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22 de outubro de 2026

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Adilson de Oliveira Júnior assume chefia-geral da Embrapa Soja

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Divulgação Embrapa Soja

O pesquisador Adilson de Oliveira Júnior, 48 anos, assume, a partir desta terça-feira (1º), a chefia-geral da Embrapa Soja, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária sediada em Londrina (PR). Com 18 anos de atuação na Embrapa, Oliveira Júnior terá como desafio ampliar a integração das áreas de pesquisa e acelerar o desenvolvimento de soluções integradas de impacto para as cadeias produtivas em que a soja está inserida.

Formado em Agronomia pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), o pesquisador possui mestrado em Agronomia, com concentração em Solos e Nutrição de Plantas, pela Universidade Federal de Viçosa (2003), e doutorado na mesma área pela Universidade de São Paulo, na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP), concluído em 2008.

O novo chefe-geral foi nomeado pela Diretoria-Executiva da Embrapa após passar por um processo público de seleção, que incluiu a avaliação da candidatura por um Comitê Técnico de Avaliação, formado por membros internos e externos à empresa. O processo considerou análise de currículo, proposta de trabalho e audiência pública para defesa do plano de trabalho.

A gestão terá duração de dois anos, podendo ser renovada por igual período. Adilson tem ampla experiência em gestão de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e atuou como chefe de Administração da Embrapa Soja nos últimos seis anos, durante a gestão de Alexandre Nepomuceno.

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Natural de Primeiro de Maio (PR), Oliveira Júnior é filho e neto de agricultores. A ligação com o campo, segundo ele, foi determinante para a escolha profissional.

“Cresci ligado à agricultura e essa vivência no campo me levou à Agronomia. Fiz meu estágio de graduação na Embrapa Soja, na área de fertilidade de solos, e continuei a carreira acadêmica até concluir o mestrado e doutorado. Por isso, tenho um carinho muito grande por este Centro de Pesquisa e pela cultura da soja”, afirma.

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Desafios da cadeia da soja

Oliveira Júnior destaca que a responsabilidade de assumir a gestão da Embrapa Soja é proporcional à importância da cultura para o país. Consolidado como o maior produtor mundial de soja, seguido pelos Estados Unidos, o Brasil produziu 180 milhões de toneladas do grão na safra 2025/2026, em uma área de 48,5 milhões de hectares e produtividade média estimada em 3.697 quilos por hectare, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

“A soja representa 6% do PIB nacional, movimenta mais de R$ 700 bilhões na economia, gera mais de 2 milhões de empregos diretos e indiretos e alavanca boa parte do agronegócio brasileiro. É um desafio gigantesco e também uma satisfação estar à frente de um centro de pesquisa que atua para trazer soluções tecnológicas para esta cadeia produtiva tão relevante”, avalia.

Na visão do novo chefe-geral, o principal desafio enfrentado atualmente pelo sojicultor é equalizar o custo de produção. A dificuldade está relacionada a problemas como manejo de pragas, doenças e plantas daninhas, eventos climáticos extremos, como secas e excesso de chuva, além de questões geopolíticas.

Para Oliveira Júnior, o papel da Embrapa é ajudar o produtor a tomar a melhor decisão possível, à luz da ciência e do conhecimento agronômico disponível, para alcançar boas produtividades, construir sistemas de produção mais adaptados e resilientes e se manter forte e competitivo no longo prazo.

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“Esses fatores têm levado ao achatamento da margem de lucro do produtor, resultando na redução de investimentos em tecnologia, fertilizantes e manejo do solo, por exemplo. Trata-se de um cenário arriscado, pois afeta a qualidade dos investimentos nas propriedades, compromete o crédito e pode levar o produtor a perder sua terra”, afirma.

Nesse contexto, Oliveira Júnior entende que é papel da Embrapa entregar tecnologias de baixo custo que tragam impacto econômico e ganho de produtividade.

