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15 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Tecnologia é aposta da BASF para elevar a produtividade agrícola MT

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Fungicida com molécula inédita e biotecnologia contra nematoides estão entre as novidades apresentadas pela empresa

O agronegócio brasileiro chegou a um ponto de inflexão. Diante da instabilidade climática, da crescente complexidade dos sistemas produtivos e da necessidade de manter competitividade e rentabilidade no campo, há um consenso crescente entre pesquisadores, consultores agronômicos e lideranças do setor de que o próximo salto de crescimento do agro não virá da abertura de novas fronteiras agrícolas, mas da adoção de tecnologias capazes de ampliar a produtividade dentro do hectare já cultivado.

Essa discussão esteve no centro dos debates do Top Ciência 2026, movimento promovido pela BASF Soluções para Agricultura, que reuniu pesquisadores, consultores e especialistas, entre eles André Debastiani, sócio-diretor da Agroconsult; Gustavo Spadotti Amaral Castro, da Embrapa Territorial; e Walter Longo, especialista em inovação e transformação digital. Ao longo do encontro, os participantes discutiram os principais desafios e oportunidades da próxima década do agronegócio brasileiro.

Entre os pontos que mais apareceram nas discussões, esteve a percepção de que os próximos ganhos de competitividade dependerão menos da expansão territorial e cada vez mais da integração entre ciência, tecnologia e conhecimento agronômico para ampliar a produtividade dentro dos sistemas produtivos.

Nesse cenário, a indústria tem acelerado o desenvolvimento de inovações voltadas aos desafios do campo. Segundo Graciela Mognol, diretora de Marketing da BASF Soluções para Agricultura, o desafio é transformar avanços tecnológicos em resultados concretos para o agricultor.

“O agro brasileiro continuará crescendo, mas o futuro exige que a inovação aplicada se traduza rapidamente em resultados reais e sustentáveis na lavoura. O agricultor e o consultor que estão no campo nos pedem soluções que não apenas protejam o cultivo, mas que mudem o patamar produtivo dentro do espaço que eles já possuem”, afirma a executiva.

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A busca por esse novo ciclo de produtividade também orienta a estratégia de inovação da companhia. Com foco nos desafios apontados por agricultores, consultores e pesquisadores, a empresa vem direcionando investimentos para tecnologias capazes de aumentar a eficiência dos sistemas produtivos e contribuir para a sustentabilidade do negócio agrícola.

Entre as novidades estão o fungicida com a nova molécula Pavecto e a biotecnologia NRS (Nematode Resistant System) para soja resistente a nematoides. Com previsão de lançamento até o fim de 2027 e final desta década, respectivamente, as duas iniciativas são exemplos práticos de como a ciência está se adequando às exigências imediatas do campo.

O novo ingrediente Pavecto, por exemplo, responde a um alerta antigo dos fitopatologistas sobre a resistência dos fungos que causam doenças nas plantas. Ao introduzir um grupo químico inédito no mercado, as tetrazolinonas, a molécula oferece uma nova alternativa para garantir eficiência de controle no manejo de culturas como soja e algodão, além de milho.

Em outra frente de inovação, voltada para sementes de soja, a tecnologia NRS poderá gerar uma revolução no campo capaz de reverter prejuízos anuais de R$ 35 bilhões de acordo com a Sociedade Brasileira de Nematologia. A biotecnologia ajudará no controle de nematoides, que são uma praga de solo invisível a olho nu e que é considerada um dos maiores problemas da agricultura do país. Esta ferramenta inédita no mundo contribuirá diretamente na redução da população deste tipo de verme, beneficiando inclusive as culturas seguintes na mesma área.

“A agricultura está cada vez mais complexa, o que exige soluções capazes de responder a diferentes desafios do sistema produtivo. Pavecto e NRS representam esse avanço da ciência ao apoiar o agricultor em diferentes frentes, desde a proteção das lavouras até o manejo de desafios que impactam a produtividade”, reforça Rafael Vicentini, diretor de Marketing de Sistemas de Cultivo Soja da BASF.

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As duas tecnologias refletem um movimento mais amplo observado durante os debates do Top Ciência: a busca por soluções capazes de atuar não apenas sobre problemas isolados, mas sobre a produtividade e a resiliência dos sistemas produtivos como um todo.

Ciência e inovação para uma agricultura mais produtiva

A discussão sobre produtividade também passa pela capacidade de transformar conhecimento em soluções aplicáveis ao campo. Entre os principais pontos abordados por pesquisadores, consultores e especialistas durante o Top Ciência, está a necessidade de aproximar cada vez mais a ciência dos sistemas produtivos, combinando diferentes tecnologias para enfrentar desafios cada vez mais complexos da agricultura brasileira.

Nesse contexto, o pesquisador da Embrapa Gustavo Spadotti destacou a importância de uma ciência adaptada às condições tropicais para a evolução da agricultura nacional e reforçou que ainda existe espaço para avanços significativos de produtividade sem a necessidade de expansão proporcional da área cultivada.

