Connect with us
2 de novembro de 2026

Tecnologia do Agro

BASF lança fungicida Kilymos® na Abertura da Colheita do Arroz 2026

Published

on

Produto exclusivo para arroz combina triciclazol e Revysol®; e chega ao mercado em um cenário de safra marcada por desafios de rentabilidade

Na Abertura da Colheita do Arroz 2026 ocorre o lançamento do fungicida Kilymos®, desenvolvido exclusivamente para a cultura do arroz pela BASF. O produto chega ao mercado em um momento em que o setor arrozeiro brasileiro atravessa uma combinação de fatores decisivos. Clima favorável para produtividade. Redução de área motivada por preços do grão. Pressão constante de doenças, impulsionada por condições de calor e umidade.

O lançamento ocorre durante um dos principais encontros técnicos e institucionais da cadeia produtiva do arroz no país, realizado em Capão do Leão/RS. O evento reúne produtores, pesquisadores, cooperativas, indústria e representantes do setor público. A escolha do palco reforça a estratégia da companhia de apresentar a inovação diretamente no ambiente onde decisões técnicas definem o desempenho das lavouras.

O ciclo 2025/26 dá sequência a um período de duas safras consecutivas com condições climáticas consideradas favoráveis ao cultivo do arroz no Brasil. A safra anterior, 2024/25, figurou entre as maiores da história em volume produzido. O clima contribuiu para a expressão do potencial produtivo das lavouras. Chuvas bem distribuídas. Temperaturas adequadas ao desenvolvimento das plantas. Esse cenário repete-se no ciclo atual, apesar de atrasos pontuais no início do plantio em algumas regiões, causados por excesso de precipitações.

Mesmo com o ambiente climático positivo, o produtor enfrenta um contexto de mercado mais restritivo. Dados de preços indicam forte retração no valor do grão ao longo de um intervalo de doze meses. A redução impacta diretamente a tomada de decisão sobre área plantada, investimentos em tecnologia e estratégias de manejo. O resultado aparece na diminuição da área cultivada em algumas regiões, ainda que a expectativa de produtividade permaneça elevada.

Eficiência do sistema produtivo

Nesse cenário, a sustentabilidade econômica da atividade passa a depender, de forma ainda mais intensa, da eficiência do sistema produtivo. Produtividade assume papel central. Manejo adequado ganha peso estratégico. A redução de perdas torna-se um fator determinante para a manutenção da rentabilidade. Dentro desse contexto, o controle de doenças foliares ocupa posição de destaque no custo e no resultado final da lavoura.

Advertisement

O manejo de doenças representa hoje o segundo maior segmento dentro dos investimentos relacionados aos defensivos agrícolas. A cultura desenvolve-se majoritariamente em regiões de clima tropical e subtropical. Essas condições favorecem a ocorrência e a severidade de doenças fúngicas. Calor, alta umidade, molhamento foliar frequente e períodos de nebulosidade criam o ambiente ideal para a infecção e a disseminação de patógenos.

Principais doenças

Entre as principais doenças que afetam o arroz no Brasil, a brusone destaca-se pelo potencial de dano, explica Matheus Scherer, Gerente de Marketing de Cultivos Arroz da BASF. Causada pelo fungo Pyricularia grisea, a doença pode comprometer praticamente toda a produção quando não manejada de forma adequada. Em situações extremas, as perdas podem atingir patamares próximos de 100%, dependendo da suscetibilidade varietal, das condições climáticas e da ausência de controle químico eficiente.

A mancha-parda, provocada pelo fungo Bipolaris oryzae, apresenta distribuição mais regional, mas mantém relevância econômica. Em lavouras sem manejo adequado, as perdas podem variar entre 20% e 30%. A doença afeta folhas e grãos, impactando produtividade e qualidade industrial.

Outra enfermidade que tem ganhado atenção nos últimos ciclos é a mancha das bainhas, causada por Rhizoctonia solani. A doença mostra maior incidência em determinadas regiões produtoras, como áreas da fronteira oeste do Rio Grande do Sul. O avanço da mancha das bainhas interfere no enchimento de grãos e reduz o potencial produtivo das plantas.

