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30 de abril de 2026

Sustentabilidade

Exportações do agronegócio brasileiro batem recorde e somam US$ 169 bilhões – MAIS SOJA

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Por mais um ano, o agronegócio nacional atingiu recorde no faturamento com as exportações de seus produtos. Esse cenário foi verificado mesmo diante das tarifações impostas pelos Estados Unidos, que são o terceiro maior destino do setor brasileiro. Pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, realizadas com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Secretaria de Comércio Exterior (sistema Siscomex), mostram que o Brasil faturou US$ 169 bilhões em 2025, valor 3% maior que o do ano anterior. O resultado se deve ao crescimento de 3,4% no volume escoado, tendo em vista que o preço médio anual caiu ligeiro 0,4%.

Segundo pesquisadores do Cepea, os volumes escoados das carnes bovina e suína, celulose, soja em grão, algodão e milho cresceram em 2025 frente ao ano anterior. Quanto ao preço, aumentos foram verificados para as carnes bovinas e suína, o etanol, o café e o óleo de soja. Os principais destinos dos produtos do agronegócio brasileiro seguem sendo China (sobretudo complexo soja), União Europeia (especialmente florestais, café, frutas e suco de laranja) e Estados Unidos (principalmente madeira, suco de laranja, etanol, café, frutas, celulose e carne bovina).

DO RECORDE À INCERTEZA – O ano de 2026 se inicia em meio a fortes incertezas. Enquanto produtores do Hemisfério Sul finalizam a colheita da safra de verão e intensificam a semeadura da nova safra, os do Hemisfério Horte estão fazendo o planejamento para o próximo ciclo produtivo e seguem atentos ao clima (o frio está bastante intenso em algumas importantes regiões produtoras de grãos) e, sobretudo, aos desdobramentos do atual conflito no Oriente Médio.

Por ora, o conflito já tem resultado em fortes altas nos preços do petróleo e em dificuldades logísticas. O fechamento do Estreito de Ormuz preocupa, uma vez que a região é estratégica para o comércio global de energia e insumos agrícolas, já que por ali circulam 30% dos fertilizantes (principalmente de base nitrogenada) comercializados no mundo. O Cepea observa que muitas empresas brasileiras de fertilizantes estão atualmente afastadas do mercado, sem divulgar preços, aguardando os desdobramentos do conflito.

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O Irã, especificamente, se tornou em 2025 um grande demandante do milho do Brasil. Em 2025, o país foi o maior destino do milho nacional, recebendo 9 milhões de toneladas, praticamente o dobro do que no ano anterior (4,33 milhões de toneladas), segundo apontam dados da Secex. No entanto, como as exportações brasileiras de milho tendem a ser intensificadas apenas no segundo semestre, agentes, por ora, apenas acompanham os possíveis impactos para os próximos meses.

Quanto ao frango, a região do Oriente Médio é um dos principais parceiros do setor avícola nacional na atualidade – em 2025, foi destino de quase 25% dos embarques brasileiros de carne de frango. Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita são, respectivamente, o primeiro e o terceiro maiores destinos da carne de frango do Brasil. Em 2025, foram escoadas mais de 877 mil toneladas da proteína para estes países, que, juntos, recebem mais de 12,6% de todo o volume de frango escoado.

Fonte: Cepea



 

FONTE
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Autor:CEPEA

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Máquinas agrícolas acumulam queda de 16,4% no primeiro trimestre, diz Abimaq – MAIS SOJA

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O setor de máquinas agrícolas registrou queda de 16,4% no primeiro trimestre de 2026, com retração de quase 20% no mercado doméstico. Os dados foram apresentados pelo presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Pedro Estevão, durante coletiva de imprensa na Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP).

O segmento é o que apresenta o pior desempenho dentro da indústria de máquinas e equipamentos. A desaceleração das vendas ao usuário final vem sendo observada desde novembro do ano passado, enquanto o movimento de retração do mercado começou ainda entre julho e agosto de 2025.

A Abimaq atribui a queda principalmente à redução da rentabilidade do produtor rural, especialmente nas culturas de soja e milho, além do elevado custo do crédito. “O agricultor está segurando investimento e priorizando o custeio, porque o juro está muito caro”, disse Estevão.