“O Brasil possui espaço para elevar a produtividade e, simultaneamente, utilizar de maneira mais eficiente as áreas já abertas. O próximo avanço dependerá da disseminação de conhecimento e tecnologias capazes de reduzir as diferenças de desempenho entre os sistemas produtivos”, afirmou.

Visão sistêmica: o conhecimento humano em primeiro lugar

A necessidade de reduzir essas diferenças de desempenho passa por uma compreensão mais ampla dos sistemas produtivos. Para os especialistas reunidos no Top Ciência, os desafios atuais da agricultura já não podem ser tratados de forma isolada. Questões relacionadas à produtividade, doenças, pragas, sustentabilidade, manejo e rentabilidade exigem uma visão cada vez mais integrada dos sistemas produtivos.

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Para a BASF, esse cenário reforça a importância de combinar diferentes frentes de inovação, conectando proteção de cultivos, biotecnologia, agricultura digital e conhecimento agronômico para apoiar decisões mais eficientes e contribuir para a longevidade do negócio agrícola. Essa visão também orienta os investimentos globais da empresa, que somam cerca de € 1 bilhão ao ano em pesquisa e desenvolvimento.

Parte dessa estratégia passa justamente pela aproximação entre a pesquisa, a indústria e os profissionais que atuam diretamente no campo. Essa conexão entre o conhecimento científico e a realidade brasileira ganha escala quando ideias acadêmicas viram soluções práticas. Um exemplo disso ocorreu no Top Ciência, quando a companhia premiou dez projetos de especialistas que já estão transformando desafios operacionais em ganhos de eficiência e rentabilidade nas fazendas brasileiras.

Afinal, ao longo das últimas décadas, o avanço da agricultura tropical no Brasil foi impulsionado justamente pela ciência. Diante dos novos desafios do campo, esse conhecimento precisa continuar evoluindo e sendo traduzido em soluções que considerem as variáveis do sistema produtivo, garantindo a longevidade do negócio agrícola.

“A trajetória da agricultura brasileira mostra que os avanços do setor foram construídos a partir da conexão entre ciência, inovação e aplicação prática. O papel do Top Ciência é justamente fortalecer essa ponte, aproximando pesquisa, consultoria, indústria e agricultores para transformar conhecimento em produtividade, competitividade e valor para o campo”, conclui Eduardo Santos, Gerente Sênior de Desenvolvimento Técnico da BASF Soluções para Agricultura.

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Agro Mato Grosso

Dia Internacional da Mulher Rural: Mulheres do campo transformam legado para novas gerações

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Aprosoja MT destaca trajetória de mulheres que ajudaram a abrir espaço para novas gerações na agricultura

Mulheres vão e vêm todos os dias nas lavouras do Brasil, pilotando maquinários, analisando o plantio e a colheita, fazendo pagamentos e todos os trabalhos administrativos de uma propriedade. Muitas delas se inspiraram nas mães ou até tiveram que ser as primeiras mulheres da família a comandar toda a empresa, mas tudo foi possível por causa das mulheres corajosas que iniciaram os trabalhos. Neste dia 15 de outubro, se comemora o Dia Internacional da Mulher Rural, e a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reforça o compromisso com todas as que já foram, que estão trabalhando e as que ainda se tornarão profissionais do campo.

Para ter hoje muitas mulheres inseridas na agricultura, foi preciso que muitas outras tivessem a coragem de iniciar, como contou a delegada do núcleo de Campo Novo do Parecis, Andreia Cervo Stefanello. Ela explicou que, no início, ficou preocupada em cursar Engenharia Agronômica por ser, na época, uma área predominantemente masculina.

“Quando eu decidi fazer a agronomia, eu sempre tive a vontade de ajudar o pai na lavoura. E sempre tive muito medo de como seria uma mulher em um meio tão masculino como a agricultura. E daí eu descobri que a agricultura, ela não tem preferência por masculino ou feminino, ela tem preferência por apaixonados. E quando eu me vi apaixonada pela lavoura, eu consegui entender que a gente, quando gosta de algo, a gente consegue fazer cem por cento”, afirmou.

A história escrita por ela na agricultura não começou há 30 anos, quando se formou, começou antes mesmo de ela nascer. Andreia contou que a família saiu da Itália nos anos de 1800 e, ao chegar ao Brasil, continuaram as atividades na lavoura, assim como já faziam. Foram longos anos vivendo da terra e aprimorando as técnicas, para chegar aos tempos de hoje.

Apaixonada pelo processo do plantio e dos cuidados com a lavoura, Stefanello afirma que fica muito feliz ao ver os resultados de cada decisão que ela toma no escritório se refletindo no campo. Esse esforço também mostra como o papel da mulher está nos mínimos detalhes e no resultado da safra.

