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10 de junho de 2026

Tecnologia do Agro

BASF lança fungicida Kilymos® na Abertura da Colheita do Arroz 2026

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Produto exclusivo para arroz combina triciclazol e Revysol®; e chega ao mercado em um cenário de safra marcada por desafios de rentabilidade

Na Abertura da Colheita do Arroz 2026 ocorre o lançamento do fungicida Kilymos®, desenvolvido exclusivamente para a cultura do arroz pela BASF. O produto chega ao mercado em um momento em que o setor arrozeiro brasileiro atravessa uma combinação de fatores decisivos. Clima favorável para produtividade. Redução de área motivada por preços do grão. Pressão constante de doenças, impulsionada por condições de calor e umidade.

O lançamento ocorre durante um dos principais encontros técnicos e institucionais da cadeia produtiva do arroz no país, realizado em Capão do Leão/RS. O evento reúne produtores, pesquisadores, cooperativas, indústria e representantes do setor público. A escolha do palco reforça a estratégia da companhia de apresentar a inovação diretamente no ambiente onde decisões técnicas definem o desempenho das lavouras.

O ciclo 2025/26 dá sequência a um período de duas safras consecutivas com condições climáticas consideradas favoráveis ao cultivo do arroz no Brasil. A safra anterior, 2024/25, figurou entre as maiores da história em volume produzido. O clima contribuiu para a expressão do potencial produtivo das lavouras. Chuvas bem distribuídas. Temperaturas adequadas ao desenvolvimento das plantas. Esse cenário repete-se no ciclo atual, apesar de atrasos pontuais no início do plantio em algumas regiões, causados por excesso de precipitações.

Mesmo com o ambiente climático positivo, o produtor enfrenta um contexto de mercado mais restritivo. Dados de preços indicam forte retração no valor do grão ao longo de um intervalo de doze meses. A redução impacta diretamente a tomada de decisão sobre área plantada, investimentos em tecnologia e estratégias de manejo. O resultado aparece na diminuição da área cultivada em algumas regiões, ainda que a expectativa de produtividade permaneça elevada.

Eficiência do sistema produtivo

Nesse cenário, a sustentabilidade econômica da atividade passa a depender, de forma ainda mais intensa, da eficiência do sistema produtivo. Produtividade assume papel central. Manejo adequado ganha peso estratégico. A redução de perdas torna-se um fator determinante para a manutenção da rentabilidade. Dentro desse contexto, o controle de doenças foliares ocupa posição de destaque no custo e no resultado final da lavoura.

O manejo de doenças representa hoje o segundo maior segmento dentro dos investimentos relacionados aos defensivos agrícolas. A cultura desenvolve-se majoritariamente em regiões de clima tropical e subtropical. Essas condições favorecem a ocorrência e a severidade de doenças fúngicas. Calor, alta umidade, molhamento foliar frequente e períodos de nebulosidade criam o ambiente ideal para a infecção e a disseminação de patógenos.

Principais doenças

Entre as principais doenças que afetam o arroz no Brasil, a brusone destaca-se pelo potencial de dano, explica Matheus Scherer, Gerente de Marketing de Cultivos Arroz da BASF. Causada pelo fungo Pyricularia grisea, a doença pode comprometer praticamente toda a produção quando não manejada de forma adequada. Em situações extremas, as perdas podem atingir patamares próximos de 100%, dependendo da suscetibilidade varietal, das condições climáticas e da ausência de controle químico eficiente.

A mancha-parda, provocada pelo fungo Bipolaris oryzae, apresenta distribuição mais regional, mas mantém relevância econômica. Em lavouras sem manejo adequado, as perdas podem variar entre 20% e 30%. A doença afeta folhas e grãos, impactando produtividade e qualidade industrial.

Outra enfermidade que tem ganhado atenção nos últimos ciclos é a mancha das bainhas, causada por Rhizoctonia solani. A doença mostra maior incidência em determinadas regiões produtoras, como áreas da fronteira oeste do Rio Grande do Sul. O avanço da mancha das bainhas interfere no enchimento de grãos e reduz o potencial produtivo das plantas.

