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9 de junho de 2026

Sustentabilidade

Milho/MT: Avanço da colheita eleva vendas da safra 25/26, mas oferta pressiona preços – MAIS SOJA

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A Secex divulgou os dados de exportação de milho do Brasil em mai/26, indicando o escoamento de 249,31 mil t pelo país. O volume foi 47,06% inferior ante abr/26, porém apresentou expressivo avanço de 571,87% em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho das exportações brasileiras foi impulsionado, principalmente, pelo volume embarcado por MT.

O estado exportou 121,03 mil t no período, sendo responsável por 48,55% de todo o milho enviado ao exterior pelo Brasil, com o quinto maior volume já registrado para o mês de maio. Com isso, os embarques mato-grossenses cresceram 207,36% ante a divulgação anterior. No acumulado da safra 24/25, as exportações de MT já superaram o volume escoado na safra 23/24, alcançando 24,03 mi de t, incremento de 1,68% em comparação ao ciclo anterior.

Com isso, o ciclo já ocupa a terceira posição entre os maiores volumes exportados da série histórica, mesmo restando o mês de junho para a consolidação dos embarques.

Confira os principais destaques do boletim:
  • DIMINUIÇÃO: o preço do milho na CME – Group contrato corrente caiu 4,75% no comparativo semanal, motivado avanço da semeadura de milho nos EUA da safra 26/27.
  • QUEDA: a paridade de exportação jul/26 registrou retração de 9,52% semanalmente, assim fechando em R$ 30,17/sc. A redução é devido à queda nos preços da CME contratos futuros.
  • RETRAÇÃO: o preço da saca de milho em Mato Grosso, pelo Imea, retraiu 0,71% na semana, encerrando o período cotado a R$ 42,10/sc.
Em Mato Grosso, a comercialização do milho da safra 25/26, até o final de mai/26, alcançou 47,32% da produção estimada.

O avanço foi de 1,48 p.p. em relação ao mês anterior e está 1,02 p.p. acima do registrado no mesmo período da safra passada. O ritmo é sustentado pela maior disponibilidade do cereal no mercado, levando os produtores a intensificarem as vendas à medida que a colheita avança. Com isso, a expectativa da elevada oferta tem pressionado as cotações, que fecharam o mês com média de R$ 42,73/sc, queda de 1,69%.

Para a safra 26/27, em mai/26, as negociações atingiram 4,77% da produção estimada, avanço de 2,08 p.p. frente ao mês anterior. O movimento foi favorecido pela lateralização dos preços, que fecharam na média de R$ 45,39/sc, alta de 0,03% ante abr/26. O cenário para a safra futura segue incerta, diante dos custos mais elevados e dos riscos climáticos decorrentes do Super El Niño para o segundo semestre de 2026, mantendo as vendas 0,82 p.p. menor que mai/25.

Fonte: IMEA



 

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Condições climáticas favorecem semeadura no Brasil – MAIS SOJA

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Com clima adequado, a semeadura de trigo avança rapidamente em território nacional. De acordo com pesquisadores do Cepea, as boas condições de umidade do solo contribuem para a germinação uniforme das sementes.

Conforme dados divulgados pela Conab, em 1º de junho, a semeadura alcançava 41,1% da área destinada à cultura no País e já havia sido finalizada em São Paulo e em Mato Grosso do Sul.

No Paraná, segundo dados da Seab/Deral, até 1º de junho, 67% da área destinada ao trigo já havia sido semeada, com os trabalhos concluídos em diversas regiões.

No Rio Grande do Sul, conforme a Emater/RS, a semeadura avança gradualmente, a depender das condições de umidade do solo. De acordo com a Conab, até 29 de maio, o plantio havia atingido 9% da área prevista para cultivo no estado.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

‘Respeitar o vazio sanitário é a lição de casa em meio à safra desafiadora’, diz presidente da Aprosoja-SP

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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O início do período de vazio sanitário da soja em São Paulo no último dia 1º acende um alerta para os produtores rurais sobre a necessidade de eliminar plantas voluntárias e restos culturais das áreas de cultivo. A medida é considerada fundamental para reduzir a presença da ferrugem asiática, uma das doenças mais severas da soja, e garantir melhores condições para o desenvolvimento da próxima safra.

De acordo com o presidente da Aprosoja São Paulo, Andrey Rodrigues, o cumprimento da determinação é uma responsabilidade dos produtores e uma ferramenta importante para proteger a rentabilidade das propriedades.

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“É muito importante que nós, produtores, preservemos essa situação para que não sobrem restos de cultura ou ‘pés de soja’ que possam nos prejudicar na próxima safra da oleaginosa”, afirma.

Segundo Rodrigues, o setor enfrenta um cenário desafiador, marcado por custos elevados e margens apertadas, o que torna ainda mais importante a adoção de medidas preventivas no campo.

“Passamos por momentos difíceis em termos de custo. A nova safra será desafiadora em relação à rentabilidade. São Paulo colheu bem e, graças à nossa produtividade, estamos relativamente equilibrados”, destaca.

Ele também ressalta que muitos produtores aguardam medidas que possam contribuir para a recuperação financeira do setor, especialmente em relação ao crédito rural e à renegociação de dívidas.

“Uma grande parte dos produtores ainda aguarda ações positivas do governo em relação às prorrogações de dívidas e ao acesso ao crédito em melhores condições. Mais do que nunca, é hora de fazermos a lição de casa em meio à safra desafiadora, preservando o vazio sanitário”, diz.