No mercado externo, as exportações de máquinas agrícolas cresceram 20,6%, em movimento considerado conjuntural pela entidade, diante da sobra de equipamentos no mercado interno.

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O dirigente destacou que o produtor passou por um forte ciclo de investimentos entre 2020 e 2023, período em que houve expansão de aproximadamente 15 milhões de hectares cultivados no país. Segundo ele, o cenário atual é de maior dificuldade financeira no campo.

“A inadimplência está muito alta, em torno de 7%, e os bancos restringiram o crédito”, afirmou.

Diante desse contexto, a entidade mantém projeção de retração de 8% para o setor de máquinas agrícolas em 2026, ainda com viés de baixa.

No detalhamento mais recente do desempenho do setor, as vendas internas de máquinas agrícolas renderam R$ 3,824 bilhões em março, de acordo com a Abimaq. O valor é 21,8% menor do que o registrado no mesmo mês de 2025 e 2,2% superior ao de fevereiro. No acumulado do primeiro trimestre, a receita soma R$ 10,636 bilhões, queda de 19,9% frente ao mesmo período do ano passado.

A receita com exportações de máquinas agrícolas totalizou US$ 183,41 milhões em março, crescimento de 50,4% em relação a fevereiro e de 40,1% na comparação com março de 2025. No acumulado do ano, as exportações atingem US$ 422,90 milhões, aumento de 20,6% sobre o mesmo intervalo do ano anterior.

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A receita líquida total do setor chegou a R$ 4,784 bilhões em março, alta de 9,4% frente ao mês anterior, mas queda de 15,5% na comparação com igual mês de 2025. No acumulado do ano, o total alcança R$ 12,862 bilhões, recuo de 16,4% na comparação anual.

Tratores

As vendas de fábrica de tratores cresceram 53,8% em março frente a fevereiro e 20,1% na comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado de 2026, ainda apresentam queda de 16,3%.

As vendas ao usuário final avançaram 47,9% na comparação mensal e 3,9% ante março de 2025. No acumulado do ano, há recuo de 8,6%.

As exportações de tratores subiram 34,9% em relação a fevereiro e 46,9% na comparação anual. No acumulado de 2026, avançam 25,7%.

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Colheitadeiras

As vendas de fábrica de colheitadeiras caíram 10,9% em março frente a fevereiro e recuaram 50,8% na comparação com março de 2025. No acumulado do ano, a queda é de 42,7%.

As vendas ao usuário final cresceram 3,3% na comparação mensal, mas recuaram 36,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de 2026, a retração é de 40,2%.

As exportações de colheitadeiras avançaram 81,3% frente a fevereiro e 176,2% na comparação anual. No acumulado do ano, apresentam queda de 4,5%.

Desempenho da Agrishow 2026

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Considerada a maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, o evento internacional concentra tradicionalmente decisões de compra e renovação de máquinas por parte dos produtores rurais. Segundo Estevão, a edição de 2026 está dentro das expectativas. Pelo que conversei com as empresas, existe esforço para vender e a feira não deve ser muito diferente da do ano passado, afirmou.

A Abimaq também defende ampliação do crédito subsidiado no próximo Plano Safra e pleiteia taxas de juros de um dígito para o Moderfrota. Segundo ele, a expectativa é de um programa semelhante ao do ano passado, possivelmente com mais recursos, mas sem mudanças significativas.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE
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Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Aprosoja TO promove Dia de Campo com foco em manejo e produtividade

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Reprodução Aprosoja Tocantins

Produtores rurais, técnicos e profissionais do agronegócio têm encontro marcado na próxiam segunda-feira (4), das 7h às 12h, durante a realização do 2º Dia de Campo + Palhada + Soja, promovido pela Embrapa em parceria com a Agrícola Invernadinha, em Paraíso do Tocantins. O evento conta com o apoio da Aprosoja Tocantins e integra iniciativas conduzidas por produtores associados que buscam fortalecer a produção agrícola com base em inovação e manejo eficiente.

