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22 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Produzir um hectare de soja na safra 2026/2027 custa mais de R$ 5 mil, aponta estudo da Aprosoja/MS – MAIS SOJA

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O produtor de soja de Mato Grosso do Sul chega à safra 2026/2027 diante de uma série de fatores que exigem atenção ao planejamento da lavoura. Além dos custos de produção, o cenário envolve o nível de endividamento, as condições climáticas e o ritmo de compra de fertilizantes.

“O produtor vem de um período de maior endividamento, o clima continua sendo uma variável importante e também observamos uma compra menor de fertilizantes. Tudo isso precisa ser considerado no planejamento da safra, porque pode impactar tanto os custos quanto o resultado final da produção”, explica o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta.

É nesse cenário que o custo de produção ganha importância. Segundo o Estudo Técnico “Custo de Produção da Soja — Safra 2026/2027”, elaborado pela Aprosoja/MS, produzir um hectare de soja custa, em média, R$ 5.024,82.

Considerando o preço médio de R$ 119,52 por saca, o produtor precisa colher 42,04 sacas por hectare para cobrir todos os custos da atividade.

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Maior despesa

Os insumos continuam sendo o principal componente da conta. Eles representam R$ 3.078,63 por hectare, o que representa 61,27% do custo total.

Dentro desse grupo, os fertilizantes são responsáveis por R$ 1.367,31 por hectare, enquanto os defensivos somam R$ 1.071,42. As sementes representam outros R$ 542,50 por hectare.

“Isso significa que mais de R$ 6 de cada R$ 10 gastos para produzir um hectare de soja estão concentrados nos insumos”, relata o analista de Economia da Aprosoja/MS, Linneu Borges Filho.

O estudo aponta que uma das principais possibilidades de reduzir a pressão sobre os custos é planejar as compras com antecedência, aproveitando períodos de preços mais favoráveis.

Para o analista de Economia, Raphael Gimenes, além dos insumos, o produtor precisa acompanhar despesas como combustível, crédito e frete. “No levantamento, o diesel foi considerado a R$ 6,45 por litro, os juros de financiamento em 14,25% ao ano e o frete com uma distância de referência de 80 quilômetros”.

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Quanto o produtor precisa colher?

O chamado ponto de equilíbrio mostra quanto é necessário produzir para que a receita cubra os custos.

Com o preço médio considerado no levantamento, são necessárias 42,04 sacas por hectare para cobrir o Custo Total. Quando são considerados apenas os gastos que efetivamente passam pelo caixa da propriedade, o ponto de equilíbrio cai para 38,54 sacas por hectare.

A produtividade de referência utilizada no estudo é de 52,4 sacas por hectare, correspondente à média das últimas cinco safras.

Nesse cenário, a margem é positiva, mas não significa que o produtor esteja protegido contra oscilações. Uma queda na produtividade, uma redução no preço da soja ou um aumento no valor dos insumos pode alterar rapidamente o resultado.

Arrendamento

Para o produtor que trabalha em terra arrendada, a margem de segurança é menor.

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O estudo considera um arrendamento médio de 15 sacas por hectare, equivalente a R$ 1.792,80 por hectare. Com esse valor, o custo total sobe para R$ 6.817,62 por hectare, e o produtor precisa colher 57,04 sacas por hectare para cobrir todos os custos.

Esse ponto de equilíbrio fica acima da produtividade de referência de 52,4 sacas por hectare, deixando o produtor arrendatário mais exposto a problemas de produtividade, preços ou aumento dos custos.

Clima

A previsão climática para Mato Grosso do Sul no trimestre de setembro a novembro indica chuvas próximas ou acima da média, mas com possibilidade de irregularidade na distribuição das precipitações, principalmente no início do período de transição entre a estação seca e a chuvosa.

Ao mesmo tempo, os modelos apontam para temperaturas acima da média e risco de períodos de calor intenso e ondas de calor. A previsão do Cemtec/Semadesc também indica a permanência do El Niño, que pode influenciar as condições climáticas no Estado.

Para o produtor, o cenário reforça a importância de acompanhar a evolução das chuvas e das temperaturas durante o plantio. A própria previsão destaca que, apesar da tendência de maior volume de chuva no trimestre, a distribuição ao longo do período pode ser irregular.

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Expectativa de Produtividade

De acordo com estimativa do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, a expectativa de produtividade para a primeira safra 2026/2027 é de 52,4 sacas por hectare, uma redução de 13,2% em relação à safra anterior.

Sobre o estudo

O levantamento foi elaborado pela Aprosoja/MS com base na Norma de Custo de Produção 30.302 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), adaptada à realidade da produção empresarial de soja em Mato Grosso do Sul.

Os coeficientes técnicos e os preços dos insumos foram coletados diretamente com produtores, técnicos de campo e fornecedores da região entre 1º e 30 de julho de 2026.

O estudo completo, com a composição detalhada dos custos, está disponível clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Algodão fecha em alta em NY com fraqueza do dólar, mas queda do petróleo limita ganhos – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam o dia a 81,83 centavos de dólar por libra-peso, alta de 1,00 centavo, ou de 1,2%. Março/2027 fechou a 85,20 centavos, alta de 1,02 centavo, ou de 1,2%.

Os ganhos de ontem, puxado pelas perspectivas de menor produção em termos globais na atual temporada.

O Comitê Internacional do Algodão (Icac) projeta que a produção mundial da fibra totalizará 25,817 milhões toneladas na temporada 2026/2027, ante 26,942 milhões na safra 2025/26, conforme a estimativa de setembro divulgada pela entidade ainda na terça-feira.

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O consumo mundial de algodão deve totalizar 25,999 milhões de toneladas na safra 2026/2027. Para 2025/2026, foram 25,815 milhões de toneladas.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Fabio Rubenich – fabio@safras.com.br (Agência Safras)

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Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Ferrugem-asiática em soja voluntária acende alerta para lavouras próximas – MAIS SOJA

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Com o avanço da semeadura da soja na safra 2026/2027, o monitoramento das condições ambientais, climáticas e fitossanitárias das áreas de cultivo torna-se indispensável para o planejamento das práticas de manejo e o ajuste de estratégias que favoreçam o crescimento, o desenvolvimento e a produtividade da cultura. Entre as principais práticas de manejo ao longo do ciclo da soja, destaca-se o posicionamento de fungicidas no programa fitossanitário, que deve considerar fatores como a suscetibilidade das cultivares às doenças, o histórico fitossanitário da área, a presença de patógenos e as condições ambientais favoráveis à ocorrência de doenças.

Nesse contexto, acompanhar a evolução dos casos de ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi) é fundamental para orientar o posicionamento dos fungicidas e planejar estratégias de manejo que contribuam para reduzir os danos causados pela doença, especialmente em áreas com condições favoráveis ao seu desenvolvimento. Dependendo da suscetibilidade da cultivar e da severidade da doença, as perdas de produtividade decorrentes da ferrugem-asiática podem chegar a 90%, reforçando a importância do monitoramento e da adoção de medidas preventivas e de controle adequadas (Godoy et al., 2024).

Figura 1. Soja acometida pela ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi).
Foto: Godoy, C. V.

O fungo causador da ferrugem-asiática é considerado policíclico (com vários ciclos de infecção ao longo do desenvolvimento da cultura), e, é classificado como biotrófico, ou seja, depende de tecidos vivos do hospedeiro para sobreviver e se multiplicar (Oliveira et al., 2020). Além disso, pode acometer a soja em qualquer estádio do desenvolvimento das plantas, do período vegetativo até o final do ciclo. Essas características reforçam a necessidade da intensificar o monitoramento e manejo da ferrugem-asiática, especialmente em áreas com presença do patógeno em plantas voluntárias de soja, e/ou próximas a áreas com relato da doença.

Ainda que não tenham sido relatados casos de incidência da ferrugem-asiática em lavouras de soja na safra 2026/2027, Paraná e Rio Grande do Sul, já concentram casos de ferrugem-asiática em soja voluntária (figura 2). No Paraná, os principais casos foram relatados em Irati, Palmeira, Ponta Grossa, Rio Branco do Ivaí e Santana do Itararé. Já no Rio Grande do Sul, o caso relatado foi em Santo Antônio das Missões.

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Figura 2. Dispersão dos casos de ferrugem-asiática na safra 2026/2027. Casos relatados apenas em soja voluntária. Atualização do Consórcio Antiferrugem de 21 de outubro de 2026.
Fonte: Consórcio Antiferrugem.

A progressão desses casos serve de alerta aos sojicultores brasileiros, especialmente em uma safra marcada pela influência do Fenômeno El Niño, caracterizado pelo aumento do volume de chuvas no Sul do Brasil. Isso reforça a necessidade de um monitoramento contínuo das áreas agrícolas, especialmente sob condições adequadas ao desenvolvimento da ferrugem, como molhamento foliar e temperaturas amenas. A evolução dos casos de ferrugem-asiática na safra 2026/2027 pode ser acompanhada clicando aqui, no site do Consórcio Antiferrugem.



Referências:

CONSORCIO ANTIFERRUGEM. Consórcio Antiferrugem: Parceria público-privada no combate à ferrugem asiática da soja, 2026. Disponível em: < http://www.consorcioantiferrugem.net/#/main >, acesso em: 21/10/2026.

GODOY, C. V. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA FERRUGEMASIÁTICA DA SOJA, Phakopsora pachyrhizi, NA SAFRA 2023/2024: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica n. 206, 2024. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1165843/1/CT-206-Claudia-Godoy.pdf >, acesso em: 21/10/2026.

OLIVEIRA, G. M. et al. COLETOR DE ESPOROS: DESCRIÇÃO, USO E RESULTADOS NO MANEJO DA FERRUGEM ASIÁTICA DA SOJA. Embrapa, Circular técnica, n. 167, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1129482/1/Circ-Tec-167.pdf >, acesso em: 21/10/2026.

 

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Sustentabilidade

O que a soja tem a ver com chiclete? Você pode estar mascando o grão sem saber!

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A soja está muito além do campo e pode fazer parte de produtos que consumimos no dia a dia, inclusive daqueles que muita gente nem imagina. Um exemplo é o chiclete, que pode conter lecitina de soja em sua composição. O ingrediente atua como emulsificante e ajuda a manter a mistura dos componentes da fórmula.

A lecitina é obtida durante o processamento do óleo de soja e tem a função de facilitar a mistura de ingredientes que normalmente teriam dificuldade de permanecer combinados, como gorduras e outros componentes. Na indústria de alimentos, ela contribui para a estabilidade e a uniformidade das formulações.

No chiclete, a lecitina de soja pode ajudar a manter os ingredientes bem misturados e contribuir para uma textura uniforme. É uma aplicação que mostra como o grão pode estar presente em produtos que vão muito além daqueles tradicionalmente associados à agricultura.

E não para por aí. A lecitina de soja também pode ser utilizada na fabricação de chocolates e biscoitos, auxiliando na mistura dos ingredientes e na manutenção das características dos alimentos.

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A presença da soja nesses produtos evidencia a versatilidade do grão e sua importância para diferentes setores da indústria. Além de ser uma das principais commodities agrícolas do Brasil, a soja fornece matérias-primas utilizadas na elaboração de diversos produtos presentes na rotina dos consumidores.

Assim, da lavoura à indústria alimentícia, a soja percorre um caminho que nem sempre é percebido pelo consumidor. E aquele chiclete mascado no dia a dia pode ser uma oportunidade para descobrir mais uma das aplicações desse grão tão importante para a economia brasileira.



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