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10 de setembro de 2026

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Adilson de Oliveira Júnior assume chefia-geral da Embrapa Soja

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Divulgação Embrapa Soja

O pesquisador Adilson de Oliveira Júnior, 48 anos, assume, a partir desta terça-feira (1º), a chefia-geral da Embrapa Soja, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária sediada em Londrina (PR). Com 18 anos de atuação na Embrapa, Oliveira Júnior terá como desafio ampliar a integração das áreas de pesquisa e acelerar o desenvolvimento de soluções integradas de impacto para as cadeias produtivas em que a soja está inserida.

Formado em Agronomia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), o pesquisador possui mestrado em Agronomia, com concentração em Solos e Nutrição de Plantas, pela Universidade Federal de Viçosa (2003), e doutorado na mesma área pela Universidade de São Paulo, na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP), concluído em 2008.

O novo chefe-geral foi nomeado pela Diretoria-Executiva da Embrapa após passar por um processo público de seleção, que incluiu a avaliação da candidatura por um Comitê Técnico de Avaliação, formado por membros internos e externos à empresa. O processo considerou análise de currículo, proposta de trabalho e audiência pública para defesa do plano de trabalho.

A gestão terá duração de dois anos, podendo ser renovada por igual período. Adilson tem ampla experiência em gestão de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e atuou como chefe de Administração da Embrapa Soja nos últimos seis anos, durante a gestão de Alexandre Nepomuceno.

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Natural de Primeiro de Maio (PR), Oliveira Júnior é filho e neto de agricultores. A ligação com o campo, segundo ele, foi determinante para a escolha profissional.

“Cresci ligado à agricultura e essa vivência no campo me levou à Agronomia. Fiz meu estágio de graduação na Embrapa Soja, na área de fertilidade de solos, e continuei a carreira acadêmica até concluir o mestrado e doutorado. Por isso, tenho um carinho muito grande por este Centro de Pesquisa e pela cultura da soja”, afirma.

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Desafios da cadeia da soja

Oliveira Júnior destaca que a responsabilidade de assumir a gestão da Embrapa Soja é proporcional à importância da cultura para o país. Consolidado como o maior produtor mundial de soja, seguido pelos Estados Unidos, o Brasil produziu 180 milhões de toneladas do grão na safra 2025/2026, em uma área de 48,5 milhões de hectares e produtividade média estimada em 3.697 quilos por hectare, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“A soja representa 6% do PIB nacional, movimenta mais de R$ 700 bilhões na economia, gera mais de 2 milhões de empregos diretos e indiretos e alavanca boa parte do agronegócio brasileiro. É um desafio gigantesco e também uma satisfação estar à frente de um centro de pesquisa que atua para trazer soluções tecnológicas para esta cadeia produtiva tão relevante”, avalia.

Na visão do novo chefe-geral, o principal desafio enfrentado atualmente pelo sojicultor é equalizar o custo de produção. A dificuldade está relacionada a problemas como manejo de pragas, doenças e plantas daninhas, eventos climáticos extremos, como secas e excesso de chuva, além de questões geopolíticas.

Para Oliveira Júnior, o papel da Embrapa é ajudar o produtor a tomar a melhor decisão possível, à luz da ciência e do conhecimento agronômico disponível, para alcançar boas produtividades, construir sistemas de produção mais adaptados e resilientes e se manter forte e competitivo no longo prazo.

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“Esses fatores têm levado ao achatamento da margem de lucro do produtor, resultando na redução de investimentos em tecnologia, fertilizantes e manejo do solo, por exemplo. Trata-se de um cenário arriscado, pois afeta a qualidade dos investimentos nas propriedades, compromete o crédito e pode levar o produtor a perder sua terra”, afirma.

Nesse contexto, Oliveira Júnior entende que é papel da Embrapa entregar tecnologias de baixo custo que tragam impacto econômico e ganho de produtividade.

“Nossa prioridade será orientar o produtor quanto às práticas que efetivamente geram retorno econômico, ajudando o produtor a manter a produtividade, mesmo quando os cenários fitossanitário e climático não forem favoráveis”, ressalta.

Quatro eixos prioritários

Para o novo chefe-geral da Embrapa Soja, além de contribuir para que o produtor tome as melhores decisões em cenários desfavoráveis, a empresa tem papel importante na preparação do ambiente produtivo para novos saltos tecnológicos, com desafios de curto, médio e longo prazo.

A proposta de trabalho está estruturada em quatro eixos prioritários: Sustentabilidade & Métrica (Soja Baixo Carbono/ESG); Bioinsumos & Agricultura Regenerativa; Genética, Biotecnologia & Mercados de Valor Agregado; e Soluções Tecnológicas & Ferramentas Digitais.

