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Em chamada de vídeo, Flávio Bolsonaro reforça apoio a Medeiros durante lançamento de candidatura ao Senado

Ato no Centro de Eventos do Pantanal reuniu candidatos, prefeitos, lideranças políticas e Daniella Marques, cotada para integrar o governo de Flávio Bolsonaro
Mais de 6 mil pessoas participaram, na noite desta quinta-feira (17), do grande Encontro da Direita realizado pelo candidato ao Senado Zé Medeiros (PL), no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. O ato reuniu candidatos a deputado estadual e federal, prefeitos, lideranças políticas e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
A dimensão do evento marcou uma demonstração de força da direita em Mato Grosso e união em torno da candidatura de Medeiros ao Senado. Além das lideranças estaduais, o encontro contou com a participação de Daniella Marques, integrante da equipe econômica da campanha de Flávio Bolsonaro e cotada para assumir o ministério em um eventual governo.
A presença de Flávio Bolsonaro também foi registrada durante o evento. Em participação por vídeo, o futuro presidente reforçou seu apoio incondicional ao nome de Zé Medeiros. Mensagens de Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro também foram exibidas ao público, ampliando a demonstração de apoio da família Bolsonaro ao candidato de Mato Grosso.
Em seu discurso, Medeiros destacou a mobilização vista no encontro e afirmou que o movimento representa uma retomada da esperança e da confiança da população.
“Está vindo uma onda no Brasil, uma onda não, é um tsunami 22. É um tsunami de esperança, é um tsunami de realização de sonho. Hoje aqui em Cuiabá não é só um evento de campanha, é o começo do resgate da confiança profundamente abalada da população”, afirmou Medeiros.
O candidato também destacou a trajetória de Jair Bolsonaro e associou a mobilização atual ao projeto político iniciado pelo ex-presidente.
“Teve alguém que ousou sonhar antes. Esse cara se chama Jair Bolsonaro. Esse cara, há cerca de 30 anos começou a sonhar sozinho e começou a rodar o Brasil, passou por Primavera do Leste, passou por Rondonópolis, passou por vários municípios de Mato Grosso, passou aqui por Cuiabá e depois se tornou o presidente da República do Brasil”, descreveu Zé Medeiros.
Primeiro suplente de Medeiros, Odílio Balbinotti Filho destacou a presença de prefeitos, candidatos e lideranças no encontro e afirmou que a mobilização demonstra união em torno da candidatura ao Senado.
“Isso mostra que nós estamos unidos, unidos para eleger o Medeiros. A política não é fácil, mas somos guerreiros chamados pelo presidente Bolsonaro para estar aqui, para enfrentar, para ir realmente resgatar o Brasil”, disse Odílio.
Balbinotti ressaltou o perfil de enfrentamento defendido pela chapa. “Nós só queremos ajudar a eleger o Medeiros, porque o Medeiros é um cara corajoso e que vai fazer o enfrentamento lá no Senado.”
O encontro também reforçou a integração entre as candidaturas de Medeiros e Flávio Bolsonaro. Para a campanha, a presença de milhares de apoiadores e de lideranças de diferentes regiões do Estado evidencia a capacidade de mobilização do projeto e amplia o palanque de Medeiros na disputa por uma das vagas de Mato Grosso em Senado.
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Com dez dias de antecedência, Mato Grosso ultrapassa R$ 50 bilhões em tributos em 2026

