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31 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Pesquisa no campo ajuda a enfrentar desafios da soja em Mato Grosso

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A Aprosoja Mato Grosso realizou o 1º Giro de Pesquisa no Vale do Guaporé para auxiliar produtores diante dos desafios da cultura da soja na região

O Vale do Guaporé possui particularidades próprias de clima, solo e sistema produtivo, que fazem com que a cultura da soja enfrente desafios diferentes de outras regiões de Mato Grosso. Ao longo das safras, os produtores têm lidado com algumas situações como o quebramento das hastes e apodrecimento das vagens de soja.

Para auxiliar na compreensão desses problemas e oferecer suporte técnico mais próximo da realidade local, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realizou, em parceria com o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT), o 1º Giro de Pesquisa do Vale do Guaporé, aproximando produtores, técnicos e pesquisadores e fortalecendo a troca de informações diretamente no campo.

Realizado no dia 11 de fevereiro, o Giro de Pesquisa abordou temas de extrema importância para a realidade do Vale do Guaporé, com estações voltadas ao manejo da cultura, escolha de cultivares, adubação esanidade, visando estratégias para melhorar o desempenho da soja. A iniciativa ganha ainda mais relevância em uma região que, além dos desafios agronômicos enfrentados no campo, convive com dificuldades logísticas e de armazenagem, fatores que impactam diretamente a eficiência produtiva e a rentabilidade do produtor rural.

O vice-presidente Oeste, Luiz Otávio Tatim, destaca que no Vale, fatores como tipo de solo, clima, temperatura e altitude influenciam diretamente o manejo de diferentes produtos, como fungicidas e inseticidas, além da definição da população de plantas das cultivares utilizadas. “O Vale do Guaporé possui peculiaridades próprias, únicas dentro do estado de Mato Grosso. Por se tratar de uma nova fronteira agrícola, é fundamental que as estratégias adotadas na região resultem em maior eficiência produtiva, com custos mais adequados à realidade local”, explica ele.

Para o vice-presidente Oeste, o Vale do Guaporé apresenta uma alta produtividade em comparação a outras regiões do Estado, em razão da fertilidade do solo e das condições climáticas. Ele ressalta ainda que um dos principais gargalos que impactam a região é a logística de escoamento da produção de grãos.

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“O Vale, historicamente, possui uma fertilidade muito boa, o que faz com que as médias de produtividade da soja na região sejam bastante elevadas. Costumo dizer que, muitas vezes, o que agricultores de fora do Vale levam 40 ou 50 anos para alcançar, o produtor do Vale consegue em um, dois ou três anos. Isso se deve à fertilidade do solo e também às condições climáticas. Hoje, vejo que o grande gargalo da região é a logística. Por isso, é importante trabalharmos nessa questão, junto aos produtores rurais e à classe política”, finaliza ele.

O delegado coordenador do Núcleo Vale do Guaporé e produtor rural da região, Yuri Nunes Cervo, pontua que, nesta fase final da colheita, tem sido possível identificar diversos problemas na cultura da soja, que vão além das anomalias e do quebramento de hastes, incluindo também a ocorrência de antracnose.

“Agora, no final da colheita, estamos conseguindo identificar que os problemas na lavoura não se resumem apenas às anomalias. Além delas, que já vêm sendo observadas desde o início da safra, também aparecem o quebramento de plantas e a antracnose, que favorece a entrada de umidade. Esses são hoje os três principais pontos de atenção na região”, explica o delegado coordenador.

Yuri salienta ainda que, apesar de a região ser extensa e apresentar particularidades específicas, muitos produtores enfrentam desafios em comum. Para ele, esse foi um dos principais pontos do encontro realizado durante o Giro de Pesquisa. “O Giro foi extremamente proveitoso, pois possibilitou essa troca de informações e deixou o produtor mais atento ao que está acontecendo na lavoura”, conta ele.

Com a realização do Giro de Pesquisa, a Aprosoja Mato Grosso reforça a importância de investir em estudos regionais e na aproximação entre pesquisa e produtor rural, especialmente em áreas com características tão específicas como o Vale do Guaporé. A iniciativa contribui para ampliar o acesso a informações técnicas, orientar decisões de manejo e fortalecer a capacidade dos produtores de enfrentar os desafios da cultura da soja, promovendo maior eficiência produtiva, redução de riscos e desenvolvimento sustentável da agricultura na região.

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Agro Mato Grosso

Fazenda de 101 hectares vai a leilão em MT com lance inicial de R$ 10,5 milhões

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Uma fazenda de 101 hectares, será leiloada por valores a partir de R$ 3 milhões localizada em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. A propriedade, chamada Fazenda Belo Horizonte, terá a primeira etapa do leilão nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões. Caso não seja vendida, uma nova tentativa será realizada no dia 6 de novembro, com valor inicial de R$ 3 milhões.

