Connect with us
24 de julho de 2026

Agro Mato Grosso

Etanol ganha força em Mato Grosso e já supera gasolina

Published

on

Abastecer o carro ficou um pouco menos pesado para o bolso em Mato Grosso neste fechamento de maio. Enquanto gasolina, diesel e etanol registraram queda, foi o combustível vindo das usinas de cana e milho do estado que apresentou o recuo mais agressivo, mudando a estratégia dos motoristas nas bombas.

Para quem vive em Mato Grosso, a notícia é um diferencial estratégico. O estado consolida sua posição como o líder nacional onde o etanol é financeiramente mais vantajoso, impulsionado pela produção local recorde e logística simplificada.

Dados do Monitor de Preços Veloe, em parceria com a Fipe, confirmam que o litro do etanol fechou o mês com média nacional de R$ 4,49. No entanto, em MT, os preços praticados nas principais cidades do agronegócio conseguem ser ainda mais competitivos devido à proximidade das plantas processadoras.

Gasolina etanol.png

Por que a relação de 70% favorece Mato Grosso agora?

O motorista de carro flex já conhece a regra: o etanol compensa quando custa até 70% do valor da gasolina. Em maio, a média nacional bateu 70,1%, mas no Centro-Oeste essa barreira foi quebrada, tornando o biocombustível a escolha óbvia para quem busca eficiência financeira.

A queda de 5,6% no preço do etanol superou de longe o recuo da gasolina (1%) e do diesel S-10 (3,3%). Essa dinâmica ocorre porque Mato Grosso possui uma infraestrutura de produção de biocombustíveis que reduz o custo de frete, um dos maiores vilões do preço final em outros estados.

Em polos como Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sorriso, a forte movimentação das usinas de etanol de milho cria um ecossistema de oferta que mantém os valores atrativos mesmo em períodos de entressafra nacional.

O que observar antes de parar no posto

Mesmo com o cenário favorável, especialistas recomendam que o condutor faça a conta exata no momento do abastecimento. Como o rendimento do etanol é menor, qualquer variação centesimal pode influenciar no custo por quilômetro rodado ao longo do mês.

A projeção para junho de 2026 indica que, com a produção avançando no interior de Mato Grosso, o combustível renovável deve continuar ganhando espaço. Para o motorista local, o momento é de aproveitar a vantagem competitiva regional que coloca o estado no topo da economia de combustíveis no Brasil.

A dica final é simples: divida o preço do etanol pelo da gasolina. Se o resultado for igual ou inferior a 0,70, complete o tanque com o produto das nossas usinas e garanta mais fôlego para o orçamento familiar.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

TCE amplia diálogo sobre Reforma Tributária com setor produtivo do turismo em MT

Published

on

O presidente da Comissão Permanente de Sustentabilidade Fiscal e Desenvolvimento (Copsfid) do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro aposentado Valter Albano, defendeu, nesta terça-feira (21), que o novo sistema tributário brasileiro tornará a arrecadação mais transparente e contribuirá para uma distribuição mais equilibrada do desenvolvimento no estado. A avaliação foi feita durante o painel “Reforma Tributária e o Turismo”, realizado na sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT).

O encontro reuniu representantes do setor turístico, empresários e integrantes do Governo do Estado para discutir os impactos da maior reforma fiscal da história do país sobre a cadeia produtiva do turismo em Mato Grosso. A iniciativa integra a estratégia do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, de ampliar o diálogo com diferentes setores da sociedade e orientar gestores públicos e o setor produtivo sobre os efeitos da Reforma Tributária e seus reflexos no desenvolvimento econômico do estado.

Para Albano, o novo modelo representa um avanço na transparência do sistema tributário e na promoção de um ambiente econômico mais justo. “Passamos a ter um sistema tributário transparente, verdadeiro, em que quem age corretamente paga e quem agia de forma incorreta também terá que pagar. Isso, na minha avaliação, democratiza o ambiente econômico.”

O presidente da Copsfid também ressaltou o papel orientativo do Tribunal de Contas durante o período de transição. “Nossa atuação tem sido voltada, principalmente, às prefeituras e aos seus órgãos de desenvolvimento econômico. Temos procurado mostrar que a Reforma Tributária apresenta mais pontos positivos do que negativos.”

Segundo ele, o novo modelo também pode contribuir para reduzir desigualdades regionais e ampliar oportunidades de crescimento. “Mato Grosso possui uma riqueza amplamente reconhecida, mas que ainda está concentrada nas mãos de poucos. O grande desafio é distribuir esse desenvolvimento e a Reforma Tributária pode ser um importante instrumento para alcançar esse objetivo.”

O presidente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da Fecomércio-MT (Cetur), Jaime Okamura, anfitrião do evento, destacou que as mudanças exigirão maior integração entre os segmentos da cadeia produtiva do turismo. “O turismo depende diretamente de setores como transporte aéreo, hospedagem, alimentação e bebidas. Qualquer alteração nos custos dessas atividades impactará diretamente o setor. Todos os estados disputarão turistas, investimentos e eventos. Por isso, precisamos nos preparar, desenvolver novos produtos turísticos e fortalecer nossos destinos.”