“Nossa prioridade será orientar o produtor quanto às práticas que efetivamente geram retorno econômico, ajudando o produtor a manter a produtividade, mesmo quando os cenários fitossanitário e climático não forem favoráveis”, ressalta.

Quatro eixos prioritários

Para o novo chefe-geral da Embrapa Soja, além de contribuir para que o produtor tome as melhores decisões em cenários desfavoráveis, a empresa tem papel importante na preparação do ambiente produtivo para novos saltos tecnológicos, com desafios de curto, médio e longo prazo.

A proposta de trabalho está estruturada em quatro eixos prioritários: Sustentabilidade & Métrica (Soja Baixo Carbono/ESG); Bioinsumos & Agricultura Regenerativa; Genética, Biotecnologia & Mercados de Valor Agregado; e Soluções Tecnológicas & Ferramentas Digitais.

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“Queremos migrar do modelo tradicional de entregas isoladas para a oferta de soluções integradas e precisamos priorizar a colaboração, o compartilhamento de infraestrutura e de recursos”, defende.

Na área de sustentabilidade, o plano de trabalho será focado na consolidação do Programa Soja Baixo Carbono, iniciativa que busca conectar a produção de soja brasileira aos desafios de sustentabilidade. A proposta envolve a definição de métricas de certificação, parametrização e quantificação de emissões de gases de efeito estufa.

“O objetivo é alinhar a produção às políticas de ESG (Environmental, Social and Governance – Ambiental, Social e Governança) aos mercados globais, provando que a soja brasileira é produzida de forma sustentável na maioria das propriedades”, explica.

Segundo Oliveira Júnior, o programa entra agora em um momento decisivo, com a participação de segmentos importantes para sua implantação, como a seleção das certificadoras e a construção de casos concretos de incentivo ao produtor de baixo carbono.

Bioinsumos e agricultura regenerativa

Na área de bioinsumos, a atuação dará continuidade às pesquisas relacionadas à Fixação Biológica do Nitrogênio (FBN), às bactérias promotoras de crescimento vegetal e enraizamento, além de reforçar as linhas de pesquisa voltadas ao controle biológico de pragas e doenças.

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“Vamos buscar otimizar as coleções microbiológicas da unidade, gerar produtos, captar royalties e responder às demandas por economia circular e agricultura regenerativa”, explica.

A unidade também deverá fortalecer seu portfólio de novos ativos e bioinsumos por meio de parcerias e novos arranjos de inovação aberta. A estratégia permitirá ampliar a contribuição da Embrapa Soja em áreas tradicionais, como a FBN e o uso de bactérias promotoras de crescimento vegetal e enraizamento.

“Temos um tesouro na Unidade, formado por cinco grandes coleções microbiológicas, que têm um potencial enorme de desenvolvimento de novas soluções para a agricultura tropical. Vamos buscar recursos e novos arranjos institucionais para otimizar esse tesouro, gerar novos conhecimentos e produtos, que permitam responder às demandas por economia circular, agricultura regenerativa e também ampliar as receitas próprias da Unidade”, destaca.

Outro ponto defendido pelo novo chefe-geral é o aproveitamento do conhecimento e da visão integrada e multidisciplinar da equipe de pesquisa.

“Isso permitirá acelerar o desenvolvimento e o entendimento de produtos multifuncionais, reduzindo a dependência de insumos importados, além de direcionar melhor o manejo fitossanitário, combinando insumos químicos e biológicos”, afirma.

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Genética, biotecnologia e novos mercados

Oliveira Júnior defende a integração do melhoramento genético tradicional com ferramentas como a edição gênica para desenvolver cultivares mais resistentes a doenças, pragas e nematoides.

A proposta também busca ampliar mercados de valor agregado, com pesquisas voltadas à soja para alimentação humana, óleo com alto teor oleico, proteína animal, combustíveis especiais e novos usos industriais.

Agricultura digital e inteligência artificial

A nova gestão também pretende ampliar o uso de inteligência artificial e ferramentas digitais para transformar o conhecimento científico em soluções práticas para produtores e técnicos.

