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5 de novembro de 2026

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Calor extremo reduz produtividade da soja e acende alerta para safra no Brasil, aponta FAO

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Reprodução Aprosoja RS

O relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado na última semana, aponta que o calor extremo registrado entre 2023 e 2024 provocou uma queda de quase 10% na produção de soja, além de impactos na pecuária, com estresse térmico e redução da produtividade.

Segundo o representante da FAO no Brasil, Jorge Meza, a produtividade das lavouras começa a ser comprometida quando as temperaturas ultrapassam os 30°C, cenário cada vez mais frequente em regiões produtoras de soja no Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

“Nas lavouras de milho e soja há perda de rendimento quando as temperaturas máximas superam 30°C nos estágios reprodutivos. Em várias regiões do Cerrado esse patamar já é recorrente, o que faz com que os ganhos de produtividade dependam cada vez mais de genética melhorada, ajustes no calendário agrícola e manejo preciso”, afirma.

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Segundo ele, os ganhos de produtividade passam a depender cada vez mais de tecnologia. “Aqui é importante entender que, em termos práticos, parte importante da agricultura brasileira já não extrai ganhos naturais do clima. Os avanços vêm quase exclusivamente da tecnologia e do manejo, o que aumenta, logicamente, os custos e os riscos”, afirma Meza.

Além das perdas econômicas, o relatório chama atenção para os impactos sobre os trabalhadores rurais. A projeção é de que algumas regiões do país possam enfrentar até 250 dias por ano com calor excessivo para o trabalho no campo, aumentando os riscos à saúde e exigindo adaptações na rotina das atividades.

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Adoção de medidas

Meza reforça que a adaptação da agropecuária aos efeitos do calor extremo não depende apenas do produtor rural, mas também de políticas públicas.

“O produtor não consegue agir sozinho. Para ser bem-sucedido, ele precisa de apoio de políticas públicas e de ferramentas desenvolvidas por governos, dentro de uma perspectiva de investimento em novas tecnologias, tecnologia social, planejamento, educação e pesquisa. O desafio é político e institucional, e não apenas técnico”, afirma.

Na prática, o produtor pode adotar medidas como sistemas de irrigação, sombreamento, cobertura do solo, mecanização seletiva e monitoramento climático mais preciso.

Monitoramento climático

Meza destaca ainda a importância do conhecimento climático para o planejamento da produção de soja em cenários de crise climática. Segundo ele, entender os ciclos vegetativos e os impactos das mudanças do clima é fundamental para decisões mais assertivas no campo.

Nesse contexto, o uso de previsões meteorológicas e sistemas de alerta passa a ser uma ferramenta estratégica para reduzir riscos e perdas na produção.

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Foco no produtor

A adaptação ao calor extremo também envolve a proteção dos trabalhadores rurais. Segundo Meza, já existem horários do dia em que não é seguro realizar atividades ao ar livre, o que exige reorganização da jornada no campo.

Entre as recomendações estão a antecipação de atividades para períodos mais amenos, pausas regulares, mecanização seletiva, uso de vestimentas adequadas, oferta de água potável e acompanhamento da saúde dos trabalhadores, garantindo mais segurança diante do aumento das temperaturas.

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CNC aciona o STF por aumento do prazo de adaptação à nova jornada e alerta para riscos

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A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) protocolou, na terça-feira (3), no Supremo Tribunal Federal (STF), uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) com pedido de medida cautelar para adiar o cronograma de implementação da nova jornada de trabalho.

A entidade esclarece que a ação não questiona o mérito da redução para 40 horas semanais nem o segundo dia de descanso remunerado, mas sim a inexequibilidade dos prazos de adaptação e a assimetria das regras de transição impostas ao setor produtivo.

Na petição, a CNC solicita que a primeira etapa da transição — redução para 42 horas semanais acompanhada de dois dias de descanso — passe de 16 de dezembro deste ano para 16 de outubro de 2027. Já o teto final, de 40 horas semanais, passaria a ser exigido a partir de outubro de 2028. A entidade sustenta que o prazo de apenas 60 dias previsto na emenda constitucional promulgada é insuficiente para mapear postos, contratar trabalhadores, reestruturar turnos e renegociar convenções coletivas.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, ressalta que o objetivo central da ação é resguardar a atividade econômica e a segurança operacional das empresas.

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“Precisamos atentar para a viabilidade prática da execução dessa mudança. Exigir que milhões de estabelecimentos refaçam escalas, contratem e revisem acordos em apenas dois meses, coincidindo com o pico de vendas de Black Friday, Natal, demais celebrações de fim de ano e a alta temporada do turismo, impõe um colapso operacional injustificado ao varejo físico e na importante cadeia econômica movida pelo turismo dessa época. O setor produtivo precisa de previsibilidade e bom senso para manter as portas abertas e preservar os empregos”, avalia Tadros.

