasileiras de soja.
A entidade e a Abiove estão discutindo com o governo uma solução para alinhar os procedimentos de amostragem e classificação do grão.
A suspensão de compras por parte de uma trading desse porte reduz a demanda por soja no interior e nos portos, o que pode pressionar os prêmios de exportação e os preços pagos ao produtor, justamente em um período em que a colheita avança no país e a oferta interna aumenta rapidamente.
Segundo o consultor Carlos Cogo, a suspensão de compras por parte de uma trading do porte da Cargill pode afetar diretamente a dinâmica do mercado de soja no país. ”A suspensão de compras por parte de uma trading desse porte reduz a demanda no interior e nos portos, o que pode pressionar os prêmios de exportação e os preços pagos ao produtor, especialmente em um momento em que a colheita brasileira está avançando e a oferta interna de soja aumenta rapidamente”, afirma.
Na prática, explica o consultor, quando uma grande exportadora interrompe as compras, há menos compradores disputando a soja no mercado, o que diminui a demanda imediata pelo grão. Com mais oferta chegando da colheita e menos empresas comprando, os preços tendem a ficar pressionados.
Apesar disso, Cogo avalia que o impasse deve ser temporário. “Historicamente, esse tipo de questão técnica costuma ser resolvido por meio de ajustes operacionais e negociações entre autoridades sanitárias, governo brasileiro e tradings exportadoras. Por isso, a tendência mais provável é que a suspensão tenha caráter pontual, limitada a dias ou poucas semanas, até que os protocolos de inspeção sejam alinhados”, explica.
O Canal Rural procurou o Ministério da Agricultura que ainda não se pronunciou sobre o assunto até o momento desta reportagem.
O post Cargill suspende exportações de soja brasileira à China após mudança em inspeção apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso
Valtra lança Série M5 com mais tecnologia, conforto e foco no setor sucroenergético

O trator apresenta uma estética robusta e moderna, evidenciada pelo novo capô com design da 5ª geração. No entanto, a grande revolução para o operador está na nova cabine, que conta com novos revestimentos e assentos, além da comodidade de uma caixa refrigeradora “cooler box” integrada ao interior do trator.
Como o setor de cana-de-açúcar está presente no DNA da Valtra, a Série M5 mantém o pioneirismo com o tradicional kit específico canavieiro, que inclui eixo dianteiro com bitola de 3 metros, sistema de freio pneumático e barra de tração pino-bola, para otimizar as operações de transbordo no setor.
Na parte técnica, a Série M5 é equipada com os renomados motores AGCO Power de 4 cilindros, que garantem força com economia. A máquina também possui nova Transmissão Power Shift HiTech 3 Sincronizada, com sistema de 3 velocidades que permite que as marchas sejam mudadas com o trator em movimento. O novo curso da alavanca de marcha torna as trocas de frente para trás muito mais suaves e lineares, otimizando o tempo e reduzindo o esforço do operador.

Além disso, o sistema hidráulico foi aprimorado para suportar implementos pesados e operações severas, entregando uma alta vazão de 205 litros por minuto, garantindo agilidade e força constante no campo. “O que fizemos com a nova Série M5 foi honrar a herança de força incansável da linha BH HiTech, mas elevando a máquina ao seu ápice tecnológico. Entregamos hoje um trator que honra a história de força das gerações anteriores da linha BH, mas que olha para o futuro com maior inteligência operacional e conforto. É o encontro definitivo entre a tradição do trabalho bruto e a sofisticação da agricultura digital”, finaliza Winston Quintas.
Consolidada como a principal referência em força e confiabilidade no agronegócio brasileiro, desde os antecessores tratores Valtra-Valmet 1580, 1780 e 1880S, a Linha BH da Valtra celebra um legado de décadas como líder no segmento da cana-de-açúcar. Desde o lançamento da Geração 1, em 2000, com os modelos BH140, BH160 e BH180, a linha se estabeleceu como o padrão de robustez no campo. Essa herança de força foi sucessivamente aprimorada com a Geração 2, em 2007, e a Geração 3, em 2013, fazendo com que a Valtra, por 10 anos consecutivos, recebesse o prêmio Master Cana, como melhor trator do segmento sucro-energetico.
O salto tecnológico definitivo da linha aconteceu em 2017 com a chegada da Geração 4, que trouxe tratores de até 220 cv, e culminou em 2018 com a chegada da linha BH HiTech. Esta última trouxe a transmissão automatizada para o segmento pesado, reafirmando o compromisso da Valtra em unir a tradição do trabalho bruto à máxima eficiência operacional e inteligência tecnológica. Dessa forma, a série evoluiu da robustez mecânica para a alta tecnologia, integrando os eficientes motores AGCO Power e soluções avançadas de agricultura de precisão.
Agro Mato Grosso
Bezerro bate recorde de preço em MT I agro.mt