Entre as prioridades estão manejo, mitigação climática, ZARC, uso de drones e fertilidade do solo, com destaque para a plataforma Afere. A ideia é fortalecer a tomada de decisão baseada em dados.

Transferência de tecnologia

A Embrapa Soja dará continuidade à capacitação de produtores e técnicos por meio de treinamentos, cursos, da Reunião de Pesquisa de Soja e do Congresso Brasileiro de Soja, além de ampliar ações de inovação aberta e a integração com o ecossistema regional, como o Agrovalley.

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Nova equipe

A nova gestão terá Rogério de Sá Borges na Chefia-Adjunta de Administração, Roberta Carnevalli na Chefia-Adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento e Carina Rufino na Chefia-Adjunta de Transferência de Tecnologia.

A posse oficial ocorrerá após o término do período de defeso eleitoral.

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Pesquisas “erram” repetidamente a favor do PT e voltam a levantar dúvidas na eleição presidencial

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Em 2014, 2018 e 2022, levantamentos superestimaram a vantagem petista ou subestimaram adversários; no primeiro turno de 2026, 12 dos 13 institutos analisados calcularam abaixo a votação de Flávio Bolsonaro

As pesquisas eleitorais brasileiras enfrentam uma questão que já não pode ser descartada como uma sucessão de erros pontuais: a repetição de discrepâncias que, em diferentes eleições presidenciais, favoreceram numericamente os candidatos do PT ou subestimaram o desempenho de seus adversários.

Os resultados das urnas em 2014, 2018, 2022 e 2026 oferecem elementos concretos para examinar esse padrão. Em diferentes ocasiões, levantamentos divulgados na reta final das campanhas indicaram uma vantagem petista superior àquela efetivamente registrada na votação ou deixaram de captar a força eleitoral dos candidatos adversários.

No primeiro turno de 2026, o fenômeno voltou a chamar atenção. Flávio Bolsonaro (PL) terminou a votação com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença foi de 1,87 ponto percentual em favor do candidato do PL.

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Boa parte das pesquisas divulgadas antes da votação, porém, colocava Lula numericamente à frente. A discrepância não ficou restrita à identificação de quem terminaria em primeiro lugar: diversos institutos também subestimaram a votação de Flávio.

2026: 12 dos 13 institutos subestimaram Flávio

Uma compilação do portal E26, que comparou a média ponderada das pesquisas finais com os resultados oficiais, encontrou um dado particularmente relevante: 12 dos 13 institutos analisados estimaram uma votação inferior à que Flávio Bolsonaro efetivamente recebeu.

Na média dos levantamentos, Lula aparecia 1,3 ponto percentual à frente. Nas urnas, a situação se inverteu: Flávio terminou 1,87 ponto à frente do petista.

O percentual de Lula ficou praticamente igual ao estimado pela média das pesquisas. Já Flávio recebeu 3,3 pontos percentuais a mais do que a média projetava.

A compilação do Placar das Pesquisas, por sua vez, mostra diferenças expressivas entre a vantagem estimada pelos institutos e aquela registrada nas urnas. O desvio chegou a 7,8 pontos percentuais no Data Index, 7,6 pontos na CNT/MDA e 7,1 pontos na Nexus/BTG.

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Os números não significam que todos os institutos tenham cometido o mesmo erro, nem que todos os percentuais individuais tenham ficado fora da margem de erro. O dado relevante é a direção predominante das discrepâncias: a votação de Flávio foi subestimada pela ampla maioria dos levantamentos considerados.

2014: Dilma apareceu com vantagem muito superior à real

Na eleição presidencial de 2014, Dilma Rousseff (PT) terminou o primeiro turno com 41,6% dos votos válidos, enquanto Aécio Neves (PSDB) obteve 33,6%. Marina Silva (PSB) recebeu 21,3%.

As pesquisas finais do Datafolha e do Ibope apontavam Dilma com 44% e 46%, respectivamente. Aécio aparecia com 26% no Datafolha e 27% no Ibope.

