Connect with us
26 de julho de 2026

Business

Recuo na soja e recordes no milho e algodão redesenham exportações de Mato Grosso em maio

Published

on


Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A retração nas compras chinesas de soja e o avanço histórico nos embarques de milho e algodão ditaram o ritmo das exportações de Mato Grosso em maio de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), apontam que o estado manteve forte protagonismo logístico no país. Enquanto a oleaginosa perdeu fôlego no mercado externo, o cereal e a pluma renovaram patamares históricos de escoamento.

O recuo na soja foi determinado pelo comportamento do principal parceiro comercial de Mato Grosso. O estado exportou 4,55 milhões de toneladas em maio de 2026, volume 14,95% inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. O resultado reflete diretamente a redução de 22,74% nas compras efetuadas pela China, que somaram 2,79 milhões de toneladas no quinto mês de 2026.

Além da menor demanda externa, o mercado doméstico absorveu parte do produto disponível em Mato Grosso. O processamento interno ganhou tração por conta do avanço no esmagamento para a produção de óleo de soja, que se consolidou como a principal matéria-prima demandada na fabricação de biodiesel.

Apesar da desaceleração nos embarques de soja, o acumulado de janeiro a maio atingiu 19,85 milhões de toneladas, o maior volume enviado ao mercado externo dos últimos cinco anos para o período. Segundo analistas do Instituto, as oscilações pontuais e reduções temporárias são naturais: “Vale destacar que reduções no ritmo das exportações são comuns no período entre safra”.

Para o fechamento de 2026, as projeções do Imea apontam que Mato Grosso deve enviar ao mercado internacional um total de 32,11 milhões de toneladas de soja. Caso o número se confirme, o volume representará um incremento discreto de 0,31% sobre o total observado ao longo de 2025.

Safra de milho supera ciclo anterior

No caso do milho, o desempenho das exportações brasileiras em maio foi carregado pelo resultado mato-grossense. O país escoou 249,31 mil toneladas do cereal, uma queda de 47,06% frente a abril, mas com salto expressivo de 571,87% na comparação anual. Mato Grosso foi o responsável por 48,55% desse total ao embarcar 121,03 mil toneladas, registrando o quinto maior volume para meses de maio na série histórica.

O volume exportado pelo estado representa um crescimento de 207,36% em relação à divulgação anterior. No consolidado da safra 2024/25, as exportações de Mato Grosso já alcançaram 24,03 milhões de toneladas, superando em 1,68% o total escoado em toda a safra 2023/24, restando ainda o mês de junho para fechar os dados oficiais.

Com esse desempenho, o ciclo atual assume o terceiro lugar entre os maiores volumes já exportados na história do milho mato-grossense.

Algodão renova recorde histórico em Mato Grosso

A pluma do algodão registrou o melhor desempenho para meses de maio em toda a série histórica do estado, com o embarque de 194,42 mil toneladas. O montante significou 66,77% de tudo o que o Brasil exportou do produto no período. A liderança mensal das compras ficou com Bangladesh, que adquiriu 45 mil toneladas, seguido pelo Paquistão, com 35,83 mil toneladas.

A China reduziu o ritmo de procura e deixou de liderar os embarques mensais de pluma nos últimos dois meses. Apesar disso, os chineses mantêm a liderança no acumulado da temporada atual (agosto de 2025 a maio de 2026) com 381,15 mil toneladas recebidas, seguidos de perto por Bangladesh, que absorveu 326,31 mil toneladas.

No acumulado geral da temporada, Mato Grosso somou 1,82 milhão de toneladas exportadas, renovando o recorde do período pelo segundo ano consecutivo. De acordo com as projeções do Imea, “o acumulado dos embarques da temporada (agosto de 25 a julho de 2026) deve totalizar 2,08 milhões de toneladas”.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Recuo na soja e recordes no milho e algodão redesenham exportações de Mato Grosso em maio apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading

Business

Espírito Santo lança mostra para vender café conilon de alta qualidade em grandes volume

Published

on


Foto: Rafael Rocha/Embrapa

Antes vista apenas em concursos de qualidade, a valorização do café conilon agora ganha um novo formato no Espírito Santo. Pela primeira vez no Brasil, grandes lotes comerciais de alta qualidade dessa variedade serão apresentados diretamente a compradores em uma rodada de negócios, conectando quem produz a quem compra e abrindo novas oportunidades para o mercado.

