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26 de julho de 2026

Agro Mato Grosso

Déficit de armazenagem pressiona produtores e reduz rentabilidade em MT

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Os gargalos estruturais enfrentados pelo estado líder na produção de grãos encarecem a logística, enfraquece o poder de negociação, compromete a renda e a segurança alimentar

O crescimento contínuo da produção agrícola de Mato Grosso consolidou o estado como o principal produtor de grãos do país, mas o ritmo de investimentos em infraestrutura de armazenagem não acompanhou a expansão das lavouras. O resultado foi o descompasso estrutural que afeta diretamente a infraestrutura estratégica para a segurança alimentar, a rentabilidade do produtor rural, a comercialização e amplia custos operacionais.

 

Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), mesmo diante de avanços tecnológicos e ganhos de produtividade, a insuficiência de capacidade estática para estocar a produção mantém parte significativa dos produtores refém do calendário da colheita e das condições impostas pelo mercado no momento de maior oferta.

“Nos últimos anos, o déficit de armazenagem tem se acentuado no estado. Atualmente, aproximadamente 50% da produção consegue ser armazenada, o restante precisa ser escoado rapidamente durante o período de safra, por falta de estrutura adequada. Além disso, os juros elevados têm dificultado o acesso ao crédito por parte dos produtores, o que limita a construção de novas estruturas para reduzir esse déficit. Os mercados importadores conhecem esse gargalo logístico no Brasil, especialmente em Mato Grosso, e acabam se aproveitando dessa situação. A necessidade de escoamento rápido pressiona os produtores a venderem em um curto espaço de tempo, o que favorece a redução dos preços e impacta diretamente a renda no campo”, ressaltou o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber.

Representantes do setor produtivo apontam que o estado não consegue armazenar sequer metade do que colhe, o que evidencia a dimensão do gargalo. Segundo o vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, o problema se intensifica nas regiões de expansão agrícola mais recente, especialmente no Vale do Araguaia, onde a estrutura de silos e armazéns não acompanhou o avanço da produção.

“Todo estado do Mato Grosso, de maneira geral, é afetado com a falta de armazenagem. O produtor sofre com filas, com a dificuldade de entregar o seu produto. E sofre principalmente quando o clima é mais chuvoso, como esse ano. Existem algumas linhas de crédito, como o FCO Armazenagem, também como o PCA, que estão disponíveis para o produtor. Porém, constantemente a gente vê falta de recursos nessas linhas”, destaca.

O impacto econômico desse déficit não se limita à logística. Sem capacidade própria de armazenagem, o produtor perde autonomia sobre o momento de comercialização e frequentemente é forçado a vender durante a colheita, período em que os preços tendem a estar mais pressionados pela oferta elevada. A ausência de estrutura adequada também reduz o poder de barganha diante de compradores e prestadores de serviço, além de ampliar a dependência de armazéns terceirizados e tradings.

Outro ponto de atenção é a falta de energia de qualidade para abastecer os armazéns. “Um armazém precisa funcionar com um gerador de energia e nós temos um problema de custo com o óleo diesel. A energia gerada pelo gerador, acaba sendo uma energia mais cara, que muitas vezes dificulta a viabilidade do armazém. A energia elétrica do Mato Grosso é precária, vários e vários municípios têm energia de má qualidade, e outros municípios sequer têm energia suficiente para ampliação de novos armazéns”, pontua Bier.

Na prática, os efeitos desse cenário aparecem diretamente na qualidade do produto e na margem de lucro. O produtor do núcleo de Água Boa, Vinicius Baldo, relata que a limitação de espaço para estocar a produção compromete a separação adequada dos grãos e reduz as oportunidades de venda em condições mais favoráveis.

“A falta de armazenamento impacta bastante, principalmente com a questão de grão avariado, ardido. A gente tem armazém, mas não é suficiente e a gente já precisou vender antes do momento. Se tivéssemos a capacidade adequada de armazenamento, esse cenário mudaria bastante, pois poderíamos programar melhor as vendas, retirar com mais tempo a soja. As principais dificuldades para investir em infraestrutura são a limitação de crédito e juros altos”, comenta o agricultor.

O produtor do núcleo de Gaúcha do Norte, Josenei Zemolin, passa por uma situação semelhante, destacando que a falta de estrutura influencia decisões ainda durante a colheita. Sem um armazém próprio, a colheita precisa seguir parâmetros rígidos de umidade para evitar descontos aplicados por compradores, o que limita a flexibilidade operacional e pode resultar em perdas adicionais.