A programação será realizada na Fazenda Invernadinha, localizada no km 35 da estrada Palmas-Paraíso, e tem como proposta apresentar, de forma prática, estratégias voltadas ao aumento da produtividade e à conservação do solo.

Entre os temas abordados estão o uso de mix de plantas de cobertura, o manejo de plintossolos pétricos e a avaliação de híbridos de sorgo, conteúdos alinhados aos desafios da produção agrícola no Tocantins.

Para a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Barcellos, apoiar iniciativas como essa é essencial para fortalecer a base técnica da produção no estado. “A Aprosoja apoia a pesquisa, alternativas de manejo de solo, opções de coberturas de solo e segunda safra, porque entendemos que o avanço da produtividade está diretamente ligado ao conhecimento aplicado no campo”, destaca.

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Anfitriã do evento, a produtora rural Caroline Vilela ressalta que os resultados do manejo são percebidos na prática. ”O solo passa a suportar melhor as adversidades climáticas, retém mais água, tem melhor aeração e maior teor de matéria orgânica, o que favorece o desenvolvimento das culturas e contribui para melhores produtividades”, afirma.

Ela também reforça a importância da troca de experiências entre produtores. ”Trabalhamos há anos com plantas de cobertura e milho consorciado, com foco na melhoria das safras seguintes. Esse manejo fortalece o solo e, com apoio da Embrapa, conseguimos evoluir essas técnicas e compartilhar esses resultados com outros produtores”, completa.

A realização do evento por uma associada reforça o compromisso do setor produtivo com a evolução das práticas agrícolas e a sustentabilidade da atividade no Tocantins.

As inscrições podem ser realizadas neste link.

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Sustentabilidade

Conheça as propostas da CNA para o Plano Safra 2026/2027 – MAIS SOJA

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulgou, na terça (28), o documento com as dez propostas da entidade para o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027.

O documento foi entregue pelo presidente da CNA, João Martins, ao ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. Veja a íntegra clicando aqui.

No documento, a CNA destaca os pontos prioritários para o próximo ciclo, com foco em iniciativas estruturantes como previsibilidade do orçamento, planejamento plurianual, e no fortalecimento da saúde financeira do produtor, nos instrumentos de renegociação de dívidas, ampliação do acesso ao crédito e recursos para o seguro rural.

As propostas foram construídas em parceria com as Federações estaduais de agricultura e pecuária, sindicatos e produtores rurais durante encontros realizados nas cinco regiões brasileiras.

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As sugestões buscam assegurar a sustentabilidade econômica do setor e preservar o papel estratégico do Brasil como um dos principais produtores e fornecedores de alimentos do mundo.

Na introdução do documento, a CNA destaca que diante do atual cenário internacional e doméstico adverso, marcado por incerteza, volatilidade e riscos crescentes, o fortalecimento das políticas agrícolas deixa de ser apenas desejável e passa a ser condição necessária para a estabilidade da produção, o controle da inflação de alimentos e a garantia da segurança alimentar.

A entidade esclarece que o setor tem operado sob forte pressão de custos, juros elevados, restrições financeiras, clima altamente instável e adverso e, por essas razões, vem mantendo a produção à custa de maior endividamento e redução de margens.

Nesse contexto, o Plano Safra 2026/27 assume caráter decisivo, já que não se trata apenas de ampliar recursos, mas de reestruturar e fortalecer os instrumentos de política agrícola, garantindo acesso efetivo ao crédito, previsibilidade, gestão de riscos e condições efetivas para a continuidade da produção.

A CNA entende que a política de crédito rural deve buscar soluções que conciliem liquidez ao produtor, mitigação de riscos, instrumentos adequados de renegociação e segurança institucional, de modo a sustentar a atividade produtiva sem desorganizar os incentivos e a confiança no mercado de financiamento.

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Previsibilidade

No documento, a Confederação demonstra preocupação com o descompasso entre o orçamento anual e o ciclo do Plano Safra, que dificulta o planejamento das operações dos produtores, cooperativas e agentes financeiros. “A assimetria entre o calendário orçamentário e o agrícola prejudica a previsibilidade e dificulta o planejamento adequado das políticas públicas voltadas ao agro”.

