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Fortes altas são registradas no mercado de soja; confira as cotações

O mercado brasileiro de soja registrou preços mais altos nesta terça-feira (1º). Segundo o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, os fortes movimentos de alta na Bolsa de Chicago, para níveis não observados desde 2023, puxaram os valores também no Brasil.
Silveira destaca que o mercado interno teve ofertas muito altas, acima da paridade de exportação, com a indústria elevando seus preços. “Mas isso para pequenos volumes, dado que a margem está muito apertada, ora até negativa. O produtor veio mais a mercado, principalmente para a safra nova. Para a safra disponível o produtor ainda está segurando o restante, buscando ofertas melhores, e tem avançado mas com lotes pequenos”, descreve o analista.
Os prêmios recuaram bem pouco, então a alta de Chicago contou mais do que os recuos do dólar, salientou Rafael Silveira.
No mercado físico, as cotações apresentaram altas nas principais praças acompanhadas.
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 152,00 para R$ 154,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 153,00 para R$ 155,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 149,00 para R$ 151,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 141,00 para R$ 143,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 145,00 para R$ 146,00
Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 162,00. Em Rio Grande (RS), as referências subiram de R$ 162,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta terça-feira, atingindo os melhores patamares em mais de dois anos e meio. O mercado foi sustentado por uma combinação de fatores: a disparada do petróleo, anúncio positivo sobre biocombustíveis pelo governo americano, piora nas condições das lavouras e firme demanda chinesa.
A tensão entre Estados Unidos e Irã aumentou no dia de hoje, com novos ataques americanos ao país e promessa de resposta pelo governo iraniano. Como consequência, o barril operava com ganhos em torno de 5% quando do fechamento da Bolsa de Chicago.
A Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos concedeu na segunda-feira isenções a pequenas refinarias em relação às exigências nacionais de mistura de biocombustíveis, totalizando 1,76 bilhão de créditos de combustível renovável para o ano de conformidade de 2025, quase o dobro do volume que a agência esperava inicialmente isentar.
A Casa Branca tem tentado aliviar a pressão sobre os preços da gasolina, que subiram acentuadamente durante o conflito envolvendo EUA, Israel e Irã. As refinarias buscaram as isenções para reduzir os custos de produção de combustíveis, enquanto legisladores de estados agrícolas alertaram que a medida pode reduzir a demanda por culturas utilizadas na fabricação de biocombustíveis.
Hoje, os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 136.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27.
USDA
Ontem, o USDA divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 30 de agosto, 58% estavam entre boas e excelentes condições, 29% em situação regular e 13% em condições entre ruins e muito ruins.
Na semana anterior, em 23 de agosto, os índices eram de 60%, 28% e 12%, respectivamente. A previsão de clima seco e de altas temperaturas pode vir a comprometer o potencial produtivo da safra americana.
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Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 29,75 centavos de dólar, ou 2,3%, a US$ 13,17 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,32 3/4 por bushel, com elevação de 29,50 centavos de dólar, ou 2,26%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 7,30, ou 2,11%, a US$ 352,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 72,63 centavos de dólar, com ganho de 1,49 centavo, ou 2,09%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,55%, sendo negociado a R$ 5,1526 para venda e a R$ 5,1506 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1381 e a máxima de R$ 5,2016.
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ENAPecan será realizado em novembro após safra de recuperação da noz-pecã no RS

O III Encontro Nacional da Pecanicultura (ENAPecan) será realizado nos dias 12 e 13 de novembro, na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. A apresentação do evento ocorreu nesta quarta-feira (21), durante a celebração do 8º aniversário do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan). A programação será realizada em um momento de recuperação da safra de noz-pecã no estado.
Durante a apresentação, a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Maria Teresa De Carli, destacou que os encontros anteriores ocorreram em Encruzilhada do Sul e Cachoeira do Sul, em realidades diferentes da produção gaúcha. Segundo ela, a pecanicultura reúne desde a agricultura familiar até grandes produtores.
Maria Teresa afirmou que a integração entre os elos da cadeia é um dos objetivos centrais do encontro. A proposta é reunir produtores, agroindústria e demais participantes do setor para ampliar a troca de conhecimento e fortalecer a busca por políticas públicas voltadas à atividade.
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O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Antônio Borba, apresentou os números da produção de noz-pecã no Rio Grande do Sul. De acordo com ele, o estado soma mais de 7,2 mil hectares cultivados e mais de 5,6 mil hectares colhidos na safra 2025/2026. A produção neste ciclo ficou entre 6 mil e 7 mil toneladas, com rendimento entre 1 mil e 1,2 mil quilos por hectare.
Borba classificou o resultado como uma safra de recuperação pós-enchente. Já o pesquisador da Embrapa, Carlos Martins, informou que os painéis e palestras do ENAPecan terão como eixos centrais mercado, qualidade, produtividade e apresentação de cases de sucesso na pecanicultura. Segundo ele, o eixo 5 será voltado à inovação técnica de alternativas de cultivo e produtividade.
A programação será encerrada com visita à propriedade da família Cantelli.
O ENAPecan é promovido pelo IBPecan, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Emater/RS-Ascar e Prefeitura de Bento Gonçalves, com correalização da Pecantelli, Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) Campus Bento Gonçalves e Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Pró-Pecã, além de apoio do Sebrae e Senac. As inscrições estão disponíveis no site do evento.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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Escassez de ofertas nos portos e distância entre preços limitam negócios