O estado vai sediar uma iniciativa inédita no Brasil voltada ao café conilon. A Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) e o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) lançaram a 1ª Mostra de Negócios de Conilon Fine Cup em Volume, uma rodada de negócios criada para comercializar grandes lotes de café conilon de alta qualidade.

A proposta marca uma mudança na forma de promover o produto. Em vez de premiar pequenos lotes, como acontece nos tradicionais concursos de qualidade, a mostra reunirá produtores e compradores para negociar volumes comerciais de cafés que atendam a elevados padrões físicos e sensoriais. É a primeira iniciativa do gênero voltada exclusivamente ao café conilon no Brasil.

A expectativa é reconhecer o trabalho de produtores que vêm investindo na melhoria da qualidade dos grãos e dos processos pós-colheita, além de ampliar o acesso do café capixaba a novos mercados e fortalecer sua presença nos cenários nacional e internacional.

“O Espírito Santo é referência nacional na produção de café conilon e agora avança para mostrar ao mercado que também possui capacidade de ofertar grandes volumes com elevado padrão de qualidade. A mostra aproxima produtores e compradores, agrega valor à produção e fortalece a imagem do nosso café nos mercados nacional e internacional”, afirma o secretário de estado da Agricultura, Enio Bergoli.

Segundo a gerente de Projetos de Cafeicultura da Seag, Aline Silva, a iniciativa representa uma nova etapa para o setor.

“Estamos falando de lotes comerciais que reúnem volume, padronização e qualidade. É uma oportunidade para valorizar o trabalho realizado nas lavouras e no pós-colheita, conectando essa produção diferenciada a compradores que buscam grandes lotes com qualidade comprovada”, destaca.

Como funciona a mostra de café conilon

Podem participar produtores de café conilon com lavouras localizadas no Espírito Santo, além de cooperativas e associações de produtores que desejarem inscrever lotes coletivos.

Cada lote deverá ter, no mínimo, 420 sacas de 60 quilos da safra atual. Não há limite de inscrições por participante. As amostras passarão por análises físicas e sensoriais realizadas por provadores certificados, seguindo os critérios definidos no regulamento.

Inscrições

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 28 de agosto nos Escritórios Locais de Desenvolvimento Rural (ELDRs) do Incaper, distribuídos em todos os municípios capixabas.

Cupping e negócios

A mostra será realizada em 17 de setembro. Durante o evento, compradores convidados participarão de sessões de cupping para avaliar física e sensorialmente os lotes habilitados.

As negociações serão feitas diretamente entre produtores e compradores, enquanto a Seag e o Incaper atuarão apenas como facilitadores da aproximação entre as partes.

O post Espírito Santo lança mostra para vender café conilon de alta qualidade em grandes volume apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

A disputa pelo prato do futuro, e por que não associamos o feijão à proteína?

Published

on


Foto: Pixabay

Há mais de 30 anos acompanho diariamente o mercado de Feijão. Nesse período, aprendi que, quando falamos desse alimento, estamos tratando de muito mais do que uma commodity agrícola. Estamos falando do Prato Feito brasileiro, da segurança alimentar e da forma como milhões de famílias se alimentam.

Posso afirmar que poucas vezes vi tantas mudanças acontecendo ao mesmo tempo, e não apenas na lavoura, mas principalmente no consumidor.

Durante décadas, uma pergunta orientou grande parte das análises sobre o consumo de alimentos: quanto o consumidor pode gastar?

Ela continua indispensável. Inflação, juros, renda, emprego e câmbio determinam o tamanho da cesta de compras. Quando o orçamento aperta, as famílias substituem marcas, reduzem quantidades, procuram promoções e reorganizam o cardápio.

Mas uma segunda pergunta começa a ganhar protagonismo, silenciosamente, no Brasil e no exterior: o que merece ocupar espaço no prato?

Pode parecer uma mudança pequena, mas ela tem potencial para redesenhar uma parte importante do mercado de alimentos. O consumidor continua atento ao preço. Compara ofertas e troca de marca quando necessário. Porém, cada vez mais, sua decisão também considera saúde, praticidade, origem, confiança, qualidade nutricional e a história por trás do produto.

Em outras palavras, ele não procura apenas o alimento mais barato. Procura aquilo que, dentro de seu orçamento, entrega mais valor. Essa transformação merece a atenção do agronegócio brasileiro.

Durante muito tempo, concentramos nossa comunicação na produção. Quantos hectares foram plantados? Qual será a produtividade? Quanto exportamos? Como estão os preços?

