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16 de setembro de 2026

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Recuo na soja e recordes no milho e algodão redesenham exportações de Mato Grosso em maio

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A retração nas compras chinesas de soja e o avanço histórico nos embarques de milho e algodão ditaram o ritmo das exportações de Mato Grosso em maio de 2026. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), apontam que o estado manteve forte protagonismo logístico no país. Enquanto a oleaginosa perdeu fôlego no mercado externo, o cereal e a pluma renovaram patamares históricos de escoamento.

O recuo na soja foi determinado pelo comportamento do principal parceiro comercial de Mato Grosso. O estado exportou 4,55 milhões de toneladas em maio de 2026, volume 14,95% inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. O resultado reflete diretamente a redução de 22,74% nas compras efetuadas pela China, que somaram 2,79 milhões de toneladas no quinto mês de 2026.

Além da menor demanda externa, o mercado doméstico absorveu parte do produto disponível em Mato Grosso. O processamento interno ganhou tração por conta do avanço no esmagamento para a produção de óleo de soja, que se consolidou como a principal matéria-prima demandada na fabricação de biodiesel.

Apesar da desaceleração nos embarques de soja, o acumulado de janeiro a maio atingiu 19,85 milhões de toneladas, o maior volume enviado ao mercado externo dos últimos cinco anos para o período. Segundo analistas do Instituto, as oscilações pontuais e reduções temporárias são naturais: “Vale destacar que reduções no ritmo das exportações são comuns no período entre safra”.

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Para o fechamento de 2026, as projeções do Imea apontam que Mato Grosso deve enviar ao mercado internacional um total de 32,11 milhões de toneladas de soja. Caso o número se confirme, o volume representará um incremento discreto de 0,31% sobre o total observado ao longo de 2025.

Safra de milho supera ciclo anterior

No caso do milho, o desempenho das exportações brasileiras em maio foi carregado pelo resultado mato-grossense. O país escoou 249,31 mil toneladas do cereal, uma queda de 47,06% frente a abril, mas com salto expressivo de 571,87% na comparação anual. Mato Grosso foi o responsável por 48,55% desse total ao embarcar 121,03 mil toneladas, registrando o quinto maior volume para meses de maio na série histórica.

O volume exportado pelo estado representa um crescimento de 207,36% em relação à divulgação anterior. No consolidado da safra 2024/25, as exportações de Mato Grosso já alcançaram 24,03 milhões de toneladas, superando em 1,68% o total escoado em toda a safra 2023/24, restando ainda o mês de junho para fechar os dados oficiais.

Com esse desempenho, o ciclo atual assume o terceiro lugar entre os maiores volumes já exportados na história do milho mato-grossense.

Algodão renova recorde histórico em Mato Grosso

A pluma do algodão registrou o melhor desempenho para meses de maio em toda a série histórica do estado, com o embarque de 194,42 mil toneladas. O montante significou 66,77% de tudo o que o Brasil exportou do produto no período. A liderança mensal das compras ficou com Bangladesh, que adquiriu 45 mil toneladas, seguido pelo Paquistão, com 35,83 mil toneladas.

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A China reduziu o ritmo de procura e deixou de liderar os embarques mensais de pluma nos últimos dois meses. Apesar disso, os chineses mantêm a liderança no acumulado da temporada atual (agosto de 2025 a maio de 2026) com 381,15 mil toneladas recebidas, seguidos de perto por Bangladesh, que absorveu 326,31 mil toneladas.

No acumulado geral da temporada, Mato Grosso somou 1,82 milhão de toneladas exportadas, renovando o recorde do período pelo segundo ano consecutivo. De acordo com as projeções do Imea, “o acumulado dos embarques da temporada (agosto de 25 a julho de 2026) deve totalizar 2,08 milhões de toneladas”.


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Prefeitura abre chamada pública para compra de alimentos com investimento de R$ 324,8 mil

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MDA

A Prefeitura de Sorriso (MT) abriu uma chamada pública para agricultores familiares interessados em fornecer alimentos ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

O programa permite que o poder público compre alimentos produzidos por agricultores familiares e destine esses produtos a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social, por meio de programas e serviços públicos de segurança alimentar.

Em Sorriso, serão investidos R$ 324.899,20 na compra de alimentos da agricultura familiar. Entre os produtos previstos estão frutas, verduras, legumes, mandioca, farinha, mel, ovos, frango caipira, queijo, pães e bolachas caseiras, entre outros.

A chamada pública é destinada a agricultores familiares individuais que moram em Sorriso e possuem o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo.

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Os interessados deverão preparar um Projeto de Venda, informando os alimentos que produzem e pretendem fornecer ao programa, além de apresentar a documentação exigida no edital.

Como participar?

Os documentos e o Projeto de Venda deverão ser entregues presencialmente na SEMASA, entre os dias 17 e 30 de setembro de 2026, das 7h às 12h, de segunda a sexta-feira.

Entre os documentos necessários estão CPF, RG ou CNH, extrato do CAF, comprovante de endereço, Projeto de Venda e Declaração de Produção Própria. Quando for o caso, também deverá ser apresentado o CadÚnico atualizado.

