Sustentabilidade
Soja cresce 5,3% e ajuda agro brasileiro a avançar 6,8% em um ano

A agropecuária foi o principal destaque da economia brasileira no segundo trimestre de 2026, com crescimento de 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano. Na comparação com o mesmo período de 2025, o setor avançou 6,8%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Entre os fatores que contribuíram para esse resultado está o desempenho da soja. A produção da oleaginosa apresentou crescimento estimado de 5,3% na comparação anual, impulsionada pelo aumento das estimativas de produção e pelos ganhos de produtividade registrados no período.
O avanço do grão e de outras culturas ajudou a compensar o desempenho negativo de produtos como arroz, cuja produção recuou 11,3%, e algodão, com queda de 6,7%. Já a produção de milho ficou estável na comparação com o segundo trimestre de 2025. No acumulado de quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária cresceu 6,2%.
O desempenho do campo também ajudou a sustentar o crescimento da economia brasileira. O PIB avançou 0,5% no segundo trimestre, em relação aos três primeiros meses do ano, e acumulou alta de 1,9% no primeiro semestre, ante o mesmo período de 2025. No período, a agropecuária registrou crescimento de 3,6%.
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Sustentabilidade
Disparada do petróleo, incentivos a biocombustíveis, demanda e preocupação com clima fazem soja subir mais de 2% em Chicago – MAIS SOJA

Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta terça-feira, atingindo os melhores patamares em mais de dois anos e meio. O mercado foi sustentado por uma combinação de fatores: a disparada do petróleo, anúncio positivo sobre biocombustíveis pelo governo americano, piora nas condições das lavouras e firme demanda chinesa.
A tensão entre Estados Unidos e Irã aumentou no dia de hoje, com novos ataques americanos ao país e promessa de resposta pelo governo iraniano. Como consequência o barril operava com ganhos em torno de 5% quando do fechamento da Bolsa de Chicago.
A Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos concedeu na segunda-feira isenções a pequenas refinarias em relação às exigências nacionais de mistura de biocombustíveis, totalizando 1,76 bilhão de créditos de combustível renovável para o ano de conformidade de 2025 quase o dobro do volume que a agência esperava inicialmente isentar.
A Casa Branca tem tentado aliviar a pressão sobre os preços da gasolina, que subiram acentuadamente durante o conflito envolvendo EUA, Israel e Irã. As refinarias buscaram as isenções para reduzir os custos de produção de combustíveis, enquanto legisladores de estados agrícolas alertaram que a medida pode reduzir a demanda por culturas utilizadas na fabricação de biocombustíveis.
Hoje, os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 136.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27.
Ontem, o USDA divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 30 de agosto, 58% estavam entre boas e excelentes condições, 29% em situação regular e 13% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior (23 de agosto), os índices eram de 60%, 28% e 12%, respectivamente. A previsão de clima seco e de altas temperaturas pode vir a comprometer o potencial produtivo da safra americana.
Preços
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta e 29,75 centavos de dólar ou 2,3%, a US$ 13,17 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,32 3/4 por bushel, com elevação de 29,50 centavos de dólar ou 2,26%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 7,30 ou 2,11% a US$ 352,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 72,63 centavos de dólar, com ganho de 1,49 centavo ou 2,09%.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Nova geração da biotecnologia reduz dependência de fatores de manejo no campo – MAIS SOJA

