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9 de julho de 2026

Agro Mato Grosso

Produção da pecuária de MT deve movimentar R$ 42,1 bi em 2026

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Atividade tende a ampliar participação no agronegócio estadual e responder por 20,2% do Valor Bruto da Produção (VBP)

A produção pecuária de Mato Grosso deve movimentar R$ 42,1 bilhões em 2026, crescimento de 6,8% em relação a 2025, segundo estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Com o avanço, a atividade tende a ampliar sua participação dentro do agronegócio estadual e responder por cerca de 20,2% do Valor Bruto da Produção (VBP).

No total, o VBP da agropecuária de Mato Grosso está projetado em R$ 208,3 bilhões neste ano, com a pecuária ganhando relevância em um cenário de menor desempenho da agricultura.

Parte desse movimento já é observada no campo.

No primeiro trimestre de 2026, o Estado registrou o abate de 1,8 milhão de cabeças de bovinos.

É o maior volume já contabilizado para o período, com alta de 6,7% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

O resultado reforça a capacidade produtiva de Mato Grosso e consolida o Estado como um dos principais polos da pecuária brasileira.

A produção é voltada tanto ao abastecimento interno quanto ao mercado internacional.

“A pecuária mostra sua força ao crescer mesmo em um cenário de retração econômica. Isso acontece porque o setor está mais eficiente, mais tecnificado e conectado às demandas do mercado, seja ele interno ou externo”, avalia o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade.

O desempenho positivo da atividade é sustentado, principalmente, pela valorização da arroba do boi gordo e pela demanda firme por animais terminados, tanto no mercado doméstico quanto nas exportações.

Ao mesmo tempo, o setor já apresenta sinais de mudança no ciclo produtivo.

A retenção de fêmeas no campo, estratégia adotada pelos produtores, indica uma possível redução gradual da oferta de animais ao longo do ano, o que tende a dar sustentação aos preços.

“A retenção de fêmeas e a valorização da arroba indicam um ambiente favorável para os próximos meses. O produtor que estiver alinhado com eficiência e qualidade tende a aproveitar melhor esse momento de mercado”, destaca o diretor de Projetos do Imac.

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Agro Mato Grosso

Fendt celebra a produção de 50.000 unidades do trator 900 Vario com edição especial limitada

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A edição especial em comemoração às 50 mil unidades produzidas, apresenta a pintura no estilo da Fendt Design Line de 2005 e, assim como naquela época, inclui o pacote cromado.

A história da transmissão Vario e da série Fendt 900 estão interligadas. Em 1996, a Fendt, inovadora fabricante alemã de maquinário agrícola de alta tecnologia, apresentou a transmissão continuamente variável Vario no Fendt Favorit 926 Vario, lançando as bases para o sucesso tanto da série quanto da transmissão Vario.
Desde então, a série tem servido repetidamente como plataforma para a introdução de novas tecnologias, como o terminal Vario, o sistema de controle de pressão dos pneus VarioGrip e o ABS projetado especificamente para tratores. No teste DLG PowerMix, o Fendt 900 Vario alcançou as melhores pontuações em diversas ocasiões, impulsionando o crescimento da marca Fendt em diversos países. Seu design compacto e alto desempenho impressionaram produtores em todo o mundo. O design da série foi premiado em 2005, entre outros, com o Red Dot Design Award.

Para comemorar o aniversário, a Fendt está lançando uma edição especial limitada que homenageia a história da série. O modelo apresenta a pintura no estilo da Fendt Design Line de 2005 e, assim como naquela época, inclui o pacote cromado. Além disso, está disponível nas cores Preto, Azul Aço, Verde Abeto, Preto Vermelho e Verde Natureza, e apresenta as seguintes especificações: soleira da porta gravada, tapete bordado com logotipo de aniversário, emblema no capô com o logotipo de aniversário, banco SuperComfort em couro Titanium com encosto de cabeça bordado com o logotipo de aniversário. Esta edição especial é limitada a 300 unidades.

O modelo especial de edição limitada estará em exposição em diversas feiras e eventos nos próximos meses. Entre outros locais, a Fendt o apresentará na feira de máquinas agrícolas EIMA, em Bolonha, Itália, de 11 a 14 de novembro.
Sobre a Fendt

Fendt é a marca líder em alta tecnologia no Grupo AGCO para clientes com as mais altas exigências de qualidade de máquinas e serviços. Os tratores e colheitadeiras Fendt operam globalmente em fazendas profissionais, bem como em aplicações não agrícolas. Os clientes se beneficiam da tecnologia inovadora para aumentar o desempenho, a eficiência e a economia. O uso de tecnologias Fendt economizam recursos e ajudam os agricultores e empreiteiros a trabalharem de forma sustentável em todo o mundo. Em suas instalações alemãs em Marktoberdorf, Asbach-Bäumenheim, Hohenmölsen, Feucht, Waldstetten e Wolfenbüttel, a Fendt emprega mais de 6.600 pessoas em pesquisa e desenvolvimento, vendas e marketing, bem como em produção, serviço e administração.

