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4 de novembro de 2026

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Produtor cria ferramenta para desfolha de bananeira e Embrapa te ensina a montar

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Foto: Embrapa Divulgação

Um removedor artesanal de folhas de bananeira mostra a união entre pesquisa e saber popular. Batizado de “Rabo de Jaraqui” pela semelhança com a cauda de um peixe típico da Amazônia, a nova ferramenta validada pela Embrapa Amazônia Ocidental oferece baixo custo, segurança, eficiência e sustentabilidade no campo.

A inovação para a desfolha de bananeiras foi confeccionada a partir de sucatas da propriedade do produtor rural Raimundo Miguel Barbosa de Lima, em Itacoatiara (AM), e ganhou escala e respaldo científico graças à parceria com o pesquisador Luadir Gasparotto, da instituição.

Ao identificar o potencial da ferramenta no manejo diário, Gasparotto elaborou o desenho técnico do equipamento e sistematizou o conhecimento, resultando na publicação do Comunicado Técnico 181. O documento detalha o seu funcionamento e garante os devidos créditos à criatividade de Barbosa de Lima.

O nome peculiar faz referência ao formato da ferramenta, que se assemelha à cauda do jaraqui. A alcunha se aplica às espécies Semaprochilodus taeniurus (escama fina) e Semaprochilodus insignis (escama grossa) – dois dos peixes mais populares da região amazônica e de grande relevância no estado.

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Segundo a Embrapa, mais do que um improviso, o “Rabo de Jaraqui” resolve um gargalo importante na bananicultura: a desfolha. Gasparotto aponta que uma bananeira produz entre 40 e 50 folhas ao longo de seu ciclo. “A eliminação das folhas velhas ou doentes facilita a entrada de luz solar, melhora a circulação de ar e reduz a umidade no pomar”, diz.

Esses fatores são fundamentais para o controle fitossanitário, pois reduzem focos de pragas como o moleque-da-bananeira e doenças fúngicas.

Como produzir a ferramenta

Rabo de Jaraqui
Foto: Divulgação Embrapa

No mercado há vários tipos de utensílios para desfolha das bananeiras, como facões (terçados), foices e podões. Em lojas de produtos agropecuários, existem diversos formatos, normalmente acoplados a um cabo leve e com comprimento adaptado à altura do operador e da bananeira.

No entanto, é possível confeccionar uma ferramenta para essa finalidade na própria propriedade rural. A ideia é reaproveitar diversos materiais que estejam disponíveis, tais como:

  • Retalhos de lâminas de ferro oriundos de trabalhos realizados em serralheria;
  • Sucatas de facas de roçadeira costal;
  • Lâmina de terçado (facão);
  • Boca de lobo;
  • Enxada e enxadão;
  • Foice e pás; e
  • Discos de grade e arado com cerca de 2 a 3 mm de espessura.

“Todos esses materiais podem ser reaproveitados para a confecção da ferramenta para remover as folhas da bananeira”, observa o pesquisador. Basta usar o desenho técnico como molde para corte e solda do metal, que formará uma peça a se encaixar em um cabo.

Ferramenta sustentável

Remoção de folhas

Para o agricultor Raimundo Miguel Barbosa de Lima, mais conhecido como Barbosa Batiferro, a necessidade é a mãe da invenção. Observando o desafio diário de lidar com a altura das bananeiras — onde o facão convencional se mostrava curto e ineficiente —, ele decidiu que era hora de criar sua própria ferramenta.

O processo não foi obra do acaso. “Eu pensei, analisei, estudei e coloquei no papel”, relata o agricultor, que desenvolveu desde o protótipo até o modelo final. O resultado é uma ferramenta que une sustentabilidade e ergonomia: feita inteiramente de material reaproveitado, ela possui uma curvatura específica projetada para a limpeza das folhas sem ferir o caule da planta.

Para Barbosa, a eficácia da ferramenta depende de dois pilares: o corte e a proteção. Ele enfatiza que a lâmina deve estar sempre bem amolada para garantir um corte limpo que não machuque a bananeira. Além disso, ele salienta que para usá-la, é indispensável o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs), como luvas e óculos, que protegem contra resíduos e insetos que podem cair durante o manejo.

Talvez o maior diferencial do método de Batiferro seja o seu rigor com a higiene agrícola. Ao cultivar quatro variedades diferentes — Banana-da-terra, Fia 18, Pratão e Nanico —, ele ensina que a ferramenta deve ser esterilizada a cada mudança de lote.

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O processo é simples, mas vital: um balde com água e água sanitária. “Terminou de limpar a banana-da-terra? Você mergulha a ferramenta, chacoalha e só então vai para [a banana-] pratão”, explica. Esse cuidado evita a transmissão de doenças entre as plantas, garantindo a saúde de todo o pomar.

Benefícios diretos ao produtor

Na desfolha das plantas, o corte do pseudopecíolo (estrutura vegetal que se parece com o pecíolo, haste que conecta a folha ao caule) da folha a ser eliminada deve ser feito de baixo para cima; no sentido contrário, há dilaceração dos tecidos do pseudocaule.

