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18 de setembro de 2026

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Algodão bate recorde de produtividade, mas perde área e volume em Mato Grosso

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso deve colher mais algodão por hectare, mas não mais algodão no total. A estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada no Relatório de Oferta e Demanda de agosto, aponta rendimento médio de 315,33 arrobas por hectare em 2025/26, enquanto a área cultivada encolheu 11,11% e limita o volume produzido no estado.

A estimativa de produtividade de agosto representa avanço de 1,50% em relação ao número calculado em julho. O avanço supera, ainda que por uma margem estreita, o recorde anterior. Na temporada 2024/25, o rendimento médio chegou a 315,12 arrobas por hectare, até então o maior registrado pelo instituto.

O desempenho ocorre em uma temporada na qual o algodão ocupou 1,375 milhão de hectares. A redução foi definida ainda no planejamento da safra, em meio à combinação de custos elevados e preços considerados menos atrativos pelos produtores, especialmente para o algodão de primeira safra.

É justamente essa diferença entre rendimento e área que desenha o resultado do ciclo. Mesmo com o potencial produtivo elevado, a produção de algodão em caroço está estimada em 6,51 milhões de toneladas, 11,06% abaixo do volume da temporada anterior.

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Clima coloca produtividade no topo da série

A principal explicação para o recorde na produtividade está no comportamento do clima durante o desenvolvimento das lavouras. As condições observadas ao longo da temporada favoreceram o desenvolvimento das plantas e permitiram que o potencial produtivo avançasse mesmo em uma safra marcada por uma área menor.

O dado de agosto também mostra uma mudança em relação ao cenário projetado no mês anterior. A produtividade passou de uma estimativa de 310,67 para 315,33 arrobas por hectare, reforçando a percepção de que as lavouras apresentam capacidade de entregar um rendimento elevado.

O número, porém, ainda é uma projeção. A colheita continua em andamento em Mato Grosso, e o avanço dos trabalhos de campo deve fornecer informações mais precisas sobre o rendimento efetivamente alcançado no campo.

Há ainda uma diferença importante entre produzir mais por hectare e preservar a qualidade do produto colhido. Nesse ponto, o Imea chama atenção para as chuvas registradas em meados de junho, que trouxeram uma preocupação específica para as lavouras que já tinham capulhos abertos.

A ocorrência de chuvas nesse estágio pode comprometer parte da qualidade da fibra. O impacto, contudo, ainda não pode ser dimensionado de forma definitiva, já que os trabalhos de campo não foram concluídos no estado.

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A situação faz com que a produtividade recorde precise ser analisada junto a outro indicador: a qualidade do algodão que efetivamente chegará ao mercado. À medida que a colheita avançar, será possível identificar com maior precisão os efeitos das condições climáticas sobre a fibra.

Menos área muda cenário de oferta

A retração da área não foi resultado de uma perda de potencial agronômico da cultura, mas de uma decisão tomada em um ambiente de maior pressão sobre a rentabilidade. Com custos elevados e preços menos atrativos no momento do planejamento, produtores reduziram principalmente o espaço destinado ao algodão de primeira safra.

O efeito dessa escolha aparece agora nos números de produção. Mesmo que cada hectare entregue um rendimento recorde, há menos hectares em produção para formar o volume final da temporada.

A estimativa atual aponta ainda para 2,67 milhões de toneladas de pluma. Desse total, o Imea calcula que 76,3% deverão ser destinados ao mercado externo, o equivalente a 2,09 milhões de toneladas.

O mercado também entra na equação com estoques finais bastante comprometidos. Mais de 97% do volume projetado para esses estoques já está comercializado, cenário que reduz a disponibilidade de fibra para novas negociações ao longo da temporada.

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Assim, a safra 2025/26 combina dois movimentos distintos: de um lado, Mato Grosso avança para o melhor rendimento por hectare de sua série histórica; de outro, a menor área cultivada reduz a produção total e restringe a oferta disponível. O resultado definitivo ainda dependerá do encerramento da colheita e da avaliação dos efeitos das chuvas sobre a qualidade da fibra.


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Da China ao campo: custos, crédito e mercado exigem novas estratégias do produtor brasileiro

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O cenário internacional está cada vez mais conectado às decisões tomadas dentro da porteira. Custos de produção, acesso ao crédito e mudanças no mercado de commodities exigem dos produtores brasileiros um planejamento mais preciso para as próximas safras.

A relação com a China ajuda a mostrar essa conexão. O país asiático importa potássio da Rússia e de Belarus, enquanto o Brasil depende do mercado externo para parte importante dos fertilizantes utilizados na produção agrícola.