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Sobre a AGCO

A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão. Guiada por uma estratégia que prioriza o agricultor, a AGCO entrega valor por meio de suas marcas líderes e diferenciadas, como Fendt™, Massey Ferguson™, PTx™ e Valtra™. Seus equipamentos de alto desempenho e soluções inteligentes para o campo — incluindo tecnologias de retrofit independentes de marca e ofertas autônomas — capacitam os produtores a aumentar a produtividade, enquanto alimentam o mundo de forma sustentável. Para mais informações, visite www.agcocorp.com.

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Setor produtivo leva ao Vice-presidente da República proposta de medida para o crédito rural

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Entidades defendem fundo garantidor capaz de destravar o Plano Safra, reduzir a pressão sobre as garantias dos produtores e criar proteção permanente para períodos de adversidade

Representantes do setor produtivo apresentaram, nesta quarta-feira (8), ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, uma proposta técnica para a estruturação de um Fundo Garantidor de Risco de Crédito do Agro. A medida busca assegurar que os recursos anunciados para o Plano Safra 2026/27 se convertam, efetivamente, em financiamento disponível para o produtor rural.

 

A iniciativa resulta de uma articulação técnica e institucional que reúne entidades representativas do setor produtivo de Mato Grosso e de âmbito nacional: os produtores de soja e milho, por meio da Aprosoja MT e da Aprosoja Brasil; os produtores de algodão, representados pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa); o sistema sindical rural, representado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato); e representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Participaram das agendas Fabrício Rosa, Diretor Executivo da Aprosoja Brasil, também representando a Aprosoja MT; Vilmondes Tomain, Presidente da Famato; Dr. Rodrigo Bressane, Assessor Jurídico da Famato; Decio Tocantins, Diretor Executivo da Ampa; Carlos Ernesto Augustin, Conselheiro da Ampa; Marcio Portocarrero, Diretor Executivo da Abrapa; Guilherme Rios, assessor técnico da CNA, além de outros representantes de entidades e autoridades que ajudaram a reforçar o pleito.

 

Além da reunião com o vice-presidente, a proposta foi tratada em agendas com o Ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula e com a Secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire.

O setor agropecuário enfrenta uma combinação de compressão de margens, juros elevados, perdas de renda, eventos climáticos, conflitos geopolíticos, maior seletividade bancária e crescente comprometimento das garantias patrimoniais. Mesmo produtores economicamente viáveis e em plena atividade encontram dificuldades para acessar novos recursos. Em muitos casos, o patrimônio já está vinculado a operações anteriores, enquanto as instituições financeiras passaram a exigir garantias adicionais e critérios mais rigorosos de fluxo de caixa e classificação de risco.

 

As entidades destacam que a renegociação e o alongamento das dívidas constituem uma agenda distinta, atualmente em discussão pelo Poder Executivo e pelo Congresso Nacional, por meio da proposta de Medida Provisória e do Projeto de Lei nº 5.122/2023. A proposta apresentada nesta quarta-feira possui um objetivo distinto: assegurar crédito novo para o custeio da próxima safra e, ao mesmo tempo, pavimentar o caminho para a construção de um instrumento permanente e verdadeiramente transformador.

 

“Embora a autorização para a participação do Tesouro em fundos garantidores esteja prevista tanto no PL 5.122 quanto na proposta de Medida Provisória discutida pelo Governo, entendemos que, sem articulação política e institucional, aporte público inicial e regulamentação célere e objetiva, um instrumento altamente promissor como esse pode simplesmente não sair do papel. É justamente para evitar que isso aconteça que as entidades do setor produtivo estão unindo esforços”, destacou Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja Brasil e da Aprosoja MT.

 

Plano Safra pode ser frustrado pela exaustão das garantias

 

Embora o Governo Federal tenha anunciado recursos para custeio e investimento, a disponibilidade nominal de funding não assegura, por si só, que o financiamento chegará ao produtor. A exaustão das garantias pode provocar uma frustração sem precedentes na execução do Plano Safra. Sem acesso ao crédito, produtores poderão reduzir a área plantada, adiar investimentos ou diminuir a utilização de fertilizantes, defensivos, sementes e tecnologias.

 

Esse cenário compromete a produtividade, agrava a crise econômica no campo e pode produzir reflexos sobre a oferta e o preço dos alimentos no mercado. “Não basta anunciar recursos se o crédito não consegue chegar ao produtor. Hoje, parte relevante do problema está na percepção de risco e na exaustão das garantias. O fundo garantidor atua exatamente nesse ponto, sem eliminar a análise bancária e sem transferir integralmente o risco ao Poder Público”, destacou Lucas Costa Beber.

