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15 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Coragem e perseverança marcam trajetória da família Anese em Mato Grosso

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Irmãos Luis Paulo e Tiago Anese deram continuidade à história iniciada pelos pais e hoje trabalham para deixar o mesmo legado aos filhos

A família Anese começou a jornada em Mato Grosso com coragem e perseverança. Em mais um episódio do quadro “Legado que Construímos”, o delegado do núcleo de Querência da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Luis Paulo Anese, contou a história de como a família iniciou na agricultura.

Os patriarcas da família Anese se mudaram do Rio Grande do Sul para Mato Grosso em busca de uma oportunidade para seguir o legado da família na agricultura. Luis Paulo explicou que os pais, inicialmente, foram para Sorriso, mas, após ouvirem sobre novas oportunidades de terras boas e baratas em Querência, venderam o que haviam conquistado em Sorriso e se arriscaram em uma nova propriedade na Região Leste de Mato Grosso.

“Meu pai nasceu lá em Jaguari, na região do Rio Grande do Sul, minha mãe também. Na década de 1980, ele e meu tio, que mora em Sorriso hoje, pegaram um fusca e subiram para conhecer Mato Grosso. Vieram para Sorriso e gostaram. Em 1988, eles compraram e, no ano de 1999, meu pai ficou sabendo que aqui em Querência tinha terra boa e barata para comprar. O pai veio em 1999, veio conhecer aqui e gostou muito. Querência é muito plana, uma região muito boa, terra boa também. Acabou vendendo a parte dele em Sorriso e comprou aqui”, contou.

Após adquirirem a propriedade em Querência, a família voltou para o Rio Grande do Sul, mas Luis e o irmão mais velho Tiago Anese retornaram para tocar a propriedade. Entre 2008 e 2009, o trabalho na agricultura voltou pelas mãos dos filhos. Luis se formou em Agronomia e Tiago em Técnico em Agropecuária. Com essa formação, os dois resolveram continuar o trabalho iniciado pelos pais.

O irmão mais velho, Tiago, contou que foi a coragem e a perseverança dos pais que ele e o irmão herdaram. Para retomar as atividades em Querência, os irmãos precisaram enfrentar desafios e seguir os ensinamentos recebidos dentro de casa.

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“O que veio da nossa família, do nosso pai, da nossa mãe  é a coragem e a luta que fizeram com que acontecesse, que fizeram com que a gente estivesse hoje em um lugar abençoado. Então, eu acho que isso foi muito importante. Tudo o que o pai passou para nós, a coragem de continuar com esse legado e enfrentar tudo o que foi enfrentado”, disse Tiago Anese.

Com toda a trajetória e inspiração da família, Luis Anese contou que aprendeu desde cedo o valor de ser trabalhador. Segundo ele, os ensinamentos recebidos dos pais também serão transmitidos aos filhos, para que conheçam a própria história e saibam de onde vieram.

“Meu pai sempre falava: ‘sejam honestos, sejam honrados, trabalhem pela família, cultivem bem e plantem bem que sempre vão vir resultados’. O produtor é nada mais, nada menos que um cientista do solo. A gente cultiva e ajuda a cuidar do solo para proteger a natureza. Desde pequeno, desde o Rio Grande do Sul, a gente cultiva, a gente plantava soja, trigo, milho junto com a família. Então, hoje é um segmento, a gente não pensou em ter outra profissão a vontade é sempre de plantar e de colher, é aquela alegria. Mesmo em tempos difíceis, a gente segue firme, porque é um legado que a gente vem seguindo há vários anos e vai passar isso para os filhos, com certeza”, afirmou.

A história da família Anese mostra que o legado construído no campo vai além da produção. Ele também está nos ensinamentos transmitidos entre gerações, na coragem para recomeçar e na escolha de continuar uma trajetória iniciada pelos pais. Em Querência, Luis e Tiago seguem escrevendo essa história, agora com o compromisso de levar os mesmos valores aos filhos.