A relação entre clima e doenças aparece como um fator determinante para a definição das estratégias de manejo. Regiões com maior frequência de chuvas, como áreas produtoras de Santa Catarina próximas ao litoral, enfrentam pressão elevada de doenças foliares. No Tocantins, o clima mais tropical, com altas temperaturas associadas à umidade, exige programas de manejo mais intensos, com maior número de aplicações fungicidas ao longo do ciclo. No Rio Grande do Sul, além de calor e umidade, a nebulosidade frequente atua como elemento adicional de risco.

Advertisement

Diante desse quadro, o manejo preventivo assume papel central. A estratégia começa na escolha de cultivares com algum nível de resistência genética, especialmente à brusone. O programa segue com o tratamento de sementes e aplicações preventivas no estágio vegetativo. O período mais crítico concentra-se na fase reprodutiva, entre a diferenciação floral e a plena floração. Nesse intervalo, a ausência de intervenção eleva significativamente o risco de perdas econômicas.

Fungicida Kilymos®

É nesse contexto técnico que a BASF posiciona o fungicida Kilymos®. O produto foi desenvolvido exclusivamente para a cultura do arroz, desde a concepção da formulação até a definição do posicionamento agronômico. O fungicida combina dois ingredientes ativos com modos de ação distintos. O triciclazol, reconhecido pelo controle eficiente da brusone; e o Revysol®, triazol exclusivo da BASF, voltado ao controle de manchas foliares com amplo espectro, diz Matheus Scherer.

O triciclazol apresenta histórico consolidado no manejo da brusone, com ação preventiva e curativa. Atua diretamente sobre o principal alvo da cultura. O Revysol®, por sua vez, representa uma inovação dentro do grupo dos triazóis. A molécula oferece alta eficiência contra diferentes patógenos causadores de manchas, além de características físico-químicas que ampliam a segurança e a flexibilidade de uso.

A combinação desses dois ingredientes ativos confere ao Kilymos® um posicionamento diferenciado dentro dos programas de manejo. O produto atua sobre a principal doença do arroz e amplia o controle sobre mancha-parda e mancha das bainhas. Essa associação oferece uma bula completa para a rizicultura brasileira.

Entre os diferenciais técnicos do Kilymos®, destaca-se a elevada taxa de absorção foliar. Estudos internos indicam que o Revysol® pode apresentar absorção significativamente superior à de outros fungicidas. Após a penetração, o ingrediente ativo se distribui e se mantém armazenado nos tecidos da planta, o que contribui para um efeito residual prolongado.

Advertisement

Essa característica confere maior tolerância do produto às intempéries climáticas. Chuvas após a aplicação e períodos de calor intenso exercem menor influência sobre a eficiência do controle. O fungicida mantém desempenho elevado mesmo sob condições adversas, comuns em regiões produtoras de arroz irrigado.

Outro aspecto técnico associado ao Revysol® envolve a tecnologia conhecida como Power Flex. A molécula apresenta flexibilidade estrutural, o que permite melhor encaixe no sítio de ação do fungo. Essa característica amplia o poder de ligação do ingrediente ativo e dificulta o desenvolvimento de resistência por parte dos patógenos. Mesmo diante de mutações, a molécula mantém capacidade de atuação, o que prolonga a vida útil da tecnologia no campo.

Kilymos®: preventivo e curativo

O amplo espectro de controle do Kilymos® resulta em maior previsibilidade para o produtor, ensina Matheus. O produto atua de forma preventiva e curativa dentro do programa de manejo. Essa versatilidade facilita o ajuste das aplicações conforme as condições climáticas, o estágio da cultura e a pressão de doenças observada em cada região.

Do ponto de vista produtivo, resultados de campo indicam incrementos médios de produtividade associados ao uso do fungicida dentro de programas bem estruturados de manejo. O ganho se reflete em maior número de sacas colhidas por hectare, com impacto direto sobre a rentabilidade da lavoura.

Além da produtividade, o controle eficiente de doenças contribui para a qualidade do grão. Menor incidência de manchas e danos fisiológicos melhora o padrão industrial e comercial do arroz colhido. O resultado beneficia não apenas o produtor, mas toda a cadeia produtiva, do beneficiamento à comercialização.

