Agro Mato Grosso
Milho deixa de ser complemento de renda e se torna potência econômica em MT

Neste Dia Nacional do Milho, a Aprosoja MT destaca como o grão virou protagonista em Sorriso
Sorriso, a 400 km de Cuiabá, passou de 1,1 milhão de toneladas, na safra 2009/10, para 3,8 milhões, na safra 2024/25, triplicando a produção do grão em apenas 15 anos, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, destacou que os produtores rurais começaram a cultivar milho como complemento de renda, para baratear o custo da soja, e também pelos resíduos de palhada utilizados na cobertura e preservação do solo.
“Antigamente, era comum soja de 130 dias e, com o uso da tecnologia, o ciclo encurtou, começou a sobrar mais tempo de chuva no estado. Então, na região da BR-163, começou-se a plantar milho como uma fonte extra, para consumo da propriedade, principalmente para adicionar palha e melhorar a qualidade do solo. Esse movimento começou a ser cada vez mais intenso, a ponto de que hoje a gente planta variedades, muitas vezes, de 90 dias de ciclo e produz o milho em uma safra cheia. Então, teve uma intensificação da tecnologia, onde o consumo interno dentro do estado, principalmente através da ração animal e das usinas de etanol, tornou-se mais viável e realmente uma fonte importante para o produtor mato-grossense”, explicou.
Essa história de produção mostra o quanto os produtores rurais da região persistiram e confiaram no mercado, aumentando a área de produção de 200 mil hectares, em 2008, para 440 mil hectares, em 2024. Bier conta que o Dia Nacional do Milho destaca o espaço que o grão alcançou ao longo dos anos, principalmente em momentos de crise, ajudando o produtor a fechar as contas no fim do mês. Além disso, ele também avaliou que o mercado do milho está em expansão devido ao crescimento dos setores de biocombustível e biomassa.
“O mercado de biocombustíveis hoje é uma realidade, não é uma promessa, e a gente vê ele em franca expansão. Hoje, temos muitas usinas de etanol de milho a serem construídas e consolidadas dentro do estado, mas os números já impressionam. Atualmente, 13,9 milhões de toneladas de milho são destinadas para a produção de etanol, o que gera 5,6 bilhões de litros de combustível. Para se ter uma ideia, só em imposto são R$ 833,6 milhões de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços]. Além do etanol de milho, a gente tem outros produtos: por ano, 2,2 bilhões de litros de biodiesel são produzidos dentro do estado, além de 2,7 milhões de toneladas de DDG [Dried Distillers Grains]”, afirmou.
Os valores da produção do município são tão expressivos que representam 6,9% de toda a produção das 142 cidades de Mato Grosso. Sorriso colheu, na safra 2024/25, mais de 3,8 milhões de toneladas de milho, enquanto o estado, no total, produziu 55,4 milhões de toneladas do grão, segundo dados do Imea.
Para o delegado coordenador do núcleo de Sorriso, Rafael Krzyzanski, a força da produção do grão está diretamente ligada ao quanto os agricultores investiram nessa cultura. Krzyzanski afirma que o milho se tornou protagonista da economia local e está presente em diversos setores agropecuários. Rafael também comentou que, além da produção do grão, Sorriso ajuda a impulsionar a economia e é um motor na geração de empregos.
“Realmente, Sorriso tem hoje esse status de maior produtor de milho do país. Isso mostra também a dimensão do agronegócio brasileiro, porque Sorriso hoje é referência nacional em produtividade, tecnologia e manejo. Além disso, a gente sabe que Mato Grosso sozinho responde por cerca de 30% da produção nacional, e Sorriso está no centro dessa potência agrícola, dessa pujança toda. Isso significa, com certeza, mais arrecadação para o estado, mais geração de emprego, mais movimento em transportadoras, armazéns e comércio. Então, tem muito dinheiro circulando por conta disso”, destacou.
O sucesso de Sorriso está ligado ao protagonismo dos produtores rurais. Rafael destaca que o município é resultado da dedicação dos agricultores que persistiram e apostaram na região.
Assim como Rafael, a delegada do núcleo de Sorriso, Joana Triches, explicou como a cultura do milho exige dedicação dos produtores rurais e se tornou essencial para a economia do estado. Segundo ela, além da geração de renda, o milho também tem papel importante na criação de empregos e na sustentabilidade financeira das propriedades rurais.
“Trabalhar com a cultura do milho aqui em Mato Grosso, especialmente na cidade de Sorriso, onde eu resido, é de grande responsabilidade e importância para o nosso estado, porque além de gerar renda, gera também emprego. É uma segunda cultura de bastante valia, que exige muita dedicação. Então, acaba sendo tão importante quanto a cultura da soja hoje no nosso estado, diante da representatividade que essa cultura tem”, destacou.
Joana também ressaltou que a evolução tecnológica transformou a produção do milho em Mato Grosso e fez com que a cultura deixasse de ocupar apenas pequenas áreas nas propriedades rurais. Atualmente, segundo ela, o milho já representa uma segunda safra consolidada no estado, exigindo planejamento, gestão e acompanhamento constante no campo.
“A produção do milho evoluiu bastante. Hoje, muita tecnologia é aplicada no campo, desde agricultura de precisão, mapeamentos e escolha de híbridos mais tecnológicos. Isso exige mais dos produtores, principalmente em planejamento e gestão. Mas é uma cultura que hoje ocupa praticamente 100% da área em muitas regiões e deixou de ser apenas uma pequena segunda safra”, afirmou.
Neste Dia Nacional do Milho, a data reforça a importância do grão para Mato Grosso, estado que lidera a produção nacional e transformou o milho em uma das principais forças do agronegócio. Entre tecnologia, geração de renda e crescimento econômico, a cultura segue impulsionando o desenvolvimento das propriedades rurais e dos municípios mato-grossenses.
Bruna Cardoso
Agro Mato Grosso
VÍDEO: avião agrícola cai em creche com mais de 150 crianças em MT