Diferenças entre o público e o privado

A entidade também fundamenta o pedido na violação ao princípio da isonomia. Enquanto a administração pública direta e indireta recebeu prazo de até um ano para aditar seus contratos de terceirização e reequilibrar seus custos, a iniciativa privada foi submetida a um limite sumário de 60 dias.

Além disso, a Confederação aponta a vulnerabilidade das micro e pequenas empresas e dos MEIs, que ficaram desprovidos de regras claras de alívio econômico por causa da indefinição quanto ao prazo de tramitação da lei complementar regulamentadora.

Negociação coletiva

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Outro ponto central levado ao STF é a insegurança jurídica provocada pela perda automática de eficácia, a partir do 61º dia, de cláusulas de acordos e convenções coletivas em vigor. Para a CNC, as condições de jornada e descanso fazem parte de pacotes globais construídos com os sindicatos laborais, envolvendo salários e benefícios, e não podem ser desfeitas de forma abrupta.

Diante da proximidade do fim do ano, a Confederação solicita uma decisão liminar do STF antes de 16 de dezembro. Alternativamente, pede que a exigência da primeira etapa de 42 horas seja suspensa para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte até a sanção da regulamentação complementar específica.

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Deputado Max Russi diz que prepara “alguns cortes e reajustes” na Assembleia Legislativa

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Presidente da ALMT diz que apoia exonerações feitas pelo governador Otaviano Pivetta desde que sobre dinheiro para aumentar investimento público

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi (PODE), disse que prepara ajustes nos gastos para a próxima legislatura. O anúncio foi feito ontem (4) quando Russi comentava as exonerações no Executivo pelo governador Otaviano Pivetta. 

“A Assembleia também vai fazer alguns ajustes, alguns cortes. Eu acho que é importante, se sobrar mais dinheiro na ponta para investir em serviços para a população. O governo está fazendo os ajustes, os cortes”, disse. 

Russi não detalhou como os cortes serão feitos, se vão atingir cargos comissionados, por exemplo, ou redução de despesas com redimensionamento de orçamento em alguns departamentos. 

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Max Russi é candidato a novo mandato de presidente da Assembleia. Ele quer permanecer no cargo por mais dois anos a partir de fevereiro de 2027. Russi já disse que começou a conversar com colegas parlamentares para compor uma chapa de concorrência e não nega a hipótese de agregar outros candidatos. 

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Agro Mato Grosso

MT intensifica combate ao bicudo na reta final da safra de algodão

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Com o beneficiamento do algodão entrando na reta final em Mato Grosso, a atenção do setor produtivo se volta para o controle do bicudo-do-algodoeiro. Na última semana de outubro, a incidência da praga aumentou na maioria das regiões do estado, segundo levantamento do IMAmt, braço técnico da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea.

O cenário levou a Ampa a reforçar o alerta aos agricultores sobre a necessidade de manter as medidas de combate ao inseto mesmo durante o desenvolvimento da soja. As tigueras, plantas voluntárias de algodão que nascem entre as lavouras de grãos, servem de abrigo e alimento para o bicudo. Por isso, a recomendação é eliminar esses focos imediatamente, manter as armadilhas ativas e recorrer à aplicação de inseticidas quando necessário.

Nas unidades de beneficiamento, os trabalhos também se aproximam da conclusão. A maior parte das algodoeiras já processou entre 65% e 80% da produção, enquanto algumas instalações da região Centro-Leste atingiram 97% do volume previsto.

Plantio da soja chega a 89%

Paralelamente aos cuidados fitossanitários, Mato Grosso se aproxima da conclusão da semeadura da soja 2026/27. Até 30 de outubro, a operação havia alcançado 89,05% da área estimada, favorecida pelo retorno das chuvas em regiões que enfrentavam maior irregularidade climática, como o Noroeste do estado.

Com as lavouras apresentando bom desenvolvimento, o ritmo da semeadura contribui para o planejamento da próxima etapa do calendário agrícola. A conclusão dos trabalhos dentro do período adequado é importante para assegurar condições mais favoráveis ao cultivo do milho e do algodão de segunda safra no início do próximo ano.

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O processamento da fibra, a proximidade do fim da semeadura e a vigilância contra o bicudo marcam a transição entre as etapas da produção agrícola em Mato Grosso. Nesse período, o cumprimento das recomendações fitossanitárias e a atenção aos prazos de cultivo são fundamentais para preservar o potencial produtivo da próxima temporada.

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Agro MT