O leilão extrajudicial será realizado pela Mega Leilões, sob condução do leiloeiro oficial Fernando José Cerello G. Pereira. Na primeira etapa, marcada para as 15h, o lance mínimo será de R$ 10.576.242,48. Já na segunda fase, também às 15h, o valor será reduzido para R$ 3.078.792,00, correspondente à dívida garantida, acrescida das despesas e dos encargos previstos no edital.

A propriedade tem 101,4818 hectares e está registrada sob a matrícula nº 22.664 no Cartório de Registro de Imóveis de Primavera do Leste. Segundo o edital, a área é georreferenciada e certificada pelo Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Atualmente, o imóvel está ocupado pelo devedor, que desenvolve atividades agrícolas no local. Conforme as regras do leilão, a responsabilidade pela desocupação será do comprador, assim como outras obrigações relacionadas à regularização documental e às condições físicas da propriedade.

Os interessados poderão participar presencialmente ou pela internet. Para disputar os lances online, é necessário realizar cadastro e habilitação prévia no site da plataforma Mega Leilões.

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Cuiabá tem previsão de chuva e máxima de 34°C em fim de semana com alerta amarelo em MT

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Cuiabá deve ter um fim de semana de calor e pancadas de chuva, enquanto Mato Grosso está sob alerta amarelo para chuvas intensas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso de perigo potencial vale para este sábado (31), até as 23h59, e prevê chuva de até 50 milímetros por dia e ventos de até 60 km/h.

Na capital, a previsão para sábado é de muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas durante a manhã e a tarde. À noite, também pode chover. Os termômetros devem variar entre 23°C e 33°C.

No domingo (1º), o cenário deve ser semelhante, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A temperatura mínima prevista é de 25°C e a máxima, de 34°C.

Alerta amarelo

O aviso do Inmet engloba 141 municípios de Mato Grosso e prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 mm por dia, além de ventos intensos, com velocidades entre 40 e 60 km/h.

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Segundo o instituto, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

O que fazer em caso de tempestades

Durante o período de alerta, o Inmet recomenda:

  • Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.
  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
  • Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
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Agro Mato Grosso

Venda de alimentos cresce até 400% após fim das bets I MT

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Mato Grosso registraram crescimento de até 400% em alguns estabelecimentos após a proibição das apostas on-line, conhecidas como bets, constata a Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat). O aumento varia conforme o estabelecimento e o produto, com registros de incrementos a partir de 2,5%, pontua o presidente da Asmat, Alessandro Morbeck. O dirigente ressalta que os percentuais mais elevados também podem estar associados a lojas novas que ainda não possuem um volume de vendas estabilizado.

“Realmente aumentou o consumo de alimentos mais básicos porque o pessoal está com mais dinheiro disponível e acaba sempre priorizando, felizmente, a alimentação para a família”, afirma Morbeck.

A percepção do setor em Mato Grosso acompanha o desempenho nacional do varejo alimentar. Levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) aponta alta de 6,5% nas vendas entre 5 e 11 de outubro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, o crescimento foi de 6,3% na mesma base de comparação. As duas semanas analisadas são posteriores à publicação da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, em 25 de setembro, que proibiu as bets no país e determinou a devolução dos saldos aos apostadores.

Para a Abras, a mudança contribui para ampliar o consumo das famílias, especialmente de produtos essenciais. Segundo a entidade, houve crescimento nas compras de itens como arroz, óleo, macarrão e café. O avanço foi observado em diferentes formatos do varejo alimentar, incluindo supermercados, atacarejos e mercearias. Na 1ª semana analisada, o Centro-Oeste registrou alta de 3,6% nas vendas, abaixo da média nacional de 6,5%.

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O maior crescimento foi observado nas regiões Sul e Sudeste, ambas com 10,6%, com destaque para estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo (5,6%). No Nordeste o avanço foi de 6,5%. Na semana de 12 a 18 de outubro, o Centro-Oeste apresentou crescimento de 3,5%, abaixo do resultado nacional (6,3%). A região Sul liderou (9%). A Abras também relaciona o comportamento do consumo a dados do Banco Central (BC) que indicam redução nas transações realizadas por PIX após a proibição das apostas.

De acordo com a Abras, a queda chegou a 10% e, posteriormente, passou a 7%.

 

DEBATE

Supremo Tribunal Federal (STF) realizará audiência pública na próxima terça-feira, 3 de novembro, para discutir a MP que proibiu as bets no Brasil. Convocado pelo ministro Luiz Fux, o encontro reunirá 28 entidades, incluindo clubes de futebol, órgãos públicos e representantes do setor. A discussão integra ação que questiona a constitucionalidade da medida.

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