Além da questão do calendário, também é preocupante a insuficiência de recursos previstos no Orçamento Geral da União (OGU), que não são compatíveis com a demanda do setor. O cenário é agravado em um ambiente de juros mais elevados, que aumentam o custo fiscal para o governo manter o crédito subsidiado, exigindo complemento de recursos durante o ano para o agro.

“Por isso, a previsibilidade orçamentária, a compatibilização entre o OGU e o Plano Safra e a alocação de recursos em volume adequado são condições essenciais para dar segurança ao planejamento do agro e evitar descontinuidades em políticas estruturantes para o setor”, afirma o documento.

Plano Plurianual

Outra prioridade da CNA para a safra 2026/27 é um novo modelo orçamentário plurianual para as políticas agrícolas. A justificativa da entidade é de que, embora o PAP seja apresentado como um compromisso para todo o ciclo da safra, a implementação permanece a uma lógica anual, fragmentada e sujeita a interrupções, contingenciamentos e reprogramações ao longo do período produtivo.

Para a CNA, o novo modelo orçamentário do Plano Safra deve ser orientado pela previsibilidade, pela plurianualidade e pela continuidade de execução. “Mais do que ampliar valores anunciados, deve fortalecer a qualidade institucional do plano, com uma arquitetura orçamentária compatível com a dinâmica da produção”.

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Segundo a entidade, a adoção de uma programação plurianual indicativa representa um passo essencial para trazer maior racionalidade, previsibilidade e capacidade de planejamento à política agrícola brasileira.

Essa programação pode contemplar, entre outros pontos, a equalização da taxa de juros com sinalização prévia de recursos; a subvenção ao seguro rural com horizonte de médio prazo; instrumentos emergenciais para eventos severos com reserva programada e priorização gradual de gargalos estruturais do setor com definição de etapas e metas para áreas, como armazenagem, irrigação e recuperação de solo.

Propostas

As propostas apresentadas pela CNA para o Plano Safra 2026/2027 buscam contribuir para a construção de uma política agrícola mais robusta, estável e eficiente. Ao priorizar a melhoria dos instrumentos existentes, a ampliação do acesso ao crédito, o fortalecimento do seguro rural e a integração com mecanismos de gestão de risco e comercialização, o objetivo é reduzir vulnerabilidades e criar condições para o desenvolvimento sustentável do setor.

Além das propostas prioritárias, o documento possui 6 capítulos: Introdução, Crédito Rural, Gestão de Riscos, Endividamento e saúde financeira do produtor rural, Mercado de Capitais e Proposta da “Lei do Agro 3”.

Veja as 10 propostas da CNA para o próximo Plano Safra:
  1. Possibilitar a construção de um novo modelo de Plano Agrícola e Pecuário Plurianual, com direcionamentos para programas prioritários;
  2. Garantir R$ 4 bilhões no orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) e a aprovação do Projeto de Lei nº 2.951/2024, que prevê a modernização do seguro rural;
  3. Assegurar efetivos R$ 623 bilhões no Plano Agrícola e Pecuário 2026/2027, sendo R$ 104,9 bilhões destinados à agricultura familiar e R$ 518,2 bilhões à agricultura empresarial, com recursos exclusivos do crédito rural tradicional;
  4. Promover medidas de apoio à saúde financeira do produtor rural e apoiar a aprovação do Projeto de Lei nº 5.122/2023;
  5. Atualizar e ampliar os limites de Renda Bruta Agropecuária (RBA) para enquadramento no Pronaf, no Pronamp e nas demais categorias de produtores;
  6. Apoiar e assegurar a aprovação da proposta de nova Lei do Agro (“Lei do Agro 3”);
  7. Promover ajustes no ambiente de negócios do crédito rural, reduzindo burocracias, eliminando extrapolações infralegais e fortalecendo o combate à venda casada;
  8. Nos programas de investimento agropecuário, priorizar o RenovAgro, o PCA e o Proirriga;
  9. Ampliar os fundos garantidores para operações de custeio e investimento agropecuário;
  10. Ampliar os mecanismos de financiamento privado do agro no mercado de capitais.

Fonte: CNA



 

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FONTE

Autor:CNA

Site: CNA

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