O mercado pecuário em Mato Grosso vive um momento de valorização histórica, mas também de atenção redobrada no campo. O preço do bezerro de 7 arrobas atingiu o maior valor da série histórica, enquanto produtores acompanham com cautela o impacto do custo de reposição sobre as margens da atividade.
Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o animal foi cotado em R$ 16,86 por quilo, avanço semanal de 2,84%.
O movimento ocorre em meio à menor oferta de animais, retenção de fêmeas nas propriedades e demanda internacional aquecida por carne bovina.
Menor oferta impulsiona preço do bezerro
A valorização do bezerro reflete um mercado mais apertado na oferta de reposição.
Com menos animais disponíveis e produtores segurando matrizes no campo, o indicador acumulou forte avanço nos últimos 12 meses.
Na média até a terceira semana de abril, o preço do bezerro chegou a R$ 16,10 por quilo, alta de 22,24% frente ao mesmo período do ano passado.
O ritmo supera a evolução do boi gordo no mesmo intervalo.
Boi gordo sobe menos e pressiona margens
Enquanto a reposição dispara, o boi gordo mostra comportamento mais moderado.
A arroba do boi gordo a prazo foi cotada em R$ 356,81, com leve recuo semanal de 0,51%.
No acumulado anual, a valorização é de 10,70%, abaixo da registrada pelo bezerro.
Esse descompasso acende alerta principalmente para pecuaristas de recria, engorda e confinamento, que sentem pressão maior sobre a rentabilidade.
Agro Mato Grosso
Imea apresenta força do agro de MT em encontro nacional e destaca protagonismo

Mato Grosso voltou ao centro do debate nacional sobre desenvolvimento econômico ao apresentar, nesta terça-feira (28), um panorama atualizado do agronegócio estadual durante a reunião da Federação Nacional das Juntas Comerciais (Fenaju), em Cuiabá.
O destaque do encontro foi a apresentação conduzida pelo superintendente da Famato e do Imea, Cleiton Gauer, que detalhou números da produção agropecuária e reforçou o peso estratégico do estado na economia brasileira.
Mato Grosso reforça liderança do agro no país
Durante a exposição, o Imea mostrou dados que evidenciam o protagonismo mato-grossense na produção agropecuária e o avanço contínuo do setor.
Segundo Cleiton Gauer, Mato Grosso consolidou posição de referência nacional e internacional no campo, com crescimento sustentado tanto na agricultura quanto na pecuária.
O foco da apresentação também esteve nos próximos ciclos de expansão, sobretudo no fortalecimento da agroindustrialização e no potencial de evolução nos próximos anos.
Logística segue como principal desafio do setor
Apesar do cenário positivo, o debate também destacou gargalos estruturais que ainda limitam o avanço do agro.
A logística foi apontada como principal desafio para ampliar competitividade, escoamento e eficiência fora da porteira.
Rodovias, corredores de exportação e infraestrutura seguem no centro das discussões para sustentar um novo ciclo de crescimento do setor.
Modelo mato-grossense desperta interesse nacional
O presidente da Jucemat, Manoel Silva, destacou que a apresentação levou aos representantes de outros estados um retrato do modelo de desenvolvimento construído em Mato Grosso.
A avaliação é que a experiência do estado no agronegócio, aliada à geração de dados e inteligência de mercado do Imea, vem se consolidando como referência para outras regiões.
O instituto é reconhecido nacionalmente por análises de mercado, projeções e levantamentos usados pelo setor produtivo.
Juntas comerciais debatem ambiente de negócios e combate a fraudes
Além do agro, a reunião da Fenaju reuniu lideranças para discutir temas ligados à modernização do ambiente empresarial.
Entre os assuntos debatidos estiveram:
- simplificação no registro de empresas;
- integração e troca de dados entre juntas comerciais;
- padronização de procedimentos;
- combate a fraudes e segurança jurídica;
- fortalecimento do ambiente de negócios no país.
A presidente da Fenaju, Nayara Brito, destacou o papel das juntas comerciais para impulsionar empreendedorismo, emprego e renda.
Evento reforça peso econômico de Mato Grosso
Organizado pela Jucemat, com apoio da Sedec-MT e da Fecomércio-MT, o encontro reuniu representantes de todo o país e reforçou a posição de Mato Grosso como protagonista em desenvolvimento econômico e produção agropecuária.
Ao unir dados, perspectivas e debates estruturais, a apresentação do Imea reforçou uma mensagem central: o agro segue como motor da economia estadual, mas o próximo salto passa por infraestrutura, inovação e ambiente de negócios.
Agro Mato Grosso22 horas agoPonte de rodovia em MT é interditada após caminhão cair em córrego
Agro Mato Grosso23 horas agoVídeo: motorista perde freio de caminhão e cai no Lago do Manso em MT
Featured2 horas agoDentista morre uma semana após acidente que matou enfermeira e motorista em MT
Agro Mato Grosso2 horas ago‘Adrenalina inexplicável’, diz fazendeiro que foi ‘escoltado’ por onça-pintada em MT
Featured22 horas agoCampanha de atualização de estoque de rebanhos começa sexta-feira em Mato Grosso
Featured22 horas agoPolícia Civil fecha “boca de fumo” perto de presídio e apreende 380 pinos de droga
Featured17 horas agoJovem de 21 anos é morto após cair em emboscada de “falso pedido” em Comodoro
Sustentabilidade19 horas agoMichelin destaca produtividade e sustentabilidade na Agrishow 2026 – MAIS SOJA


