A relação entre clima e doenças aparece como um fator determinante para a definição das estratégias de manejo. Regiões com maior frequência de chuvas, como áreas produtoras de Santa Catarina próximas ao litoral, enfrentam pressão elevada de doenças foliares. No Tocantins, o clima mais tropical, com altas temperaturas associadas à umidade, exige programas de manejo mais intensos, com maior número de aplicações fungicidas ao longo do ciclo. No Rio Grande do Sul, além de calor e umidade, a nebulosidade frequente atua como elemento adicional de risco.

Diante desse quadro, o manejo preventivo assume papel central. A estratégia começa na escolha de cultivares com algum nível de resistência genética, especialmente à brusone. O programa segue com o tratamento de sementes e aplicações preventivas no estágio vegetativo. O período mais crítico concentra-se na fase reprodutiva, entre a diferenciação floral e a plena floração. Nesse intervalo, a ausência de intervenção eleva significativamente o risco de perdas econômicas.

Fungicida Kilymos®

É nesse contexto técnico que a BASF posiciona o fungicida Kilymos®. O produto foi desenvolvido exclusivamente para a cultura do arroz, desde a concepção da formulação até a definição do posicionamento agronômico. O fungicida combina dois ingredientes ativos com modos de ação distintos. O triciclazol, reconhecido pelo controle eficiente da brusone; e o Revysol®, triazol exclusivo da BASF, voltado ao controle de manchas foliares com amplo espectro, diz Matheus Scherer.

O triciclazol apresenta histórico consolidado no manejo da brusone, com ação preventiva e curativa. Atua diretamente sobre o principal alvo da cultura. O Revysol®, por sua vez, representa uma inovação dentro do grupo dos triazóis. A molécula oferece alta eficiência contra diferentes patógenos causadores de manchas, além de características físico-químicas que ampliam a segurança e a flexibilidade de uso.

A combinação desses dois ingredientes ativos confere ao Kilymos® um posicionamento diferenciado dentro dos programas de manejo. O produto atua sobre a principal doença do arroz e amplia o controle sobre mancha-parda e mancha das bainhas. Essa associação oferece uma bula completa para a rizicultura brasileira.

Entre os diferenciais técnicos do Kilymos®, destaca-se a elevada taxa de absorção foliar. Estudos internos indicam que o Revysol® pode apresentar absorção significativamente superior à de outros fungicidas. Após a penetração, o ingrediente ativo se distribui e se mantém armazenado nos tecidos da planta, o que contribui para um efeito residual prolongado.

Essa característica confere maior tolerância do produto às intempéries climáticas. Chuvas após a aplicação e períodos de calor intenso exercem menor influência sobre a eficiência do controle. O fungicida mantém desempenho elevado mesmo sob condições adversas, comuns em regiões produtoras de arroz irrigado.

Outro aspecto técnico associado ao Revysol® envolve a tecnologia conhecida como Power Flex. A molécula apresenta flexibilidade estrutural, o que permite melhor encaixe no sítio de ação do fungo. Essa característica amplia o poder de ligação do ingrediente ativo e dificulta o desenvolvimento de resistência por parte dos patógenos. Mesmo diante de mutações, a molécula mantém capacidade de atuação, o que prolonga a vida útil da tecnologia no campo.

Kilymos®: preventivo e curativo

O amplo espectro de controle do Kilymos® resulta em maior previsibilidade para o produtor, ensina Matheus. O produto atua de forma preventiva e curativa dentro do programa de manejo. Essa versatilidade facilita o ajuste das aplicações conforme as condições climáticas, o estágio da cultura e a pressão de doenças observada em cada região.

Do ponto de vista produtivo, resultados de campo indicam incrementos médios de produtividade associados ao uso do fungicida dentro de programas bem estruturados de manejo. O ganho se reflete em maior número de sacas colhidas por hectare, com impacto direto sobre a rentabilidade da lavoura.

Além da produtividade, o controle eficiente de doenças contribui para a qualidade do grão. Menor incidência de manchas e danos fisiológicos melhora o padrão industrial e comercial do arroz colhido. O resultado beneficia não apenas o produtor, mas toda a cadeia produtiva, do beneficiamento à comercialização.

