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2 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Tecnologia pioneira permite a classificação automática da soja em poucos minutos – MAIS SOJA

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Foto de capa: Assessoria

O Brasil está entre os maiores produtores e exportadores mundiais de soja, que representa cerca de 5% a 7% do PIB do país, movimentando aproximadamente R$ 360 bilhões por ano. A classificação da qualidade dos grãos é uma etapa importante nas relações comerciais entre produtores, armazenadores, tradings, processadores e exportadores. O projeto Grain Analytic System (Gras) é uma tecnologia pioneira para classificação automática de defeitos de grãos de soja, utilizando fotônica, visão computacional e inteligência artificial (IA). O objetivo é tornar a avaliação da qualidade dos grãos de soja mais rápida, objetiva e padronizada, reduzindo o tempo de análise de 90 para quatro minutos.

O Gras resulta da parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e a startup Brasil Agritest – primeira empresa a firmar contrato com a Unidade Embrapii Itech-Agro. O funcionamento da máquina é muito simples. É colocada uma amostra de soja no equipamento, que analisa os grãos individualmente utilizando iluminação especial, câmeras e IA. O sistema então identifica e classifica diferentes características e defeitos dos grãos sem a necessidade de cortá-los.

Embora o grão de soja seja de grande relevância, a determinação da sua qualidade, no mundo todo, se baseia ainda na inspeção visual, realizada pelos poucos profissionais de classificação existentes, por meio de um processo totalmente manual. “É como transformar uma inspeção predominantemente manual em uma análise automatizada, rápida e baseada em critérios objetivos”, resume a pesquisadora Débora Milori, coordenadora da Unidade Embrapii Itech-Agro.

De acordo com Thomas Martins Ceglia, sócio, cofundador e responsável pelo desenvolvimento de negócios da Brasil Agritest, a Embrapii foi fundamental para viabilizar o desenvolvimento tecnológico do projeto, aproximando a empresa do ambiente de pesquisa. “A parceria possibilitou o avanço da solução e o desenvolvimento dos componentes tecnológicos necessários para transformar o conceito em um equipamento aplicável ao mercado. Além disso, o projeto permite aprimorar e parametrizar os equipamentos, ajustando seus sistemas e modelos contribuindo para maior precisão, padronização e confiabilidade dos resultados”, aponta Ceglia.

A principal inovação do Gras é a integração de fotônica, sistemas de imageamento, visão computacional e inteligência artificial em uma solução automatizada para avaliação da qualidade de grãos. “Além da expressiva redução do tempo de análise, a tecnologia contribui para diminuir a subjetividade inerente à avaliação visual e aumentar a padronização, repetibilidade e rastreabilidade dos resultados”, destaca Débora.

Solução pronta para escalar

Em 2023, a startup recebeu apoio da VLI – companhia de soluções logísticas que opera terminais, ferrovias e portos – para alavancar a finalização do equipamento. Hoje, o Gras encontra-se em fase final de desenvolvimento e validação em ambiente operacional. O equipamento já foi testado em condições reais de uso e está sendo aprimorado a partir dos resultados obtidos nos testes com parceiros do setor. “Atualmente, a empresa busca investimentos para realizar os ajustes finais e preparar o equipamento para a produção em escala”, conta Ceglia.

Para a indústria, a tecnologia representa uma oportunidade de digitalização e automação de uma atividade ainda fortemente dependente de procedimentos manuais. Para a sociedade e para a cadeia produtiva, a solução pode contribuir para maior transparência, confiabilidade e rastreabilidade na avaliação da qualidade dos grãos, fortalecendo a competitividade e a transformação digital do agronegócio brasileiro.