Apresentações

Durante o painel, os consultores da Copsfid Coltri Junior e Ilson Sanches abordaram o tema “Reforma Tributária: impactos e desafios nos municípios com potencial turístico do estado”.

Especialista em Direito Empresarial e Processual, Ilson Sanches explicou que, por determinação do presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, o Tribunal ampliou sua atuação orientativa para apoiar o estado e os municípios na adaptação ao novo sistema tributário.

“Na Comissão, desenvolvemos um trabalho de orientação, oferecendo estudos, diagnósticos e subsídios para o aperfeiçoamento das políticas públicas. Nosso objetivo é ampliar o conhecimento sobre a Reforma Tributária e mostrar as potencialidades dos municípios para se adaptarem ao novo modelo, cuja transição ocorrerá até 2033”, salientou.

Já o consultor organizacional e especialista em gestão, Coltri Junior, destacou que a reforma cria oportunidades para que o turismo contribua para compensar eventuais perdas de arrecadação municipal.

“Com a mudança na forma de tributação, o consumo passa a ser um fator estratégico para os municípios, já que a arrecadação será concentrada no local onde ocorre o consumo e não mais onde o bem é produzido. Nesse cenário, o turismo torna-se um elemento importante para fortalecer a economia local e mitigar possíveis perdas de receita”, pontuou.

Promovido pelo Cetur em parceria com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), o Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Mato Grosso (SHRBS-MT) e o Sindicato de Empresas de Eventos e Afins de Mato Grosso (Sindieventos-MT), o evento também contou com a participação do auditor e Secretário Executivo da Copsfid,  Flávio Vieira, do Auditor e Secretário Adjunto do Núcleo de Políticas Públicas do TCE/MT, Joel Bino, do presidente da Fecomércio, Tião da Zaeli, da Deputada Estadual Janaína Riva, do secretário-adjunto de Turismo do Estado, Luis Carlos Nigro, e do Prefeito de Diamantino, Chico Mendes.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

TCE propõe mudança na Lei para destravar mais de 2,7 mil obras municipais paralisadas em MT

Published

on

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, vai propor mudanças na Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021) para priorizar a retomada de obras paralisadas. A proposta será encaminhada ao Congresso Nacional e apresentada ao presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre.

O anúncio foi feito durante reunião transmitida ao vivo nesta quarta-feira (22). Em Mato Grosso, somente no que diz respeito às prefeituras, há 2.705 obras paralisadas, que somam R$ 3,6 bilhões

“Esses números são preocupantes e o dinheiro gasto é desperdiçado, já que a obra fica desgastada e precisa ser refeita. A principal sugestão que iremos fazer é a de que os municípios possam contratar empresas locais para retomarem as obras, mesmo que não tenham participado do processo licitatório, desde que atendam aos critérios estabelecidos pelo edital”, explicou Sérgio Ricardo.

Informações disponíveis no módulo “Obras Paralisadas” do Radar de Controle Público do TCE-MT apontam ainda que, das 2.705 obras paralisadas, pleiteadas pelo Poder Executivo Municipal, 1.705 estão nesta situação há mais de 90 dias. As prefeituras que mais enfrentam o desafio atualmente são as de Várzea Grande, Barra do Bugres e Rondonópolis, e os setores mais afetados são infraestrutura e transporte, educação e saúde.

De acordo com o conselheiro-presidente, o TCE-MT dispõe de informações exclusivas que, quando reunidas nas plataformas Platão e Radar de Controle Público, desenvolvidas pela Secretaria Executiva de Tecnologia da Informação (SETI), contribuem para além da fiscalização, agregando nas orientações oferecidas pelo órgão.

“Essas ferramentas têm contribuído muito com a elaboração do Plano de Metas Mato Grosso 2050, com apoio da equipe técnica e dos especialistas do Tribunal. Com informações exclusivas, podemos dar uma contribuição ímpar aos próximos governantes com um projeto de gestão para os próximos 24 anos”, pontuou.

O presidente acrescentou ainda que obras paralisadas passarão a ser ponto de controle na análise das contas por parte do TCE. “Na prestação de contas desse ano, os prefeitos deverão informar quais obras estão paralisadas, quanto foi gasto, o motivo da paralisação e a empresa contratada. Essa situação não pode continuar assim”, concluiu.

Platão

A inteligência artificial foi desenvolvida pelo TCE-MT e lançada em 2025 com o objetivo de fortalecer o trabalho da instituição e, por consequência, a gestão pública e os serviços prestados à população. A ferramenta, que conta com modelo próprio de consultas em linguagem natural, hospedado no data center do órgão, agiliza processos internos e amplia a capacidade de fiscalização preventiva.