Advertisement

Inovação e realidade

O lançamento do Kilymos® durante a Abertura da Colheita do Arroz simboliza, para a BASF, a conexão entre inovação e realidade do campo, explica Graziela Morais, Gerente de Marketing Cultivos e Portfolio Arroz e Trigo da empresa. A Companhia mantém histórico de investimentos em pesquisa e desenvolvimento voltados ao cultivo do arroz no Brasil. O novo fungicida reforça essa estratégia ao oferecer uma solução desenhada especificamente para as demandas da cultura.

A BASF figura entre as Companhias que mais investem em tecnologias para o arroz no país, acrescenta Graziela. O portfólio inclui soluções para diferentes etapas do manejo, com foco em produtividade, sustentabilidade e segurança operacional. O Kilymos® passa a ocupar um espaço estratégico dentro desse conjunto, complementando ferramentas já disponíveis para ações preventivas e curativas.

No Sul e no Norte do Brasil, onde os sistemas de produção apresentam diferenças climáticas e operacionais, o produto mostra potencial de adaptação. Em regiões com programas de manejo mais intensos, como o Tocantins, o fungicida se integra a esquemas robustos de aplicações. No Sul, atua como ferramenta central no controle das principais doenças do ciclo.

O Kilymos® responde a um momento de transição do setor arrozeiro, conta Graziela. A busca por eficiência cresce diante da pressão sobre preços. A redução de perdas assume papel estratégico. Tecnologias capazes de garantir estabilidade produtiva passam a ter peso decisivo na sustentabilidade do negócio.

Atenção: este produto é perigoso à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Uso agrícola. Venda sob receituário agronômico. Consulte sempre um agrônomo. Informe-se e realize o manejo integrado de pragas. Descarte corretamente as embalagens e os restos dos produtos. Leia atentamente e siga as instruções contidas no rótulo, na bula e na receita. Utilize os equipamentos de proteção individual.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Agro Mato Grosso

Valtra lança sexta geração da Série T com até 245 cv

Published

on

Tratores recebem motor CORE75, novas transmissões, SmartTouch Gen2 e conectividade FarmENGAGE

A Valtra apresentou a sexta geração da Série T, com potência de 170 cv a 245 cv, novo motor AGCO Power CORE75, duas opções de transmissão e atualização dos sistemas de operação, automação e agricultura digital. A fabricante direciona os tratores a produtores profissionais e prestadores de serviços.

A nova geração adota uma plataforma desenvolvida para integrar trator, implementos e gerenciamento da propriedade. A linha também recebe o sistema SmartTouch Gen2 e preparação de fábrica para a plataforma PTx FarmENGAGE.

Motor CORE75

O motor AGCO Power CORE75 utiliza seis cilindros e 7,5 litros de cilindrada. No modelo T236, entrega até 245 cv e torque máximo de 1.184 newton-metros.

O conjunto trabalha com o Smart Power Management. O sistema ajusta o comportamento do motor e da transmissão conforme a operação e a preferência selecionada pelo operador. A estratégia busca combinar capacidade de tração e consumo de combustível.

Segundo testes de laboratório da AGCO Power, o CORE75 apresentou redução de até 5% no consumo específico de combustível no ponto de melhor eficiência frente ao motor AGCO Power 74HD da geração anterior. A empresa prevê concluir testes independentes de validação até o final de 2026.

Advertisement

O operador pode selecionar os modos Eco, Normal ou Power. O motor também trabalha com uma faixa ampla de torque em baixas rotações. Segundo a fabricante, essa característica auxilia na manutenção do desempenho durante mudanças de carga.

Duas opções de transmissão

A sexta geração oferece duas alternativas de transmissão. Uma delas utiliza a transmissão continuamente variável AGCO ML 180. A segunda emprega uma nova transmissão powershift de dez etapas.

As configurações permitem velocidades de transporte de 40, 50 ou 57 quilômetros por hora, conforme a especificação e as regras locais de trânsito.

A plataforma utiliza distância entre eixos de 2.950 milímetros, vão livre do solo de até 575 milímetros e raio de giro de 4,9 metros. O sistema hidráulico fornece vazão de até 200 litros por minuto. O peso bruto máximo permitido alcança 14 mil quilogramas.