Sobre a Unidade Embrapii Itech-Agro

A Unidade Itech-Agro, credenciada pela Embrapii em julho de 2023, atua no desenvolvimento de materiais avançados e insumos nanotecnológicos e biotecnológicos para o agronegócio; desenvolvimento de sensores, equipamentos e metodologias fotônicas integradas a IoT para a agricultura de precisão e digital; e no desenvolvimento de tecnologias para controle de qualidade de produtos e automação integrados com inteligência artificial aplicados à agroindústria.

Sobre a Embrapii

A Embrapii é uma organização social que atua em cooperação com Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), públicas ou privadas, para atender ao setor empresarial e fomentar a inovação na indústria. Para isso, conecta centros de pesquisa e empresas, compartilhando os custos da inovação ao aportar recursos não reembolsáveis em projetos que levem à introdução de novos produtos e processos no mercado. Para ter acesso ao modelo, a empresa deve apresentar seu desafio tecnológico à Unidade Embrapii com a competência técnica que se enquadra às necessidades do projeto.

Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

Disparada do petróleo, incentivos a biocombustíveis, demanda e preocupação com clima fazem soja subir mais de 2% em Chicago – MAIS SOJA

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Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta terça-feira, atingindo os melhores patamares em mais de dois anos e meio. O mercado foi sustentado por uma combinação de fatores: a disparada do petróleo, anúncio positivo sobre biocombustíveis pelo governo americano, piora nas condições das lavouras e firme demanda chinesa.

A tensão entre Estados Unidos e Irã aumentou no dia de hoje, com novos ataques americanos ao país e promessa de resposta pelo governo iraniano. Como consequência o barril operava com ganhos em torno de 5% quando do fechamento da Bolsa de Chicago.

A Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos concedeu na segunda-feira isenções a pequenas refinarias em relação às exigências nacionais de mistura de biocombustíveis, totalizando 1,76 bilhão de créditos de combustível renovável para o ano de conformidade de 2025  quase o dobro do volume que a agência esperava inicialmente isentar.

A Casa Branca tem tentado aliviar a pressão sobre os preços da gasolina, que subiram acentuadamente durante o conflito envolvendo EUA, Israel e Irã. As refinarias buscaram as isenções para reduzir os custos de produção de combustíveis, enquanto legisladores de estados agrícolas alertaram que a medida pode reduzir a demanda por culturas utilizadas na fabricação de biocombustíveis.

Hoje, os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 136.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27.

Ontem, o USDA divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 30 de agosto, 58% estavam entre boas e excelentes condições, 29% em situação regular e 13% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior (23 de agosto), os índices eram de 60%, 28% e 12%, respectivamente. A previsão de clima seco e de altas temperaturas pode vir a comprometer o potencial produtivo da safra americana.

Preços

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta e 29,75 centavos de dólar ou 2,3%, a US$ 13,17 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,32 3/4 por bushel, com elevação de 29,50 centavos de dólar ou 2,26%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 7,30 ou 2,11% a US$ 352,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 72,63 centavos de dólar, com ganho de 1,49 centavo ou 2,09%.

Fonte: Agência Safras



 

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Sustentabilidade

Nova geração da biotecnologia reduz dependência de fatores de manejo no campo – MAIS SOJA

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A expansão dos bioinsumos no agronegócio brasileiro trouxe também um desafio: garantir que o desempenho observado em condições controladas se mantenha até o campo. Armazenamento, compatibilidade de misturas, condições ambientais e precisão na aplicação historicamente estiveram entre os fatores capazes de interferir no resultado.

A evolução da biotecnologia, porém, começa a reduzir essa dependência ao incorporar formulações e tecnologias desenvolvidas para conferir maior estabilidade e flexibilidade ao manejo.

Na modalidade de produção on-farm (realizada na própria propriedade), os principais desafios estão no rigor metodológico durante o processo de multiplicação. Deficiências no controle de qualidade, falta de padronização dos procedimentos e problemas nas medidas de biossegurança podem resultar na contaminação do lote ou na degradação da matéria-prima, comprometendo a viabilidade dos organismos inoculados.

