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2 de setembro de 2026

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Agropecuária cresce 2,8% e impulsiona PIB, que avança 0,5% no 2º trimestre de 2026

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Foto: Embrapa

A agropecuária cresceu 2,8% no segundo trimestre de 2026, na comparação com os três primeiros meses do ano, e foi o principal destaque entre os setores que compõem o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. No período, o PIB do país avançou 0,5%, considerando a série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Além da agropecuária, os Serviços registraram alta de 0,2%, enquanto a Indústria cresceu 0,1%. Pela ótica da demanda, a Formação Bruta de Capital Fixo avançou 1,2% e o Consumo do Governo teve alta de 0,4%. Já o Consumo das Famílias recuou 0,4% em relação ao primeiro trimestre.

Agropecuária cresce 6,8% em um ano

Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a agropecuária apresentou crescimento ainda mais expressivo, de 6,8%. Segundo o IBGE, o resultado foi influenciado pelo bom desempenho da pecuária e, principalmente, por culturas agrícolas com participação relevante na produção do segundo trimestre.

Entre os destaques estão soja e café, que tiveram aumento nas estimativas de produção e ganhos de produtividade. A produção de soja apresentou crescimento estimado de 5,3%, enquanto a de café avançou 15,1%.

Esses resultados mais que compensaram o desempenho negativo de algumas culturas, como arroz, cuja produção recuou 11,3%, e algodão, com queda de 6,7%. A produção de milho ficou estável na comparação anual.

Com o resultado do segundo trimestre, a agropecuária acumula alta de 6,2% nos quatro trimestres encerrados em junho, na comparação com os quatro trimestres anteriores.

PIB cresce 2% em relação ao segundo trimestre de 2025

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB brasileiro cresceu 2,0% no segundo trimestre de 2026. O Valor Adicionado a preços básicos aumentou 1,9%, enquanto os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios avançaram 2,5%.

Além da agropecuária, a Indústria teve alta de 1,5% e os Serviços cresceram 1,5%.

Na Indústria, o principal destaque foram as atividades extrativas, que avançaram 12%, impulsionadas pelo aumento da extração de petróleo e gás. A Construção também cresceu, com alta de 1%. Por outro lado, as Indústrias de Transformação recuaram 0,9%, enquanto Eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos caíram 0,5%.

Nos Serviços, todas as atividades apresentaram crescimento. O destaque foi Informação e comunicação, com alta de 8,4%, seguida por Atividades imobiliárias (2,2%) e Transporte, armazenagem e correio (1,2%).

No acumulado dos quatro trimestres encerrados em junho de 2026, o PIB cresceu 1,9% em relação ao período imediatamente anterior de quatro trimestres.

Nesse intervalo, a Agropecuária apresentou crescimento de 6,2%, enquanto os Serviços avançaram 1,7% e a Indústria, 1,4%.

Pela ótica da demanda, o Consumo das Famílias cresceu 0,9% e o Consumo do Governo avançou 2,8%. A Formação Bruta de Capital Fixo recuou 0,2%.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços cresceram 8%, enquanto as Importações avançaram 2,1%.

No primeiro semestre de 2026, o PIB acumulou alta de 1,9% em relação ao mesmo período de 2025.

A Agropecuária teve crescimento de 3,6%, enquanto a Indústria avançou 1,6% e os Serviços cresceram 1,8%.

Entre os segmentos industriais, as Indústrias Extrativas apresentaram alta de 12,5% e a Construção cresceu 1,1%. Já as Indústrias de Transformação recuaram 0,9%.

Na demanda interna, o Consumo das Famílias aumentou 1,1% no semestre e o Consumo do Governo cresceu 2,9%. A Formação Bruta de Capital Fixo ficou estável. No setor externo, as Exportações avançaram 5,5% e as Importações cresceram 3,4%.

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AgResource projeta safra recorde de soja do Brasil em 184,1 milhões de toneladas

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A AgResource Brasil estima a safra nacional de soja 2026/27 em 184,1 milhões de toneladas. A projeção foi divulgada nesta terça-feira (1º), em São Paulo, e representa um recorde, com alta de 3,6 milhões de toneladas, ou 2,0%, sobre as 180,5 milhões de toneladas estimadas para 2025/26. O cálculo considera área estável na comparação entre as duas temporadas.

Segundo a consultoria, a projeção fica 1,9 milhão de toneladas abaixo das 186 milhões de toneladas projetadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A diferença, de acordo com a AgResource, decorre de duas premissas centrais: ausência de expansão de área em 2026/27 e desconto climático de 4,9 milhões de toneladas atribuído ao El Niño.

Com área estável, todo o crescimento estimado para a próxima safra viria de produtividade, e não de aumento de hectares cultivados. A consultoria afirma que a manutenção da área não está associada a uma leitura climática. Segundo a empresa, se a área não avançar em 2026/27, a explicação está em margem, custo e crédito.

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Do total descontado pelo efeito climático, o Matopiba responde por cerca de 3,9 milhões de toneladas, Mato Grosso por 2,7 milhões e Goiás por 1,0 milhão. Parte dessas perdas seria compensada por ganho de aproximadamente 2,5 milhões de toneladas no Rio Grande do Sul, no Paraná e em Santa Catarina.