Inovação e realidade

O lançamento do Kilymos® durante a Abertura da Colheita do Arroz simboliza, para a BASF, a conexão entre inovação e realidade do campo, explica Graziela Morais, Gerente de Marketing Cultivos e Portfolio Arroz e Trigo da empresa. A Companhia mantém histórico de investimentos em pesquisa e desenvolvimento voltados ao cultivo do arroz no Brasil. O novo fungicida reforça essa estratégia ao oferecer uma solução desenhada especificamente para as demandas da cultura.

A BASF figura entre as Companhias que mais investem em tecnologias para o arroz no país, acrescenta Graziela. O portfólio inclui soluções para diferentes etapas do manejo, com foco em produtividade, sustentabilidade e segurança operacional. O Kilymos® passa a ocupar um espaço estratégico dentro desse conjunto, complementando ferramentas já disponíveis para ações preventivas e curativas.

No Sul e no Norte do Brasil, onde os sistemas de produção apresentam diferenças climáticas e operacionais, o produto mostra potencial de adaptação. Em regiões com programas de manejo mais intensos, como o Tocantins, o fungicida se integra a esquemas robustos de aplicações. No Sul, atua como ferramenta central no controle das principais doenças do ciclo.

O Kilymos® responde a um momento de transição do setor arrozeiro, conta Graziela. A busca por eficiência cresce diante da pressão sobre preços. A redução de perdas assume papel estratégico. Tecnologias capazes de garantir estabilidade produtiva passam a ter peso decisivo na sustentabilidade do negócio.

Atenção: este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Uso agrícola. Venda sob receituário agronômico. Consulte sempre um agrônomo. Informe-se e realize o manejo integrado de pragas. Descarte corretamente as embalagens e os restos dos produtos. Leia atentamente e siga as instruções contidas no rótulo, na bula e na receita. Utilize os equipamentos de proteção individual.

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Agro Mato Grosso

Valtra produz a milésima transmissão CVT na Finlândia

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Unidade de Suolahti recebeu investimento de 38 milhões de euros e abastece tratores Valtra, Fendt e Massey Ferguson

A Valtra produziu a milésima transmissão continuamente variável, conhecida como CVT, na fábrica de Suolahti, na Finlândia. O marco ocorre cerca de um ano após o início da produção em série na unidade ampliada. O projeto recebeu investimento de 38 milhões de euros.

A expansão da planta de transmissões integra a estratégia da Valtra e da AGCO para fabricar componentes de powertrain próximos à produção de tratores. As transmissões AGCO CVT produzidas em Suolahti equipam tratores Valtra. Também atendem modelos selecionados das marcas AGCO Fendt e Massey Ferguson.

Segundo a empresa, a unidade ampliada atingiu nível de produção estável e eficiente. O investimento figura entre os maiores da história da Valtra. A companhia aponta Suolahti como centro de manufatura de tratores com tecnologia avançada.

Kullervo Mansikkala, gerente da planta de transmissões da Valtra, afirmou no comunicado da AGCO que o marco demonstra o desempenho da nova expansão. Segundo ele, qualidade, confiabilidade de entrega e eficiência chegaram ao nível planejado.

A produção das transmissões CVT em Suolahti reforça a integração vertical da Valtra. Também amplia a autossuficiência produtiva da empresa na Finlândia. Conforme Mansikkala, a estrutura criada permite escalar e desenvolver a fabricação de transmissões em cooperação com a rede global de manufatura da AGCO.

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Agro Mato Grosso

Valtra: Ganha protagonismo e marcam nova geração de máquinas agrícolas no biocombustíveis 

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Uma tendência que havia sido antecipada na coletiva de lançamento da Agrishow 2026 ganhou materialidade nos estandes da feira e deu pistas sobre uma mudança em curso no desenvolvimento de máquinas agrícolas no Brasil: a aposta nos biocombustíveis como alternativa viável e cada vez mais central para o funcionamento de motores no campo. São tecnologias que buscam conciliar eficiência operacional, redução de custos e menor impacto ambiental.

Segundo a organização da Agrishow, o desenvolvimento desses equipamentos ficou mais acelerado por causa das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que provocam oscilações nos preços dos combustíveis fósseis – o Brasil importa cerca de 30% de seu consumo de diesel, tradicionalmente usado nas máquinas agrícolas. Para João Carlos Marchesan, presidente da feira, o País tem condições de reduzir essa dependência apostando em sua sólida cadeia produtiva de etanol e biodiesel.