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Agro Mato Grosso

Dia Internacional da Mulher Rural: Mulheres do campo transformam legado para novas gerações

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Aprosoja MT destaca trajetória de mulheres que ajudaram a abrir espaço para novas gerações na agricultura

Mulheres vão e vêm todos os dias nas lavouras do Brasil, pilotando maquinários, analisando o plantio e a colheita, fazendo pagamentos e todos os trabalhos administrativos de uma propriedade. Muitas delas se inspiraram nas mães ou até tiveram que ser as primeiras mulheres da família a comandar toda a empresa, mas tudo foi possível por causa das mulheres corajosas que iniciaram os trabalhos. Neste dia 15 de outubro, se comemora o Dia Internacional da Mulher Rural, e a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reforça o compromisso com todas as que já foram, que estão trabalhando e as que ainda se tornarão profissionais do campo.

Para ter hoje muitas mulheres inseridas na agricultura, foi preciso que muitas outras tivessem a coragem de iniciar, como contou a delegada do núcleo de Campo Novo do Parecis, Andreia Cervo Stefanello. Ela explicou que, no início, ficou preocupada em cursar Engenharia Agronômica por ser, na época, uma área predominantemente masculina.

“Quando eu decidi fazer a agronomia, eu sempre tive a vontade de ajudar o pai na lavoura. E sempre tive muito medo de como seria uma mulher em um meio tão masculino como a agricultura. E daí eu descobri que a agricultura, ela não tem preferência por masculino ou feminino, ela tem preferência por apaixonados. E quando eu me vi apaixonada pela lavoura, eu consegui entender que a gente, quando gosta de algo, a gente consegue fazer cem por cento”, afirmou.

A história escrita por ela na agricultura não começou há 30 anos, quando se formou, começou antes mesmo de ela nascer. Andreia contou que a família saiu da Itália nos anos de 1800 e, ao chegar ao Brasil, continuaram as atividades na lavoura, assim como já faziam. Foram longos anos vivendo da terra e aprimorando as técnicas, para chegar aos tempos de hoje.

Apaixonada pelo processo do plantio e dos cuidados com a lavoura, Stefanello afirma que fica muito feliz ao ver os resultados de cada decisão que ela toma no escritório se refletindo no campo. Esse esforço também mostra como o papel da mulher está nos mínimos detalhes e no resultado da safra.

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“Você olha um plantio agora, você entende que aquela semente é uma sementinha que você está plantando para colher um fruto que vai representar todo o teu esforço dentro de um período. E quando eu penso nisso, eu penso também em tantas outras mulheres, mulheres que têm suas próprias histórias, próprias famílias, seus próprios desafios. Mulheres que todos os dias elas estão ali, fazendo parte das decisões, dos planejamentos, cuidando, produzindo, ajudando o campo a seguir em frente. Hoje eu olho para tudo isso e eu sei que existe um pouco de muitas mulheres nessa história. E é por causa de cada uma dessas mulheres, aquelas que já vieram e aquelas que ainda virão, que vale a pena continuar”, disse.

O Dia Internacional da Mulher Rural é uma data para relembrar as pioneiras de cada família que foram corajosas em continuar as atividades no campo, para homenagear as que estão atualmente trabalhando no campo e para incentivar que outras meninas e mulheres sigam seus sonhos. Nenhum presente se constrói sem a presença das mulheres do passado.

“Hoje eu olho para tudo isso e eu sei que existe um pouco de muitas mulheres nessa história. E é por causa de cada uma dessas mulheres, aquelas que já vieram e aquelas que ainda virão, que vale a pena continuar”, finalizou Andreia.

Entre gerações, a coragem de ocupar espaços e seguir trabalhando no campo mantém viva uma história construída por muitas mulheres. São trajetórias que ajudam a transformar a agricultura e mostram que, no campo, o futuro também é construído pelas mãos femininas.