A combinação entre custos elevados e dificuldade de financiamento já interfere nas decisões para as próximas safras. Jeferson Souza, analista de fertilizantes da Agrinvest Commodities, aponta o crédito como um dos principais obstáculos enfrentados atualmente pelo produtor.

Considerando fertilizantes, sementes e defensivos, o desembolso à vista chega a cerca de 30,33 sacas por hectare no Cerrado brasileiro. A avaliação é de que a combinação entre custo e dificuldade de financiamento pode levar à redução da adubação, especialmente com impacto sobre os fertilizantes fosfatados.

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“Eu acho bastante complexo você depender 100% do mercado externo, porque isso em alguns casos o produtor vai pagar a conta”, avalia Souza.

O cenário também exige atenção ao momento de compra dos insumos. A China é autossuficiente em nitrogênio e fósforo, mas precisa importar potássio. Assim como acontece com soja, milho e algodão, o planejamento das compras de fertilizantes pode ajudar o produtor a aproveitar momentos mais favoráveis.

“A nossa missão é buscar janelas de oportunidades e uma coisa que eu percebo é de que a janela está cada vez mais curta”, pontua Souza ao Patrulheiro Agro.

soja exportação china foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Gestão do risco entra no planejamento da produção

A preocupação com os custos não termina na compra dos insumos. A formação do preço de venda também precisa estar ligada ao custo de produção, à produtividade e às ferramentas disponíveis para proteger as margens.

Marcos Araújo, sócio-diretor da Agrinvest Commodities, destaca quatro pontos dentro dessa gestão: formação de preço, conhecimento das ferramentas de proteção, estratégias comerciais e o lucro, quarto pilar e considerado o “chefe”. O objetivo final, na avaliação apresentada por ele, é preservar o resultado da atividade.

“O preço de venda da soja, do milho, do algodão é uma consequência do seu custo de produção e da sua produtividade”, resume.

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Entre março e agosto, o custo e o carrego acrescentaram R$ 30,73 por saca de soja, conforme análise apresentada pela consultoria. Considerando uma produtividade de 70 sacas por hectare, o impacto supera R$ 2 mil por hectare em relação às referências de Chicago e Nova York.

Esse ambiente torna ainda mais importante acompanhar as variáveis que interferem na formação dos preços. “Não dá para você navegar no escuro em um mundo globalizado com essa economia tão dinâmica”, observa Araújo.

A comercialização também está diretamente ligada ao fluxo entre os países. Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities, explica que o tempo necessário para a soja sair do Brasil e chegar à China influencia esse processo.

A formação dos preços depende das janelas de oferta e demanda, além da velocidade com que o produtor brasileiro vende e da necessidade de compra dos chineses. Conhecer esse fluxo pode reduzir decisões tomadas apenas com base na expectativa de preços.

“Com isso ele ganha duas coisas, primeiro ele acaba especulando menos e o segundo ele acaba se programando melhor”, destaca Vanin.

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soja exportação china foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

China amplia visão sobre mercado e logística

A aproximação com o mercado chinês também permite aos produtores brasileiros observar como funciona uma das principais pontas da cadeia. Há cinco anos, o programa de consultoria da Agrinvest Commodities reúne produtores de grãos em agendas voltadas ao mercado e ao conhecimento, incluindo visitas técnicas a indústrias processadoras de soja e milho.

Clima, janela de plantio e tamanho da produção brasileira interferem no fluxo de mercadorias e, consequentemente, na formação dos preços. O fenômeno climático El Niño também entra nessa equação, mas como mais um componente entre os fatores que determinam esse movimento.

“O produtor tem que ter a consciência que esse fluxo é sazonal e o impacto do El Niño na formação do preço da soja para o produtor brasileiro vai depender dessas janelas”, explica Vanin.

A experiência também muda a perspectiva de quem produz no Brasil. Victor Hugo Rosseto Beloto cultiva 500 hectares de soja em Toledo, no Oeste do Paraná, e destaca a importância de acompanhar diferentes mercados para tomar decisões de comercialização.

“A gente busca uma tomada de decisão mais assertiva, na hora de comercializar, que é o momento que a gente garante a rentabilidade da nossa propriedade”, diz o agricultor ao Canal Rural Mato Grosso.

Além da China, ele acompanha o mercado europeu, que também influencia os negócios brasileiros. Esse monitoramento precisa fazer parte da rotina do produtor. “A gente tem que se atentar todo ano em acompanhar o mercado não só o da China, mas também o da Europa que também influencia muito o nosso”.

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As visitas também colocam a logística brasileira em perspectiva. Antônio Ignácio Barbosa Filho, que produz 2,5 mil hectares de soja, 1,5 mil hectares de milho e mantém 600 hectares de pastagens em Pedro Afonso, no Tocantins, chama atenção para a estrutura chinesa para receber produtos.