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“Você olha um plantio agora, você entende que aquela semente é uma sementinha que você está plantando para colher um fruto que vai representar todo o teu esforço dentro de um período. E quando eu penso nisso, eu penso também em tantas outras mulheres, mulheres que têm suas próprias histórias, próprias famílias, seus próprios desafios. Mulheres que todos os dias elas estão ali, fazendo parte das decisões, dos planejamentos, cuidando, produzindo, ajudando o campo a seguir em frente. Hoje eu olho para tudo isso e eu sei que existe um pouco de muitas mulheres nessa história. E é por causa de cada uma dessas mulheres, aquelas que já vieram e aquelas que ainda virão, que vale a pena continuar”, disse.

O Dia Internacional da Mulher Rural é uma data para relembrar as pioneiras de cada família que foram corajosas em continuar as atividades no campo, para homenagear as que estão atualmente trabalhando no campo e para incentivar que outras meninas e mulheres sigam seus sonhos. Nenhum presente se constrói sem a presença das mulheres do passado.

“Hoje eu olho para tudo isso e eu sei que existe um pouco de muitas mulheres nessa história. E é por causa de cada uma dessas mulheres, aquelas que já vieram e aquelas que ainda virão, que vale a pena continuar”, finalizou Andreia.

Entre gerações, a coragem de ocupar espaços e seguir trabalhando no campo mantém viva uma história construída por muitas mulheres. São trajetórias que ajudam a transformar a agricultura e mostram que, no campo, o futuro também é construído pelas mãos femininas.

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Agro Mato Grosso

Mercado de defensivos para algodão em MT cresce 14% safra 25/26

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Levantamento da Kynetec aponta movimentação recorde de R$ 8,217 bilhões

A movimentação de defensivos agrícolas para algodão registrou recorde na safra 2025/26, atingindo R$ 8,217 bilhões, ante R$ 7,190 bilhões da temporada anterior (+14%). Na moeda americana, em virtude do câmbio, houve alta de 10% no período, de US$ 1,341 bilhão para US$ 1,478 bilhão. Os dados foram divulgados hoje (14/10) no estudo FarmTrak Algodão, da Kynetec.

De acordo com o especialista em pesquisas da empresa, Felipe Lopes Abelha, dois fatores principais tracionaram os agroquímicos no algodão: o número de tratamentos e o custo dos tratamentos. O primeiro passou da média de 95, em 2024/25, para 107, com variação positiva de 13%. Já o preço médio dos tratamentos subiu 21%, de R$ 3.472 para R$ 4.209.

Conforme Abelha, o indicador PAT ou área potencial tratada, correspondente à soma de todos os tratamentos realizados pelos produtores na safra, alcançou a marca de 209,07 milhões de hectares em 2025/26, contra 196,31 milhões de hectares do ciclo passado, uma elevação de 6%.

Inseticidas seguem na liderança

Importância no mercado – segmentos agrupados; Mercado total | algodão 25/26
Importância no mercado – segmentos agrupados; Mercado total | algodão 25/26

Entre as categorias de produtos, destaca o executivo, os inseticidas seguiram na dianteira do mercado. Ocuparam 50% do total ou R$ 4,119 bilhões, salto de 14% na comparação a 2024/25 (R$ 3,606 bilhões). Ganharam ainda 2% em representatividade em área tratada, para 87.657 milhões de hectares.

Segundo Abelha, os inseticidas aplicados visaram, sobretudo, o controle do bicudo do algodoeiro e de lagartas. O bicudo demandou a média de 18 tratamentos por propriedade, ao custo da ordem de R$ 2 bilhões. As lagartas equivaleram a R$ 928 milhões, 15% acima da safra 2024/25 (R$ 795 milhões). “O segmento de lagartas, conhecidas por ‘pragas de sistema’, que provocam impactos desfavoráveis crescentes à produção, está em franca expansão”, salienta Abelha.

Segunda categoria no ranking de agroquímicos do algodão, a dos fungicidas registrou o maior crescimento proporcional, de 19%, para R$ 1,98 bilhão ou 24% do total do mercado, face a R$ 1,617 bilhão de 2024/25. Esse segmento, acrescenta Abelha, recebeu impulso representativo dos chamados produtos ‘premium’.

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Herbicidas, na terceira posição, apresentaram elevação de 6,3%, perfazendo R$ 1,143 bilhão ou 14% do montante total do mercado, ante R$ 1,075 bilhão de 2024/25.

Somados, nematicidas, produtos para tratamento de sementes e outros obtiveram 12% de participação ou R$ 986 milhões.

Estudo representa 97% da área culutivada no país

Segundo a Kynetec, o levantamento FarmTrak Algodão 2025/26 percorreu quase 270 propriedades e teve origem em entrevistas presenciais com produtores em toda a fronteira agrícola da cultura. A cobertura da pesquisa representa 97% da área cultivada no país, de 1,952 milhão de hectares. Das regiões abrangidas, Felipe Abelha destaca a constatação de uma queda de 8% no plantio de algodão no estado de Mato Grosso, de 1,502 milhão de hectares para 1,376 milhão de hectares.

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Agro Mato Grosso

Etanol de milho: MT projeta crescimento de 18,67% na produção

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Projeção indica crescimento de 18,67% na produção estadual; em Lucas do Rio Verde, representantes da indústria e do setor agropecuário conheceram as operações da FS

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