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22 de outubro de 2026

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96% da área de cacau no Brasil está apta a exportar para a UE, diz Abicab

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Foto: Divulgação/Aiba

A crescente demanda por rastreabilidade e comprovação da origem sustentável da matéria-prima tende a ampliar a competitividade do cacau brasileiro no mercado europeu. A avaliação é do presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), Jaime Recena.

A fala do executivo aconteceu durante a ExpoCacau 2026, realizada entre 25 e 27 de agosto, na Bahia.

Segundo ele, 96% da área atual de cacau no Brasil está apta a produzir para exportação à União Europeia, reforçando o potencial do país em ampliar sua presença no mercado internacional.

“O Brasil tem condições únicas de atender às exigências de sustentabilidade e rastreabilidade do mercado europeu. Isso nos coloca em posição estratégica para ampliar nossa participação e transformar a sustentabilidade em vantagem competitiva”, afirmou Recena.

O tema foi discutido no episódio “Cacau do futuro: ciência, sustentabilidade e bioeconomia para gerar valor no campo”, parte da programação do podcast da Nestlé na ExpoCacau 2026.

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Entre os destaques da cacauicultura nacional estão a capacidade de rastreabilidade da produção e o potencial de expansão do cultivo em áreas já degradadas. No Pará, por exemplo, 80% da área plantada com a amêndoa está localizada em áreas desmatadas até 1998, contribuindo para a recuperação da paisagem, melhoria da estrutura do solo, aumento da matéria orgânica e sequestro de carbono.

Nesse cenário, Recena enfatizou que a sustentabilidade ganha também uma dimensão comercial: além de contribuir para a conservação ambiental e geração de renda no campo, práticas de produção e rastreabilidade se tornam diferenciais estratégicos para o acesso a mercados internacionais.

Em 2025, o Brasil exportou 90,3 mil toneladas de produtos da cadeia do cacau, movimentando US$ 804,9 milhões, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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ENAPecan será realizado em novembro após safra de recuperação da noz-pecã no RS

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O III Encontro Nacional da Pecanicultura (ENAPecan) será realizado nos dias 12 e 13 de novembro, na Fundação Casa das Artes, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul. A apresentação do evento ocorreu nesta quarta-feira (21), durante a celebração do 8º aniversário do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan). A programação será realizada em um momento de recuperação da safra de noz-pecã no estado.

Durante a apresentação, a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura (IBPecan), Maria Teresa De Carli, destacou que os encontros anteriores ocorreram em Encruzilhada do Sul e Cachoeira do Sul, em realidades diferentes da produção gaúcha. Segundo ela, a pecanicultura reúne desde a agricultura familiar até grandes produtores.

Maria Teresa afirmou que a integração entre os elos da cadeia é um dos objetivos centrais do encontro. A proposta é reunir produtores, agroindústria e demais participantes do setor para ampliar a troca de conhecimento e fortalecer a busca por políticas públicas voltadas à atividade.

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O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Antônio Borba, apresentou os números da produção de noz-pecã no Rio Grande do Sul. De acordo com ele, o estado soma mais de 7,2 mil hectares cultivados e mais de 5,6 mil hectares colhidos na safra 2025/2026. A produção neste ciclo ficou entre 6 mil e 7 mil toneladas, com rendimento entre 1 mil e 1,2 mil quilos por hectare.

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Borba classificou o resultado como uma safra de recuperação pós-enchente. Já o pesquisador da Embrapa, Carlos Martins, informou que os painéis e palestras do ENAPecan terão como eixos centrais mercado, qualidade, produtividade e apresentação de cases de sucesso na pecanicultura. Segundo ele, o eixo 5 será voltado à inovação técnica de alternativas de cultivo e produtividade.

A programação será encerrada com visita à propriedade da família Cantelli.