A infraestrutura e a velocidade de movimentação observadas no país levantam discussões sobre os gargalos brasileiros e sobre a necessidade de preparação para atender uma demanda internacional que pode continuar crescendo.

A experiência também trouxe uma percepção diferente sobre a capacidade brasileira de movimentar produtos, segundo o engenheiro agrônomo Rafael Grimm Marques. Apesar das dificuldades logísticas, o país consegue escoar volumes expressivos de exportação.

O problema está no custo dessa movimentação. A comparação com a China também abre espaço para discutir não apenas logística, mas o processamento da produção dentro do Brasil. “Agregação de valor e faturamento é um componente muito importante que a gente tem que ficar de olho”, avalia Marques.

+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro

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Acrismat promove encontros sobre gestão e eficiência na suinocultura em MT

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Foto: Reprodução/Acrismat

Suinocultores e profissionais da cadeia produtiva de Mato Grosso terão acesso a encontros gratuitos voltados à gestão, sanidade e eficiência na criação de suínos. A programação, promovida pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), será realizada nos dias 6 e 9 de outubro, em Lucas do Rio Verde e Rondonópolis, respectivamente.

As atividades começam às 18h, nos sindicatos rurais dos dois municípios, e são abertas a produtores, técnicos, estudantes e demais interessados na suinocultura. A proposta é levar informações técnicas às regiões produtoras e ampliar a aproximação entre a entidade e os profissionais que atuam no setor.

Entre os assuntos previstos estão o controle de micotoxinas, a redução do uso de antibióticos, a nutrição de precisão e as estratégias de manejo voltadas à sobrevivência e ao desenvolvimento dos animais. A gestão de pessoas e a liderança também fazem parte da programação.

A iniciativa ocorre em um cenário em que decisões relacionadas à alimentação, sanidade e organização das propriedades estão diretamente ligadas ao desempenho da produção. Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, os encontros devem contribuir para a troca de conhecimento e a discussão de soluções aplicáveis à rotina dos produtores.

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“Queremos aproximar cada vez mais a Acrismat dos produtores e profissionais que constroem diariamente a suinocultura de Mato Grosso. Esses encontros são oportunidades para compartilhar conhecimento, discutir os desafios da atividade e apresentar soluções que possam ser aplicadas na rotina das propriedades”, afirma.

Programação reúne especialistas em duas regiões

A primeira edição do Encontro Regional da Suinocultura será realizada em 6 de outubro, às 18h, no Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde. A programação inclui três palestras, com temas relacionados à gestão, aos desafios sanitários e à nutrição dos animais.

Guto Zanata, da SerHumano Profissional, ministrará a palestra “Boas Práticas de Gestão e Liderança para associados da Acrismat”. O conteúdo abordará a gestão de pessoas e a liderança como aspectos relacionados ao desempenho de propriedades e empresas do setor.

Na sequência, Marcus Rezende, da Olmix/Brasil Central, apresentará o tema “Micotoxinas 2026: o que os dados revelam e o que vem pela frente”. A discussão será direcionada às informações atuais e às perspectivas sobre as micotoxinas, que representam desafios para a produção de suínos.

Encerrando o encontro em Lucas do Rio Verde, Daniel Graciolli, da De Heus, falará sobre “GPS – Uso de Modelagem para Nutrição de Precisão no momento de crise”. A palestra tratará de ferramentas e estratégias nutricionais para apoiar a eficiência produtiva e a tomada de decisões em períodos de dificuldade.

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Em Rondonópolis, o encontro será realizado no dia 9 de outubro, às 18h, no Sindicato Rural do município. A programação também contará com a palestra de Guto Zanata sobre boas práticas de gestão e liderança.

A segunda edição terá ainda a participação de Katiuscia Mota, da Feedis/Brasil Central, com o tema “Suinocultura com menos antibióticos: o que podemos fazer?”. A especialista abordará estratégias nutricionais para fortalecer a resistência dos animais diante dos desafios sanitários e contribuir para a redução do uso de antibióticos.

Marco Lubas, da De Heus, apresentará novamente o tema “GPS – Uso de Modelagem para Nutrição de Precisão no momento de crise”.

A programação em Rondonópolis será concluída por Bruna Alves Caetano, da Tecnomerc, com a palestra “Visão holística do especialista: compreensão fisiológica, manejo e estratégias práticas focadas na sobrevivência e no desenvolvimento de longo prazo dos suínos”.

Com os dois encontros, a Acrismat pretende ampliar o acesso a informações técnicas e incentivar a troca de experiências entre os participantes. As atividades serão gratuitas e realizadas nos sindicatos rurais de Lucas do Rio Verde e Rondonópolis.