A diferença entre Dilma e Aécio era, portanto, estimada em 18 pontos percentuais pelo Datafolha e 19 pontos pelo Ibope. Nas urnas, a distância foi de aproximadamente 8,1 pontos.

Em ambos os casos, a vantagem da candidata petista foi superestimada em cerca de dez pontos percentuais na comparação com o resultado oficial.

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A discrepância foi significativa porque Aécio terminou a votação muito mais próximo de Dilma do que os levantamentos finais sugeriam. O episódio tornou-se um dos exemplos mais conhecidos das divergências entre pesquisas presidenciais e resultados eleitorais no país.

2018: pesquisas também subestimaram Bolsonaro

Na eleição seguinte, Jair Bolsonaro (PSL) terminou o primeiro turno com aproximadamente 46% dos votos válidos, contra 29% de Fernando Haddad (PT).

A última pesquisa Datafolha antes da votação indicava Bolsonaro com 40% das intenções de voto e Haddad com 25%. O resultado oficial foi superior para ambos, mas a diferença foi especialmente relevante no caso de Bolsonaro, cuja votação ficou cerca de seis pontos acima do percentual divulgado pelo instituto.

A distância entre os dois candidatos nas urnas também foi maior do que aquela apontada pelo levantamento.

2022: vantagem de Lula voltou a ser superestimada

Na eleição presidencial de 2022, Lula recebeu 48,43% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Bolsonaro obteve 43,20%. A diferença efetiva foi de 5,23 pontos percentuais.

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As pesquisas finais de institutos importantes apresentavam uma distância maior entre os candidatos. O Datafolha indicava 50% para Lula e 36% para Bolsonaro; o Ipec apontava 51% para o petista e 37% para o então presidente.

Em ambos os levantamentos, a diferença estimada entre os dois candidatos era de 14 pontos percentuais, consideravelmente superior à registrada nas urnas.

A votação de Bolsonaro ficou muito acima do que os principais levantamentos sugeriam, enquanto Lula terminou o primeiro turno com uma vantagem bem menor do que a indicada por essas pesquisas.

A repetição dos “erros”

Os episódios de 2014, 2018, 2022 e 2026 revelam discrepâncias recorrentes em levantamentos presidenciais. Em diferentes eleições, pesquisas importantes superestimaram a vantagem de candidatos do PT ou subestimaram o desempenho de seus adversários.

Quando erros se repetem na mesma direção, a questão deixa de ser apenas quanto cada instituto se afastou do resultado e passa a incluir por que isso aconteceu. Trata-se de investigar a existência de um viés sistemático, examinando a direção dos desvios, sua frequência e sua magnitude ao longo do tempo.

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Há possíveis explicações metodológicas, como dificuldades de ponderação da amostra, diferenças na disposição dos eleitores para responder às entrevistas e limitações para captar determinados segmentos do eleitorado. Essas hipóteses, porém, precisam ser demonstradas pelos dados, e não simplesmente invocadas para encerrar o debate.

Se pesquisas são utilizadas para orientar o debate público, influenciar a percepção sobre a disputa e alimentar decisões políticas, sua credibilidade depende de transparência metodológica e capacidade de explicar os próprios erros.

Segundo turno: o teste decisivo está nas urnas

Na reta final do segundo turno de 2026, os levantamentos voltaram a mostrar uma disputa apertada entre Flávio Bolsonaro e Lula. Pesquisas divulgadas entre 19 e 21 de outubro apontam diferenças pequenas, frequentemente dentro das respectivas margens de erro.

Depois de quatro eleições presidenciais com discrepâncias relevantes, a pergunta é inevitável: estamos diante de erros aleatórios ou de um viés sistemático que ainda não foi adequadamente explicado?

Os números justificam a investigação.