 

Proposta em duas etapas

 

A proposta prevê implementação em duas etapas. Como medida imediata, as entidades defendem a criação de uma carteira ou patrimônio segregado no âmbito do FGI-PEAC, administrado pelo BNDES, com aporte inicial de R$ 8 bilhões pelo Tesouro Nacional.

 

A expectativa é que esse patrimônio permita alavancar até R$ 80 bilhões em novas operações de custeio rural. O produtor contribuirá com 1% do valor de cada operação garantida. O crédito terá como referência o custo médio de custeio por hectare da cultura efetivamente explorada, limitado a R$ 25 milhões por tomador. As operações garantidas pelo fundo terão prazo de até oito anos, com dois anos de carência.

 

O fundo poderá cobrir parcialmente o risco das operações, preservando a análise de crédito, a capacidade de pagamento e a retenção de parcela relevante do risco pelas instituições financeiras. A cobertura deverá produzir redução proporcional das garantias adicionais exigidas do produtor. O mecanismo será destinado exclusivamente a crédito novo para implantação, condução e colheita da safra. Não será utilizado para garantir dívidas antigas, operações inadimplentes ou renegociações já deterioradas.

 

A segunda etapa prevê, a partir de 2027, a criação de um fundo garantidor permanente, com participação da União, dos estados e dos municípios.

 

Solução estruturante

 

Especialistas consultados pelas entidades avaliam que os fundos garantidores representam uma evolução necessária para a política agrícola brasileira. Em vez de concentrar esforços apenas na oferta de recursos e na equalização de juros, o Plano Safra poderá avançar progressivamente para uma política mais robusta de gestão e compartilhamento de riscos.

 

Fundos garantidores são instrumentos já testados. Quando adequadamente estruturados, combinam cobertura parcial por operação, limite de perdas por carteira, contribuição dos beneficiários, remuneração do patrimônio e recuperação dos créditos honrados.

 

Esse desenho assegura maior longevidade e eficiência ao mecanismo. Ao longo do tempo, o fundo funciona como um colchão financeiro capaz de absorver períodos de adversidade sem exigir, a cada crise, novas e severas pressões sobre o orçamento público.

 

A participação de estados e municípios no fundo permanente também permitirá construir uma política federativa, inspirada na lógica de responsabilidade compartilhada do Garantia-Safra, com maior capacidade de atendimento às realidades produtivas regionais. O fundo garantidor apresenta ainda um importante efeito multiplicador: o aporte público não substitui o crédito concedido pelo sistema financeiro, mas serve de base para mobilizar volume muito superior de financiamento.

 

Para as entidades, esse é o momento de construir soluções que não apenas respondam à crise atual, mas reduzam, ano após ano, a necessidade de medidas emergenciais, renegociações extraordinárias e novos desembolsos públicos.

 

A estruturação de uma política permanente de garantias poderá representar um legado para o financiamento agropecuário, ao preservar o acesso ao crédito, fortalecer a gestão de riscos e assegurar condições para que produtores economicamente viáveis continuem plantando, produzindo e abastecendo o país.

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Colheita do algodão começa em MT com alta produtividade

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Os produtores de algodão de Mato Grosso começam a movimentar as máquinas no campo com boas expectativas para a safra. Segundo boletim da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), entre 28 de junho e 3 de julho, a colheita avançou de forma gradual, alcançando cerca de 3% da área plantada. Em várias regiões, a expectativa de produtividade varia entre 280 e 330 arrobas por hectare, patamar considerado bastante positivo pelo setor.

O início dos trabalhos exigiu paciência devido às chuvas recentes. De acordo com o relatório, a umidade provocou danos pontuais em algumas propriedades, derrubando parte das maçãs de algodão e causando o apodrecimento de algumas cápsulas da planta. Por outro lado, as precipitações contribuíram para aumentar o peso do algodão que completou seu desenvolvimento mais tardiamente, ajudando a equilibrar os resultados.

A tendência é de aceleração do ritmo da colheita, impulsionada pela volta do tempo firme e pelas usinas já preparadas para processar a fibra. Paralelamente, o combate ao bicudo-do-algodoeiro, identificado em áreas próximas a matas nativas, continua. O monitoramento e o controle da mosca-branca e de lagartas também seguem intensificados.

Mesmo com os contratempos provocados pelo clima recente e a necessidade de um controle rigoroso de pragas na reta final da safra, a avaliação do setor é positiva. Com a previsão de condições climáticas favoráveis, o cenário em Mato Grosso permanece promissor para uma boa colheita, à medida que os trabalhos avançam em todo o estado.

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