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9 de junho de 2026

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Recuo na soja e recordes no milho e algodão redesenham exportações de Mato Grosso em maio

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A retração nas compras chinesas de soja e o avanço histórico nos embarques de milho e algodão ditaram o ritmo das exportações de Mato Grosso em maio de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), apontam que o estado manteve forte protagonismo logístico no país. Enquanto a oleaginosa perdeu fôlego no mercado externo, o cereal e a pluma renovaram patamares históricos de escoamento.

O recuo na soja foi determinado pelo comportamento do principal parceiro comercial de Mato Grosso. O estado exportou 4,55 milhões de toneladas em maio de 2026, volume 14,95% inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. O resultado reflete diretamente a redução de 22,74% nas compras efetuadas pela China, que somaram 2,79 milhões de toneladas no quinto mês de 2026.

Além da menor demanda externa, o mercado doméstico absorveu parte do produto disponível em Mato Grosso. O processamento interno ganhou tração por conta do avanço no esmagamento para a produção de óleo de soja, que se consolidou como a principal matéria-prima demandada na fabricação de biodiesel.

Apesar da desaceleração nos embarques de soja, o acumulado de janeiro a maio atingiu 19,85 milhões de toneladas, o maior volume enviado ao mercado externo dos últimos cinco anos para o período. Segundo analistas do Instituto, as oscilações pontuais e reduções temporárias são naturais: “Vale destacar que reduções no ritmo das exportações são comuns no período entre safra”.

Para o fechamento de 2026, as projeções do Imea apontam que Mato Grosso deve enviar ao mercado internacional um total de 32,11 milhões de toneladas de soja. Caso o número se confirme, o volume representará um incremento discreto de 0,31% sobre o total observado ao longo de 2025.

Safra de milho supera ciclo anterior

No caso do milho, o desempenho das exportações brasileiras em maio foi carregado pelo resultado mato-grossense. O país escoou 249,31 mil toneladas do cereal, uma queda de 47,06% frente a abril, mas com salto expressivo de 571,87% na comparação anual. Mato Grosso foi o responsável por 48,55% desse total ao embarcar 121,03 mil toneladas, registrando o quinto maior volume para meses de maio na série histórica.

O volume exportado pelo estado representa um crescimento de 207,36% em relação à divulgação anterior. No consolidado da safra 2024/25, as exportações de Mato Grosso já alcançaram 24,03 milhões de toneladas, superando em 1,68% o total escoado em toda a safra 2023/24, restando ainda o mês de junho para fechar os dados oficiais.

Com esse desempenho, o ciclo atual assume o terceiro lugar entre os maiores volumes já exportados na história do milho mato-grossense.

Algodão renova recorde histórico em Mato Grosso

A pluma do algodão registrou o melhor desempenho para meses de maio em toda a série histórica do estado, com o embarque de 194,42 mil toneladas. O montante significou 66,77% de tudo o que o Brasil exportou do produto no período. A liderança mensal das compras ficou com Bangladesh, que adquiriu 45 mil toneladas, seguido pelo Paquistão, com 35,83 mil toneladas.

A China reduziu o ritmo de procura e deixou de liderar os embarques mensais de pluma nos últimos dois meses. Apesar disso, os chineses mantêm a liderança no acumulado da temporada atual (agosto de 2025 a maio de 2026) com 381,15 mil toneladas recebidas, seguidos de perto por Bangladesh, que absorveu 326,31 mil toneladas.

No acumulado geral da temporada, Mato Grosso somou 1,82 milhão de toneladas exportadas, renovando o recorde do período pelo segundo ano consecutivo. De acordo com as projeções do Imea, “o acumulado dos embarques da temporada (agosto de 25 a julho de 2026) deve totalizar 2,08 milhões de toneladas”.


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USDA informa venda de 120 mil toneladas de milho dos EUA para destino desconhecido

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Exportadores privados dos Estados Unidos registraram a venda de 120 mil toneladas de milho para destinos desconhecidos, informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta terça-feira (9). O volume negociado é destinado ao ano comercial 2025/26, que começa em 1º de setembro no mercado norte-americano. A operação foi divulgada dentro do sistema diário de notificações obrigatórias do órgão.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a venda envolve 120 mil toneladas de milho e tem entrega prevista para a temporada 2025/26. O órgão não informou o comprador final nem a origem detalhada da demanda, classificando a operação como destinada a “unknown destinations”, termo usado quando o destino ainda não é identificado publicamente no momento do registro.

No mercado dos Estados Unidos, exportadores são obrigados a reportar ao USDA qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity realizada em um único dia. A exigência também vale para operações de 200 mil toneladas ou mais para um mesmo destino, com comunicação até o dia útil seguinte. Esse sistema busca dar transparência ao fluxo comercial e ao ritmo da demanda externa.

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A divulgação de vendas avulsas desse porte é acompanhada por agentes do mercado porque sinaliza interesse internacional pelo cereal norte-americano antes do início formal do novo ano comercial. No caso do milho, a temporada 2025/26 dos Estados Unidos começa em 1º de setembro.