Etanol

Um dos destaques foi a apresentação do primeiro motor para tratores movido a etanol da AGCO Power, grupo do qual fazem parte empresas como a Massey Ferguson, a Valtra e a Fendt. O projeto, desenvolvido integralmente no Brasil, está sendo preparado para chegar ao mercado em 2028.

A tecnologia foi concebida ao longo de três anos e passou por mais de 10 mil horas de testes, incluindo aplicações em culturas como cana-de-açúcar e grãos. De acordo com Fernando Silva, coordenador comercial da AGCO, o motor atende a uma faixa de potência entre 200 e 300 cavalos e mantém desempenho equivalente ao do diesel, sem perda de torque ou capacidade de tração.

Além da performance, o apelo ambiental está na ordem do dia. Segundo a fabricante, o uso do etanol, que poderá ser proveniente de qualquer tipo de matéria-prima – como cana, trigo, milho, entre outros – pode reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa.

Outro fator relevante é o impacto econômico. Com as oscilações nos preços do diesel, o etanol surge como opção competitiva, especialmente para produtores com capacidade para fabricá-lo no próprio sítio ou fazenda, o que reduz custos e aumenta a previsibilidade operacional.

A John Deere também desenvolve uma tecnologia a etanol. Trata-se de um conceito de motor que foi revelado, inicialmente, em 2023, durante a Agritechnica, na Alemanha, e depois passou a ser adaptado às condições brasileiras no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Indaiatuba (SP), voltado à agricultura tropical.

Apresentado pela primeira vez no Brasil durante a Agrishow de 2024, o projeto vem avançando. Na edição de 2025 da feira, já aparecia integrado a um trator da linha 8R. Agora em 2026, a companhia deu mais um passo ao exibir o trator equipado com o protótipo do motor acoplado a uma plantadeira, simulando operações reais no campo e reforçando a aplicação prática da solução em diferentes atividades agrícolas.

Dois protótipos operam em áreas de testes no Brasil há cerca de três anos, principalmente nos segmentos de cana-de-açúcar e grãos, setores em que o etanol possui ampla disponibilidade e infraestrutura consolidada. Segundo a empresa, a proposta busca unir sustentabilidade e desempenho, mantendo rendimento semelhante ao diesel por meio de ajustes específicos de software no motor.

 

Biometano

Trator 'falante' é uma das novidades da Agrishow 2026 em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1

Trator ‘falante’ é uma das novidades da Agrishow 2026 em Ribeirão Preto (SP). — Foto: Érico Andrade/g1

A Valtra apresentou um trator equipado com motor movido a biometano, combustível renovável obtido a partir do biogás, que, por sua vez, é gerado na decomposição de matéria orgânica. Esse processo ocorre quando resíduos como esterco, restos de culturas agrícolas, lixo ou subprodutos da indústria se decompõem por digestão anaeróbica, ou seja, sem a presença de oxigênio.

É o primeiro trator a biometano da empresa voltado ao mercado agrícola. A proposta, segundo o diretor de Vendas, Cláudio Esteves, é gerar um ciclo de reaproveitamento. As usinas sucroenergéticas de cana-de-açúcar poderão utilizar a própria biomassa de cana-de-açúcar e de milho para fornecer energia aos veículos que operam em suas lavouras. A previsão é de que, na Agrishow de 2027, a máquina já esteja disponível para comercialização.

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A Valtra apresenta a Série M5: a evolução de um dos tratores mais confiáveis do Brasil, agora com mais tecnologia, eficiência operacional e conforto para o campo.

Diesel verde

A adoção de combustíveis renováveis compatíveis com motores convencionais, como o HVO100, conhecido como diesel verde, também esteve em evidência na Agrishow. A Fendt apresentou um motor preparado para operar com esse tipo de combustível, sem necessidade de modificações estruturais relevantes.

Rodrigo Bezerra, engenheiro de conformidade de emissões da AGCO, explica que essa compatibilidade permite que produtores reduzam emissões de carbono de forma imediata, utilizando combustíveis alternativos em equipamentos já disponíveis no mercado. Ao mesmo tempo, contribui para ampliar o leque de opções energéticas no campo, especialmente em regiões onde o acesso ao etanol ou biometano pode ser mais limitado.

