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30 de junho de 2026

Business

SLC registra aumento de quase 5% na produtividade, mas tem queda no faturamento

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Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

A SLC Agrícola aumentou a área de produção da safra 2025/26 em 12,8% ante o ciclo anterior, alcançando 830,3 mil hectares, anunciou a empresa ao lançar seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2026.

A soja permanece como a principal cultura da companhia, respondendo por 51,1% da área total, com 424,6 mil hectares, e produtividade estimada em 4.146 kg por hectare (69 sacas/ha), 4,7% acima do registrado na última temporada.

Contudo, a SLC registrou seis fazendas com produtividade acima de 4.800 kg por hectare (80 sacas/ha).

Em relação ao balanço dos três primeiros meses do ano, houve queda de 2,7% no faturamento ante ao mesmo período de 2025, com receita líquida de R$ 2,3 bilhões. De acordo com a empresa, o decréscimo se deve ao menor volume faturado de algodão em pluma, soja e caroço de algodão no trimestre.

“Neste trimestre, o faturamento da soja foi impactado pelo mix de fazendas, cuja produtividade foi abaixo da média geral da companhia”, salienta a SLC.

A empresa ainda salienta que o desempenho observado no faturamento da soja no primeiro trimestre reflete um evento pontual, não representativo do desempenho anual, com expectativa de normalização ao longo dos próximos períodos, à medida que a melhor produtividade das demais regiões seja incorporada aos resultados.

Assim, o lucro líquido no primeiro trimestre foi de R$ 236,1 milhões, refletindo a redução do lucro bruto, além do aumento das despesas.

O EBITDA ajustado no primeiro trimestre foi de R$ 695,2 milhões, com margem de 30,7%, refletindo queda de 26,3% na comparação anual. “Esse desempenho foi impactado principalmente pela redução no resultado bruto das culturas, especialmente da soja, além do aumento das despesas administrativas e comerciais”, justifica a SLC.

A empresa avalia que a compressão de margem tende a ser revertida, com o faturamento de volumes de fazendas com maior produtividade nos próximos trimestres. A geração de caixa livre apresentou melhora de 4,6%, ainda que negativa, refletindo a sazonalidade do período e a maior necessidade de capital de giro para pagamentos de insumos da safra.

Irrigação e insumos

Durante o primeiro trimestre de 2026, a SLC Agrícola deu início à segunda fase das obras de irrigação na Fazenda Piratini, localizada em Jaborandi, na Bahia, com escavações para os reservatórios e canais de irrigação.

Atualmente, a companhia conta com 19 mil hectares irrigados, com previsão de alcançar 53 mil hectares nos próximos anos, ampliando a previsibilidade produtiva, rentabilidade e a valorização das terras.

Por fim, a empresa ressalta que já realizou a compra de 100% dos fosfatados e 85% do cloreto de potássio, com 4,3% de aumento em dólar, tendo como base o planejamento agrícola da safra 2026/27. Os defensivos também já foram adquiridos, com 74,3% do volume necessário, e com queda de 6,3% em dólar.

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Agro Mato Grosso

Abandono escolar entre alunos da educação especial cresce 185% em MT, diz TCE

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Relatório do USDA deve indicar mais soja e menos milho nos EUA

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O relatório de área plantada do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), conhecido como Acreage e previsto para esta terça-feira, deve confirmar leve aumento da área de soja e pequena redução da área de milho no país, na avaliação da Hedgepoint Global Markets. A leitura da consultoria é de um efeito moderado sobre o mercado, com viés levemente baixista para a oleaginosa e altista para o cereal, caso os dados venham em linha com o esperado.

Segundo análise divulgada nesta segunda-feira pelo coordenador de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, Luiz Fernando Roque, o consenso de mercado aponta área plantada de soja em 85,4 milhões de acres, ou 34,5 milhões de hectares. O volume representa alta de 0,8% frente aos 84,7 milhões de acres, ou 34,3 milhões de hectares, informados em março.

Para o milho, a projeção é de 95,0 milhões de acres, equivalentes a 38,4 milhões de hectares, ante 95,3 milhões de acres, ou 38,6 milhões de hectares, na intenção de plantio divulgada anteriormente. A estimativa indica recuo de 0,4%. No trigo, a expectativa é de estabilidade, em 43,9 milhões de acres, ou 17,7 milhões de hectares.