“Em um ano chuvoso como esse, quem tem esse armazém pode entrar colhendo com umidade bem alta, bem mais cedo, colher bem mais úmido. O custo que você vai ter para secar essa soja é só lenha e energia. Então isso impacta bastante porque a gente perde muito colhendo úmido e entregando para as trades, porque elas descontam mais do que o normal. Se houvesse uma capacidade de armazenagem suficiente, a gente poderia se programar melhor, por exemplo, para fazer a venda futura para pagar os custos e o que sobraria você conseguiria entregar num caminhão próprio”, aponta Josenei.

O desafio para expandir a armazenagem envolve uma combinação de fatores estruturais e econômicos. Linhas de crédito voltadas ao financiamento de silos e armazéns existem, mas os recursos disponíveis são insuficientes diante da demanda, além de apresentarem juros pouco atrativos e exigências de garantias que restringem o acesso.

Para a Aprosoja MT, o déficit de armazenagem representa um entrave estratégico ao desenvolvimento do agronegócio estadual e nacional. A entidade defende a ampliação de políticas públicas e instrumentos financeiros que estimulem investimentos em infraestrutura nas propriedades, argumentando que a capacidade de armazenar a produção fortalece a posição do produtor no mercado, melhora a eficiência logística e contribui para a estabilidade do abastecimento.

Sem essa estrutura, parte significativa da safra continua sendo movimentada sob pressão de tempo e custo, com impactos que se estendem da propriedade rural ao sistema de transporte e comercialização. Em um estado que lidera a produção nacional, a capacidade de guardar a própria safra tornou-se, cada vez mais, uma condição para preservar renda, reduzir perdas e sustentar o avanço do agronegócio.

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Agro Mato Grosso

FMC lança fungicida Onsuva® para citros na Coopercitrus Expo 2026

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Empresa leva soluções para cana-de-açúcar e cereais à maior feira da cooperativa e apresenta oficialmente o Onsuva®, novo fungicida para o manejo de doenças dos citros

A FMC, empresa global de ciências para agricultura, participa da Coopercitrus Expo 2026, realizada entre 27 e 31 de julho, em Bebedouro (SP), reforçando uma parceria construída ao longo de muitos anos com a Coopercitrus e apresentando tecnologias para a cana-de-açúcar, citros e cereais. Entre os destaques da participação está o lançamento do fungicida Onsuva® para citricultura, novidade que amplia o portfólio da companhia com mais tecnologia e inovação.

Leonardo Brusantin, gerente da cultura de cana-de-açúcar da FMC

“A Coopercitrus Expo é um momento importante para reforçarmos uma parceria sólida, construída ao longo de muitos anos, e estarmos próximos dos cooperados. Levaremos um portfólio robusto para diferentes culturas e apresentaremos, em primeira mão na feira, o Onsuva® para citros, ampliando nossas soluções para o manejo de doenças nessa cultura tão importante para a cooperativa e seus produtores”, destaca Leonardo Brusantin, gerente da cultura de cana-de-açúcar da FMC.
Com formulação exclusiva à base da molécula fluindapir, o fungicida já é referência no manejo das principais doenças da soja, milho e algodão e agora passa a integrar o portfólio destinado à citricultura. O produto oferece controle eficiente do complexo de manchas dos citros, incluindo pinta preta (Phyllosticta citricarpa), Alternaria spp.Cercospora spp. e antracnose, protegendo folhas e frutos e contribuindo para ganhos de produtividade e qualidade.
“O Onsuva® chega para compor o nosso portfólio que já é muito completo e robusto para citricultura. Esse novo fungicida tem como a proposta agregar ao manejo de doenças e elevar ainda mais o padrão de proteção dos pomares, oferecendo mais eficiência para o controle das principais doenças dos citros e contribuindo para a produtividade e a qualidade da produção”, ressalta Brusantin.
A FMC ainda apresenta um portfólio completo para a cana-de-açúcar, uma das principais culturas de investimento da companhia. Entre os destaques está o Boral® Full, herbicida que combina duas moléculas em uma única formulação para ampliar o controle de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, oferecendo maior seletividade, flexibilidade de aplicação e segurança no manejo da cana-de-açúcar.
Outro destaque é o Reator®, herbicida pré-emergente seletivo e desenvolvido com tecnologia exclusiva de microencapsulação. O produto proporciona liberação gradual do ingrediente ativo conforme a disponibilidade de umidade no solo, mantendo elevado desempenho no manejo de plantas daninhas como capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e picão-preto (Bidens pilosa), tanto em períodos úmidos quanto em condições mais secas.
A companhia também evidencia o Verimark®, inseticida à base de diamidas antranílicas indicado para o controle de importantes pragas, como Sphenophorus levis, cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) e broca-da-cana (Diatraea saccharalis). Sua alta sistemicidade garante proteção prolongada das plantas, enquanto sua seletividade contribui para a preservação dos inimigos naturais e para o equilíbrio do sistema produtivo.
A participação na Coopercitrus Expo inclui ainda o Premio® Star, com amplo espectro de controle e atuação simultânea sobre diferentes pragas, e o Malathion®, que oferece efeito de choque e rápida ação, sendo fundamental em estratégias de manejo integrado para melhoria da qualidade da colheita.
No portfólio de biológicos, o destaque é o Sofero™ Fall, tecnologia baseada em feromônio que atua na interrupção do ciclo reprodutivo da Spodoptera frugiperda, reduzindo a formação de novas gerações da praga de forma altamente seletiva e compatível com programas de manejo integrado de pragas. Sua formulação microencapsulada favorece a estabilidade e amplia a permanência no campo, aumentando a eficiência do manejo em momentos críticos das culturas.