Já nas soluções desenvolvidas em ambiente industrial, o controle de qualidade na origem não elimina os cuidados necessários nas etapas seguintes. Mesmo com os avanços de formulação, logística, armazenamento e aplicação na fazenda seguem relevantes para o resultado no campo. Historicamente, fatores como armazenamento, compatibilidade de misturas, condições ambientais e precisão na aplicação estiveram entre os pontos capazes de interferir no desempenho dos bioinsumos no campo.

Quando uma solução é mais vulnerável a essas variáveis, uma falha no processo pode comprometer a eficiência e o retorno esperado pelo produtor. A nova geração da biotecnologia vem justamente buscando reduzir essa dependência, com tecnologias desenvolvidas para ampliar a estabilidade e a flexibilidade do manejo sem eliminar a importância da aplicação correta”, explica Carlos Augusto Corniani, engenheiro agrônomo e diretor comercial da Síntese Agro Science.

Na prática, quando a tecnologia não entrega o desempenho esperado, o impacto pode ir além do valor do produto aplicado: envolve tempo operacional, perda da janela ideal de aplicação, avanço de pragas ou doenças, necessidade de retrabalho e possível redução da produtividade, pressionando a margem da lavoura. Historicamente, fatores como armazenamento, mistura e condições ambientais tiveram grande peso no desempenho dos bioinsumos no campo.

A nova geração da biotecnologia vem sendo desenvolvida justamente para reduzir essa dependência, com soluções mais estáveis e flexíveis ao manejo, sem eliminar a importância da aplicação correta”, analisa Corniani. Parte dos problemas observados no campo começa antes mesmo de a solução ser aplicada.

A escolha predominantemente pelo preço, sem considerar se a formulação e as características da tecnologia são compatíveis com o manejo proposto, pode afetar o resultado. Nas tecnologias mais sensíveis às condições de uso, incompatibilidade de misturas, armazenamento inadequado e condições ambientais desfavoráveis estão entre os fatores que podem limitar o desempenho.

“O produtor precisa começar com uma tecnologia de qualidade e preservar essa condição até o momento da aplicação. São detalhes que fazem toda a diferença no resultado”, afirma Corniani. Mesmo com tecnologias mais estáveis e flexíveis ao manejo, boas práticas continuam sendo importantes para preservar a viabilidade biológica e favorecer o desempenho agronômico.

Entre os cuidados estão condições adequadas de estocagem, respeito às dosagens recomendadas, testes de compatibilidade de caldas e aplicação nas janelas indicadas pelos fabricantes.

Sobre a Síntese Agro Science

Fundada em 2018, a Síntese Agro Science é uma empresa brasileira de biotecnologia aplicada no agro, com atuação nacional, dedicada ao desenvolvimento de soluções que ampliam a eficiência produtiva com menor impacto ambiental.

A empresa desenvolve tecnologias para nutrição vegetal, bioestimulação e aplicação agrícola, transformando pesquisas em soluções práticas que aumentam a produtividade no campo com mais previsibilidade e eficiência. Suas soluções não deixam resíduos tóxicos nos grãos e nas culturas tratadas, atendendo e superando os principais protocolos internacionais de exportação na Europa, Ásia e América do Norte, alinhadas a práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) e desenvolvidas com foco na biodiversidade e na saúde humana e animal.

Com base em biotecnologia de nova geração, a Síntese Agro Science investe em pesquisa e estrutura laboratorial para desenvolver soluções a partir de microrganismos e processos biológicos controlados, antecipando, em ambiente industrial, respostas que tradicionalmente ocorreriam no campo. A companhia tem como objetivo contribuir para a evolução do modelo produtivo do agro, integrando biotecnologia ao manejo agrícola para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e ampliar a competitividade do produtor brasileiro.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Sustentabilidade

Redução da produtividade da soja causada pelo milho tiguera – MAIS SOJA

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Um dos principais desafios dos sistemas de produção de grãos em que a soja é cultivada em sucessão ao milho é a presença de plantas voluntárias de milho, popularmente conhecidas como “tiguera”. Essas plantas são originadas, principalmente, a partir de sementes e espigas perdidas durante a colheita do milho que, sob condições favoráveis de umidade e temperatura, germinam e originam novos fluxos de emergência em meio à cultura da soja.