SmartTouch Gen2

A nova Série T incorpora o SmartTouch Gen2. A interface utiliza tela sensível ao toque de 12 polegadas e oferece capacidade de processamento dez vezes superior à geração anterior, segundo a Valtra.

Advertisement

O sistema apresenta tempo de inicialização de 22 segundos. O operador pode configurar telas de trabalho com até 16 quadrantes e criar perfis específicos para operadores, tarefas e implementos.

O SmartTouch Gen2 oferece até 12 botões configuráveis. A interface integra recursos de orientação, ISOBUS e gerenciamento de implementos. Uma função de ajuda apresenta informações adicionais e códigos QR para consulta.

A fabricante também disponibiliza o novo apoio de braço Active Gen2. A solução utiliza comandos dedicados e funções configuráveis. SmartTouch Gen2 e Active Gen2 sincronizam as informações com a tela instalada na coluna A da cabine.

Ajustes durante operações

A sexta geração incorpora recursos de automação voltados ao controle do trator e dos implementos. A lista inclui Tractor Implement Management, Ground Speed Hydraulics e Front Linkage Control.

O Ground Speed Hydraulics vincula funções hidráulicas à velocidade de deslocamento. Outros recursos permitem programar controles e administrar implementos. A estratégia busca reduzir ajustes repetitivos durante as operações.

Advertisement

A linha também mantém o programa Valtra Unlimited, destinado à personalização de fábrica. A fabricante prevê configurações para agricultura, pecuária, prestação de serviços, atividades florestais e aplicações municipais.

Máquinas conectadas

Os tratores saem de fábrica preparados para o PTx FarmENGAGE. A plataforma permite administrar dados das máquinas, planejamento e comunicação entre escritório e campo.

O sistema permite transferir tarefas, documentação e informações agronômicas. A Valtra também prevê uso do FarmENGAGE em frotas formadas por equipamentos de diferentes fabricantes.

Segundo Johan Grotell, gerente de marketing de produto da Valtra EME, a integração entre máquina, implemento, gestão e dados amplia o uso das tecnologias embarcadas em diferentes operações.

Matti Tiitinen, vice-presidente de vendas e marketing da Valtra EME, afirma que a nova geração buscou atender demandas apresentadas por agricultores e prestadores de serviços. Entre os pontos citados aparecem desempenho, custos operacionais, conectividade, personalização e facilidade de operação.

Advertisement
Continue Reading

Agro Mato Grosso

Fendt avança na automação de máquinas para o algodão

Published

on

Portfólio em destaque no Congresso Brasileiro do Algodão reunirá tratores, plantadeira, pulverizador e soluções digitais

A cotonicultura brasileira opera hoje com um dos mais altos níveis de tecnificação do mundo — e é nesse ambiente que a Fendt apresenta seu portfólio durante a 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), principal encontro da cadeia produtiva da fibra no país, realizado entre 22 e 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG).

Durante o evento, os visitantes do estande da Fendt, fabricante alemã de maquinário de alta potência e inovação, terão a oportunidade de conhecer as máquinas e tecnologias desenvolvidas para os desafios específicos do algodão, com destaque para os lançamentos mais recentes da marca e para soluções que contribuem para elevar a produtividade, a eficiência operacional e a sustentabilidade no campo.

“O Congresso Brasileiro do Algodão reúne produtores altamente tecnificados e entre os mais exigentes do mundo. Para a Fendt, estar presente nesse ambiente é fundamental para fortalecer o relacionamento com o setor, entender as necessidades do campo e demonstrar como nossas tecnologias podem contribuir para uma produção cada vez mais eficiente e sustentável”, afirma Rafael Antonio Costa, diretor Comercial da Fendt.

Entre os destaques estão os novos tratores Fendt 1000 Vario Gen4 e Fendt 800 Vario Gen5, desenvolvidos para atender operações de médias e grandes propriedades. Os modelos incorporam recursos voltados à redução do consumo de combustível, maior conforto ao operador e aumento da eficiência nas atividades agrícolas. A Fendt também apresenta a nova geração da plantadeira Fendt Momentum, equipada com tecnologias de distribuição de peso e controle individual das linhas de plantio, que favorecem a uniformidade da semeadura e a otimização do uso de insumos.