Além do corte do pseudopecíolo, a ferramenta também pode ser utilizada para remoção do coração ou mangará do cacho, principalmente em variedades de porte alto. A Embrapa ressalta que o “Rabo de Jaraqui” não traz apenas ganhos agronômicos, mas também tem como foco o bem-estar do agricultor familiar, uma vez que o removedor aumenta a segurança ao reduzir o abrigo para animais peçonhentos no bananal.

De acordo com a instituição, é importante notar que o processo de decomposição das folhas eliminadas incorpora matéria orgânica ao solo, o que melhora sua estrutura, estabilidade e capacidade de retenção de água, além de estimular a biodiversidade e constituir fonte de nutrientes para as plantas.

A ideia é que com a melhoria das condições físicas, biológicas e químicas do solo e o consequente aumento da disponibilidade de nutrientes para as plantas, o desenvolvimento e a produção do bananal sejam favorecidos.

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Com a divulgação oficial pela Embrapa, a expectativa é que o “Rabo de Jaraqui” se espalhe por outras propriedades da região, provando que a inovação no campo muitas vezes nasce da observação prática e do diálogo entre o saber popular e a pesquisa científica.

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Quedas em Chicago pressionam preços da soja no Brasil e afastam produtores das negociações

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O mercado brasileiro de soja apresentou preços predominantemente mais baixos nesta quarta-feira (4), embora as perdas tenham sido moderadas. De acordo com o analista da Safras & Mercado., Rafael Silveira, a queda das cotações na Bolsa de Chicago pressionou os preços domésticos, enquanto o dólar não ofereceu sustentação às referências.

Os prêmios de exportação também não apresentaram ajustes significativos ao longo do dia. Diante desse cenário, os produtores permaneceram afastados das negociações, enquanto as tradings trabalharam com poucas ofertas.

No mercado físico, os preços da soja registraram as seguintes movimentações:

• Passo Fundo (RS): caiu de R$ 153,50 para R$ 152,50

• Santa Rosa (RS): caiu de R$ 154,50 para R$ 153,50

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• Cascavel (PR): caiu de R$ 149,00 para R$ 148,00

• Rondonópolis (MT): caiu de R$ 141,00 para R$ 140,00

• Dourados (MS): manteve em R$ 140,00

• Rio Verde (GO): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00

• Paranaguá (PR): caiu de R$ 160,00 para R$ 159,00

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• Rio Grande (RS): caiu de R$ 161,50 para R$ 160,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quarta-feira. A queda do petróleo e o cenário fundamental pressionam os contratos, que atingiram os menores níveis em onze semanas.

O bom avanço da colheita nos Estados Unidos pressiona o mercado pelo lado da oferta. Os americanos estão disponibilizando a maior safra da história. Apesar das recentes vendas, a demanda por parte da China frustrou as expectativas e completa o cenário fundamental negativo.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 167.000 toneladas de soja para a Espanha, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 11,75 centavos de dólar ou 0,96%, a US$ 12,02 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 12,10 1/4 por bushel, com retração de 10,50 centavos de dólar ou 0,86%.

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Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,60 ou 0,18% a US$ 318,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 63,53 centavos de dólar, com perda de 1,75 centavo ou 2,68%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,65%, negociado a R$ 5,4502 para venda e a R$ 5,4482 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4497 e a máxima de R$ 5,4977.

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Expovale 2026 terá Fazendinha do IDR-Paraná com foco em tecnologias e cadeias produtivas

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A 22ª edição da Expovale será realizada de 18 a 22 de novembro de 2026, no Parque de Exposições de Ivaiporã, no Paraná. Entre os destaques da programação está a Fazendinha do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), espaço voltado à apresentação de projetos, tecnologias e iniciativas desenvolvidas com produtores rurais e comunidades da região. A expectativa da organização é receber mais de 250 mil visitantes nos cinco dias de evento.

Durante a feira, o IDR-Paraná levará uma programação com ações de pesquisa, assistência técnica e extensão rural em diferentes cadeias produtivas. Segundo o gerente regional do IDR-Paraná em Ivaiporã, Eduardo Mazzuchelli, a participação na Expovale é uma oportunidade para apresentar à sociedade os resultados do trabalho realizado pela instituição e a diversidade da produção rural da região.

Na cafeicultura, a programação terá atividades ligadas ao projeto Mulheres do Café e ao Concurso Regional de Cafés. Na fruticultura, estão previstos o III Encontro de Fruticultura, com participação da comunidade acadêmica de Ivaiporã, e um dia de campo sobre a cultura do abacate. O encontro sobre frutas abordará oportunidades de mercado e alternativas para ampliar a rentabilidade dos produtores.

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A Fazendinha também reunirá ações de agroecologia, certificação orgânica, turismo rural e saneamento básico rural. Na pecuária leiteira, a agenda inclui o encerramento do projeto Raízes do Leite, o Julgamento de Raças Leiteiras e o Encontro Regional de Produtores de Leite. Entre as novidades desta edição está o Concurso Regional de Qualidade do Leite, voltado à valorização da produção e ao incentivo à melhoria da qualidade do produto.