Sem a identificação do país comprador, o dado não permite concluir, neste momento, qual mercado está originando a demanda nem se a operação altera de forma imediata o quadro global de concorrência. Ainda assim, o registro reforça a movimentação comercial da safra futura dos Estados Unidos, fator observado por exportadores, tradings e participantes do mercado de grãos.

O efeito dessa venda sobre preços e fluxo internacional dependerá de novas informações sobre o destino, do volume adicional de negócios reportados ao USDA e do andamento da oferta norte-americana no ciclo 2025/26. Até o momento, o órgão divulgou apenas o volume e a classificação do destino como desconhecido.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mapa confirma primeiros casos de greening em citros no Rio Grande do Sul

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou na segunda-feira (8) os primeiros casos de greening, também chamado de Huanglongbing (HLB), em plantas cítricas no Rio Grande do Sul. A ocorrência foi identificada em um pomar doméstico no município de Palmitinho, na região do Médio Alto Uruguai, próximo à divisa com Santa Catarina. A confirmação ocorreu após análises laboratoriais da rede do ministério.

Segundo o Mapa, equipes do órgão e da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Estado do Rio Grande do Sul (Seapi-RS) já atuam na região para monitorar áreas próximas ao foco e adotar medidas fitossanitárias para conter a disseminação da doença.

As ações seguem o Plano de Ação previsto na Portaria SDA/Mapa nº 1.326/2025, que institui o Programa Nacional de Controle e Prevenção do Greening. Entre as medidas previstas estão a intensificação da vigilância fitossanitária, com atenção especial aos pomares comerciais, e o controle do trânsito de mudas, ponto considerado sensível para a dispersão do problema.

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De acordo com o protocolo oficial, também será feita a erradicação das plantas infectadas e o controle rigoroso do psilídeo Diaphorina citri, inseto vetor da bactéria associada ao greening. O objetivo é reduzir o risco de avanço da doença para outras áreas produtoras.

O greening não oferece risco à saúde humana, mas tem efeito direto sobre a produção citrícola. Entre os danos técnicos descritos pelo ministério estão a deformação dos frutos, a perda de qualidade e a redução da produtividade das plantas. Por isso, a confirmação do primeiro foco no Estado amplia a necessidade de monitoramento fitossanitário, sobretudo em regiões com atividade citrícola e circulação de material propagativo.

O comunicado oficial não detalha, até o momento, o número de plantas atingidas nem a área total sob investigação na região.

A contenção do foco dependerá da execução das medidas previstas no protocolo oficial, com erradicação das plantas contaminadas, controle do inseto vetor e reforço da fiscalização sobre mudas e pomares. Até a divulgação de novos levantamentos, não há base oficial para estimar o alcance produtivo da ocorrência no Estado.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Novo modelo estima dinâmica de carbono na agricultura tropical

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Um novo modelo para calcular a dinâmica de carbono no solo em sistemas de agricultura tropical foi apresentado nesta segunda-feira (09). Chamado ProCarbon-Soil, o sistema foi descrito como o primeiro desenvolvido para condições tropicais e com uso de apenas duas variáveis. O conteúdo disponível não informa, porém, a instituição responsável, a metodologia completa nem a base de validação dos resultados.

A proposta do ProCarbon-Soil se insere em uma frente técnica relevante para o agro: a medição do carbono no solo e sua variação ao longo do tempo. Esse tipo de estimativa é usado para analisar práticas de manejo, avaliar conservação do solo e apoiar estudos sobre emissões e remoção de carbono em áreas produtivas.

Segundo a descrição apresentada, o diferencial do modelo está na adaptação às condições dos trópicos. Essa especificidade é central para a agricultura brasileira, já que clima, temperatura, regime de chuvas e características dos solos tropicais influenciam a decomposição da matéria orgânica e o armazenamento de carbono de forma diferente de regiões temperadas.

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Outro ponto informado é o uso de apenas duas variáveis. Em termos operacionais, modelos mais simples podem ampliar a aplicação prática no campo e em projetos de pesquisa, desde que apresentem consistência técnica. No entanto, o material fornecido não detalha quais são essas variáveis, nem informa margem de erro, escala de uso, tipos de cultura avaliados ou recorte geográfico da validação.

Na prática, ferramentas desse tipo podem contribuir para monitoramento de sistemas produtivos, comparação entre manejos e eventual estruturação de inventários ou programas ligados à agricultura de baixo carbono. Também podem apoiar decisões técnicas em áreas como plantio direto, rotação de culturas e recuperação de solo, quando houver validação científica e uso adequado.

Sem informações adicionais sobre publicação científica, equipe responsável ou resultados comparativos, não é possível precisar o alcance operacional imediato do modelo.

O avanço indica uma linha de pesquisa com potencial para ampliar a mensuração de carbono em sistemas tropicais, tema estratégico para a agropecuária brasileira. Ainda assim, a aplicação técnica do ProCarbon-Soil dependerá de dados complementares sobre metodologia, validação e condições de uso, que não foram informados no conteúdo disponível.

Fonte: embrapa.br

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