Para a associação, a eliminação de plantas remanescentes durante o período determinado é uma etapa essencial para evitar problemas fitossanitários e preservar o potencial produtivo das lavouras que serão implantadas na safra 2026/27.

“Essa é a nossa lição de casa para que não sobrem restos de cultura para a próxima safra, sem comprometer a produtividade futura. Assim, chegaremos mais preparados para a safra 2026/27”, concluiu Andrey Rodrigues.

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Sustentabilidade

Aprosoja/MS e Famasul articulam revisão do calendário de semeadura da soja em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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A Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) e o Sistema Famasul solicitaram à Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) a revisão do calendário fitossanitário da soja em Mato Grosso do Sul.

A proposta prevê que a semeadura da soja passe a ser permitida entre 1º de setembro e 15 de dezembro. Para garantir a manutenção da segurança fitossanitária, as entidades também sugerem a readequação do vazio sanitário para o período de 1º de junho a 31 de agosto, preservando integralmente os 90 dias sem plantas vivas no campo.

Para Marcelo Bertoni, presidente do Sistema Famasul, a revisão do calendário fitossanitário atende às demandas do setor sem comprometer o controle de doenças. “Essa solicitação é resultado de uma demanda do setor produtivo e foi construída com respaldo técnico. Nosso objetivo é garantir que os produtores tenham melhores condições de semeadura, respeitando os critérios fitossanitários e fortalecendo a competitividade da sojicultura sul-mato-grossense”, ressalta.

Atualmente, o vazio sanitário da soja em Mato Grosso do Sul ocorre de 15 de junho a 15 de setembro, enquanto a janela oficial de plantio vai de 16 de setembro a 31 de dezembro.

Segundo o presidente da Aprosoja/MS, Jorge Michelc, a proposta busca atualizar a legislação à realidade atual da agricultura sul-mato-grossense.

“A agricultura evoluiu muito nos últimos vinte anos. Hoje temos cultivares mais precoces, maior eficiência no manejo e produtores altamente tecnificados. O que estamos propondo é uma atualização necessária da legislação, para que ela acompanhe a dinâmica do campo sem comprometer a segurança fitossanitária”, afirma.

De acordo com o vice-presidente da Aprosoja/MS, Andre Dobashi, a revisão do calendário fortalece o planejamento da segunda safra, posicionando o milho em uma janela climática mais favorável.

“Com o encerramento obrigatório da semeadura em 15 de dezembro, conseguimos melhorar o posicionamento do milho segunda safra dentro da janela mais adequada. Isso traz mais eficiência operacional, reduz riscos produtivos e amplia as oportunidades de sucesso para o agricultor sul-mato-grossense”, destaca.

Para o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, a proposta mantém os critérios técnicos de segurança fitossanitária já consolidados no Estado.

“A manutenção dos 90 dias de vazio sanitário e do limite de semeadura até dezembro garante que o controle fitossanitário continue sendo respeitado. O objetivo é adequar o calendário à dinâmica atual do campo, considerando evolução genética, manejo e planejamento produtivo”, ressalta.

Outro ponto destacado pelas entidades é a uniformização do calendário agrícola em todo o Estado. Atualmente, diferenças regionais nos períodos de plantio e vazio sanitário podem favorecer a formação das chamadas “pontes verdes”, permitindo a sobrevivência e migração de pragas e doenças entre regiões.

Respaldo científico

A proposta tem respaldo técnico da Embrapa Agropecuária Oeste, da Fundação MS e da Fundação Chapadão. Os pareceres emitidos pelas instituições reforçam que os riscos fitossanitários permanecem controlados com a manutenção rigorosa do vazio sanitário de 90 dias e do limite de semeadura até meados de dezembro.

Os estudos também apontam que a atualização do calendário contribui para o manejo da ferrugem-asiática, o controle de plantas voluntárias e maior aderência às condições atuais de campo.

Apesar do posicionamento técnico favorável à mudança, os pesquisadores reforçam que a eventual alteração do calendário não elimina a necessidade de observância ao Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). A decisão sobre o início do plantio continuará dependendo da análise individual de cada produtor, considerando fatores como tipo de solo, umidade, ciclo das cultivares e condições climáticas específicas de cada região.

Discussões nacionais

Além do protocolo encaminhado ao Governo do Estado, a Aprosoja/MS também participará de discussões técnicas nacionais relacionadas ao tema nas próximas semanas.

Nesta semana, representantes da entidade estarão em Londrina (PR), na Embrapa Soja, durante a eleição do novo chefe-geral da Instituição. A agenda também prevê debates sobre zoneamento agrícola, produtividade e impactos da antecipação da semeadura no sistema produtivo.

O tema ainda será levado para reuniões da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Soja, incluindo um encontro com o Ministério da Agricultura, em Brasília, além de novas agendas técnicas programadas para o fim de junho e agosto.

Segundo Andre Dobashi, a participação da Aprosoja/MS nas discussões demonstra o alinhamento da entidade com os principais centros de pesquisa e formulação técnica do país.

“Estamos acompanhando de perto os estudos relacionados à cadeia produtiva da soja e aos impactos do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC). É uma discussão técnica, construída junto às instituições de pesquisa, pensando em produtividade, sustentabilidade e segurança para o produtor rural”, finaliza.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Comunicação Aprosoja/MS) e Laura Toledo (Comunicação Sistema Famasul)

Site: Aprosoja MS

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