Essas questões continuarão essenciais para produtores, empacotadores, cerealistas e exportadores. Mas, se desejamos aumentar o consumo dos alimentos de verdade, precisamos olhar com mais atenção para quem está do outro lado da cadeia: a pessoa que decide, todos os dias, o que colocar na mesa da família.

Essa decisão passou a ser influenciada por fatores que, até poucos anos atrás, quase não apareciam nas análises agrícolas.

O envelhecimento da população aumenta a preocupação com a alimentação preventiva. A incidência de doenças metabólicas amplia a procura por dietas equilibradas. A disseminação de medicamentos voltados ao controle do diabetes e da obesidade também começa a alterar o comportamento alimentar de milhões de pessoas.

Posso falar por experiência própria. Ao iniciar o uso de um medicamento da classe GLP-1, ouvi do médico uma orientação muito clara: seria necessário prestar ainda mais atenção ao consumo de proteína.

Quando a fome diminui, cada refeição passa a ter um peso maior. Não se trata apenas de comer menos. É preciso escolher melhor o que será consumido. Foi então que me fiz uma pergunta: quando se recomenda proteína, por que quase ninguém se lembra do Feijão?

A publicidade costuma relacionar proteína principalmente às carnes, aos laticínios, aos suplementos, às barras e a uma nova geração de produtos industrializados. Ao mesmo tempo, um dos alimentos mais completos, acessíveis e presentes na cultura brasileira permanece quase invisível nessa conversa. Esse é um dos grandes paradoxos da alimentação moderna.

Enquanto a indústria trabalha para adicionar proteínas e fibras a diferentes formulações, o Feijão já reúne naturalmente proteína vegetal, fibras, vitaminas e minerais. Além disso, carrega uma história construída ao longo de gerações.

O mesmo vale para o grão-de-bico, a lentilha e a ervilha. Esses alimentos, conhecidos internacionalmente como pulses, ocupam espaço crescente nos debates sobre nutrição, sustentabilidade e segurança alimentar.

No Brasil, porém, continuamos tratando-os quase exclusivamente como commodities ou produtos básicos de abastecimento. Não está na hora de mudar essa narrativa?

Outro movimento importante ocorre dentro dos supermercados. As grandes redes estão ampliando suas marcas próprias e procurando produtos que combinem qualidade, diferenciação e preço competitivo.

Isso não deve ser visto apenas como ameaça para a indústria. Pode representar uma oportunidade para empacotadores e processadores brasileiros desenvolverem novas linhas de Feijões, pulses, pipoca, gergelim e outras colheitas especiais.

Também cresce o interesse por alimentos minimamente processados, por ingredientes de origem conhecida e por produtos cuja história possa ser contada. O consumidor quer entender quem produz, como produz e por que aquele alimento merece sua confiança.

Isso aproxima o campo da mesa de uma maneira que ainda não compreendemos completamente. E o Brasil possui vantagens extraordinárias nesse cenário.

Somos capazes de produzir durante praticamente todo o ano. Temos uma enorme diversidade de Feijões, além de pulses, pipoca, gergelim e outras culturas especiais. Contamos com pesquisa científica, produtores tecnificados, agricultura familiar, cooperativas, empresas de beneficiamento e presença crescente no comércio internacional.

Mas ainda precisamos conectar essa capacidade produtiva com aquilo que realmente move o consumidor.

Não basta produzir mais. É preciso comunicar melhor. Não basta exportar mais. É preciso construir reputação.

Não basta afirmar que o alimento é saudável. É necessário explicar, demonstrar e participar ativamente da conversa sobre saúde e alimentação.

Quem não ocupar esse espaço corre o risco de produzir alimentos extraordinários e continuar invisível aos olhos do consumidor. É por isso que tenho defendido o conceito de Agroalimento.

O século 21 provavelmente não será lembrado apenas pela expansão do agronegócio. Será lembrado como o período em que a sociedade passou a discutir, com muito mais profundidade, a qualidade daquilo que come.

Quem compreender essa mudança deixará de vender somente produtos agrícolas e passará a oferecer soluções alimentares. Essa diferença é enorme.

O produtor continuará olhando para o clima, os custos, a produtividade, o câmbio e os mercados internacionais. Mas precisará olhar também para o consumidor final, entender suas preocupações, suas aspirações e seus novos hábitos.

A próxima grande disputa do agro não acontecerá apenas pela terra, pela produtividade ou pelos mercados externos. Será também uma disputa por espaço no prato.

O futuro do agronegócio continuará sendo construído na lavoura. Mas será confirmado — ou não — todos os dias, diante de milhões de consumidores.