Ainda no campo das operações de alta demanda, a marca destaca o pulverizador autopropelido Rogator 934H, projetado para o elevado número de aplicações exigido pelo algodão. Com alta capacidade operacional e tecnologias que permitem aplicações mais precisas, o equipamento contribui para otimizar o manejo fitossanitário e reduzir custos operacionais.

Advertisement

A conectividade e a gestão de dados também ganham espaço com as plataformas digitais FarmENGAGE e Panorama, desenvolvidas para integrar informações de máquinas, monitorar operações em tempo real e apoiar a tomada de decisão no campo.

Inovações na lavoura

Outro tema que a Fendt leva ao CBA é o TIM (Tractor Implement Management, na sigla em inglês), conceito de gestão integrada em que o implemento deixa de ser um equipamento passivo e passa a comandar as funções do trator que realizam o trabalho — tomada de força, válvulas auxiliares e levante hidráulico -, além da velocidade de deslocamento e direção, de acordo com o que a operação exige em cada momento. Na prática, a máquina se ajusta sozinha ao trabalho que está sendo executado, sem depender da leitura e da reação do operador.

A aplicação mais recente desse conceito pela Fendt é o projeto de automação do subsolador, em desenvolvimento de acordo com os protocolos ISOBUS atuais. Nele, o implemento atua sobre um mapa de compactação, carregado no monitor do trator, realizando o trabalho conforme profundidade indicada no mapa, uma vez que o subsolador faz os ajustes necessários de profundidade em tempo real. Ao mesmo tempo, o sistema informa a profundidade real executada.

“O resultado esperado é uma descompactação mais precisa, com menor consumo de combustível, menor patinagem e menor desgaste do conjunto — ganhos especialmente relevantes em áreas de cana de açúcar e algodão, onde o tráfego intenso de máquinas pesadas torna o manejo da compactação uma decisão agronômica importante”, destaca Elizeu dos Santos, gerente de Marketing de Produto da Fendt e responsável pela apresentação do painel sobre o tema.

A participação da Fendt no Congresso Brasileiro do Algodão também reforça o compromisso da marca com o desenvolvimento da cadeia produtiva. Há quatro anos, a marca apoia o movimento Sou de Algodão, iniciativa que promove a valorização da fibra nacional e incentiva práticas sustentáveis em toda a cadeia, do campo à indústria têxtil.

Advertisement
Continue Reading

Agro Mato Grosso

Valtra reúne gerações de tratores em expedição na Bahia

Published

on

Caravana percorre 206 km pelo Oeste Baiano com modelos históricos e máquinas equipadas com alta tecnologia

A história da mecanização agrícola brasileira estará em movimento durante a quinta edição do Viajando com V de Valtra – Caminhos do Oeste Baiano. Entre os dias 18 e 20 de setembro, uma caravana com 14 tratores percorrerá 206 quilômetros ligando os municípios de Correntina e Bom Jesus da Lapa (BA). Realizada em parceria com a concessionária Nossa, a expedição promoverá um encontro inédito entre tratores clássicos da era Valmet e os mais modernos equipamentos da Valtra, demonstrando a evolução tecnológica do setor em uma das regiões agrícolas mais produtivas do país.

Pioneira no setor ao se instalar no país em 1960 em Mogi das Cruzes (SP), a trajetória da Valtra reflete os grandes marcos da agricultura nacional. A jornada técnica teve início na Era da Força Bruta e Mecânica Simples (décadas de 1970 e 1980), focada em robustez, motores de injeção mecânica (como a linha MWM), tração 4×2 e postos de operação acavalados com alavancas centrais. A marca promoveu a revolução ergonômica e o pioneirismo do câmbio lateral (finais das décadas de 1980 e 1990) ao introduzir a primeira plataforma plana com câmbio lateral sincronizado do Brasil, além do sistema Multitorque (16×8) e motores de 6 cilindros.

Na sequência, a Consolidação das Séries A, BM e o Conforto Plataformado (anos 2000 a 2010) marcou a transição para a marca Valtra e a padronização dos motores AGCO Power Turbo Intercooler, maior capacidade hidráulica e tração 4×4 (TDA) de série. Atualmente, A Era da Cabine de Alta Tecnologia, Automação e Transmissão CVT (a partir de 2017) representa o salto para a agricultura moderna, trazendo transmissões continuamente variáveis sem escalonamento de marchas, gestão eletrônica Power Control DTM, reversor eletro-hidráulico Power Shuttle, telemetria e piloto automático centimétrico.