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Agro Mato Grosso

Sapezal supera Sorriso e assume liderança do agro no Brasil

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Município de Mato Grosso alcançou R$ 8,6 bilhões em valor da produção agrícola em 2025; Estado concentra cinco cidades entre as dez primeiras e responde por quase 18% de toda a produção nacional

Mato Grosso mudou o endereço da cidade com a agricultura mais valiosa do Brasil, mas manteve a liderança dentro do próprio Estado. Depois de seis anos consecutivos no topo do ranking nacional, Sorriso caiu para a terceira posição e foi substituído por Sapezal, que alcançou R$ 8,6 bilhões em valor da produção agrícola em 2025.

Os dados fazem parte da Pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Sapezal avançou duas posições em apenas um ano. Em 2024, aparecia em terceiro lugar. No ano passado, o valor gerado pelas lavouras do município cresceu 46,6% em termos nominais, levando-o à liderança brasileira.

São Desidério, na Bahia, permaneceu na segunda colocação, com aproximadamente R$ 8,2 bilhões, enquanto Sorriso passou para terceiro, com R$ 8,16 bilhões.

A mudança não significa, porém, que a agricultura de Sorriso tenha encolhido na mesma proporção da queda no ranking. O valor da produção local avançou 13,8% em 2025. Uma alteração territorial ajuda a explicar a perda da liderança.

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NOVO MUNICÍPIO MUDA RANKING

A instalação de Boa Esperança do Norte, oficializada em 2025, retirou áreas agrícolas que anteriormente faziam parte de Sorriso e Nova Ubiratã.

O novo município foi constituído com território formado aproximadamente por 20% de áreas anteriormente pertencentes a Sorriso e 80% de Nova Ubiratã. A partir da emancipação, a produção dessas áreas deixou de integrar as estatísticas das cidades de origem.

Segundo o IBGE, Sorriso foi o único entre os dez maiores municípios agrícolas brasileiros a apresentar redução da área plantada em 2025: queda de 9,3%.

O impacto territorial foi ainda maior em Nova Ubiratã. O município, que ocupava a oitava colocação nacional em 2024, caiu para a 20ª posição. A área plantada diminuiu 42,9%, e o valor da produção recuou nominalmente 23%, para R$ 3,5 bilhões.

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Boa Esperança do Norte, por outro lado, já estreou no levantamento entre os gigantes da agricultura brasileira. Em seu primeiro ano nas estatísticas como município independente, registrou R$ 3 bilhões em produção agrícola, suficiente para alcançar a 25ª colocação nacional.

CINCO ENTRE OS DEZ MAIORES

Apesar das mudanças provocadas pela nova divisão territorial, Mato Grosso preservou amplo espaço no topo do ranking.

Dos dez municípios brasileiros com os maiores valores da produção agrícola em 2025, cinco são mato-grossenses. Outros três estão em Goiás e dois na Bahia.

Há ainda uma particularidade na nova líder nacional. Enquanto a soja é a cultura de maior valor em nove dos dez primeiros colocados, Sapezal tem o algodão como principal produto agrícola, seguido pela soja e pelo milho.

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A PAM calcula o valor da produção a partir da quantidade colhida de cada produto multiplicada pelo preço médio recebido pelos produtores ao longo do ano. Os valores apresentados pelo IBGE são nominais, sem correção pela inflação.

MT CHEGA A R$ 165,6 BILHÕES

A força de Mato Grosso aparece de forma ainda mais clara quando os dados são analisados por Estado.

O valor da produção agrícola mato-grossense atingiu R$ 165,6 bilhões em 2025, crescimento nominal de 37,1% sobre o ano anterior.

Sozinho, Mato Grosso respondeu por 17,9% de toda a produção agrícola brasileira em valor. O país alcançou R$ 927,2 bilhões, alta de 18,4%.

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Isso significa que, de cada R$ 100 gerados pela produção das lavouras brasileiras no ano passado, quase R$ 18 vieram de Mato Grosso.

Segundo o IBGE, o desempenho ocorreu em um ambiente de aumento da produção de grãos e de condições de mercado que sustentaram importantes culturas do Estado. O instituto destaca que as disputas tarifárias entre Estados Unidos e China estimularam a demanda chinesa pela soja brasileira e contribuíram para manter os preços internos da commodity.

No milho, o avanço da demanda doméstica também teve peso, impulsionado tanto pela fabricação de ração animal quanto pela expansão da utilização do cereal para a produção de etanol.

Com esse conjunto de fatores, Mato Grosso preservou a liderança brasileira no valor da produção agrícola. Sorriso perdeu o posto que ocupava havia seis anos, mas o primeiro lugar continuou em território mato-grossense — agora com Sapezal como a cidade de maior produção agrícola em valor do país.

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