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15 de setembro de 2026

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Grupo com 32 pontos de drogas e comando de dentro de presídios é alvo de operação em MT

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Um grupo que mantinha ao menos 32 pontos de venda de drogas em Cáceres, a 220 km de Cuiabá, foi alvo de uma operação da Polícia Civil nesta segunda-feira (27). Segundo as investigações, as atividades eram gerenciadas de dentro do sistema prisional. Entre os alvos está uma mulher conhecida como “Princesa”, apontada como gerente regional e já investigada na Operação Coroa Quebrada.

Ao todo, foram emitidas 22 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa sendo cinco de prisão preventiva em Cuiabá, Cáceres, Mirassol D’Oeste, Várzea Grande e Primavera do Leste.

Conforme a polícia, os investigados que estavam presos no sistema penitenciário repassavam ordens a integrantes da facção em liberdade, determinando o monitoramento de pessoas supostamente ligadas a um grupo rival.

O grupo mantinha um rígido esquema de vigilância territorial, membros enviavam vídeos e fotos de bairros para acompanhar a presença policial e a movimentação de facções adversárias.

A investigação que teve início em julho de 2025, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron). Ao longo das apurações, foram identificadas cerca de 35 pessoas integrando uma estrutura hierarquizada, com divisão clara de funções, voltada ao tráfico de drogas e à prática de crimes violentos em Cáceres.

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Ao todo, 64 policiais civis, 40 militares, 15 penais e 23 militares do Comando de Fronteira Jauru do Exército participam da execução da Operação Codinome.

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“Está a serviço de grupo que tentou dar golpe nesse país”, Alexandre de Moraes bate boca com Mendonça

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Ao falar pela primeira vez na sessão, ministro afirmou que colega tentou incluí-lo em investigações e desafiou: “Quem tem medo da Polícia Federal?”

O ministro Alexandre de Moraes falou pela primeira vez durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) e partiu para o confronto direto com André Mendonça. Em tom duro, Moraes acusou o colega de atuar em favor de interesses políticos.

“Mendonça está a serviço de um grupo político que tentou dar um golpe neste país”, declarou Moraes durante o julgamento que analisa se será aberta uma investigação contra ele por supostas mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Ao dirigir-se diretamente a Mendonça, Moraes também questionou: “Quem tem medo da Polícia Federal?”. Em seguida, afirmou possuir testemunhas para sustentar suas acusações contra o colega.

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“Vamos chamar aqui as testemunhas que vão indicar. Eu tenho testemunhas de que o ministro André chamou a Polícia Federal para me incluir nas investigações”, afirmou.

Moraes disse ainda que as apurações contra ele teriam sido construídas de forma irregular. “Essa investigação fraudulenta que começou contra mim começou lá atrás”, declarou. Em outro momento, acrescentou: “Não há como julgar hoje sem julgar terça”.

As declarações elevaram a temperatura da sessão e expuseram publicamente o conflito entre os dois ministros. Mendonça foi responsável por levar à Corte as informações que deram origem ao pedido de investigação contra Moraes. Até o momento das declarações, ele não havia respondido às acusações feitas pelo colega durante o julgamento.

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Clima pode detonar e retardar plantio da soja em diferentes regiões do Brasil; veja quais estados estão na mira

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Foto: Pixabay

O clima pode virar um dos principais obstáculos para o avanço do plantio da soja da safra 2026/27 em diferentes regiões do Brasil. Em Mato Grosso, maior produtor nacional, o início da semeadura exige atenção redobrada às chuvas e à umidade do solo, segundo boletim semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O vazio sanitário terminou em 6 de setembro, liberando os produtores para iniciar os trabalhos no campo. No entanto, a largada não significa avanço imediato. Para que as máquinas consigam entrar e a semeadura ganhe ritmo, é necessário que as chuvas se regularizem e garantam umidade suficiente no solo.

Enquanto isso, o Paraná já apresenta avanço mais acelerado no plantio. Em Mato Grosso e nas regiões do Matopiba, que reúne Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, os trabalhos ainda acontecem de maneira mais gradual e em ritmo inicial.

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E é justamente aí que o clima pode fazer toda a diferença. Para os próximos dez dias, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê acumulados de 30 a 50 milímetros em grande parte de Mato Grosso. Se as chuvas realmente aparecerem dentro desse volume, o cenário pode favorecer a continuidade da semeadura.

O problema está no que vem depois. A previsão de redução das chuvas no período seguinte pode colocar em xeque áreas que já tiverem recebido sementes. Ou seja, o produtor pode conseguir plantar, mas depois enfrentar condições menos favoráveis para a germinação e o estabelecimento inicial das lavouras.