A expansão dos bioinsumos no agronegócio brasileiro trouxe também um desafio: garantir que o desempenho observado em condições controladas se mantenha até o campo. Armazenamento, compatibilidade de misturas, condições ambientais e precisão na aplicação historicamente estiveram entre os fatores capazes de interferir no resultado.
A evolução da biotecnologia, porém, começa a reduzir essa dependência ao incorporar formulações e tecnologias desenvolvidas para conferir maior estabilidade e flexibilidade ao manejo.
Na modalidade de produção on-farm (realizada na própria propriedade), os principais desafios estão no rigor metodológico durante o processo de multiplicação. Deficiências no controle de qualidade, falta de padronização dos procedimentos e problemas nas medidas de biossegurança podem resultar na contaminação do lote ou na degradação da matéria-prima, comprometendo a viabilidade dos organismos inoculados.
Já nas soluções desenvolvidas em ambiente industrial, o controle de qualidade na origem não elimina os cuidados necessários nas etapas seguintes. Mesmo com os avanços de formulação, logística, armazenamento e aplicação na fazenda seguem relevantes para o resultado no campo. Historicamente, fatores como armazenamento, compatibilidade de misturas, condições ambientais e precisão na aplicação estiveram entre os pontos capazes de interferir no desempenho dos bioinsumos no campo.
Quando uma solução é mais vulnerável a essas variáveis, uma falha no processo pode comprometer a eficiência e o retorno esperado pelo produtor. A nova geração da biotecnologia vem justamente buscando reduzir essa dependência, com tecnologias desenvolvidas para ampliar a estabilidade e a flexibilidade do manejo sem eliminar a importância da aplicação correta”, explica Carlos Augusto Corniani, engenheiro agrônomo e diretor comercial da Síntese Agro Science.
Na prática, quando a tecnologia não entrega o desempenho esperado, o impacto pode ir além do valor do produto aplicado: envolve tempo operacional, perda da janela ideal de aplicação, avanço de pragas ou doenças, necessidade de retrabalho e possível redução da produtividade, pressionando a margem da lavoura. Historicamente, fatores como armazenamento, mistura e condições ambientais tiveram grande peso no desempenho dos bioinsumos no campo.
A nova geração da biotecnologia vem sendo desenvolvida justamente para reduzir essa dependência, com soluções mais estáveis e flexíveis ao manejo, sem eliminar a importância da aplicação correta”, analisa Corniani. Parte dos problemas observados no campo começa antes mesmo de a solução ser aplicada.
A escolha predominantemente pelo preço, sem considerar se a formulação e as características da tecnologia são compatíveis com o manejo proposto, pode afetar o resultado. Nas tecnologias mais sensíveis às condições de uso, incompatibilidade de misturas, armazenamento inadequado e condições ambientais desfavoráveis estão entre os fatores que podem limitar o desempenho.
“O produtor precisa começar com uma tecnologia de qualidade e preservar essa condição até o momento da aplicação. São detalhes que fazem toda a diferença no resultado”, afirma Corniani. Mesmo com tecnologias mais estáveis e flexíveis ao manejo, boas práticas continuam sendo importantes para preservar a viabilidade biológica e favorecer o desempenho agronômico.
Entre os cuidados estão condições adequadas de estocagem, respeito às dosagens recomendadas, testes de compatibilidade de caldas e aplicação nas janelas indicadas pelos fabricantes.
Sobre a Síntese Agro Science
Fundada em 2018, a Síntese Agro Science é uma empresa brasileira de biotecnologia aplicada no agro, com atuação nacional, dedicada ao desenvolvimento de soluções que ampliam a eficiência produtiva com menor impacto ambiental.
A empresa desenvolve tecnologias para nutrição vegetal, bioestimulação e aplicação agrícola, transformando pesquisas em soluções práticas que aumentam a produtividade no campo com mais previsibilidade e eficiência. Suas soluções não deixam resíduos tóxicos nos grãos e nas culturas tratadas, atendendo e superando os principais protocolos internacionais de exportação na Europa, Ásia e América do Norte, alinhadas a práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) e desenvolvidas com foco na biodiversidade e na saúde humana e animal.
Com base em biotecnologia de nova geração, a Síntese Agro Science investe em pesquisa e estrutura laboratorial para desenvolver soluções a partir de microrganismos e processos biológicos controlados, antecipando, em ambiente industrial, respostas que tradicionalmente ocorreriam no campo. A companhia tem como objetivo contribuir para a evolução do modelo produtivo do agro, integrando biotecnologia ao manejo agrícola para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e ampliar a competitividade do produtor brasileiro.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Redução da produtividade da soja causada pelo milho tiguera – MAIS SOJA