O mercado brasileiro de soja apresentou poucas alterações nesta quarta-feira (21), com negociações lentas e pequenas oscilações nas cotações do mercado físico. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada pela participação reduzida de compradores e vendedores, pela escassez de ofertas nos portos e pelo afastamento dos produtores da comercialização.
Segundo Silveira, houve maior presença de ofertas de compra por parte das indústrias, mas os valores indicados permaneceram abaixo das expectativas dos vendedores, dificultando a realização de negócios. “As indústrias apareceram mais na ponta compradora, mas os bids ficaram abaixo do que o vendedor espera”, observa o analista.
Os prêmios de exportação permaneceram sem mudanças relevantes, enquanto o mercado físico registrou estabilidade na maior parte das praças, com recuos pontuais no Rio Grande do Sul. Sem maior participação dos produtores, a movimentação seguiu limitada ao longo do dia.
Confira os preços da soja no Brasil:
- Passo Fundo (RS): recuou de R$ 145,00 para R$ 144,00
- Santa Rosa (RS): recuou de R$ 146,00 para R$ 145,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 140,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 139,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 139,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 138,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 151,00
- Rio Grande (RS): recuou de R$ 152,00 para R$ 151,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira. Esta foi a oitava sessão consecutiva de perdas, levando as cotações ao menor nível desde agosto. O principal fator de pressão foi o avanço da colheita nos Estados Unidos, favorecido pela previsão de clima favorável.
A perspectiva de entrada da maior safra da história norte-americana no mercado superou até mesmo o bom ritmo das vendas dos Estados Unidos. Nesta quarta-feira, exportadores privados comunicaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 134 mil toneladas de soja para a China e de 165 mil toneladas para a Espanha.
Ainda no mercado chinês, a estatal Sinograin anunciou que realizará um leilão de 512 mil toneladas de soja importada em 27 de outubro.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,24%, a US$ 12,45 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,58 1/4 por bushel, com retração de 5,25 centavos de dólar, ou 0,41%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,40, ou 0,11%, a US$ 348,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 65,97 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 0,76 centavo, ou 1,13%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,17%, negociado a R$ 5,0265 para venda e a R$ 5,0245 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0115 e a máxima de R$ 5,0425.
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Bancos podem tomar safra sem ação judicial com mudança de cédula rural, alerta Federarroz

A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) emitiu nota nesta quarta-feira (21) em que orienta os produtores rurais a redobrar a atenção aos contratos de financiamento da produção agrícola.
O alerta se dá pela substituição da tradicional Cédula Rural Pignoratícia pela Cédula de Crédito Bancário com alienação fiduciária da safra. A entidade manifesta preocupação com a mudança nas garantias exigidas pelas instituições financeiras.
Segundo o Departamento Jurídico da Federação, a alteração já foi identificada em inúmeros casos e modifica a posição jurídica do agricultor na relação com o agente financeiro. Na avaliação da entidade, a principal diferença está na transferência da propriedade dos grãos oferecidos como garantia, em substituição ao modelo tradicional de penhor rural.
O documento alerta que, em caso de atraso no pagamento do financiamento, a instituição credora poderá se apropriar da produção sem necessidade de ação judicial.
Conforme a interpretação apresentada pela Federarroz, o procedimento pode ocorrer mediante a consolidação da propriedade dos grãos no Cartório de Registro de Títulos e Documentos, permitindo posteriormente a venda da safra a terceiros, sem realização de leilão ou avaliação prévia.
A orientação da Federação é para que os agricultores examinem as condições dos contratos antes da assinatura, especialmente as cláusulas relacionadas às garantias e às consequências de eventual inadimplência.
Na nota, assinada pelo presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, pelo vice-presidente Roberto Fagundes Ghigino e pelo diretor jurídico Anderson Belloli, considera-se que a utilização da alienação fiduciária altera de maneira significativa os direitos do produtor sobre a safra vinculada à operação de crédito.
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