Mato Grosso ultrapassou a marca de R$ 50 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais arrecadados desde o início do ano. A mesma marca, alcançada em 13 de novembro do ano passado, foi atingida nesta terça-feira (3), dez dias antes do registrado em 2025. O valor atualizado pode ser acompanhado no telão do Impostômetro, localizado em frente à Fecomércio-MT.
O montante já corresponde a 85,9% de toda a arrecadação registrada em 2025, quando foram recolhidos R$ 58,2 bilhões. Segundo análise da Fecomércio-MT, entidade sindical patronal filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o avanço da arrecadação evidencia a relevância econômica de Mato Grosso e o volume de recursos movimentados no estado.
Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), é fundamental que o aumento das receitas seja acompanhado de uma aplicação eficiente dos recursos públicos.
“Mato Grosso demonstra sua força econômica, e o avanço da arrecadação acompanha essa dinâmica. No entanto, é importante que esses recursos retornem à sociedade em forma de serviços públicos, infraestrutura e melhores condições para o desenvolvimento, beneficiando também empresas e consumidores.”
Entre as principais fontes de arrecadação estão o Imposto de Renda (IR) e as contribuições previdenciárias, na esfera federal; o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), no âmbito estadual; e o Imposto Sobre Serviços (ISS) e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), nos municípios.
Arrecadação nos municípios
A arrecadação tributária também se destaca nos principais municípios de Mato Grosso. Entre as dez cidades mais populosas do estado, Cuiabá, Rondonópolis e Sinop aparecem entre aquelas com os maiores valores registrados.
Confira a arrecadação tributária nos dez municípios mais populosos de Mato Grosso:
| Município | Valor arrecadado |
| Cuiabá | R$ 1,38 bilhão* |
| Várzea Grande | R$ 148 milhões* |
| Rondonópolis | R$ 280 milhões* |
| Sinop | R$ 209 milhões* |
| Sorriso | R$ 114 milhões* |
| Tangará da Serra | R$ 79 milhões* |
| Lucas do Rio Verde | R$ 111 milhões* |
| Primavera do Leste | R$ 80 milhões* |
| Cáceres | R$ 61 milhões* |
| Barra do Garças | R$ 30 milhões* |
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Para tentar evitar processo disciplinar, vereador Jeferson Siqueira ameniza pressão sobre suplente

Suplente Antônio Lemes de Paula PSD) disse que foi procurado pela assessoria de colega de partido após surgir hipótese de cassação de mandato
O suplente de vereador por Cuiabá, Antônio Lemes de Paula (PSD), disse que foi procurado pela assessoria do vereador Jeferson Siqueira (PSD), para retratação sobre o pedido de saída do cargo.
O pedido de desculpa teria sido forçado pela hipótese de que a Comissão de Ética e Decoro da Câmara dos Vereadores poderá abrir uma ação disciplinar contra Jeferson o que eventualmente chegaria à cassação de seu mandato.
O processo disciplinar será aberto caso haja uma denúncia contra o vereador Jeferson Siqueira, titular do mandato. O suplente Antônio Lemes de Paula seria a pessoa mais indicada para protocolá-la. Mas, segundo ele, essa hipótese está descartada.
“Eu não vou fazer isso, são águas passadas. Eu sou o responsável por acionar Comissão de Ética. [Mas] a gente vai finalizar os 30 dias [de mandato temporário] e vida que segue”, disse.
O suplente chegou a anunciar em carta, há algumas semanas, que renunciaria o restante do mandato temporário de vereador por causa da pressão do vereador Jeferson Siqueira. Mas a presidência da Câmara negou o pedido, por desconfiar da origem da carta.
Antônio Lemes de Paula disse que a pressão sobre ele começou dias antes da eleição para Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, no início de outubro. Na época, ele disse que, por causa da cobrança, declarou apoio a dois candidatos que concorriam no momento a presidente.
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Senadores de MT divergem sobre redução da maior idade penal na PEC da Segurança Pública

Jayme Campos (União Brasil) e Carlos Fávaro (PSD) votaram na proposta vencedora para que a alteração seja votada em separado
O senador Wellington Fagundes (PL) foi o único membro da bancada de Mato Grosso a votar pela permanência da redução da maior idade penal na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, aprovada nessa terça-feira (3) no Senado.
A emenda do senador Rogério Marinho (PL-RN) previa a redução da maior idade penal de 18 para 16 anos, de maneira geral, e para 14 anos para os casos de crimes hediondos, como tráfico de droga, participação em organização criminosa e terrorismo, por exemplo.
A proposta que venceu foi a de que o assunto seja tratado em projetos separados. A votação ficou a apertada com 38 senadores apoiadores de que a emenda fosse retirada da PEC da Segurança Pública, e 36 para que ela permanecesse.
Os outros dois senadores de Mato Grosso – Jayme Campos (Uniao Brasil) e Carlos Fávaro (PSD) – votaram para que a emenda fosse retirada. Agora, os senadores deverão decidir quando o assunto será pautado novamente no Congresso.
A PEC da Segurança Pública foi aprovada por unanimidade em dois turnos na sessão parlamentar de ontem. A PEC estabelece penas mais duras e regimes de prisão mais restritos a chefes de facções e milícias e cria novo pacto federativo entre União, Estados e municípios para o enfrentamento ao crime.
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