Figura 1. Espiga de milho proveniente de perdas de colheita germinando.
Fonte: HRAC-BR

Nesse contexto, uma espécie cultivada na safra anterior passa a assumir o papel de planta daninha na lavoura subsequente. O milho voluntário compete diretamente com a soja por recursos essenciais ao crescimento e ao desenvolvimento das plantas, como água, radiação solar, nutrientes e espaço.

Embora as colhedoras modernas, quando corretamente reguladas, apresentem baixos índices de perdas, do ponto de vista técnico são considerados toleráveis níveis de até 1% de perdas durante a colheita. Mesmo que esse percentual não represente, isoladamente, um impacto econômico expressivo sobre a rentabilidade da cultura do milho, as sementes e espigas remanescentes no campo podem originar populações de milho voluntário capazes de interferir significativamente no crescimento da soja.

Dependendo da densidade e da distribuição das plantas voluntárias, a interferência pode reduzir o crescimento e o potencial produtivo da cultura e, em situações mais severas, comprometer significativamente o estabelecimento e a viabilidade produtiva da lavoura.

Conforme observado por Piasecki (2015), a perda de rendimento de grãos de soja varia em função da competição com populações individuais de milho ou competição com touceiras de milho, assim como a densidade dessas populações. Na competição com plantas voluntárias de milho, Piasecki (2015) constatou perda de rendimento de 22,2%, 36,5% e 53,9% com populações de milho de 0,5; 1 e 2 plantas por m-2 respectivamente (figura 2).

Figura 2. Perdas percentuais no rendimento de grãos da soja em função da interferência de populações de plantas individuais de milho voluntário RR® F2.
Fonte: Piasecki (2015)

Já na matocompetição com touceiras de milho, as perdas de produtividade de soja foram ainda superiores, variando entre 46,4% para populações de 0,5 touceira m-2; 64,5% para população de 1 touceira m-2 e até 80,3% para população de 2 touceiras de milho m-2 (Piasecki, 2015).

Figura 3. Perdas percentuais no rendimento de grãos de soja em função da interferência de populações de touceiras de milho voluntário RR® F2.
Fonte: Piasecki (2015)

Dada a relevância do impacto do milho tiguera sobre a produtividade da soja, o manejo adequado do milho voluntário, principalmente das touceiras torna-se fundamental para reduzir a competição e preservar o potencial de rendimento da soja. No entanto, o controle do milho tiguera é ainda mais complexo se tratando de híbridos de milho com a tecnologia RR® (Roundup Ready), tornando necessário estratégias de manejo além do controle pós-emergente com o glifosato.

Confira o estudo completo desenvolvido por Piasecki (2015) clicando aqui!


Veja mais: Controle do milho tiguera deve ocorrer antes do estabelecimento da lavoura


Referências:

HRAC-BR. MILHO TIGUERA: UM DESAFIO NO MANEJO DE PLANTAS DANINHAS. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2026. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/milho-tiguera-um-desafio-no-manejo-de-plantas-daninhas >, acesso em: 01/09/2026.

PIASECKI, C. INTERFERÊNCIA E CONTROLE DE MILHO VOLUNTÁRIO RESISTÊNTE AO GLIFOSATO NA CULTURA DA SOJA. UPF, Dissertação de Mestrado, 2015. Disponível em: < https://repositorio.upf.br/server/api/core/bitstreams/bcf7daa6-699e-4404-928f-c8b078f87d75/content >, acesso em: 01/09/2026.

 

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