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Roque afirmou que, se esse ajuste se confirmar, o relatório terá tom levemente baixista para a soja e levemente altista para o milho. A Hedgepoint ressalta que mudanças mais expressivas entre os relatórios de março e junho costumam ocorrer em temporadas com atraso no plantio, o que não ocorreu neste ciclo. Entre abril e maio, os trabalhos avançaram sem grandes interrupções climáticas e em ambiente de campo considerado favorável.

Ainda assim, a consultoria avalia que o cenário regular da temporada não elimina a chance de surpresas. Na leitura de Roque, o produtor norte-americano mantém mais dúvidas em relação à soja, diante das incertezas do lado da demanda, especialmente ligadas à China e à guerra comercial. Nesse contexto, resultados diferentes do consenso, como aumento da área de milho e redução da soja, ou até manutenção das áreas, seguem no radar do mercado.

No cenário central da Hedgepoint, o Acreage tende a ser levemente baixista para a soja, levemente altista para o milho e neutro para o trigo. Se os números divergirem das projeções, a consultoria avalia que a reação em Chicago pode ganhar intensidade.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Preços do milho serão determinados por clima, etanol e outros 5 elementos

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Imagem gerada por IA com base em foto de arquivo do Canal Rural

O milho spot em Chicago encerrou a semana passada com queda de 1,20%, enquanto no Brasil, o contrato da B3 seguiu em direção contrária, fechando a R$ 64,29 por saca, alta de 0,59% no período.

A plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, sinaliza o que esperar do mercado no curto-prazo. Confira:

  • Pressão de colheita continua: as cotações da B3 e do mercado físico serão estritamente ditadas pelo avanço da colheita do milho safrinha, que deve atingir o seu pico operacional entre a segunda quinzena de junho e meados de julho. Em Mato Grosso, a retirada dos grãos do campo já ultrapassou a expressiva marca de 35,5% da área semeada, apresentando um ritmo bastante acelerado. “Com o clima previsto para continuar favorecendo o trânsito das colheitadeiras, essa inundação de oferta física forçará os preços spot para baixo, tendo a demanda interna como principal piso limitador dessa desvalorização”, destaca.
  • Relatórios USDA: internacionalmente, todos os holofotes estão virados para a divulgação do relatório de Área Plantada e Estoques do USDA na terça-feira (30). O mercado estima que a área americana do milho fique menor. Qualquer surpresa, com números de área inferiores ao projetado, pode gerar um efeito estilingue de cobertura de posições vendidas em Chicago, aponta o documento.
  • Lavouras nos EUA: o monitoramento do Crop Progress norte-americano será crítico, avalia o Grainsights. As mesas de operação especulativas acompanham avidamente as porcentagens de lavouras em condição “Boa e Excelente”. “Como julho marca o período crítico de polinização do milho nos EUA, eventuais bolsões de calor severo nas Grandes Planícies seriam o único gatilho capaz de injetar prêmios de risco consistentes na bolsa”, pontua.
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  • Riscos de geadas: no Brasil, os riscos de “mercado de clima” se restringem ao avanço de frentes polares. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para madrugadas com risco de geadas ao longo do sul do Paraná, Santa Catarina e áreas serranas do Rio Grande do Sul. Assim, lavouras de safrinha semeadas tardiamente nesses estados estão sob alerta máximo para queima por gelo.
  • Exportações em alerta: o escoamento via exportação precisará reagir para aliviar o peso no mercado doméstico, destaca o Grainsights. A redução de estimativas de embarques pelo Brasil aumenta o alerta. “Contudo, se a renovação do cessar-fogo de 60 dias no Golfo Pérsico se sustentar, a redução nos seguros navais pode voltar a baratear os fretes para o Irã (grande comprador nacional), dinamizando os portos do Arco Norte.
  • Demanda interna aquecida: um ponto de sustentação fundamental no mercado interno continuou sendo a gigantesca e crescente demanda das usinas de etanol de milho, indica o relatório. “Com a produção de biocombustíveis em Mato Grosso projetada para crescer 16% na temporada, as indústrias operam com margens saudáveis e originam grãos de forma constante, evitando que a praça do Centro-Oeste sofra quedas ainda mais catastróficas”, salienta.
  • Macroeconomia e oportunidades: no cenário macroeconômico, as recentes decisões de política monetária reforçaram a manutenção de um ambiente de crédito mais restritivo, com o Copom mantendo a taxa Selic em 14,50% ao ano diante da inflação persistente, refletida no IPCA acumulado de 4,72% em 12 meses até maio. No mercado cambial, embora o dólar tenha encerrado a semana em queda, a moeda permaneceu em altos patamares, sustentando a competitividade da soja brasileira e amenizando os efeitos das quedas em Chicago.

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