Após o prazo de inscrição, a equipe técnica responsável pelo PAA fará a análise dos projetos. Os agricultores habilitados poderão ser chamados para realizar as entregas, conforme a demanda dos programas atendidos e a disponibilidade de recursos.

Local: Rua Marechal Cândido Rondon, nº 2311, Jardim Bela Vista
Prazo: 17 a 30 de setembro
Horário: 7h às 12h
Entrega: presencialmente

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Critérios

O PAA possui critérios de priorização para ampliar a participação de públicos específicos da agricultura familiar, como mulheres, agricultores inscritos no CadÚnico, assentados da reforma agrária, jovens de 18 a 29 anos, pescadores, indígenas, quilombolas, negros e integrantes de povos e comunidades tradicionais.

O edital também estabelece a participação mínima de 50% de mulheres e 60% de fornecedores inscritos no CadÚnico. As compras estão previstas para ocorrer de novembro de 2026 a julho de 2027, ou até que os recursos disponíveis sejam utilizados. O limite de comercialização é de até R$ 15 mil por agricultor, por CAF, em cada ano civil, conforme as regras do programa.

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Soja e milho exigem cuidado antes da semeadura para evitar falhas na lavoura

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Foto: Reprodução/Aprosoja Mato Grosso

Falhas na implantação podem começar antes mesmo da semeadura da soja e do milho. Em Mato Grosso, a qualidade das sementes, a umidade do solo e a regulagem dos equipamentos estão entre os fatores que precisam ser observados nesta etapa da safra.

No caso das sementes, os índices de germinação e vigor precisam ser conferidos antes da semeadura, assim como a procedência do produto adquirido. A avaliação ganha importância porque a qualidade da semente está diretamente ligada ao estabelecimento das plantas. O produtor também precisa considerar as condições da área e o momento de colocar o material no solo.

Para o vice-presidente Oeste da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Gilson Antunes de Melo, a atenção começa na compra. “O ideal é que o produtor compre uma semente de boa qualidade, de empresas idôneas que estão a tempo no mercado”, afirma.

Ele também orienta que o produtor confira os índices de germinação e vigor do material antes do plantio. A avaliação pode apontar a necessidade de cuidados adicionais antes da semeadura.

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Umidade do solo entra na decisão

O que chega à fazenda também precisa ser avaliado antes de ir para a lavoura. Quando há dúvida sobre a qualidade, a orientação é solicitar a coleta de uma amostra e encaminhá-la para análise. As sementes adquiridas pelos produtores passam por coleta e análise para verificar os índices de qualidade. No Semente Forte, da Aprosoja MT, as amostras são coletadas por técnicos habilitados pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM) e encaminhadas a laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Na hora que a semente chega na fazenda, o ideal é que chame o supervisor da Aprosoja MT da região para que colete essa semente. Se tiver dúvidas, mande para o laboratório antes de realizar o plantio”, diz Gilson.

O resultado da análise ajuda a definir o tratamento das sementes. A decisão sobre quando semear também passa pela condição encontrada no solo, principalmente pela presença de umidade.

“Com o resultado de qualidade em mãos, o produtor pode tomar decisão em relação ao tratamento do material, e também, decidir qual o melhor momento para plantar levando em consideração a umidade do solo, fator que contribui para uma boa germinação”, completa.

A preparação não termina na semente, conforme a entidade. A regulagem dos equipamentos de plantio também faz parte dos cuidados previstos para a semeadura. A Aprosoja MT orienta que o produtor planeje as etapas do plantio, considerando a qualidade das sementes, o tratamento do material, a umidade do solo e a regulagem dos equipamentos.

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Disputa por arroz aumenta e saca chega perto de R$ 90 no RS

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Foto: Paulo Lanzetta

A concorrência entre os mercados interno e externo tem sustentado os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), negócios destinados à exportação foram realizados nos últimos dias a valores próximos de R$ 90 pela saca de 50 quilos no Porto do Rio Grande.

As negociações estiveram relacionadas ao fechamento de cargas para navios e estimularam produtores a ampliar a oferta do cereal, principalmente nas regiões mais próximas ao terminal portuário.

Ao mesmo tempo, parte das indústrias voltadas ao mercado doméstico reduziu a atuação nas negociações diante da dificuldade para acompanhar os preços pagos nas operações destinadas à exportação.

Exportação disputa arroz com indústrias

Segundo o Cepea, a concorrência pelo produto ocorre em um momento de maior demanda das indústrias por matéria-prima, reforçando a sustentação das cotações.

O movimento também é acompanhado pela expectativa de compras governamentais, outro fator que mantém os agentes atentos e contribui para a firmeza dos preços do arroz em casca no estado.

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Beneficiamento de arroz avança no Rio Grande do Sul

A maior procura por matéria-prima ocorre após o beneficiamento de arroz avançar no Rio Grande do Sul em agosto.

Além da movimentação no campo e nas indústrias, os preços ao consumidor também registraram alta no período, segundo o Cepea.

Com exportadores e indústrias domésticas disputando o cereal e a expectativa de atuação do governo no mercado, as cotações do arroz em casca permanecem firmes no estado.

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