Um dos principais desafios dos sistemas de produção de grãos em que a soja é cultivada em sucessão ao milho é a presença de plantas voluntárias de milho, popularmente conhecidas como “tiguera”. Essas plantas são originadas, principalmente, a partir de sementes e espigas perdidas durante a colheita do milho que, sob condições favoráveis de umidade e temperatura, germinam e originam novos fluxos de emergência em meio à cultura da soja.
Figura 1. Espiga de milho proveniente de perdas de colheita germinando.
Nesse contexto, uma espécie cultivada na safra anterior passa a assumir o papel de planta daninha na lavoura subsequente. O milho voluntário compete diretamente com a soja por recursos essenciais ao crescimento e ao desenvolvimento das plantas, como água, radiação solar, nutrientes e espaço.
Embora as colhedoras modernas, quando corretamente reguladas, apresentem baixos índices de perdas, do ponto de vista técnico são considerados toleráveis níveis de até 1% de perdas durante a colheita. Mesmo que esse percentual não represente, isoladamente, um impacto econômico expressivo sobre a rentabilidade da cultura do milho, as sementes e espigas remanescentes no campo podem originar populações de milho voluntário capazes de interferir significativamente no crescimento da soja.
Dependendo da densidade e da distribuição das plantas voluntárias, a interferência pode reduzir o crescimento e o potencial produtivo da cultura e, em situações mais severas, comprometer significativamente o estabelecimento e a viabilidade produtiva da lavoura.
Conforme observado por Piasecki (2015), a perda de rendimento de grãos de soja varia em função da competição com populações individuais de milho ou competição com touceiras de milho, assim como a densidade dessas populações. Na competição com plantas voluntárias de milho, Piasecki (2015) constatou perda de rendimento de 22,2%, 36,5% e 53,9% com populações de milho de 0,5; 1 e 2 plantas por m-2 respectivamente (figura 2).
Figura 2. Perdas percentuais no rendimento de grãos da soja em função da interferência de populações de plantas individuais de milho voluntário RR® F2.

Já na matocompetição com touceiras de milho, as perdas de produtividade de soja foram ainda superiores, variando entre 46,4% para populações de 0,5 touceira m-2; 64,5% para população de 1 touceira m-2 e até 80,3% para população de 2 touceiras de milho m-2 (Piasecki, 2015).
Figura 3. Perdas percentuais no rendimento de grãos de soja em função da interferência de populações de touceiras de milho voluntário RR® F2.

Dada a relevância do impacto do milho tiguera sobre a produtividade da soja, o manejo adequado do milho voluntário, principalmente das touceiras torna-se fundamental para reduzir a competição e preservar o potencial de rendimento da soja. No entanto, o controle do milho tiguera é ainda mais complexo se tratando de híbridos de milho com a tecnologia RR® (Roundup Ready), tornando necessário estratégias de manejo além do controle pós-emergente com o glifosato.
Confira o estudo completo desenvolvido por Piasecki (2015) clicando aqui!
Veja mais: Controle do milho tiguera deve ocorrer antes do estabelecimento da lavoura

Referências:
HRAC-BR. MILHO TIGUERA: UM DESAFIO NO MANEJO DE PLANTAS DANINHAS. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2026. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/milho-tiguera-um-desafio-no-manejo-de-plantas-daninhas >, acesso em: 01/09/2026.
PIASECKI, C. INTERFERÊNCIA E CONTROLE DE MILHO VOLUNTÁRIO RESISTÊNTE AO GLIFOSATO NA CULTURA DA SOJA. UPF, Dissertação de Mestrado, 2015. Disponível em: < https://repositorio.upf.br/server/api/core/bitstreams/bcf7daa6-699e-4404-928f-c8b078f87d75/content >, acesso em: 01/09/2026.

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