Ainda segundo Guerra, o motor, cujo desenvolvimento começou em 2012, poderá ser adaptado para operar com qualquer tipo de combustível, como etanol, biometano e hidrogênio verde. Por causa dessa e outras funcionalidades, como 25% menos componentes, o que ajuda a reduzir a vibração e o deixa mais estreito, permitindo maior raio de giro, foi eleito o trator de 2026 pela revista britânica Powertrain International, especializada em engenharia de sistemas de propulsão.

Contexto

O avanço dos biocombustíveis nas máquinas agrícolas não ocorre por acaso. É impulsionado por uma combinação de fatores econômicos e ambientais. Se, de um lado, o aumento do custo do diesel pressiona as margens do produtor rural e estimula a busca por alternativas mais baratas e previsíveis, de outro cresce a demanda por práticas mais sustentáveis, tanto por exigências de mercado quanto por compromissos climáticos assumidos pelo setor.

Nesse contexto, tecnologias que conciliam produtividade e redução de emissões tendem a ganhar espaço. Matheus Pintor, da Bosch, afirma que a possibilidade de gerar créditos de carbono, por exemplo, passa a ser um incentivo adicional para a adoção de soluções baseadas em biocombustíveis.

Por isso, o Brasil, com sua tradição na produção de biocombustíveis, aparece, na visão dos organizadores da feira, em posição estratégica para liderar esse movimento.

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Agro Mato Grosso

Valtra apresenta soluções em mecanização para a cultura do café I MT

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Série A3F garante alta performance e economia de combustível em cultivos adensados

No dia 24 de maio é celebrado o Dia Nacional do Café, data que marca o início da colheita nas principais regiões produtoras do país. E por se tratar de um dos principais exportadores mundiais de café, os produtores brasileiros necessitam cada vez mais de máquinas agrícolas adaptadas aos seus desafios. Entre os principais obstáculos no dia a dia da cafeicultura está a operação em áreas de difícil acesso e em cultivos adensados, onde a ergonomia e o design do maquinário se tornam fatores decisivos para a produtividade.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta crescimento de pouco mais de 17% na atual safra de café, em relação ao ciclo anterior, estimando que a produção brasileira supere as 66 milhões de sacas beneficiadas. Segundo eles, a expansão é explicada pela entrada de novas áreas em produção, pela combinação de condições climáticas favoráveis e pelo uso crescente de tecnologias e insumos. É exatamente para atender a esse aumento de demanda produtiva, que o produtor precisa tomar decisões bem pensadas na escolha do maquinário.

“Operar em espaçamentos reduzidos sem danificar a lavoura e proporcionar um conforto operacional exige um projeto específico. Para operar nessas condições indicamos um trator como a Série A3F, resultado de sete anos de pesquisa e desenvolvimento com a participação direta de produtores do setor, sendo criado sob medida para o trabalho no café”, ressalta Winston Quintas, coordenador de Marketing e Produto Trator Valtra.

Para garantir alta produtividade, o sistema hidráulico da Série A3F (com modelos de 69 a 99 cv) foi desenvolvido considerando os desafios da cultura: o levante de três pontos possui a maior capacidade de levante da categoria (25% superior à média), além de válvulas de controle remoto de alta vazão capaz de operar com as colhedoras mais modernas do mercado. Além disso, os motores 3 cilindros da Série proporciona uma redução de até 12% no consumo de combustível, mantendo a sustentação da rotação mesmo nas operações mais pesadas, como o uso de trinchas.

Além do bem-estar interno, a máquina precisa “vestir” a lavoura. Para evitar a propagação de pragas e prejuízos físicos às plantas e aos frutos, o trator conta com uma cabine estreita, mas ao mesmo tempo muito ampla e um design externo arredondado, ideal para operações nas entrelinhas da cultura adensada sem causar interferências. A agilidade nas manobras, fator crítico em espaços limitados, é assegurada pelo excelente raio de giro de sua categoria.

A Valtra acompanha de perto a evolução da cafeicultura no Brasil e entende que essa cultura exige soluções específicas. É por isso que investimos continuamente em pesquisa e desenvolvimento para oferecer maquinários que respeitam as particularidades da lavoura e colocam a segurança e o conforto do operador no centro de uma operação produtiva em constante crescimento”, conclui Winston Quintas.

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