“O Oeste da Bahia foi escolhido por ser uma referência nacional em agricultura de precisão, produtividade e inovação. É o cenário ideal para demonstrar como a Valtra se traduz em mais eficiência, tecnologia, rentabilidade e sustentabilidade para o produtor”, destaca Claudio Esteves, diretor de vendas da Valtra.

Uma viagem pela evolução dos tratores

A diversidade de máquinas será um dos elementos que mais chamará a atenção durante a expedição. A caravana reunirá tratores atuais e modelos históricos, permitindo observar, lado a lado, como a tecnologia agrícola evoluiu ao longo das décadas sem deixar para trás características que sempre fizeram parte da identidade da marca, como robustez, confiabilidade, versatilidade e eficiência.

Advertisement

Entre os modelos mais atuais estão o A990 Cabinado e o A800 Cabinado, da Série A2R; o BM115 nas versões cabinada e plataformada; o T250, da Série T CVT; o A750 Plataformado, da Série A; e o A134 HiTech, da Série A4 HiTech. A relação também inclui modelos históricos da época da Valmet, como o 85 ID, 1280 Plataformado, 885 Plataformado, 985 Cabinado e 1680.

O resultado é uma composição que representa diferentes perfis de produtor, operações e necessidades do campo. De tratores compactos e versáteis, voltados a atividades como fruticultura e pecuária, a máquinas de maior potência destinadas a operações pesadas e de grande escala, a expedição apresenta um panorama da evolução dos equipamentos agrícolas e da própria trajetória da marca no Brasil.

Um dos exemplos dessa evolução está nos tratores A800 e A990 da Série A2R. A linha combina simplicidade, versatilidade e economia de combustível, com motores trabalhando em alto torque e baixa rotação. Segundo a Valtra, a Série A2R pode proporcionar até 10% de redução no consumo de combustível, além de capacidade de levante até 6% superior às opções de mercado. Os modelos contam ainda com diferentes opções de transmissão e versões com cabine de fábrica, ampliando o conforto para jornadas mais longas.

Já o BM115 cabinado e plataformado representam uma das linhas mais tradicionais da Valtra entre os produtores brasileiros. A família BM é reconhecida pela combinação de robustez, confiabilidade, simplicidade e baixo custo operacional. O BM115 possui 117 cv, motor AGCO Power de quatro cilindros e transmissão de 16 marchas à frente e oito à ré. A tecnologia Multitorque permite rapidez na troca de velocidade de operação e contribui para uma economia de combustível de até 15%, de acordo com a Valtra. A linha está disponível nas versões plataformada e cabinada.

A presença dos BM também reforça o caráter histórico da expedição. A linha tem mais de duas décadas de mercado e ganhou uma edição especial para celebrar os 65 anos da Valtra no Brasil, preservando os atributos que fizeram do modelo uma referência entre os produtores.

Advertisement

Quando se pensa em alta tecnologia, o T250 CVT simboliza o topo de linha da Valtra em desempenho, potência e inteligência embarcada. Com 250 cv e motor AGCO Power de seis cilindros, o modelo é destinado a operações de maior demanda, como preparo de solo, transporte e plantio em larga escala. Seu principal diferencial é a transmissão continuamente variável (CVT), que ajusta a rotação do motor a partir da velocidade, de acordo com a operação, permitindo trabalhar na faixa mais eficiente do conjunto. A Valtra destaca que a tecnologia pode proporcionar redução de consumo de combustível e maior eficiência operacional.

O T250 também representa a aproximação entre potência e agricultura de precisão. A Série T CVT pode sair de fábrica com piloto automático e recursos voltados ao controle das operações agrícolas, além de oferecer cabine projetada para jornadas prolongadas e integração com tecnologias de gestão e produtividade.

Outro representante da atual geração é o A134 HiTech, de 135 cv. O modelo integra a Série A4 HiTech e combina motor eletrônico AGCO Power de quatro cilindros com transmissão PowerShift, permitindo mudanças de marcha sem a necessidade de acionar o pedal da embreagem. A configuração foi desenvolvida para proporcionar maior eficiência e reduzir o esforço do operador, além de estar preparada para receber recursos de agricultura de precisão.