Desde maio deste ano, a plataforma passou a monitorar e analisar em tempo real todos os editais de licitação publicados pelos órgãos públicos de Mato Grosso, ampliando o controle preventivo sobre contratos e obras públicas no estado e evitando prejuízos financeiros.

Obras paralisadas no Radar de Controle Público

Desde 2021, o TCE-MT disponibiliza, no módulo “Obras Paralisadas” do Radar de Controle Público, um panorama em tempo real das obras paralisadas no estado, com detalhes, valores gastos e tempo de paralisação.

As informações são provenientes do Sistema Geo-Obras, também do TCE-MT, que são declaratórias e cadastradas pelas próprias unidades gestoras responsáveis pelo empreendimento. A ferramenta foi desenvolvida pela Secretaria Executiva de Tecnologia da Informação (SETI) do TCE-MT e é gerenciada pela Secex de Obras e Infraestrutura.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

FS e AMAGGI concluem acordo estratégico em MT na produção de etanol no Brasil

Published

on

A FS e a AMAGGI  concluíram o acordo que une uma das líderes na produção de etanol no Brasil e a maior empresa brasileira de grãos e fibras, após a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do cumprimento de todas as condições precedentes.

A transação, por meio da qual a AMAGGI adquire uma participação de 40% do capital social da FS, contempla um aporte de US$ 100 milhões na companhia, por meio de uma emissão primária de ações. Além disso, prevê a aquisição de participações detidas por acionistas da FS.

Com raízes no estado de Mato Grosso, tanto a FS quanto a AMAGGI compartilham uma trajetória marcada por inovação, crescimento sustentável e protagonismo na cadeia agrícola. Fundada com foco na produção de biocombustíveis e nutrição animal a partir do milho, a FS foi pioneira na produção de etanol de milho no Brasil e protagonista no desenvolvimento do setor, consolidando-se como referência em eficiência, inovação e sustentabilidade.

A AMAGGI, que completa 50 anos no próximo ano, tornou-se a maior empresa de capital integralmente brasileiro na cadeia da soja, do milho e do algodão. Atua na produção, exportação, industrialização, logística, geração e comercialização de energia, produtos e serviços financeiros, insumos, produção de biodiesel, entre diversas outras atividades do agronegócio. A companhia também é referência em sustentabilidade, com diversos reconhecimentos internacionais e posição de liderança em rankings globais sobre o tema.

A parceria tem como foco apoiar o crescimento da FS e capturar conhecimentos e sinergias relevantes em áreas estratégicas, incluindo originação de milho, otimização logística e exportações, fortalecendo ainda mais a competitividade das duas organizações. Para a AMAGGI, trata-se de mais um passo em sua estratégia de industrialização e verticalização das operações, contribuindo para a crescente diversificação de seu portfólio de negócios.

A FS deve inaugurar sua quarta unidade produtiva ao fim de 2026, em Campo Novo do Parecis, e a quinta, em Querência, em julho de 2027. Ao fim desse ciclo de expansão, a empresa terá capacidade produtiva estimada de 3,9 bilhões de litros de etanol e de aproximadamente 3,0 milhões de toneladas de DDG.

Sobre a FS – A FS foi a primeira empresa a produzir etanol exclusivamente a partir de milho no Brasil, e sua visão de negócio é ser a maior companhia de combustível carbono negativo do mundo. Desde o início das atividades, em 2017, o negócio cresceu mais de 10 vezes e vive um novo ciclo de expansão. A receita líquida da companhia alcançou R$ 13 bilhões ao fim do ano-safra 2025/2026, com lucro líquido de R$ 1,6 bilhão.

A companhia processa atualmente mais de 6 milhões de toneladas de milho por ano-safra e produz 2,6 bilhões de litros de etanol e 2,2 milhões de toneladas de DDG (proteína de milho para nutrição animal). O etanol de milho produzido pela FS possui a menor pegada de carbono do mundo.

Sobre a AMAGGI – Fundada em 1977, a AMAGGI é a maior empresa brasileira de grãos e fibras. Presente em diversas etapas da cadeia do agronegócio, a companhia atua na produção agrícola de grãos, fibras e sementes; na originação, processamento e comercialização de grãos e insumos; além de transporte fluvial e rodoviário, operações portuárias e geração e comercialização de energia elétrica renovável.

Com sede em Cuiabá (MT), a AMAGGI está presente em todas as regiões do Brasil, com fazendas, armazéns, escritórios, fábricas, frota fluvial e rodoviária, terminais portuários e centrais hidrelétricas. No exterior, possui unidades e escritórios na Argentina, China, Holanda, Noruega, Suíça, Singapura e Panamá.

A empresa comercializa 24,7 milhões de toneladas de grãos e fibras em todo o mundo, das quais 1,7 milhão de toneladas é proveniente de suas próprias fazendas. Além disso, mantém relacionamento comercial com aproximadamente 5,6 mil produtores rurais.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT