Agro Mato Grosso
Preço do milho disponível em MT sobe e chega à R$ 46,00

O milho disponível, no Estado, fechou a semana passada com alta de 0,87%, em relação a anterior. Na última sexta-feira, a saca ficou em R$ 46,15, no indicador do IMEA.
O preço na B3 teve alta na média da semana de 1,07% e finalizou o período em R$ 72,01/saca. A paridade de exportação para julho deste ano subiu 4,61% no comparativo semanal, motivada pelo dólar valorizado.
A informação foi divulgada, há pouco, pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), no boletim semanal.
Agro Mato Grosso
Resistência a espinetoram em lagarta-do-cartucho avança I agro.mt

Trabalho reúne evidências de campo, mecanismos moleculares e novas ferramentas de diagnóstico
A lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) amplia pressão sobre o manejo químico. Há relatos de eficiência reduzida de espinetoram em áreas do Brasil. Estudos indicam início de resistência na China e no Paquistão.
Pesquisadores compilaram registros de campo, mecanismos moleculares e métodos de detecção. Dados de bioensaios confirmam redução de suscetibilidade em populações brasileiras. Relatos asiáticos apontam tendência de aumento.
Análises moleculares associam enzimas detoxificadoras ao fenótipo resistente. Citocromos P450, glutationa S-transferases e carboxilesterases surgem com expressão elevada. Transportadores ABC e proteínas cuticulares também aparecem ligados ao processo. A contribuição direta de cada grupo ainda exige validação funcional.
Em contraste, mutações na subunidade alfa seis do receptor nicotínico de acetilcolina apresentam papel causal. Ensaios funcionais sustentam a relação com menor resposta ao espinetoram.
Ferramentas de diagnóstico avançam. Estudos usam transcriptômica, validação por qRT-PCR e plataformas com RNA interferente. Métodos permitem detecção precoce de populações resistentes.
Os cientistas defendem integração entre monitoramento de campo e dados mecanísticos. A estratégia inclui rotação de inseticidas conforme diretrizes do IRAC. Programas com Bacillus thuringiensis reforçam o manejo integrado. Abordagens com RNA interferente despontam como alternativa de controle.
Outras informações em doi.org/10.1002/ps.70847
Agro Mato Grosso
Pecuária de MT regenera área equivalente a 5,8 mil campos de futebol

Uma área equivalente a 5.868 campos de futebol está em processo de regeneração ambiental em Mato Grosso, impulsionada pelo Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem), do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac). Mais do que apenas uma adequação legal, regenerar áreas desmatadas ilegalmente também significa voltar ao mercado. Apenas nas fazendas monitoradas pelo Prem a projeção é de que R$ 921,2 milhões voltem à cadeia produtiva formal, dinheiro que estava comprometido pois as propriedades estavam proibidas de comercializar seu rebanho, por causa dos passivos ambientais.
“Para o setor, o passivo ambiental significa um bloqueio direto à comercialização. Propriedades com desmatamento irregular registrado no sistema Prodes ou com embargos ficam impedidas de vender para frigoríficos que atendem grandes redes varejistas e exportadores, por exemplo. Ao regularizar essas áreas, o Prem reconecta o produtor ao mercado formal”, explica o presidente do Imac, Caio Penido.
Criado em 2022, o programa apresentou crescimento acelerado. Em quatro anos, saiu de quatro para 167 pecuaristas desbloqueados, avanço que reflete a demanda crescente por regularização e acesso a mercados. Atualmente, o Prem monitora 381.173 hectares, área equivalente a cerca de 2,5 vezes o município de São Paulo, e acompanha a regeneração ativa de 4.190 hectares de vegetação nativa.
Inserido na estratégia mais ampla de sustentabilidade da pecuária mato-grossense, o Prem é a principal ferramenta do Passaporte Verde, política que busca fomentar conformidade socioambiental em toda a cadeia produtiva do Estado. A iniciativa oferece acompanhamento técnico e orientação contínua aos produtores, facilitando o cumprimento da legislação ambiental e a reinserção no mercado formal.
Na prática, o avanço da regeneração também reforça o posicionamento de Mato Grosso no comércio internacional de carne bovina, onde cresce a exigência por produtos mais sustentáveis.
“Na prática, a regeneração dessas áreas não só reduz passivos ambientais como também fortalece a imagem de Mato Grosso no cenário internacional. Ao transformar áreas antes irregulares em ativos produtivos, o estado avança em um modelo comprovado, que combina produção e conservação, certamente temos mais biodiversidade que nossos concorrentes”, enfatiza Penido.
O perfil dos produtores que aderiram ao programa também evidencia seu caráter inclusivo. As propriedades de grande porte representam 38,32% dos participantes, seguidas pelas pequenas (34,74%) e médias (26,94%). O dado indica que a regularização ambiental deixou de ser uma pauta restrita a grandes propriedades e passou a alcançar toda a base produtiva, ampliando o alcance econômico e sustentável da pecuária em Mato Grosso.
Agro Mato Grosso
Projeto de lei prevê a autorização de animais em espetáculos circenses em MT

Na versão original, o projeto previa a proibição do uso de animais em circos e espetáculos similares. Durante a tramitação, Foi apresentado um novo texto que permitia o uso de animais nos espetáculos.
Tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) um projeto de lei que autoriza o uso de animais em circos no estado, desde que sejam respeitadas regras de bem-estar. A proposta foi aprovada em primeira votação na quarta-feira (15) e ainda passará por nova análise.
O texto é de autoria do deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos). Na versão original, o projeto previa a proibição do uso de animais em circos e espetáculos similares.
Na justificativa inicial, o autor argumentava que a prática poderia causar sofrimento aos animais, devido a condições inadequadas, métodos de treinamento e confinamento. O texto também citava impactos ambientais, como a retirada de animais de seus habitats naturais.
Durante a tramitação, porém, foi apresentado um substitutivo pelo deputado Gilberto Cattani (PL), que mudou o conteúdo da proposta e passou a permitir o uso de animais nos espetáculos.
Segundo o novo texto, a proibição total eliminaria uma tradição cultural e poderia afetar atividades econômicas ligadas ao setor. O documento afirma ainda que, se houver cuidados adequados, como alimentação, espaço e acompanhamento veterinário, a prática não seria necessariamente prejudicial.
O substitutivo também destaca que o uso de animais em circos pode gerar emprego e renda para profissionais como tratadores, veterinários e artistas.
O projeto teve parecer favorável em comissões e foi aprovado em primeira votação. Agora, segue para segunda análise e, se aprovado novamente, será encaminhado para sanção do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
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