A diversidade também aparece no A750 Plataformado, de 75 cv, pensado para operações que exigem agilidade e manobrabilidade, como atividades de agricultura familiar, fruticultura e pecuária. O modelo combina dimensões compactas, facilidade de operação e baixo consumo de combustível, características que ampliam sua versatilidade em diferentes propriedades.

Do 85 ID ao 1680: máquinas que ajudam a contar a história do campo

Se os modelos mais modernos mostram o presente e o futuro da mecanização, os tratores históricos levam para a estrada a memória de diferentes fases da agricultura brasileira.

Advertisement

Entre eles está o 85 ID, associado à tradição dos tratores Valmet e reconhecido pela simplicidade mecânica, facilidade de manutenção e versatilidade operacional. O modelo foi desenvolvido para atender atividades de transporte, preparo do solo e acionamento de implementos, ajudando a consolidar a reputação de robustez e confiabilidade que acompanha a marca.

O 1280 Plataformado, por sua vez, integra a histórica linha de tratores pesados e foi desenvolvido para operações de maior exigência de tração. Com motor turboalimentado e elevada capacidade de torque, o modelo representa uma geração de máquinas concebidas para trabalhar com implementos de grande porte e enfrentar operações pesadas no campo.

Também estará presente o 885 Plataformado, modelo reconhecido pelo equilíbrio entre peso, potência e aderência. A máquina participou de diferentes etapas do ciclo produtivo, do plantio ao transporte, e ficou marcada pela longevidade de seu motor, facilidade de manutenção e capacidade de trabalho.

Outro clássico da caravana será o 985 Cabinado, trator de aproximadamente 100 cv que marcou época pela robustez mecânica e pela facilidade de manutenção. A versão cabinada representa também um momento importante da evolução dos equipamentos agrícolas, quando o conforto e a proteção do operador passaram a ganhar cada vez mais espaço no desenvolvimento das máquinas.

Fechando esse passeio pela história está o 1680, um dos modelos mais emblemáticos entre os tratores pesados da época Valmet. Desenvolvido para operações de preparo profundo de solo e tracionamento de grandes implementos, o modelo contava com motor turbo de seis cilindros e estrutura robusta, características que fizeram dele uma referência em força, aderência e resistência.

Advertisement

Uma expedição que atravessa gerações

Desde 2022, o Viajando com V de Valtra percorre diferentes regiões do Brasil. A primeira edição passou pelo Caminho da Fé, em direção ao Santuário Nacional de Aparecida. Em 2023, a caravana esteve nos Caminhos de Caravaggio, no Rio Grande do Sul. Em 2024, percorreu a Estrada Real, em Minas Gerais, e, em 2025, os Caminhos dos Engenhos, em Pernambuco.

A quinta edição mantém a mesma essência: utilizar os tratores como instrumentos para aproximar pessoas, mostrar diferentes realidades agrícolas e valorizar o Brasil que produz.

No Oeste da Bahia, essa história será contada por meio de uma caravana que reúne passado, presente e futuro. De modelos que ajudaram a construir a mecanização brasileira a máquinas equipadas com transmissão CVT, motores com gerenciamento eletrônico e recursos de agricultura de precisão, os tratores mostrarão que a evolução tecnológica não apaga a tradição, mas sim faz parte dela.

Ao longo dos 206 quilômetros, a expedição pretende colocar em evidência não apenas a evolução das máquinas, mas também a evolução do próprio campo brasileiro: um setor que preserva sua história, incorpora novas tecnologias e busca continuamente mais produtividade, eficiência e sustentabilidade.

A edição Caminhos do Oeste Baiano reforça, assim, o propósito do Viajando com V de Valtra de percorrer as principais regiões produtoras do Brasil e dar visibilidade às diferentes histórias que formam o agronegócio nacional. Ao atravessar estradas, fazendas, rios e comunidades, os tratores levam consigo uma mensagem que vai além da tecnologia: a de que cada região tem uma história para contar e que o campo brasileiro é formado por muitas realidades, culturas e gerações que, juntas, ajudam a movimentar o País.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT