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25 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Produção da pecuária de MT deve movimentar R$ 42,1 bi em 2026

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Atividade tende a ampliar participação no agronegócio estadual e responder por 20,2% do Valor Bruto da Produção (VBP)

A produção pecuária de Mato Grosso deve movimentar R$ 42,1 bilhões em 2026, crescimento de 6,8% em relação a 2025, segundo estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Com o avanço, a atividade tende a ampliar sua participação dentro do agronegócio estadual e responder por cerca de 20,2% do Valor Bruto da Produção (VBP).

No total, o VBP da agropecuária de Mato Grosso está projetado em R$ 208,3 bilhões neste ano, com a pecuária ganhando relevância em um cenário de menor desempenho da agricultura.

Parte desse movimento já é observada no campo.

No primeiro trimestre de 2026, o Estado registrou o abate de 1,8 milhão de cabeças de bovinos.

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É o maior volume já contabilizado para o período, com alta de 6,7% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

O resultado reforça a capacidade produtiva de Mato Grosso e consolida o Estado como um dos principais polos da pecuária brasileira.

A produção é voltada tanto ao abastecimento interno quanto ao mercado internacional.

“A pecuária mostra sua força ao crescer mesmo em um cenário de retração econômica. Isso acontece porque o setor está mais eficiente, mais tecnificado e conectado às demandas do mercado, seja ele interno ou externo”, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

O desempenho positivo da atividade é sustentado, principalmente, pela valorização da arroba do boi gordo e pela demanda firme por animais terminados, tanto no mercado doméstico quanto nas exportações.

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Ao mesmo tempo, o setor já apresenta sinais de mudança no ciclo produtivo.

A retenção de fêmeas no campo, estratégia adotada pelos produtores, indica uma possível redução gradual da oferta de animais ao longo do ano, o que tende a dar sustentação aos preços.

“A retenção de fêmeas e a valorização da arroba indicam um ambiente favorável para os próximos meses. O produtor que estiver alinhado com eficiência e qualidade tende a aproveitar melhor esse momento de mercado”, destaca o diretor de Projetos do Imac.

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Agro Mato Grosso

Milho deixa de ser complemento de renda e se torna potência econômica em MT

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Neste Dia Nacional do Milho, a Aprosoja MT destaca como o grão virou protagonista em Sorriso

O milho, uma das principais culturas do agronegócio brasileiro, tem papel fundamental na economia de Mato Grosso e no abastecimento de diferentes cadeias produtivas do país. Mas nem sempre foi assim. A cultura do milho teve início no estado para complementar a renda dos produtores rurais e, com o passar do tempo, deixou de ser conhecida como “safrinha”, consolidando-se como segunda safra. Neste Dia Nacional do Milho, celebrado em 24 de maio, produtores rurais e representantes do setor destacam a relevância do grão, os desafios enfrentados no campo e a força do município de Sorriso, reconhecido como o maior produtor de milho do Brasil.

Sorriso, a 400 km de Cuiabá, passou de 1,1 milhão de toneladas, na safra 2009/10, para 3,8 milhões, na safra 2024/25, triplicando a produção do grão em apenas 15 anos, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, destacou que os produtores rurais começaram a cultivar milho como complemento de renda, para baratear o custo da soja, e também pelos resíduos de palhada utilizados na cobertura e preservação do solo.

“Antigamente, era comum soja de 130 dias e, com o uso da tecnologia, o ciclo encurtou, começou a sobrar mais tempo de chuva no estado. Então, na região da BR-163, começou-se a plantar milho como uma fonte extra, para consumo da propriedade, principalmente para adicionar palha e melhorar a qualidade do solo. Esse movimento começou a ser cada vez mais intenso, a ponto de que hoje a gente planta variedades, muitas vezes, de 90 dias de ciclo e produz o milho em uma safra cheia. Então, teve uma intensificação da tecnologia, onde o consumo interno dentro do estado, principalmente através da ração animal e das usinas de etanol, tornou-se mais viável e realmente uma fonte importante para o produtor mato-grossense”, explicou.

Essa história de produção mostra o quanto os produtores rurais da região persistiram e confiaram no mercado, aumentando a área de produção de 200 mil hectares, em 2008, para 440 mil hectares, em 2024. Bier conta que o Dia Nacional do Milho destaca o espaço que o grão alcançou ao longo dos anos, principalmente em momentos de crise, ajudando o produtor a fechar as contas no fim do mês. Além disso, ele também avaliou que o mercado do milho está em expansão devido ao crescimento dos setores de biocombustível e biomassa.

“O mercado de biocombustíveis hoje é uma realidade, não é uma promessa, e a gente vê ele em franca expansão. Hoje, temos muitas usinas de etanol de milho a serem construídas e consolidadas dentro do estado, mas os números já impressionam. Atualmente, 13,9 milhões de toneladas de milho são destinadas para a produção de etanol, o que gera 5,6 bilhões de litros de combustível. Para se ter uma ideia, só em imposto são R$ 833,6 milhões de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços]. Além do etanol de milho, a gente tem outros produtos: por ano, 2,2 bilhões de litros de biodiesel são produzidos dentro do estado, além de 2,7 milhões de toneladas de DDG [Dried Distillers Grains]”, afirmou.

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Os valores da produção do município são tão expressivos que representam 6,9% de toda a produção das 142 cidades de Mato Grosso. Sorriso colheu, na safra 2024/25, mais de 3,8 milhões de toneladas de milho, enquanto o estado, no total, produziu 55,4 milhões de toneladas do grão, segundo dados do Imea.

Para o delegado coordenador do núcleo de Sorriso, Rafael Krzyzanski, a força da produção do grão está diretamente ligada ao quanto os agricultores investiram nessa cultura. Krzyzanski afirma que o milho se tornou protagonista da economia local e está presente em diversos setores agropecuários. Rafael também comentou que, além da produção do grão, Sorriso ajuda a impulsionar a economia e é um motor na geração de empregos.

“Realmente, Sorriso tem hoje esse status de maior produtor de milho do país. Isso mostra também a dimensão do agronegócio brasileiro, porque Sorriso hoje é referência nacional em produtividade, tecnologia e manejo. Além disso, a gente sabe que Mato Grosso sozinho responde por cerca de 30% da produção nacional, e Sorriso está no centro dessa potência agrícola, dessa pujança toda. Isso significa, com certeza, mais arrecadação para o estado, mais geração de emprego, mais movimento em transportadoras, armazéns e comércio. Então, tem muito dinheiro circulando por conta disso”, destacou.

O sucesso de Sorriso está ligado ao protagonismo dos produtores rurais. Rafael destaca que o município é resultado da dedicação dos agricultores que persistiram e apostaram na região.

Assim como Rafael, a delegada do núcleo de Sorriso, Joana Triches, explicou como a cultura do milho exige dedicação dos produtores rurais e se tornou essencial para a economia do estado. Segundo ela, além da geração de renda, o milho também tem papel importante na criação de empregos e na sustentabilidade financeira das propriedades rurais.

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“Trabalhar com a cultura do milho aqui em Mato Grosso, especialmente na cidade de Sorriso, onde eu resido, é de grande responsabilidade e importância para o nosso estado, porque além de gerar renda, gera também emprego. É uma segunda cultura de bastante valia, que exige muita dedicação. Então, acaba sendo tão importante quanto a cultura da soja hoje no nosso estado, diante da representatividade que essa cultura tem”, destacou.

Joana também ressaltou que a evolução tecnológica transformou a produção do milho em Mato Grosso e fez com que a cultura deixasse de ocupar apenas pequenas áreas nas propriedades rurais. Atualmente, segundo ela, o milho já representa uma segunda safra consolidada no estado, exigindo planejamento, gestão e acompanhamento constante no campo.

“A produção do milho evoluiu bastante. Hoje, muita tecnologia é aplicada no campo, desde agricultura de precisão, mapeamentos e escolha de híbridos mais tecnológicos. Isso exige mais dos produtores, principalmente em planejamento e gestão. Mas é uma cultura que hoje ocupa praticamente 100% da área em muitas regiões e deixou de ser apenas uma pequena segunda safra”, afirmou.

Neste Dia Nacional do Milho, a data reforça a importância do grão para Mato Grosso, estado que lidera a produção nacional e transformou o milho em uma das principais forças do agronegócio. Entre tecnologia, geração de renda e crescimento econômico, a cultura segue impulsionando o desenvolvimento das propriedades rurais e dos municípios mato-grossenses.

Bruna Cardoso

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Agro Mato Grosso

Chave genética mantém micorriza ativa em solos fosfatados

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Estudo mostra como a redução da atividade do gene VIH2 pode manter a associação entre raízes e fungos e ampliar a absorção de nutrientes

Pesquisadores identificaram a enzima VIH2 como um regulador da micorriza arbuscular em Lotus japonicus. A redução da atividade desse gene ampliou a colonização das raízes por fungos micorrízicos e aumentou a absorção de fósforo e outros nutrientes, mesmo em condições nas quais o fosfato costuma inibir a simbiose.

A descoberta liga a percepção de fosfato pela planta ao controle da associação com fungos do solo. O estudo aponta os pirofosfatos de inositol como sinais reguladores dessa resposta. Essas moléculas de baixa abundância integram a resposta à deficiência de fosfato, a aquisição de nutrientes e a endossimbiose radicular.