Acidente ocorreu em Campo Verde, no início da tarde desta sexta-feira (23). Nenhum aluno ou funcionário ficou ferido, e o piloto foi levado ao hospital.
Um avião agrícola caiu e atingiu parte do prédio da Creche Coralina, em Campo Verde, a 139 km de Cuiabá, nesta sexta-feira (23). Localizada no Jardim América, a creche atende cerca de 180 crianças de 1 a 5 anos e conta com 40 profissionais entre professores e equipes de apoio.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação, informou que nenhum aluno se feriu. Ainda segundo a Secretaria, o avião, usado para pulverização das lavouras, não transportava nenhum defensivo no momento da queda.
Um vídeo das câmeras de segurança mostram o momento em que o avião atinge o prédio. Após a queda, é possível ouvir o estrondo do impacto, além da fumaça (veja vídeo acima).
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Conforme informou a Secretaria de Educação, ao cair o avião atingiu parte do prédio que não é utilizada pelos alunos. — Foto: Reprodução
No local, os militares encontraram o piloto, de 28 anos, consciente e sentado, fora da área de impacto. Durante a avaliação inicial, a equipe identificou um ferimento na lateral esquerda da cabeça, inchaço na região e dor, além de uma deformidade no tórax. Após receber os primeiros socorros e ser imobilizado pelas equipes de resgate, o piloto foi encaminhado ao Hospital Municipal Coração de Jesus para atendimento médico especializado.
Ainda segundo os bombeiros, houve derramamento de combustível no local. A área foi isolada, e as equipes realizaram medidas preventivas para reduzir os riscos de incêndio, considerando a possibilidade de novos incidentes.
O prédio da creche foi evacuado e o local do acidente isolado até a chegada da polícia. As circunstâncias do acidente serão investigadas pelas autoridades responsáveis.
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Avião agrícola cai e atinge prédio de creche com mais de 150 crianças. — Foto: Angélica Neri
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Agro Mato Grosso
VÍDEO: avião é incendiado após perseguição e tentativa de interceptação pela FAB em MT

Queda ocorreu há cerca de 80 km da área urbana da cidade, na Fazenda Monte Azul.
Um avião de pequeno foi incendiado na zona rural de Juara, a 650 km de Cuiabá, após uma tentativa de interceptação pela Força Aérea Brasileira (FAB), nesta sexta-feira (23). A queda da aeronave ocorreu a cerca de 80 km da área urbana da cidade, na região Fazenda Monte Azul.
Um vídeo gravado por testemunhas mostra o momento em que uma aeronave da FAB desce na região e o avião de pequeno porte, já no chão, é incendiado (assista abaixo).
Segundo o Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), as equipes estavam acompanhando uma ocorrência de forma integrada com a FAB, a Polícia Federal e Polícia Militar, por suspeita de tráfico de drogas aéreo.
Durante a ação, houve a tentativa de interceptação da aeronave suspeita pela FAB. No entanto, segundo o Gefron, o avião desceu em uma pista clandestina e os ocupantes atearam fogo.
Nenhum suspeito foi localizado pelas equipes. Também não foram localizadas vítimas no local. O caso é investigado.
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Avião de pequeno porte caiu e pegou fogo na zona rural de Juara (MT) — Foto: Reprodução
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Agro Mato Grosso
STF autoriza concessão de rodovias estaduais de MT após disputa judicial

Lote prevê manutenção em 237 quilômetros de rodovias da Rota do Arinos, que abrange cinco municípios.
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o andamento da concessão de rodovias estaduais de Mato Grosso que integram o Lote 1 do Programa de Concessões Rodoviárias do estado. A decisão dada pelo ministro André Mendonça na quarta-feira (21) atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
O lote prevê manutenção em 237 quilômetros de rodovias da Rota do Arinos, que abrange cinco municípios. O investimento privado estimado é de R$ 2,6 bilhões ao longo de 30 anos.
Segundo o governo do estado, a disputa judicial começou após o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) suspender a contratação da concessão. Na sequência, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) entendeu que o governo estadual havia adotado as medidas necessárias e derrubou a decisão do órgão de controle.
O TCE-MT recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que concedeu uma liminar para suspender novamente a formalização do contrato. Diante disso, a PGE recorreu ao STF, sob o argumento de que houve invasão de competência.
O lote inclui trechos de quatro rodovias estaduais: MT-160, MT-220, MT-242 e MT-338. As obras abrangem os municípios de Juara, Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos, Itanhangá e Tapurah.
Assinatura para concessões
Em setembro do ano passado o governo assinou três lotes para a concessões de 964,5 quilômetros de rodovias estaduais, incluindo o trecho acima, e o Lote 2 – Rota da Produção, que corresponde a 418,5 km das MTs 160/235/249/480 e o Lote 5- Rodovia da Integração, que corresponde a 308,3 km das MTs 020/326.
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