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“Queremos migrar do modelo tradicional de entregas isoladas para a oferta de soluções integradas e precisamos priorizar a colaboração, o compartilhamento de infraestrutura e de recursos”, defende.

Na área de sustentabilidade, o plano de trabalho será focado na consolidação do Programa Soja Baixo Carbono, iniciativa que busca conectar a produção de soja brasileira aos desafios de sustentabilidade. A proposta envolve a definição de métricas de certificação, parametrização e quantificação de emissões de gases de efeito estufa.

“O objetivo é alinhar a produção às políticas de ESG (Environmental, Social and Governance – Ambiental, Social e Governança) aos mercados globais, provando que a soja brasileira é produzida de forma sustentável na maioria das propriedades”, explica.

Segundo Oliveira Júnior, o programa entra agora em um momento decisivo, com a participação de segmentos importantes para sua implantação, como a seleção das certificadoras e a construção de casos concretos de incentivo ao produtor de baixo carbono.

Bioinsumos e agricultura regenerativa

Na área de bioinsumos, a atuação dará continuidade às pesquisas relacionadas à Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN), às bactérias promotoras de crescimento vegetal e enraizamento, além de reforçar as linhas de pesquisa voltadas ao controle biológico de pragas e doenças.

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“Vamos buscar otimizar as coleções microbiológicas da unidade, gerar produtos, captar royalties e responder às demandas por economia circular e agricultura regenerativa”, explica.

A unidade também deverá fortalecer seu portfólio de novos ativos e bioinsumos por meio de parcerias e novos arranjos de inovação aberta. A estratégia permitirá ampliar a contribuição da Embrapa Soja em áreas tradicionais, como a FBN e o uso de bactérias promotoras de crescimento vegetal e enraizamento.

“Temos um tesouro na Unidade, formado por cinco grandes coleções microbiológicas, que têm um potencial enorme de desenvolvimento de novas soluções para a agricultura tropical. Vamos buscar recursos e novos arranjos institucionais para otimizar esse tesouro, gerar novos conhecimentos e produtos, que permitam responder às demandas por economia circular, agricultura regenerativa e também ampliar as receitas próprias da Unidade”, destaca.

Outro ponto defendido pelo novo chefe-geral é o aproveitamento do conhecimento e da visão integrada e multidisciplinar da equipe de pesquisa.

“Isso permitirá acelerar o desenvolvimento e o entendimento de produtos multifuncionais, reduzindo a dependência de insumos importados, além de direcionar melhor o manejo fitossanitário, combinando insumos químicos e biológicos”, afirma.

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Genética, biotecnologia e novos mercados

Oliveira Júnior defende a integração do melhoramento genético tradicional com ferramentas como a edição gênica para desenvolver cultivares mais resistentes a doenças, pragas e nematoides.

A proposta também busca ampliar mercados de valor agregado, com pesquisas voltadas à soja para alimentação humana, óleo com alto teor oleico, proteína animal, combustíveis especiais e novos usos industriais.

Agricultura digital e inteligência artificial

A nova gestão também pretende ampliar o uso de inteligência artificial e ferramentas digitais para transformar o conhecimento científico em soluções práticas para produtores e técnicos.

Entre as prioridades estão manejo, mitigação climática, ZARC, uso de drones e fertilidade do solo, com destaque para a plataforma Afere. A ideia é fortalecer a tomada de decisão baseada em dados.

Transferência de tecnologia

A Embrapa Soja dará continuidade à capacitação de produtores e técnicos por meio de treinamentos, cursos, da Reunião de Pesquisa de Soja e do Congresso Brasileiro de Soja, além de ampliar ações de inovação aberta e a integração com o ecossistema regional, como o Agrovalley.

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Nova equipe

A nova gestão terá Rogério de Sá Borges na Chefia-Adjunta de Administração, Roberta Carnevalli na Chefia-Adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento e Carina Rufino na Chefia-Adjunta de Transferência de Tecnologia.

A posse oficial ocorrerá após o término do período de defeso eleitoral.

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Bombeiros resgatam três vítimas após sequência de acidentes com caminhões e animal em Poconé

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Colisões ocorreram ao longo do dia no perímetro urbano e em rodovias da região. Todos os feridos foram encaminhados para a UPA

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, nesta quarta-feira (9.9), três pessoas envolvidas em acidente de trânsito com colisão entre veículos e um animal, em Poconé (a 105 km de Cuiabá)

Na primeira ocorrência, a equipe do 1º Pelotão Independente Bombeiro Militar (1º PIBM) foi acionada, por volta de 11h46, para a ocorrência de uma colisão entre uma motocicleta e um caminhão, no bairro Jurumirim.