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Agro Mato Grosso

Mercado de defensivos para algodão em MT cresce 14% safra 25/26

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Levantamento da Kynetec aponta movimentação recorde de R$ 8,217 bilhões

A movimentação de defensivos agrícolas para algodão registrou recorde na safra 2025/26, atingindo R$ 8,217 bilhões, ante R$ 7,190 bilhões da temporada anterior (+14%). Na moeda americana, em virtude do câmbio, houve alta de 10% no período, de US$ 1,341 bilhão para US$ 1,478 bilhão. Os dados foram divulgados hoje (14/10) no estudo FarmTrak Algodão, da Kynetec.

De acordo com o especialista em pesquisas da empresa, Felipe Lopes Abelha, dois fatores principais tracionaram os agroquímicos no algodão: o número de tratamentos e o custo dos tratamentos. O primeiro passou da média de 95, em 2024/25, para 107, com variação positiva de 13%. Já o preço médio dos tratamentos subiu 21%, de R$ 3.472 para R$ 4.209.

Conforme Abelha, o indicador PAT ou área potencial tratada, correspondente à soma de todos os tratamentos realizados pelos produtores na safra, alcançou a marca de 209,07 milhões de hectares em 2025/26, contra 196,31 milhões de hectares do ciclo passado, uma elevação de 6%.

Inseticidas seguem na liderança

Importância no mercado – segmentos agrupados; Mercado total | algodão 25/26
Importância no mercado – segmentos agrupados; Mercado total | algodão 25/26

Entre as categorias de produtos, destaca o executivo, os inseticidas seguiram na dianteira do mercado. Ocuparam 50% do total ou R$ 4,119 bilhões, salto de 14% na comparação a 2024/25 (R$ 3,606 bilhões). Ganharam ainda 2% em representatividade em área tratada, para 87.657 milhões de hectares.

Segundo Abelha, os inseticidas aplicados visaram, sobretudo, o controle do bicudo do algodoeiro e de lagartas. O bicudo demandou a média de 18 tratamentos por propriedade, ao custo da ordem de R$ 2 bilhões. As lagartas equivaleram a R$ 928 milhões, 15% acima da safra 2024/25 (R$ 795 milhões). “O segmento de lagartas, conhecidas por ‘pragas de sistema’, que provocam impactos desfavoráveis crescentes à produção, está em franca expansão”, salienta Abelha.

Segunda categoria no ranking de agroquímicos do algodão, a dos fungicidas registrou o maior crescimento proporcional, de 19%, para R$ 1,98 bilhão ou 24% do total do mercado, face a R$ 1,617 bilhão de 2024/25. Esse segmento, acrescenta Abelha, recebeu impulso representativo dos chamados produtos ‘premium’.

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Herbicidas, na terceira posição, apresentaram elevação de 6,3%, perfazendo R$ 1,143 bilhão ou 14% do montante total do mercado, ante R$ 1,075 bilhão de 2024/25.

Somados, nematicidas, produtos para tratamento de sementes e outros obtiveram 12% de participação ou R$ 986 milhões.

Estudo representa 97% da área culutivada no país

Segundo a Kynetec, o levantamento FarmTrak Algodão 2025/26 percorreu quase 270 propriedades e teve origem em entrevistas presenciais com produtores em toda a fronteira agrícola da cultura. A cobertura da pesquisa representa 97% da área cultivada no país, de 1,952 milhão de hectares. Das regiões abrangidas, Felipe Abelha destaca a constatação de uma queda de 8% no plantio de algodão no estado de Mato Grosso, de 1,502 milhão de hectares para 1,376 milhão de hectares.

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Agro Mato Grosso

Etanol de milho: MT projeta crescimento de 18,67% na produção

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Projeção indica crescimento de 18,67% na produção estadual; em Lucas do Rio Verde, representantes da indústria e do setor agropecuário conheceram as operações da FS

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Agro MT