Quem compreender isso primeiro deixará de disputar apenas mercados. Passará a disputar algo ainda mais valioso: a confiança de quem escolhe o que colocar no prato.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post A disputa pelo prato do futuro, e por que não associamos o feijão à proteína? apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Conheça o ingrediente de perfumes de luxo que está sendo descartado na produção de suco

Published

on


Foto: Freepik

Muito além do suco, a laranja pode se transformar em matéria-prima para perfumes, cremes, óleos essenciais e ingredientes de alto valor para a indústria de cosméticos. Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) apontam que resíduos gerados durante o processamento da fruta, como a água amarela, as sementes e o bagaço, ainda são pouco explorados no Brasil, apesar do potencial econômico.

Entre os compostos de maior interesse está o limoneno, um composto encontrado nas frutas cítricas e presente na água amarela (líquido gerado durante a produção do suco). O estudo realizado pela Unicamp desenvolveu uma tecnologia capaz de extrair o composto utilizando baixas temperaturas e pressões reduzidas, preservando suas características químicas.

Segundo o professor titular da Unicamp e membro da Academia de Ciências do Estado de São Paulo, Rubens Maciel Filho, o processo produz limoneno com pureza superior a 99%. Ele explica que, apesar do nome remeter ao limão, o limoneno está presente em todas as frutas cítricas, especialmente na laranja.

Produção de perfumes

Embora seja descartado ou subutilizado pela indústria, esse resíduo concentra substâncias utilizadas na fabricação de perfumes.

“A água amarela, para mim, é um resíduo extremamente importante e subutilizado. Nós trabalhamos com isso no passado para tirar um produto chamado limoneno. É o limoneno que se tira da água amarela. Ele é um princípio ativo dos principais perfumes. Perfumes de marcas muito famosas, muito caras”, afirma Rubens Maciel.

Segundo ele, trata-se de uma matéria-prima de alto valor comercial, com preço que pode chegar à casa de dólares por grama, o que reforça o potencial econômico do aproveitamento desse composto.

“Um pouquinho dele exala um cheiro maravilhoso no laboratório e pequenas quantidades dele são utilizadas na composição do perfume. Ele é caríssimo. Nós estamos falando de produtos que valem, eu diria, dólares por miligrama”, afirma.

Muito além dos perfumes

Sementes de laranja

O potencial da laranja para a indústria da beleza não se limita ao limoneno, segundo o pesquisador, as sementes concentram óleos, proteínas e flavonoides que podem ser aproveitados em formulações cosméticas como cremes e óleos essenciais.

“Não estamos falando de óleo de milho, nem de soja, é um óleo muito mais valorizado”, destaca Rubens Maciel.

Bagaço da laranja

Já o bagaço pode ser transformado, por meio de processos de fermentação, em ácidos orgânicos hoje amplamente utilizados pela indústria cosmética.

Água amarela

A água amarela também concentra pectina, composto conhecido pela aplicação na indústria alimentícia, mas que também desperta interesse em pesquisas voltadas ao desenvolvimento de cosméticos e outros produtos de origem natural.

Economia circular

Na avaliação do pesquisador, o aproveitamento desses resíduos representa uma oportunidade para ampliar a renda da cadeia citrícola e usar o que temos de melhor, em termos de produção, em nosso país.

“Se a gente é muito bom na produção do agronegócio como um todo, a gente precisa de valorizar as coisas que temos, não só exportar matéria-prima”, destaca Rubens Maciel.

Além do retorno econômico, a estratégia fortalece a economia circular ao substituir ingredientes de origem fóssil por compostos obtidos de matérias-primas vegetais.

Mesmo após a extração dos ingredientes de maior interesse, o material restante ainda pode ser aproveitado para geração de biogás, reduzindo o desperdício e aumentando a eficiência da cadeia produtiva.

Brasil ainda aproveita pouco esse mercado

Para Rubens Maciel, embora o Brasil seja o maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, o país ainda explora pouco o mercado de ingredientes de alto valor obtidos dos resíduos da fruta.

“A gente muitas vezes não dá valor para isso [produção brasileira]. Vende a soja, as pessoas lá fora extraem o óleo e depois vendem a provitamina para nós. Então, nós importamos um produto que nós poderíamos produzir. O nosso foco, a origem da nossa pesquisa é valorizar aquilo que o Brasil sabe fazer bem. Valorizar os produtos do agronegócio”, completa.

O post Conheça o ingrediente de perfumes de luxo que está sendo descartado na produção de suco apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT