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21 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Anfavea alerta para avanço de máquinas importadas; compras de tratores agrícolas da China crescem 117% no ano – MAIS SOJA

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As importações de tratores agrícolas da China cresceram 117% de janeiro a setembro de 2026, para cerca de 5,2 mil unidades, enquanto as vendas de tratores no mercado interno caíram 14,1% até agosto, segundo levantamento da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

A Índia despontou como outro relevante competidor, empatando com a China com um volume semelhante de unidades vendidas. Somados, os dois países responderam por 93% dos tratores importados. As compras públicas funcionaram como um importante fator de mudança no mercado. Segundo levantamento da entidade com base no PNCP (Portal Nacional de Contratações Públicas), 65% dos 3.318 tratores agrícolas licitados em 2025 foram importados.

Entre as 10,6 mil máquinas agrícolas e rodoviárias licitadas no ano, no valor de R$ 3,7 bilhões, as de origem chinesa ficaram com 33,5% das unidades e 26% do valor, cerca de R$ 960 milhões. Os demais países estrangeiros, somados, não chegaram a 1%. O estudo classifica as máquinas pelo local de produção: marcas estrangeiras com fábrica no Brasil entram como produção nacional. O avanço das importações ocorre em um mercado que encolhe desde 2021.

As vendas internas de máquinas agrícolas no varejo somaram 27 mil unidades até agosto, queda de 15,8%, e as de colheitadeiras recuaram 39,4%. Já as importações de máquinas agrícolas subiram 42% de janeiro a setembro, para 11,2 mil unidades, mais que o dobro das 5 mil exportadas no período.

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Para a Anfavea, além do preço de aquisição, as compras públicas devem considerar o custo total de propriedade ao longo da vida útil do equipamento. “Uma máquina não termina sua relação com o comprador no momento da entrega. É um ativo que precisa operar por muitos anos, e isso depende de peças, assistência técnica, manutenção e capacidade de atendimento. Nas licitações, é importante considerar o custo total de propriedade, e não apenas o menor preço de aquisição”, afirma Igor Calvet, presidente da Anfavea.

Mercado interno

As importações de tratores cresceram 42% entre janeiro e setembro de 2026, mesmo com a retração das vendas nacionais de máquinas agrícolas. Entre os tratores importados no período, 90% têm potência de até 100 HP. A faixa entre 50 e 100 HP concentra 6.412 máquinas importadas e registra expansão de 56%. O movimento ocorre em um cenário de dificuldades para o agronegócio, com aumento da inadimplência, menor rentabilidade diante da queda dos preços das commodities e custo ainda elevado do crédito.

Na construção, por outro lado, lançamentos imobiliários e investimentos em infraestrutura têm sustentado a demanda por máquinas rodoviárias, como escavadeiras, motoniveladoras e pás carregadeiras. O que mais pesa O endividamento elevado e a baixa rentabilidade do produtor rural desestimulam a compra de máquinas novas. A Selic estava em 13,75% ao ano em setembro, e a inadimplência do crédito rural de pessoas físicas chegou a 9,7% em agosto, segundo dados do Banco Central compilados pela entidade.

Na outra ponta, fabricantes instalados no Brasil enfrentam aumento dos custos de produção. Entre os pontos de pressão estão os componentes plásticos, afetados pela alíquota de 20% sobre resinas e polímeros e por medidas antidumping aplicadas a determinados produtos. Segundo estimativas das associadas, o impacto sobre componentes plásticos utilizados nas máquinas pode variar de 4% a 7%.

Para a Anfavea, o cenário reforça a necessidade de condições equilibradas de concorrência. A entidade não defende restringir a entrada de novas marcas ou tecnologias, mas que fabricantes nacionais e importadores concorram sob requisitos compatíveis de qualidade, segurança, assistência técnica e responsabilidade sobre o produto.

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Fonte: Agência Safras



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Sustentabilidade

O que a soja tem a ver com chiclete? Você pode estar mascando o grão sem saber!

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A soja está muito além do campo e pode fazer parte de produtos que consumimos no dia a dia, inclusive daqueles que muita gente nem imagina. Um exemplo é o chiclete, que pode conter lecitina de soja em sua composição. O ingrediente atua como emulsificante e ajuda a manter a mistura dos componentes da fórmula.

A lecitina é obtida durante o processamento do óleo de soja e tem a função de facilitar a mistura de ingredientes que normalmente teriam dificuldade de permanecer combinados, como gorduras e outros componentes. Na indústria de alimentos, ela contribui para a estabilidade e a uniformidade das formulações.

No chiclete, a lecitina de soja pode ajudar a manter os ingredientes bem misturados e contribuir para uma textura uniforme. É uma aplicação que mostra como o grão pode estar presente em produtos que vão muito além daqueles tradicionalmente associados à agricultura.

E não para por aí. A lecitina de soja também pode ser utilizada na fabricação de chocolates e biscoitos, auxiliando na mistura dos ingredientes e na manutenção das características dos alimentos.

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A presença da soja nesses produtos evidencia a versatilidade do grão e sua importância para diferentes setores da indústria. Além de ser uma das principais commodities agrícolas do Brasil, a soja fornece matérias-primas utilizadas na elaboração de diversos produtos presentes na rotina dos consumidores.

Assim, da lavoura à indústria alimentícia, a soja percorre um caminho que nem sempre é percebido pelo consumidor. E aquele chiclete mascado no dia a dia pode ser uma oportunidade para descobrir mais uma das aplicações desse grão tão importante para a economia brasileira.



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Sustentabilidade

Chuva atrasa avanço do plantio da soja em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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De acordo com informações do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS, com recursos do Fundems/Semadesc, o plantio da safra de soja 2026/2027 alcançou 32% da área acompanhada em Mato Grosso do Sul, o que corresponde a aproximadamente 1,5  milhão de hectares.

O avanço do plantio no estado está 1,1 pontos percentuais à frente do registrado no mesmo período da safra 2025/2026. A região Sul concentra o maior percentual de área plantada, com 39,7%, seguida pela região Centro, com 21%. Na região Norte, o plantio está com apenas 18,7% da área estimada.   As operações de semeadura ficaram paralisadas durante grande parte da última semana, devido à alta umidade do solo.

Houve registros pontuais de precipitação acompanhada de ventos e granizo de leve intensidade em municípios como Ivinhema, Angélica, Caarapó e em pontos do Nordeste. Ocorreram apenas pequenos danos nas folhas das plântulas emergidas, sem necessidade de replantio nas áreas monitoradas.

De acordo com o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, foram observados rompimentos de curvas de nível, enxurradas e início de processos erosivos nas lavouras, principalmente em solos arenosos e mistos.

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“A presença do fenômeno El Niño aumenta a possibilidade de instabilidades climáticas em Mato Grosso do Sul. Dessa forma, deve-se ter cautela no planejamento das operações e tomada de decisão”.

Até o dia 31 de outubro são previstos acumulados de chuva entre 30 mm e 140 mm em Mato Grosso do Sul.

Ainda de acordo com dados do Projeto SIGA-MS, nas regiões Oeste, Sudoeste e Sul-Fronteira, tem-se observado a maior ocorrência de pragas iniciais, como caramujo, vaquinha e cascudinho-da-soja, gerando a necessidade de intervenção, além da ocorrência de mancha olho-de-rã na região Sudoeste do estado.

Mais informações sobre o cenário das lavouras de soja, além de informações sobre o clima e mercado de grãos podem ser obtidas clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Ataque de lesmas e caracóis pode comprometer plantas de soja – MAIS SOJA

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O monitoramento de lesmas e caracóis desde a semeadura é uma medida importante para o estabelecimento da lavoura de soja. Na safra 2026/2027, a equipe de campo da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja/MS) identificou a ocorrência desses organismos nas regiões Oeste, Sul e Norte do estado, reforçando a necessidade de atenção dos produtores durante o desenvolvimento inicial da cultura.

De acordo com o Informativo Técnico 07/2026, as principais espécies registradas em lavouras de grãos no estado são o caracol Drymaeus interpunctus e a lesma Sarasinula linguaeformis. Embora apresentem diferenças físicas, ambos podem causar danos às plantas, principalmente durante a germinação e a emergência da soja.

Segundo o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, essa fase exige atenção porque as plantas ainda estão em desenvolvimento e têm capacidade limitada de recuperação diante de danos intensos. “O ataque pode comprometer o estabelecimento da lavoura e reduzir a população de plantas por hectare”.

Umidade e palhada favorecem a ocorrência

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Lesmas e caracóis preferem ambientes úmidos e sombreados. A atividade desses organismos tende a aumentar após as chuvas, em períodos de umidade elevada e temperaturas amenas. Durante o dia, podem permanecer abrigados sob a palhada, em fendas no solo, sob torrões e entre restos culturais, saindo principalmente ao entardecer e durante a noite.

“A cobertura do solo, comum em sistemas de plantio direto, pode oferecer abrigo e proteção contra a radiação solar e predadores. Entretanto, a presença de palhada ou de condições favoráveis não significa, necessariamente, que haverá infestação. A ocorrência e a intensidade dos danos variam entre talhões e safras.Por isso, a avaliação deve considerar o histórico da área, as condições ambientais e os sinais encontrados nas plantas”.

Os principais danos ocorrem em folhas jovens, cotilédones e hastes. O consumo dos tecidos provoca lesões irregulares e pode resultar em raspagens, destruição parcial ou total das estruturas vegetais, tombamento e morte de plantas.

Quando a população das pragas é elevada, a perda de plantas pode comprometer o estande e, em situações severas, levar à necessidade de replantio.

Os efeitos também podem se estender para além do estabelecimento inicial. Populações elevadas de caracóis podem persistir durante o ciclo da cultura e causar problemas na colheita, incluindo o embuchamento das colheitadeiras, maior desgaste das máquinas e mau cheiro no ambiente.

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Como fazer o monitoramento na lavoura

A recomendação técnica é iniciar as avaliações desde a semeadura, com atenção especial às áreas que já apresentaram ocorrência de lesmas e caracóis em safras anteriores.

O produtor deve observar a cobertura do solo e afastar a palhada e os torrões para procurar os organismos, ovos e trilhas de muco. Nas plantas, é importante verificar cotilédones, folhas e hastes em busca de tecidos raspados ou consumidos.

As avaliações ao entardecer ou à noite podem facilitar a localização das pragas, devido ao aumento de sua atividade nesses períodos.

Outro ponto importante é que ainda não existe consenso na literatura científica sobre um nível de ação específico para lesmas e caracóis. Dessa forma, a decisão de controle deve considerar a intensidade dos danos, a população de plantas remanescente, o estádio de desenvolvimento da cultura e a persistência das condições favoráveis.

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Manejo integrado reúne diferentes estratégias

O controle dessas pragas é desafiador porque elas podem se alimentar por períodos prolongados, utilizar diferentes fontes de alimento e permanecer abrigadas sob a cobertura do solo. Por isso, o manejo integrado de pragas (MIP) é a abordagem recomendada.

A rotação de culturas pode contribuir para reduzir as populações. O informativo também destaca a conservação de inimigos naturais, como aves, mamíferos, anfíbios, répteis, bactérias e insetos predadores, como parte das estratégias de manejo.

Em situações de populações elevadas, o uso de iscas é um dos métodos adotados pelos produtores. Conforme o Informativo Técnico 07/2026, o fosfato férrico é apontado como ingrediente ativo registrado no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para o controle de lesmas e caracóis na agricultura. A escolha do produto deve observar o registro vigente e as orientações de uso constantes no rótulo e na bula.

As iscas devem ser distribuídas sobre o solo, próximas às plantas que precisam ser protegidas, sem incorporação. A aplicação no final da tarde favorece o contato com os organismos durante seu período de maior atividade. Em áreas com histórico de ocorrência, o informativo indica que a aplicação logo após a semeadura pode ajudar a proteger as plântulas durante a emergência.

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O consumo rápido das iscas pode indicar uma população elevada e a necessidade de reavaliação da área para verificar se há necessidade de reaplicação, sempre conforme as orientações do produto.

Atenção desde o início da safra

O acompanhamento frequente da lavoura é fundamental para identificar os primeiros sinais de ataque e orientar a tomada de decisão. A identificação correta das espécies, a avaliação dos danos e o monitoramento das condições da área ajudam o produtor a definir as medidas mais adequadas para cada situação.

A Aprosoja/MS reforça que o monitoramento contínuo permite identificar precocemente a ocorrência de lesmas e caracóis, reduzir o risco de perdas no estabelecimento da soja e contribuir para a formação adequada do estande na safra 2026/2027.



FONTE
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Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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