Ao chegar ao endereço, os bombeiros localizaram a vítima, uma mulher de 57 anos. A condutora da motocicleta apresentava lesões no rosto. A equipe realizou o atendimento pré-hospitalar e a encaminhou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

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No período vespertino, por volta de 13h06, os militares foram acionados pelo telefone de emergência 193, para o atendimento de uma colisão envolvendo um veículo Ônix e um caminhão na rodovia MT-060, próximo ao distrito de Cangas.

No local, a equipe realizou o atendimento pré-hospitalar ao condutor do carro, que estava fora do veículo, lúcido e apresentava corte nas mãos. O homem, de 57 anos, também foi encaminhado para a UPA do município.

Na terceira ocorrência, por volta de 18h46, um acidente envolveu a colisão de um carro e uma vaca, na rodovia Adauto Leite, próximo ao Distrito do Chumbo.

Os bombeiros se deslocaram para a região e localizaram o condutor do veículo. A vítima, de 48 anos, estava do lado de fora do veículo de forma lúcida e comunicativa, mas apresentava lesões no rosto sem sangramento.

Os militares realizaram o atendimento pré-hospitalar e encaminharam o homem para a unidade de saúde para avaliação médica.

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Seduc investe R$ 6 milhões em nova escola e evita que alunos viajem 100 km para estudar em MT

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Estado mantém atendimento a 106 estudantes de aldeias em Rondolândia enquanto obras de infraestrutura avançam. Ministério Público acompanha as ações

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) mantém o atendimento aos 106 estudantes da Escola Estadual Indígena de Educação Básica Zarup Wej e da sala anexa da Aldeia Tamali Syn, na Terra Indígena Zoró, em Rondolândia, enquanto avançam as medidas para melhorar a infraestrutura destinada às duas comunidades. As providências já foram comunicadas ao Ministério Público Federal (MPF).

A nova sede da escola Zarup Wej já está em construção, por meio de convênio entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Rondolândia, com previsão de conclusão para 2027. O projeto prevê seis salas de aula, além de dependências administrativas, com investimento de R$ 6,2 milhões.

Até a conclusão da obra, os 68 estudantes da Zarup Wej continuam sendo atendidos em espaço cedido na Aldeia Zawãxurej. O imóvel passou por melhorias para garantir as atividades escolares durante esse período, com a perfuração de um poço artesiano, a construção de sanitários e adequações na cozinha e no refeitório.

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A direção da escola também foi orientada a encaminhar à Seduc o pedido para construção de salas de aula temporárias de alvenaria, como medida complementar enquanto a nova sede permanece em construção.

Na Aldeia Tamali Syn, outros 38 estudantes do ensino fundamental e médio são atendidos em um espaço compartilhado com a rede municipal. A manutenção das turmas na própria aldeia evita que os estudantes tenham de percorrer cerca de 100 quilômetros até a escola-sede, por estradas de chão e em condições que podem variar conforme o clima. A oferta no local atende a uma solicitação da própria comunidade.

Uma nova escola municipal, construída na Aldeia Tamali Syn, está em fase de acabamento, com entrega prevista para este semestre. Conforme a articulação entre o município e o Estado, o prédio também receberá os estudantes da sala anexa da rede estadual.

A Seduc acompanha a execução das medidas por meio da Diretoria Regional de Educação (DRE) do Polo de Pontes e Lacerda e também mantém o Ministério Público Estadual (MPE) informado sobre as providências adotadas.

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Pivetta recebe apoio de ex-ministras de Bolsonaro na campanha de reeleição

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Senadoras Tereza Cristina (PP) e Damares (Republicanos) participaram de ato da federação União Progressista, em Cuiabá, nessa quarta-feira (9)

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) recebeu apoio das ex-ministras de Jair Bolsonro (PL), Tereza Cristina e Damares, para a campanha de reeleição. Elas gravaram vídeo destacando a gestão de Mauro Mendes e a economia de Mato Grosso focada no agronegócio. 

Elas disseram que Mato Grosso estaria no “caminho certo” e precisaria manter o modelo de gestão que transformou o Estado em polo produtor do país. As senadoras estiveram em Cuiabá nessa quarta-feira (9) para um ato de campanha da federação União Progressista. 

“O desenvolvimento de Mato Grosso não aconteceu por acaso, foi por conta de pessoas gestoras que resolveram modificar e fazer esse Estado o carro-chefe da agricultura e da pecuária do Brasil. Para isso, nós precisamos de gente séria e competente e hoje nós temos Otaviano Pivetta”, disse a senadora Tereza Cristina (PP). 

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A senadora Damares (Republicanos) também destacou o lado econômico na gestão de Mato Grosso. Ela chegou a dizer que Mato Grosso faria economia do Brasil girar com o crescimento constante do agro. 

“Este Estado sustenta o Brasil, faz a economia brasileira movimentar. Precisamos ter o melhor nome governando essa terra e esse nome é Pivetta”, disse. 

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