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E o alerta climático não para por aí. O Imea também destaca a atuação de um El Niño de forte intensidade. O fenômeno aumenta a necessidade de monitoramento das condições de chuva ao longo da primavera e pode se tornar um dos principais pontos de atenção para o desenvolvimento da safra 2026/27.

Com o plantio apenas começando em parte importante do país, o clima pode ser decisivo para definir se a semeadura vai ganhar velocidade ou se ficará travada em determinadas regiões. Para o produtor, acompanhar a previsão de chuva e a umidade do solo será fundamental nas próximas semanas.

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Agro Mato Grosso

Cacique Raoni é diagnosticado com câncer aos 94 anos e recebe cuidados paliativos em MT

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O cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, foi internado três vezes ao longo de 2026 antes de receber o diagnóstico de câncer no sistema digestório, divulgado pelo Instituto Raoni nessa segunda-feira (14). Atualmente, ele recebe cuidados paliativos na aldeia onde mora com a família em Peixoto de Azevedo (MT).

Na última internação, o líder indígena precisou ser transferido de avião de Mato Grosso para São Paulo para tratar uma obstrução intestinal e uma hemorragia digestiva.

Desde a alta médica, Raoni está próximo da família, do seu povo, além de contar com acompanhamento médico e uma estrutura de assistência domiciliar.

Veja a sequência das internações:

Em maio deste ano, Raoni foi internado pela primeira vez no Hospital Dois Pinheiros, em Sinop, a 503 km de Cuiabá, após apresentar fortes dores abdominais. Na ocasião, a equipe médica avaliou que o desconforto estava relacionado a uma hérnia antiga. Ele recebeu alta dois dias depois.

Ainda em maio, o cacique voltou a ser internado, desta vez na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do mesmo hospital, para tratar um quadro de pneumonia. Após sete dias, recebeu alta.

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Em junho, Raoni foi novamente levado ao hospital em estado grave e precisou ser internado na UTI. Os exames iniciais apontaram alterações na função renal e indicadores compatíveis com um processo infeccioso grave.

A principal hipótese diagnóstica naquele momento era de sepse com foco pulmonar, causada por uma pneumonia broncoaspirativa associada a episódios de vômito.

Diante da gravidade do quadro, o cacique foi transferido de avião para o Hospital São Paulo, onde passou por uma cirurgia para desobstrução intestinal manutenção do trânsito intestinal. Também foram realizados dois procedimentos para conter uma hemorragia digestiva.

Após cerca de um mês de internação, Raoni recebeu alta e retornou a Mato Grosso.

Outras internações

 

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Cacique Raoni se recupera da Covid e tem alta do hospital

Cacique Raoni se recupera da Covid e tem alta do hospital

Raoni também já havia sido internado em anos anteriores. Em setembro de 2022, ele ficou cinco dias internado em um hospital de Sinop após ser diagnosticado com um problema cardíaco. Na ocasião, passou por uma cirurgia para implantação de um marcapasso. Depois, permaneceu alguns dias em Colíder antes de retornar à aldeia.

Em julho de 2020, o cacique foi internado em um hospital de Colíder após passar mal. Ele precisou ser transferido de avião para Sinop devido a complicações gastrointestinais e desidratação.

Em setembro daquele mesmo ano, Raoni foi novamente internado após apresentar um quadro de pneumonia diagnosticado pela equipe médica de sua aldeia, no Parque Indígena do Xingu. Ele recebeu alta nove dias depois.

Naquele período, Raoni também apresentou um quadro depressivo após a morte da mulher dele, Bekwyjkà Metuktire.

Cuidados paliativos

 

O Instituto Raoni destacou que a indicação de cuidados paliativos não significa ausência de tratamento. A assistência é voltada ao controle da dor e de outros sintomas, prevenção de complicações e manutenção da qualidade de vida.

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O acompanhamento inclui alimentação, hidratação, atendimento médico, enfermagem e fisioterapia.

Depois de retornar a Peixoto de Azevedo, Raoni passou a receber assistência domiciliar organizada pela família e pelo Instituto Raoni, com participação de serviços públicos de saúde, profissionais parceiros e equipes especializadas.

O tratamento também considera a dimensão espiritual e cultural do cacique. Raoni é pajé e continua recebendo a presença e os cuidados de outros pajés de sua confiança.

Segundo o instituto, a assistência busca respeitar a cultura Mẽbêngôkre, a língua, as escolhas e as referências espirituais do líder indígena.

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