 

Campanha exclusiva com o programa Bônus Mais

Durante a Coopercitrus Expo, a FMC também promove uma campanha em parceria com a Coopercitrus por meio do programa Bônus Mais.
Os produtores que adquiriremBoral®, Boral® Full e Stone® durante a feira terão acesso a condições comerciais diferenciadas dentro do programa, reforçando a estratégia conjunta de oferecer tecnologias inovadoras e, também, vantagens exclusivas aos cooperados.
Além disso, a companhia lança uma campanha promocional voltada aos produtores rurais. Na compra dos inseticidas Benevia®, Dimexion® e Verimark®, os clientes poderão ser premiados conforme o volume adquirido.
Os produtores que atingirem os volumes mínimos de 200 litros de Benevia®, 500 litros de Dimexion® ou 80 litros de Verimark® serão contemplados com uma Mini Starlink, ampliando a conectividade no campo. Já aqueles que alcançarem 2.000 litros de Benevia®, 5.000 litros de Dimexion® ou 800 litros de Verimark® receberão um iPhone 17 Pro.
“Nossa parceria com a Coopercitrus vai muito além da participação na feira. Trabalhamos juntos para levar inovação, tecnologia e benefícios concretos aos cooperados, contribuindo para uma agricultura cada vez mais produtiva e sustentável”, conclui o gerente.

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Agro Mato Grosso

Custo total da produção de algodão em Mato Grosso sobe I agro.mt

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O mais relatório de custos do algodão da safra 26/27, referente ao mês passado, o custeio apresentou retração de 1,44%, sendo estimado em R$ 10.619/hectare em comparação com junho de 2025. Como resultado, o custo operacional efetivo recuou 0,68% em relação à safra anterior, totalizando R$ 15.218,19/hectare. Em contrapartida, o custo total aumentou 1,04%, alcançando R$ 18.658,81/hectare.

Utilizando como referência a produtividade estimada para a safra 25/26, de 127,52 @/hectare de pluma, o ponto de equilíbrio para cobertura do custo efetivo foi estimado em R$ 119,34/@. Já o preço médio ponderado da pluma para a safra 2026/27 ficou em R$ 127,31/@, indicando que as cotações atuais permanecem acima do ponto de equilíbrio, analisam o Senar-IMEA que fazem o levantamento.

“Contudo, a diferença entre o preço comercializado e o ponto de equilíbrio foi de R$ 7,97/@, inferior à observada nas últimas safras, indicando uma redução da margem de segurança sobre os custos operacionais e reforçando a necessidade de uma gestão eficiente dos custos de produção para preservar a rentabilidade da atividade”, conclui.

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Conexão movimenta a 4ª edição do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo

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Quando se fala em agronegócio, é comum que a atenção esteja voltada para a produção dentro da porteira. No entanto, os impactos da atividade rural ultrapassam os limites das propriedades e chegam diretamente às cidades. Em Mato Grosso, a força do agro movimenta a economia, gera empregos, aumenta a qualidade de vida e contribui para o desenvolvimento social de centenas de municípios. É essa conexão entre campo e cidade que inspira o tema da 4ª edição do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo: “O agro sustentável que transforma a cidade a partir do campo”.

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