O ENAPecan é promovido pelo IBPecan, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Emater/RS-Ascar e Prefeitura de Bento Gonçalves, com correalização da Pecantelli, Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) Campus Bento Gonçalves e Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), por meio do Pró-Pecã, além de apoio do Sebrae e Senac. As inscrições estão disponíveis no site do evento.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Escassez de ofertas nos portos e distância entre preços limitam negócios

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O mercado brasileiro de soja apresentou poucas alterações nesta quarta-feira (21), com negociações lentas e pequenas oscilações nas cotações do mercado físico. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada pela participação reduzida de compradores e vendedores, pela escassez de ofertas nos portos e pelo afastamento dos produtores da comercialização.

Segundo Silveira, houve maior presença de ofertas de compra por parte das indústrias, mas os valores indicados permaneceram abaixo das expectativas dos vendedores, dificultando a realização de negócios. “As indústrias apareceram mais na ponta compradora, mas os bids ficaram abaixo do que o vendedor espera”, observa o analista.

Os prêmios de exportação permaneceram sem mudanças relevantes, enquanto o mercado físico registrou estabilidade na maior parte das praças, com recuos pontuais no Rio Grande do Sul. Sem maior participação dos produtores, a movimentação seguiu limitada ao longo do dia.

Confira os preços da soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 145,00 para R$ 144,00
  • Santa Rosa (RS): recuou de R$ 146,00 para R$ 145,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 140,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 139,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 139,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 138,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 151,00
  • Rio Grande (RS): recuou de R$ 152,00 para R$ 151,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira. Esta foi a oitava sessão consecutiva de perdas, levando as cotações ao menor nível desde agosto. O principal fator de pressão foi o avanço da colheita nos Estados Unidos, favorecido pela previsão de clima favorável.

A perspectiva de entrada da maior safra da história norte-americana no mercado superou até mesmo o bom ritmo das vendas dos Estados Unidos. Nesta quarta-feira, exportadores privados comunicaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 134 mil toneladas de soja para a China e de 165 mil toneladas para a Espanha.

Ainda no mercado chinês, a estatal Sinograin anunciou que realizará um leilão de 512 mil toneladas de soja importada em 27 de outubro.

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Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,24%, a US$ 12,45 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 12,58 1/4 por bushel, com retração de 5,25 centavos de dólar, ou 0,41%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,40, ou 0,11%, a US$ 348,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 65,97 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 0,76 centavo, ou 1,13%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,17%, negociado a R$ 5,0265 para venda e a R$ 5,0245 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0115 e a máxima de R$ 5,0425.

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Bancos podem tomar safra sem ação judicial com mudança de cédula rural, alerta Federarroz

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A Federação das Associações de Arrozeiros do Estado do Rio Grande do Sul (Federarroz) emitiu nota nesta quarta-feira (21) em que orienta os produtores rurais a redobrar a atenção aos contratos de financiamento da produção agrícola.

O alerta se dá pela substituição da tradicional Cédula Rural Pignoratícia pela Cédula de Crédito Bancário com alienação fiduciária da safra. A entidade manifesta preocupação com a mudança nas garantias exigidas pelas instituições financeiras.

Segundo o Departamento Jurídico da Federação, a alteração já foi identificada em inúmeros casos e modifica a posição jurídica do agricultor na relação com o agente financeiro. Na avaliação da entidade, a principal diferença está na transferência da propriedade dos grãos oferecidos como garantia, em substituição ao modelo tradicional de penhor rural.

O documento alerta que, em caso de atraso no pagamento do financiamento, a instituição credora poderá se apropriar da produção sem necessidade de ação judicial.

Conforme a interpretação apresentada pela Federarroz, o procedimento pode ocorrer mediante a consolidação da propriedade dos grãos no Cartório de Registro de Títulos e Documentos, permitindo posteriormente a venda da safra a terceiros, sem realização de leilão ou avaliação prévia.

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A orientação da Federação é para que os agricultores examinem as condições dos contratos antes da assinatura, especialmente as cláusulas relacionadas às garantias e às consequências de eventual inadimplência.

Na nota, assinada pelo presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, pelo vice-presidente Roberto Fagundes Ghigino e pelo diretor jurídico Anderson Belloli, considera-se que a utilização da alienação fiduciária altera de maneira significativa os direitos do produtor sobre a safra vinculada à operação de crédito.

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