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Imea consolida produção de milho 25/26 e projeta 53,6 mi/t para a safra futura em MT

Mato Grosso bateu novo recorde de produção de milho e registrou uma colheita de 58,036 milhões de toneladas na safra 2025/226. Para o ciclo 2026/27 as perspectivas, diante de um cenário de maior cautela influenciado por eventuais atrasos na soja, apontam para um volume de 53,683 milhões de toneladas, 7,5% a menos do que a temporada recém encerrada.
Os números foram trazidos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) nesta segunda-feira (31). Segundo levantamento do Instituto, em parceria com a Aprosoja Mato Grosso, a produtividade do milho segunda safra 2025/26 foi consolidada em 130,11 sacas por hectare, 2,23% acima das 127,27 sacas por hectare registradas na temporada anterior.
“Tivemos uma combinação bastante favorável nesta temporada, com aumento de área e uma produtividade acima da observada no ciclo anterior. Isso permitiu que Mato Grosso atingisse um novo recorde de produção”, explica o analista de milho do Imea, Gabriel Brandão.
Para a safra 206/27 as projeções iniciais apontam um incremento de 0,59% na área, chegando a 7,478 milhões de hectares, associada ao fortalecimento da demanda interna, em especial das usinas de etanol de milho. Entretanto, apesar do aumento na extensão a ser cultivada, as perspectivas para a produtividade apontam recuo de 8,05%.
El Niño pode influenciar na implantação do milho
De acordo com o Imea, a estimativa de atuação do El Niño pode influenciar no desenvolvimento da soja e consequentemente impactar no cultivo do cereal, podendo levar uma parcela do grão a ser semeado fora da janela ideal e assim reduzir a produtividade média.
Outro fato que pode ocorrer e assim impactar ainda mais a produtividade é uma possível antecipação do encerramento das chuvas em 2027.
“Para a próxima safra, o produtor precisa estar mais atento ao planejamento. Um eventual atraso na soja pode encurtar a janela do milho e, posteriormente, uma antecipação do fim das chuvas, acompanhada de temperaturas elevadas, pode aumentar o risco de estresse hídrico. Por isso, neste primeiro momento, trabalhamos com uma perspectiva de produtividade mais conservadora”, orienta o analista do Instituto.
A produtividade média esperada para a safra 2026/27 de milho em Mato Grosso é de 119,64 sacas por hectare, inicialmente.
Consumo interno deve superar exportações
Ainda conforme as projeções, o consumo interno de milho em Mato Grosso para a safra 2026/27 está estimado em 27,04 milhões de toneladas, 16,23% a mais do que o previsto no ciclo 2025/26, impulsionado pelas usinas de etanol de milho. O volume interno deverá superar as exportações pela primeira vez, visto que os embarques devem ficar em 24,10 milhões de toneladas.
“O milho produzido no estado está encontrando cada vez mais espaço dentro de Mato Grosso. A expansão da indústria cria uma demanda interna mais firme e muda a relação entre o que é destinado ao mercado doméstico e o que segue para exportação”, avalia Gabriel.
Já o consumo interestadual do grão mato-grossense, ou seja, por parte de outros estados brasileiro, possui previsão de 9,5 milhões de toneladas, 13,64% a menos do que o previsto para a temporada 2025/26.
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ENAPecan será realizado em novembro após safra de recuperação da noz-pecã no RS

O III Encontro Nacional da Pecanicultura (ENAPecan) será realizado nos dias 12 e 13 de novembro, na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. A apresentação do evento ocorreu nesta quarta-feira (21), durante a celebração do 8º aniversário do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan). A programação será realizada em um momento de recuperação da safra de noz-pecã no estado.
Durante a apresentação, a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Maria Teresa De Carli, destacou que os encontros anteriores ocorreram em Encruzilhada do Sul e Cachoeira do Sul, em realidades diferentes da produção gaúcha. Segundo ela, a pecanicultura reúne desde a agricultura familiar até grandes produtores.
Maria Teresa afirmou que a integração entre os elos da cadeia é um dos objetivos centrais do encontro. A proposta é reunir produtores, agroindústria e demais participantes do setor para ampliar a troca de conhecimento e fortalecer a busca por políticas públicas voltadas à atividade.
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O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Antônio Borba, apresentou os números da produção de noz-pecã no Rio Grande do Sul. De acordo com ele, o estado soma mais de 7,2 mil hectares cultivados e mais de 5,6 mil hectares colhidos na safra 2025/2026. A produção neste ciclo ficou entre 6 mil e 7 mil toneladas, com rendimento entre 1 mil e 1,2 mil quilos por hectare.
Borba classificou o resultado como uma safra de recuperação pós-enchente. Já o pesquisador da Embrapa, Carlos Martins, informou que os painéis e palestras do ENAPecan terão como eixos centrais mercado, qualidade, produtividade e apresentação de cases de sucesso na pecanicultura. Segundo ele, o eixo 5 será voltado à inovação técnica de alternativas de cultivo e produtividade.
A programação será encerrada com visita à propriedade da família Cantelli.
O ENAPecan é promovido pelo IBPecan, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Emater/RS-Ascar e Prefeitura de Bento Gonçalves, com correalização da Pecantelli, Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) Campus Bento Gonçalves e Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Pró-Pecã, além de apoio do Sebrae e Senac. As inscrições estão disponíveis no site do evento.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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Escassez de ofertas nos portos e distância entre preços limitam negócios