Em nota, a AgResource afirmou que o El Niño não reduz a safra brasileira de forma linear, mas desloca a produção entre regiões do País. A consultoria também citou estudo anterior segundo o qual a expansão da soja ocorreu nos sete plantios sob eventos fortes de El Niño dentro de uma amostra de 47 safras.

A empresa destacou ainda que a primeira estimativa de safra deve ser tratada como uma faixa. No histórico de 18 safras, o erro absoluto médio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) frente ao resultado final foi de 5,5% em dezembro, 2,5% em março e 1,1% em maio.

A AgResource informou que revisará a projeção de 184,1 milhões de toneladas à medida que o plantio avance e conforme se confirme o regime de chuvas entre janeiro e março.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Greening registra menor avanço em 9 anos em cinturão citrícola

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Foto: David Bartels/ USDA-APHIS

O greening registrou em 2026 a menor taxa de avanço dos últimos nove anos no cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro, conforme levantamento do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

O estudo mostra que a incidência passou de 47,63%, em 2025, para 48,08% neste ano, elevação de 0,45 ponto percentual, significativamente abaixo dos 3,28 pontos percentuais registrados anteriormente.

Mesmo com a pontual desaceleração, o cenário ainda exige cuidado. Principal doença dos citros no mundo, causa o amarelamento das folhas, a deformação e a queda prematura dos frutos em plantas cítricas, além de levar à morte da árvore afetada.

Maior produtor individual de laranja do mundo, o estado de São Paulo responde por 80% de tudo o que o Brasil colhe e tem buscado manter uma estrutura permanente de enfrentamento ao greening. A ideia é reunir defesa agropecuária, assistência técnica, pesquisa e crédito para apoiar os produtores no manejo da doença, na renovação dos pomares e, quando necessário, na mudança de cultura.

Em 2025, o grupo de sucos foi o terceiro principal segmento das exportações do agronegócio do estado, com US$ 2,98 bilhões em vendas externas, dos quais 97,9% corresponderam ao suco de laranja.

“Estamos falando de uma das cadeias mais importantes do agro paulista, de uma atividade em que São Paulo exerce uma liderança absoluta e que tem peso significativo na nossa balança comercial, geração de empregos e desenvolvimento regional. Esse resultado é positivo, mas aumenta ainda mais a nossa responsabilidade de manter uma política permanente de sanidade, pesquisa e apoio ao produtor”, afirma o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho.

Em 2025, a Defesa Agropecuária inspecionou aproximadamente 222,7 milhões de plantas e eliminou cerca de 4,42 milhões.

As equipes fiscalizam propriedades, acompanham a situação sanitária dos pomares, atuam no controle da produção e comercialização de mudas e verificam o cumprimento das medidas destinadas à eliminação de plantas contaminadas e ao controle do psilídeo, inseto vetor da bactéria causadora do greening.

“O enfrentamento do greening exige atuação permanente e integrada. Entre 2024 e 2025, o avanço da doença desacelerou, refletindo os resultados das ações de manejo e fiscalização. Em parceria com o Instituto BioSistêmico (IBS), a Defesa Agropecuária utiliza ferramentas de inteligência e análise territorial para priorizar áreas de maior risco, otimizar as inspeções e fortalecer a proteção da citricultura paulista”, relata a diretora da Defesa Agropecuária, Erika Ramos Mello.

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96% da área de cacau no Brasil está apta a exportar para a UE, diz Abicab

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Foto: Divulgação/Aiba

A crescente demanda por rastreabilidade e comprovação da origem sustentável da matéria-prima tende a ampliar a competitividade do cacau brasileiro no mercado europeu. A avaliação é do presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), Jaime Recena.

A fala do executivo aconteceu durante a ExpoCacau 2026, realizada entre 25 e 27 de agosto, na Bahia.

Segundo ele, 96% da área atual de cacau no Brasil está apta a produzir para exportação à União Europeia, reforçando o potencial do país em ampliar sua presença no mercado internacional.

“O Brasil tem condições únicas de atender às exigências de sustentabilidade e rastreabilidade do mercado europeu. Isso nos coloca em posição estratégica para ampliar nossa participação e transformar a sustentabilidade em vantagem competitiva”, afirmou Recena.

O tema foi discutido no episódio “Cacau do futuro: ciência, sustentabilidade e bioeconomia para gerar valor no campo”, parte da programação do podcast da Nestlé na ExpoCacau 2026.

Entre os destaques da cacauicultura nacional estão a capacidade de rastreabilidade da produção e o potencial de expansão do cultivo em áreas já degradadas. No Pará, por exemplo, 80% da área plantada com a amêndoa está localizada em áreas desmatadas até 1998, contribuindo para a recuperação da paisagem, melhoria da estrutura do solo, aumento da matéria orgânica e sequestro de carbono.

Nesse cenário, Recena enfatizou que a sustentabilidade ganha também uma dimensão comercial: além de contribuir para a conservação ambiental e geração de renda no campo, práticas de produção e rastreabilidade se tornam diferenciais estratégicos para o acesso a mercados internacionais.

Em 2025, o Brasil exportou 90,3 mil toneladas de produtos da cadeia do cacau, movimentando US$ 804,9 milhões, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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