Micorriza arbuscular

A micorriza arbuscular favorece a aquisição de fosfato, nitrogênio, enxofre, micronutrientes e água por meio da rede de hifas do fungo. Em troca, a planta fornece carbono ao simbionte. O custo da associação ajuda a explicar a redução da colonização em solos com níveis moderados ou altos de fosfato.

O grupo de pesquisadores usou Lotus japonicuscomo planta modelo. A inoculação ocorreu com Rhizophagus irregularis em vasos com areia lavada. As plantas receberam soluções com 25, 250, 750, 1.500 ou 2.500 micromoles de fosfato. Após quatro semanas e meia, os autores avaliaram a colonização radicular, a expressão de genes marcadores e os teores de nutrientes na parte aérea.

As linhagens mutantes vih2 apresentaram maior colonização total das raízes, maior abundância de arbúsculos e maior formação de vesículas em ampla faixa de fosfato externo, de 25 a 1.500 micromoles. A expressão do gene marcador PT4 acompanhou esse aumento. Os arbúsculos mantiveram morfologia comparável à observada nas plantas selvagens.

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O efeito também apareceu na nutrição mineral. Em plantas colonizadas por micorriza, os mutantes vih2 acumularam mais fósforo na parte aérea. O estudo também registrou aumentos em nitrogênio, potássio, magnésio e cobre, conforme o nutriente e a condição de cultivo.

Estabilidade dos arbúsculos

Os cientistas também avaliaram a estabilidade dos arbúsculos. A linhagem vih2-1 apresentou 452 arbúsculos por sistema radicular, contra 283 nas plantas selvagens. A proporção de arbúsculos em degradação caiu nos mutantes. O resultado indica manutenção da colonização, sem degeneração precoce das estruturas fúngicas.

Em solo superficial coletado em campo, com disponibilidade moderada de nitrogênio, fósforo e potássio, as plantas vih2 também receberam maior colonização por fungos micorrízicos naturais. Não houve defeitos visíveis de crescimento. A massa fresca da parte aérea permaneceu comparável à das plantas selvagens. Nessas condições, os mutantes acumularam mais fosfato, nitrogênio, magnésio, enxofre, molibdênio e cálcio.

Experimentos de enxertia indicaram controle local e sistêmico da micorrização por VIH2. A colonização aumentou quando brotos vih2 foram enxertados sobre raízes selvagens. O aumento também ocorreu quando brotos selvagens foram enxertados sobre raízes vih2. A resposta apareceu sob baixa e alta disponibilidade de fosfato.

A enzima VIH2 atua como uma quinase ligada à síntese de InsP8. Esse composto funciona como sinal do estado de fosfato em plantas. Nos mutantes vih2, a menor síntese de InsP8 ativou respostas típicas de deficiência de fosfato e favoreceu a micorrização.

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Os cientistas apontam potencial uso em melhoramento de plantas com maior eficiência no uso de nutrientes. A estratégia ainda exige validação em culturas agrícolas e em condições agronômicas.

Outras informações em doi.org/10.1126/sciadv.aec5607

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Empreiteiro matinha trabalhadores em situação análoga à escravidão em MT

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Um homem de 39 anos, que se apresentava como empreiteiro, foi preso em Alta Floresta (803 km de Cuiabá) acusado de manter dois trabalhadores gaúchos em regime de trabalho análogo à escravidão em uma fazenda, às margens da rodovia estadual MT208. As vítimas eram agredidas e não recebiam os salários combinados.

Conforme o registro da ocorrência, registrado na última sexta-feira (22), a Polícia Militar foi acionada por uma das vítimas, que informou ter sido agredido pelo empregador. No local, as vítimas, dois homens com 19 e 33 anos, contaram que vieram do Rio Grande do Sul para Mato Grosso junto com o acusado para trabalhar.

Alojados em casa que pertence ao empreiteiro, eles contaram que o empregador vinha reclamando do seu rendimento no serviço e ameaçou os trabalhadores dizendo que os deixaria sem dinheiro para voltar ao seu estado de origem.

O combinado entre eles era que as duas vítimas ficariam em Mato Grosso por três meses mediante o pagamento de um valor combinado entre os três. Contudo, o acusado só pagava metade desse salário com a promessa de que a diferença seria paga após os três meses.

Na data da denúncia, o empreiteiro acusou as vítimas de terem furtado uma caixa de som da sua residência. Um dos trabalhadores negou ter cometido o crime e foi agredido com tapas e chutes.

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O acusado não estava na fazenda, mas foi encontrado em uma estrada próxima e recebeu voz de prisão e foi encaminhado para unidade policial para as providências cabíveis.

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