O mercado brasileiro de soja apresentou poucas alterações nesta quarta-feira (21), com negociações lentas e pequenas oscilações nas cotações do mercado físico. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada pela participação reduzida de compradores e vendedores, pela escassez de ofertas nos portos e pelo afastamento dos produtores da comercialização.
Segundo Silveira, houve maior presença de ofertas de compra por parte das indústrias, mas os valores indicados permaneceram abaixo das expectativas dos vendedores, dificultando a realização de negócios. “As indústrias apareceram mais na ponta compradora, mas os bids ficaram abaixo do que o vendedor espera”, observa o analista.
Os prêmios de exportação permaneceram sem mudanças relevantes, enquanto o mercado físico registrou estabilidade na maior parte das praças, com recuos pontuais no Rio Grande do Sul. Sem maior participação dos produtores, a movimentação seguiu limitada ao longo do dia.
Confira os preços da soja no Brasil:
- Passo Fundo (RS): recuou de R$ 145,00 para R$ 144,00
- Santa Rosa (RS): recuou de R$ 146,00 para R$ 145,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 140,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 139,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 139,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 138,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 151,00
- Rio Grande (RS): recuou de R$ 152,00 para R$ 151,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira. Esta foi a oitava sessão consecutiva de perdas, levando as cotações ao menor nível desde agosto. O principal fator de pressão foi o avanço da colheita nos Estados Unidos, favorecido pela previsão de clima favorável.
A perspectiva de entrada da maior safra da história norte-americana no mercado superou até mesmo o bom ritmo das vendas dos Estados Unidos. Nesta quarta-feira, exportadores privados comunicaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 134 mil toneladas de soja para a China e de 165 mil toneladas para a Espanha.
Ainda no mercado chinês, a estatal Sinograin anunciou que realizará um leilão de 512 mil toneladas de soja importada em 27 de outubro.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,24%, a US$ 12,45 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,58 1/4 por bushel, com retração de 5,25 centavos de dólar, ou 0,41%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,40, ou 0,11%, a US$ 348,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 65,97 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 0,76 centavo, ou 1,13%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,17%, negociado a R$ 5,0265 para venda e a R$ 5,0245 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0115 e a máxima de R$ 5,0425.
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Bancos podem tomar safra sem ação judicial com mudança de cédula rural, alerta Federarroz

A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) emitiu nota nesta quarta-feira (21) em que orienta os produtores rurais a redobrar a atenção aos contratos de financiamento da produção agrícola.
O alerta se dá pela substituição da tradicional Cédula Rural Pignoratícia pela Cédula de Crédito Bancário com alienação fiduciária da safra. A entidade manifesta preocupação com a mudança nas garantias exigidas pelas instituições financeiras.
Segundo o Departamento Jurídico da Federação, a alteração já foi identificada em inúmeros casos e modifica a posição jurídica do agricultor na relação com o agente financeiro. Na avaliação da entidade, a principal diferença está na transferência da propriedade dos grãos oferecidos como garantia, em substituição ao modelo tradicional de penhor rural.
O documento alerta que, em caso de atraso no pagamento do financiamento, a instituição credora poderá se apropriar da produção sem necessidade de ação judicial.
Conforme a interpretação apresentada pela Federarroz, o procedimento pode ocorrer mediante a consolidação da propriedade dos grãos no Cartório de Registro de Títulos e Documentos, permitindo posteriormente a venda da safra a terceiros, sem realização de leilão ou avaliação prévia.
A orientação da Federação é para que os agricultores examinem as condições dos contratos antes da assinatura, especialmente as cláusulas relacionadas às garantias e às consequências de eventual inadimplência.
Na nota, assinada pelo presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, pelo vice-presidente Roberto Fagundes Ghigino e pelo diretor jurídico Anderson Belloli, considera-se que a utilização da alienação fiduciária altera de maneira significativa os direitos do produtor sobre a safra vinculada à operação de crédito.
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