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O espaço ainda terá atividades educativas e interativas para crianças, com destaque para o projeto Raízes do Leite, que promove contato com informações sobre desenvolvimento, nutrição e manejo dos animais. Outro destaque da programação será a Feira Sabores do Paraná, dedicada à valorização da agricultura familiar, com participação de produtores rurais, agroindústrias e artesãos na comercialização direta de alimentos coloniais, pratos típicos e produtos artesanais.

A Expovale 2026 será realizada no Parque de Exposições de Ivaiporã e reunirá programação agropecuária e industrial, com participação de produtores, empresários, instituições e visitantes de diversas localidades do Vale do Ivaí.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Em Brasília, governo de SP cobra mudanças nas regras de renegociação de dívidas rurais

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O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, defendeu mudanças nas regras federais de renegociação de dívidas rurais para atender produtores afetados por perdas climáticas, doenças e queda de rentabilidade. A proposta foi apresentada na terça-feira (3), durante reunião-almoço da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), em Brasília.

No encontro, o secretário apresentou um diagnóstico elaborado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento e publicado em 21 de outubro pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta). O levantamento analisou preços recebidos pelos produtores, custos de produção, margens, condições climáticas e problemas fitossanitários em três cadeias: amendoim, laranja e cana-de-açúcar.

A discussão ocorre em meio à tramitação de medidas relacionadas à renegociação de dívidas rurais no Congresso Nacional. Para o governo paulista, as regras precisam considerar diferentes causas de perda de renda, já que a redução da capacidade de pagamento compromete tanto o cumprimento de financiamentos quanto o custeio da safra seguinte.

Foto: Divulgação/Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Amendoim acumula perdas e enfrenta entraves para prorrogar dívidas

Na região de Ribeirão Preto, produtores de amendoim sofreram perdas climáticas e encontraram dificuldades para prorrogar parcelas de financiamentos, mesmo após o reconhecimento da situação de emergência, segundo Geraldo Melo Filho.

O secretário afirmou que o governo paulista procurou o Conselho Monetário Nacional (CMN) para tentar viabilizar a prorrogação automática das dívidas, mas recebeu resposta negativa.

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“Na prática, os produtores daquela região perderam o direito e a oportunidade de simplesmente fazerem a prorrogação de suas dívidas, que pese a lei garanta a eles esse direito”, afirmou.

De acordo com o diagnóstico do IEA-Apta, a produção paulista de amendoim caiu 28,7% na safra 2023/24. Para 2026, o estudo projeta resultado negativo de R$ 5.940 por hectare.

Na citricultura, a preocupação é com o efeito do greening sobre a produtividade e a rentabilidade dos pomares. A doença, que afeta os citros, provoca perdas de produção e pode comprometer a viabilidade econômica da atividade.

“É um problema que afeta diretamente a rentabilidade desses produtores com quebra na produção”, disse o secretário.

O levantamento estima margem negativa de R$ 4.837 por hectare em áreas sadias e de R$ 9.020 por hectare em áreas afetadas pela doença.

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Diante desse quadro, Melo Filho defendeu a aprovação da Emenda nº 109, apresentada pelo deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) à Medida Provisória nº 1.376/2026.

A proposta prevê incluir, entre as causas de perda de renda consideradas para acesso às linhas de renegociação, a redução de produtividade provocada por praga ou doença de controle quarentenário, desde que comprovada por laudo técnico.

Setor canavieiro pede ampliação de subvenção

Para a cadeia da cana-de-açúcar, o secretário defendeu a extensão da subvenção federal de R$ 12 por tonelada, destinada aos produtores independentes do Nordeste, aos fornecedores de São Paulo e de outros estados produtores.

“O que a gente está pedindo é que o benefício seja estendido também para os produtores de cana das outras regiões”, afirmou.

O auxílio foi autorizado originalmente pela MP nº 1.374/2026, que perdeu a vigência em 28 de outubro. Em seguida, o Congresso aprovou o Projeto de Lei nº 5.649/2026, que mantém o benefício para produtores independentes do Nordeste na safra 2025/26. O texto foi encaminhado à sanção presidencial, segundo o material divulgado.

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O diagnóstico paulista também aponta aumento dos custos de produção. Entre as safras 2020/21 e 2025/26, o custo agrícola da cana subiu de R$ 102,30 para R$ 177 por tonelada.

Segundo Melo Filho, a pressão sobre a rentabilidade atinge tanto os fornecedores de matéria-prima quanto as usinas.

Governo paulista prepara medidas para o setor sucroenergético

Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas instituiu, por meio do Decreto nº 70.855/2026, um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento. A equipe deverá propor medidas para fortalecer a competitividade do setor sucroenergético.

“O grupo está instituído e nós vamos trabalhar nisso”, afirmou o secretário.

A pasta também informou que orienta os produtores sobre os procedimentos para renegociar dívidas com base na MP nº 1.376/2026.

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*Com informações da assessoria de imprensa

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