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Pivetta quer privilegiar servidores concursados e economizar R$ 1 bilhão por ano

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Governador pretende enxugar a estrutura do Estado sem necessariamente reduzir o número de secretarias

O governador reeleito Otaviano Pivetta pretende dar preferência a servidores públicos de carreira na formação do secretariado que assumirá em janeiro de 2027. A estratégia faz parte de um plano de reorganização administrativa que busca reduzir o tamanho da máquina pública e gerar uma economia estimada em R$ 1 bilhão por ano durante o próximo mandato.

Pivetta afirmou que a intenção não é necessariamente extinguir secretarias, mas reorganizar a estrutura interna do governo, reduzir o número de cargos e simplificar os processos administrativos. Atualmente, o Estado conta com uma estrutura de 16 secretarias, que poderá ser mantida, desde que funcione com menos pessoal e menos burocracia.

“Não preciso reduzir a secretaria, mas montar um organograma mais vertical, para reduzir a burocracia. E eu vou dar preferência para os servidores de carreira, concursados, que já estão na estrutura do Estado”, declarou.

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Grupo técnico prepara proposta

O governador informou que um grupo de trabalho formado por dez técnicos, todos servidores de carreira, deverá apresentar até o fim de outubro um diagnóstico sobre os cargos e as funções existentes na administração estadual.

A equipe terá a missão de elaborar uma proposta para diminuir o quadro de pessoal, reduzir despesas e modernizar os procedimentos internos do governo.

“Eles vão me apresentar um plano de redução do tamanho [da estrutura], diminuição de gastos, e modernização da máquina, melhoria do sistema, simplificação”, afirmou Pivetta na quarta-feira (21).

A partir desse levantamento, o governo deverá avaliar quais mudanças podem ser implementadas para tornar a estrutura administrativa mais enxuta. Os detalhes das medidas, incluindo os cargos que poderão ser eliminados e o impacto sobre o quadro de servidores, ainda serão definidos.

Preocupação com a arrecadação

Pivetta ressaltou que Mato Grosso não enfrenta, neste momento, dificuldades financeiras. Mesmo assim, defendeu a necessidade de preparar o Estado para uma redução de receitas prevista para os próximos anos.

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Um dos principais pontos de atenção é o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab). Segundo o governador, a perda gradual de arrecadação relacionada ao fundo poderá alcançar R$ 6 bilhões nos próximos anos.

A perspectiva de redução dos recursos reforça, na avaliação do chefe do Executivo, a importância de rever despesas e reorganizar a administração antes que as mudanças na arrecadação pressionem o orçamento estadual.

O desafio do próximo mandato será conciliar a redução dos gastos administrativos com a manutenção dos serviços públicos e da capacidade de investimento de Mato Grosso.

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Ação conjunta entre PM e PRF apreende 43 kg de drogas em fundo falso de caminhonete em Canarana

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Uma ação integrada entre policiais militares do 13º Comando Regional e a Polícia Rodoviária Federal resultou na apreensão de 43 quilos de entorpecentes diversos, em Canarana, nesta terça-feira (20.10). A carga estava escondida em um fundo falso de uma caminhonete. Dois homens foram presos em flagrante por tráfico de drogas.

Conforme o boletim de ocorrência, os militares da 5ª Companhia Independente receberam informações de que o condutor de uma caminhonete Toyota Hilux, com placas adulteradas, estaria transportando grande quantidade de entorpecentes.

Com apoio da PRF, as equipes montaram uma barreira em um trecho da MT-020, que liga Canarana a Paranatinga, momento em que identificaram e abordaram o veículo, ocupado por dois homens.

Durante as checagens, os suspeitos demonstraram nervosismo e prestaram informações contraditórias. Os policiais constataram sinais de adulteração no veículo. Em seguida, na busca veicular, foram encontrados os entorpecentes escondidos em um compartimento na caçamba da caminhonete.

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De acordo com a dupla, a droga teria sido buscada em Rondônia, sem revelar o destino final dos ilícitos. Os suspeitos foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Canarana, juntamente com o material apreendido, para o registro da ocorrência. Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.

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